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Especial Viva Piauí que Trabalha será exibido hoje, às 12h30, em homenagem ao Dia do Piauí

Foto: Yasmin Cunha

Neste Dia do Piauí, 19 de outubro, a TV Cidade Verde apresenta o especial Viva Piauí Que Trabalha. O programa será exibido a partir de 12h30 e terá apresentação de Elivaldo Barbosa e Joelson Giordani.

O especial apresentará reportagens especiais pautadas pelas memórias e experiências vividas pelo jornalista Elivaldo Barbosa durante os 30 anos do programa Piauí Que Trabalha.  

O programa Viva Piauí Que Trabalha vai destacar as potencialidades dos setores de trabalho do estado. "O programa será dividido em seis partes com reportagens especiais sobre agricultura, pecuária, indústria, extrativismo, serviços e futuro do trabalho", explica a coordenadora de Programas Especiais da TV Cidade Verde, Indira Gomes.

No programa deste sábado o jornalista Joelson Giordani vai propor um desafio surpresa para Elivaldo Barbosa. Os telespectadores também serão instigados a adivinhar quais municípios piauienses Elivaldo ainda não visitou durante as três décadas de Piauí Que Trabalha.  

 

 

Da Redação
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Em expansão, beneficiamento do trigo atrai investimento de R$ 50 milhões ao Piauí

Foto: Pixabay / reprodução gratuita

A indústria é o terceiro setor em participação no Produto Interno Bruto (PIB) do Piauí e produziu R$ 4,7 bilhões em riquezas, segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a 2016. E uma das áreas que mais se expande no momento é a do beneficiamento do trigo.

Na cidade de Altos, a indústria Moinho do Piauí já investiu mais de R$ 15 milhões. Com isso, atingiu uma capacidade de 48 toneladas por dia de farinha de trigo e empregou 40 pessoas. Agora, com a modernização do maquinário e ampliação do parque, a indústria deve aumentar a produção para 120 toneladas por dia e empregar 30 pessoas a mais que antes.

Em Teresina, no Pólo Industrial Sul, está sendo instalada a empresa Grande Moinho Cearense, que produz a farinha de trigo Dona Benta. O investimento estimado é de aproximadamente R$ 50 milhões e a produção atenderá toda a indústria de panificação do Piauí e do Maranhão, com expectativa de expandir para outros estados.

A Grande Moinho Cearense terá uma área de 11.200 metros quadrados de parque e deve começar a produzir em maio de 2020, gerando cerca de 400 empregos diretos e indiretos. A previsão é que a obra de instalação seja concluída até maio de 2020.

O município de Teresina fez a doação do terreno no Pólo Empresarial Sul. “Estamos trabalhando nisso há cerca de três anos, quando a empresa nos procurou com a proposta. A Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE) tem facilitado toda e qualquer parte de instalação, construção, inclusive a parte de incentivos fiscais. Também trabalhamos uma integração entre as várias entidades do governo e estamos buscando uma parceria com o Sistema S e com a FIEPI. Tentaremos fazer uma espécie de centro de convivência no pólo empresarial, onde haverá qualificação profissional”, explicou o secretário Igor Néri.

Também está sendo estudada no Piauí a produção do trigo próprio, na região dos Cerrados. De acordo com o gestor, o governo está viabilizando, junto à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a criação de uma indústria piauiense de beneficiamento do grão.

Interiorização

Igor Néri destaca o processo de interiorização das indústrias. "Nós estamos fazendo um trabalho de interiorização, em busca de empresas para fomentar a economia dos municípios, estamos trabalhando junto aos prefeitos com esse foco. Temos 12 territórios de desenvolvimento e estamos avaliando as cidades pólo em cada um deles", diz o gestor.

Néri acrescenta que o governo está sempre em busca de formas para facilitar a chegada de novos investidores. "Nossa lei de incentivo fiscal é uma das mais modernas do país e nós também adaptamos essa lei à realidade das empresas de outros estados. As empresas não podem ter problemas para se instalar aqui. Por isso, estamos facilitando a vida do industrial, para agilizar a instalação, e estamos percebendo que as empresas estão vindo e ficando", declara.

O gestor cita, dentro desse objetivo de desburocratizar processos, o avanço da Junta Comercial do Piauí, que conseguiu reduzir o tempo médio de abertura das empresas para uma hora. "Estamos também trabalhando junto aos demais órgãos, para entender os motivos da demora e desburocratizamos a questão dos incentivos fiscais, desde a entrada, a solicitação, até a concessão. Criamos um ambiente de negócios para entender melhor o lado do empresário".

Jordana Cury
redacao@cidadeverde.com

Profissões do futuro e robótica são apostas para novas carreiras no estado

O programa especial “Viva Piauí que Trabalha” desta sexta-feira (18) apresentou as mudanças provocadas no mercado de trabalho com o incremento das novas tecnologias. Os profissionais que já estão no mercado de trabalho, e os que estão entrando, precisam se adaptar as constantes mudanças tecnológicas, que modificam os postos de trabalho e mudam a qualidade dos serviços prestados.

O mercado de trabalho passa por transformações e pede cada vez mais qualificação do profissional.  O desafio dos profissionais do futuro é investir em capacitação. A velocidade das transformações ocorre à medida que a tecnológica avança. Em 2025, mais da metade das tarefas será executada por máquinas.  Seis anos antes o índice já será de 30%.

O profissional do futuro será aquele que além de saber usar as tecnologias terá a capacidade de dominaá-las. Segundo pesquisas, os brasileiros passamos mais de 9 horas conectados. Mas, usar está longe de dominar. Os novos profissionais precisam ter múltiplos conhecimentos.

Perfil do novo profissional

Segundo o psicólogo, Danilo Camuri, o profissional do futuro terá que desenvolver habilidades humanas diante da velocidade das mudanças tecnológicas.

“O mercado passa por mudanças como Big Data, computação em nuvem, robótica. Isso exige novos saberes, criando novas profissões. Não é só chegar perto da tecnologia. Temos necessidade de desenvolver habilidades humanas. Teremos que ser especialistas em ser humano. O mundo avança e vai nos exigir novas potencialidades”, afirma Danilo.

Dados mostram que 88% das empresas querem funcionários com habilidades relevantes em tecnologia. Até 2024, 70 mil empregos criados serão em áreas que envolvem tecnologias. Porém, metade dessas vagas não serão preenchidas. Isso porque vão faltar profissionais qualificados. As universidades não formarão profissionais suficientes nos cursos ligados a tecnologias”, disse.  

Os profissionais do futuro são aqueles que conseguem acompanhar essa evolução. É o caso do arqueólogo, Bernardo Guimarães, que para alcançar o avanço na área da arqueologia passou a trabalhar com drones.

“Comecei a trabalhar no Iphan e analisava licenciamento ambiental. Se usa muito drones. E com isso comecei a perceber que todos os relatórios tinham imagem do drone. A tendência é ter que agregar e usar isso em benefício da profissão”, afirma.

Foto: Yasmin Cunha

Startup

Uma tendência mundial que ganha força no Piauí é a criação da chamada Startup. Os jovens são os principais empreendedores desse modelo de empresa que atua em um cenário de incertezas e soluções a serem desenvolvidas. Esse novo modelo necessita de inovação para não ser considerada uma empresa de modelo tradicional.

No Piauí, muitos empreendedores que procuram lançar uma Startup buscam o Sebrae para ter a ajuda necessária para retirar a ideia do papel. É o que afirma o analista do Sebrae, Samuel Moraes. “O público é formado de jovens, na maioria estudantes, que possuem uma ideia e precisam de ajuda para aplica-la”, explica.

 

Lídia Brito
lidiabrito@cidadeverde.com 

Energia limpa e pequenos provedores de internet tiram o sertão do Piauí do isolamento

Muitas localidades do sertão piauiense ainda nem são atendidas por serviços básicos, como o saneamento, mas a internet já está lá tirando moradores do isolamento e gerando emprego. É o caso do povoado Santa Teresa, a 80km do município de Acauã, a 463km ao Sul de Teresina. Na comunidade, hoje todos os prédios públicos possuem internet, como escolas, por exemplo. O feito é graças ao investimento do empresário Ernandes Sousa, que viu nas dificuldades de se conectar ao mundo, uma oportunidade de inovar.

"O cliente nos procura e a gente vai até a comunidade e faz um estudo. A gente mapeia as casas e discute um ponto de viabilidade para instalar uma torre para atender a comunidade", disse Ernandes ao Viva Piauí que Trabalha.

O primeiro investimento foi em uma lanhouse, que logo se transformou em provedor de internet. "Eu consegui trazer uma lanhouse para a localidade e posto telefônico, foi aí onde comecei a atender a comunidade, os caminhoneiros do posto fiscal, mas depois as pessoas começaram a querer internet nas suas casas", lembra.

Os pequenos provedores de internet chegam hoje a locais onde os gigantes da comunicação não têm interesse no mercado. Eles já ocupam 78% das cidades brasileiras. A empresa de Ernandes, por exemplo, gera 9 empregos com mão de obra local. Para a professora Lourdes Maria, a internet trouxe novos autores para a escola.

"A gente não tinha recursos, era apenas o livro. Hoje temos novos pontos de vista, novos autores", comemora.

Energia limpa

Além da internet, o setor de energia limpa também tira regiões do sertão piauiense do isolamento. A produção de energia eólica e solar tornou o Piauí referência. Em Lagoa do Barro, um empreendimento fabrica torres de energia, gerando emprego e renda, além de sonhos.

O estado produz hoje 60% mais energia do que produz. Só dos ventos é o 5º no país. Segundo a Secretaria de Mineração e Petróleo do Piauí, só com energia eólica há 60 empreendimentos em operação, 9 em construção e 19 a construir. Já com energia solar são 9 empreendimentos em operação, 14 em construção e 9 a construir.

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

Piauí que Trabalha: Parnaíba e União lideram vagas de empregos e jovens empreendem mais

O programa especial Viva Piauí que Trabalha desta quinta-feira (17) destacou as potencialidades do setor de serviços. O estado apresentou um crescimento de 7% na abertura de empresas e negócios. O número é considerado positivo diante do cenário de crise em que vivem o País.

Abertura de Empresas

Segundo dados da Junta Comercial do Piauí, em 2019, o número da abertura de novos negócios já ultrapassou 5 mil. A presidente da Junta, Alzenir Porto, afirma que o crescimento se deve a desburocratização do processo que foi totalmente informatizado. Agora, a documentação necessária fica pronta em três dias. No passado poderia levar um ano.  

“Era mais difícil porque não tinha nada informatizado. Não havia padronização do contrato. Eram 16 etapas a serem cumpridas. Levava mais de um ano para abrir uma empresa.”, diz Alzenir Porto.

A maior parte das empresas abertas no Piauí foram registradas nas cidades de Teresina, Picos e Parnaíba. Os novos empreendimentos são nas áreas de comércio, serviços, estéticas e saúde. O perfil do empreender é de jovens entre 18 e 25 anos.

Foto:YasmimCunha/CidadeVerde.com

Geração de Empregos

Os números de 2018 mostram que durante todo o ano passado a maior parte dos empregos gerados no Piauí ficou concentrada em 15% dos municípios. As cidades que mais criaram empregos foram Parnaíba, União e Teresina.
 
Na cidade de Parnaíba, os números se devem ao setor de turismo. Na cidade de União, as vagas abertas foram devido à usina de açúcar e álcool instalada na cidade. Em Teresina, o setor de serviço ainda se destaca bastante. 

Construção Civil

O que mostra o retorno do crescimento econômico é o retorno da abertura de vagas na área da construção civil. Impulsionada pelo crédito imobiliário, esse setor ampliou as contratações em 2019. Isso ocorre após cinco anos de dados negativos. 

Foram criados 1184 empregos com uma variação de 6%. O crescimento maior foi no mês de maio. Porém, o crescimento se mantém positivo nos outros cinco meses.  O crescimento do mercado imobiliário é apontado como o responsável pelo bom desempenho da  construção civil.  

O presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil de Teresina (Sinduscon), Francisco Reinaldo, afirma que as obras em Teresina impulsionam a contratação de mão de obra no setor.  “São obras do Governo Federal como o balão do Mercado do Peixe e a prefeitura abre novas vias. Isso ajuda na contratação ”, disse Francisco Reinaldo.

O superintende da Caixa Econômica no Piauí, Jonathan Borges, afirma que houve uma redução na taxa de juros para o financiamento de imóveis em 15%.

“Temos os indicadores de desemprego melhorando. Tem a oferta de imóveis para vender. Isso oferece às pessoas condições de negociações e opções de crédito. Com isso as construtoras devem construir mais e colocar mais imóveis à disposição. Assim, as construtoras terão que contratar mais para atender a demanda”, disse. 

 

Lídia Brito
lidiabrito@cidadeverde.com 

Secretária destaca potencial turístico do Piauí e novos investimentos

Com três polos ativos recebendo turistas nacionais e internacionais, a Secretaria de Turismo do Piauí está atuando também no cadastro desses visitantes. As informações ajudam a aperfeiçoar as necessidades e no planejamento de investimentos.

"O Piauí tem um potencial turístico muito grande em belezas naturais que você não encontra em outros estados. O que falta hoje é a gente terminar de deixar o produto pronto para visitação. Já temos polos formados como Serra da Capivara, a grande Teresina e nosso litoral. Esses polos estão preparados e já recebem turistas tantos nacionais como internacionais", afirmou Karina Tomás, secretária de Turismo, durante entrevista ao Viva Piauí que Trabalha.

Fotos: Yasmim Cunha

"No litoral, nós estamos monitorando os turistas com voucher eletrônico. Todos os passeios que saem pro Delta, a gente tem todas as informações do passageiro. Hoje a gente tem uma noção mais real de quanto turistas visitam a região. Em Teresina é através do aeroporto", acrescenta.

Na Serra da Capivara, segundo a secretária, o governo tenta incentivar empresários para reforçar a demanda de leitos na região, considerado um dos principais entraves para investimentos de empresas aéreas, por exemplo.

"Estamos tentando incentivar os empresários a investir em São Raimundo, principalmente na parte hoteleira. Uma empresa área não vai descer se o turista não tem onde ficar. Temos poucos leitos ainda. Estamos trabalhando uma cidade turística na região. Estamos vendo também o projeto de uma adutora, pois tem também problema de água", ressalta.

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

O pequeno negócio é o grande empregador do país, diz Sebrae

Os microempreendedores individuais crescem a cada dia no país e já são apontados como a saída para combater a alta taxa de desemprego brasileira, que ultrapassa 12 milhões de pessoas. Para o diretor-superintendente do Sebrae no Piauí, Mário Lacerda, os pequenos negócios viraram a mola propulsora dos investimentos.

"O MEI (Microempreendedores Individual) foi uma grande sacada do país. Em 2019 se olhou de modo especial para quem estava na informalidade, ou diria, na clandestinidade. Nós temos hoje quase 8 milhões de MEI no país, com potencial de criar 8 milhões de empregos, já que cada um pode ter um funcionário", explicou Lacerda durante entrevista ao Viva Piauí que Trabalha nesta quinta-feira (17).

Fotos: Yasmim Cunha

Segundo ele, para que os negócios deem certo é preciso buscar três objetivos básicos. "O primeiro deles é a simplificação e desburocratização, depois o crédito. Para empreender a gente precisa de capital. O crédito precisa ser acessível e fácil de pagar. A mola propulsora são os pequenos negócios. E finalmente conhecimento. É preciso ter conhecimento", afirma.

Sobre o MEI em si, o diretor ressalta que a formalição vai além da disponibilização de um CNPJ. "Além do CNPJ, que ele possa ter um crédito diferenciado, além de ter todos os direitos dos benefícios da previdência", disse Mário Lacerda.

Mesmo na crise, Piauí gera empregos

Em recessão desde o ano de 2015, o país tem sofrido com a alta taxa de desempregados. No Piauí, segundo o superintendente regional do Trabalho, Philippe Salha, apesar da maré ruim na economia, o estado tem se destacado na criação de postos de trabalho.

"O Piauí é um caso "sui generis" (único). Durante toda essa crise, o Piauí só teve números positivos. O estado não teve um mês negativo. Às vezes um número pequeno, mas sempre positivo. O Piauí é um estado que está crescendo e vai continuar gerando muito emprego", destacou também durante o programa desta quinta-feira.

O superintendente também ressaltou as facilidades que o trabalhor tem agora, por exemplo, para tirar uma carteira de trabalho ou solicitar o seguro desemprego. "A carteira digital faz uma revolução ao trabalhor, ele não precisa ir mais ao ministério, a sua carteira é o seu CPF. Hoje todas as empresas estão no E-social. Para registrar basta informar o CPF. A carteira digital tem todo o histórico do trabalhador e ele ainda acompanha 13º, abono salarial, férias e, no caso de existir uma demissão, pelo aplicativo mesmo você solicita o seguro desemprego", explica.

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

Série Viva Piauí: alto padrão genético da pecuária do estado é destaque no País; assista

A pecuária é o tema do terceiro dia de Viva Piauí Que Trabalha. A atividade econômica que motivou a colonização do estado é marcante até à atualidade com forte presença do melhoramento genético de raças. O Piauí se destaca nacionalmente em áreas como a criação de caprinos, tendo o 3° maior rebanho do país.

São 1.835.550 cabeças de caprinos no estado, o Piauí só é superado pelos estados da Bahia e Ceará. A criação de ovinos ultrapassa os 1,6 milhões, a de suínos 1.043 cabeças e a de bovinos mais de 1,4 milhão de animais da espécie. 

Alguns rebanhos diminuíram com o passar dos anos, a exemplo da criação de bovinos, que registrou queda de 12,95% em 10 anos. Atualmente o Piauí é o 19ª estado com maior rebanho. A quantidade deu lugar a qualidade, com aumento da criação de animais de raça nobre e de alto valor de mercado. 

O Sul do estado é o território central de criação de bovinos com potencial genético. Cerca de 2,92% da criação está em Parnaguá e 2,07% em Corrente, municípios do extremo sul que têm um papel importante na concentração do perfil genético. 

“O Piauí tem se destacando com animais de genética superior sendo julgados em campo e em pistas de julgamento”, afirma o agrônomo Pedro Bitencourt.

Foto: Reprodução TV Cidade Verde

Caprinos

No Norte do estado, a criação de caprinos também chama a atenção pelo elevado perfil genético. Criações da raça savana acumulam títulos de competições nacionais pelo alto valor de mercado e têm chamado a atenção de pesquisadores de outros estados. Segundo o IBGE, o Piauí possui 17% do rebanho nacional de bodes e cabras. 

De acordo com os pesquisadores, o melhoramento genético dos rebanhos traz benefícios para a carne e carcaça do animal, além de antecipar o preparo físico para ser comercializado no mercado. 

Leite

Outro grande investimento no Norte do estado é a Fazenda Santa Luzia, em Parnaíba, que chega a produzir 25 mil litros de leite por dia. O valor, não chega nem a metade do que o mercado local consome, havendo espaço para novos investimentos e para importação de leite de outros estados. 

A tecnologia a serviço da qualidade de vida do animal tem sido usada para aumentar a produção. As vacas leiteiras são submetidas diariamente a banhos e climatização especial para reduzir a temperatura do corpo. O procedimento relaxa o animal e gera 3 litros a mais na ordenha de leite. 

São mais de 300 vacas leiteiras na fazenda que conta ainda com a ordenha de 180 pequenos produtores da região. 

Ovinos

Também em Parnaíba, uma granja produz 25 mil ovos por dia e pretende dobrar a capacidade em 2022. O local conta com 30 mil aves, distribuídas em três lotes. A produção representa apenas 12% do que o município de Parnaíba consome, mostrando um cenário favorável para a ampliação do investimento. 

O criador Daniel Cortez explica o que motivou a empresa a estruturar o negócio em busca de economia de gastos. A granja adotou a coleta das vezes das galinhas para a produção de adubo natural, que é revendido. Por dia é produzida cerca de 1 tonelada de adubo, que após a venda consegue pagar 10% das despesas da empresa. 

“A gente precisa reduzir custos para se manter no mercado. Com a automação eu consigo isso”, explicou Daniel destacando a necessidade da tecnologia para o negócio.

 

Peixes

Outro investimento que tem potencial no Piauí é a psicultura. Um criadouro de tilápias nos Tabuleiros Litorâneos, único da região que tem a fruticultura como destaque, chega a produzir 15 toneladas do peixe por mês. São cerca de 60 mil alevinos inseridos nos tanques, destes, 48 mil (80%) chegam a fase de comercialização, podendo chegar a 1 kg em cerca de 7 meses.

Foto: Yasmin Cunha/Cidadeverde.com

Valmir Macêdo
valmirmacedo@cidadeverde.com

Gado Curraleiro Pé-Duro é opção para criação em larga escala, diz Embrapa

Esquecido por muitos anos, o gado Curraleiro Pé-Duro voltou a ser uma boa opção para criação em larga escala com foco na produção de carne. Quem garante é a Embrapa, que vem desenvolvendo estudos com a raça no Piauí. 

"Iniciamos esse trabalho de cruzamento com o Curraleiro desde 2008, então tem mais de dez anos. Nós já avaliamos mais de mil animais, desde o nascimento até o abate, que é quando avaliamos a qualidade da carne. A gente iniciou em Campo Maior, que é uma zona de transição entre semiárido e cerrado em pastagens não nativas", disse Geraldo Magela, pesquisador da Embrapa, durante entrevista ao Viva Piauí que Trabalha desta quarta-feira (16).

Segundo ele, os avanços são significativos e atualmente já se consegue antecipar em um ano o abate. "Conseguimos diminuir em um ano, comparando com o Nelore, a produção de animais em torno de 600kg de peso vivo aos 28 meses de idade no cerrado. Já está pronto pro abate apenas com a suplementação de sal mineral e ureia", explica.

Fotos: Yasmim Cunha

O pesquisador informa que países como Austrália e Estados Unidos produzem com metade do rebanho do estado. "Podemos produzir em larga escala e sem aumentar muito o rebanho. Com a metade do nosso rebanho, a Autrália e EUA produzem o mesmo tanto", informa, destacando que a raça ainda precisa de melhoramentos.

"Nós temos gado ruim demais para todo lado. Temos que melhorar o nosso Curraleiro também. É a raça mais antiga do Brasil e é a última que foi reconhecida pelo ministério, pois foi quase um abandono. Se não fosse alguns criadores que mantiveram, o trabalho da Embrapa e algumas institutuições como a UFPI, até pouco tempo a gente não sabia nem as pelagens do Curraleiro, nem o peso adulto de macho e fêmea", declarou.

Magela destaca que se fala muito que o Curraleiro não precisa de muito manejo, no entanto, não é bem assim. "Falam que o Curraleiro é resistente e que não precisa de nada, mas ele precisa de comida e água. Um boi ou uma vaca bebe em torno de 60 litros de água por dia. Se ele não tiver 60 litros por dia ele vai passar sede e ele passando sede não tem fome. O reflexo da sede vem antes da fome", finalizou.

Piauí já é o 4º maior produtor de pescado do Nordeste

Outro setor de destaque no Piauí é a psicultura. O estado já produz 18 mil toneladas por ano, ocupando a quarta colocação no Nordeste. Para João Pinheiro, analista do Sebrae, o setor é considerado emergente.

Foto: Yala Sena

"É um setor emergente e que nos últimos anos tem crescido de forma estraordinária. Só para se ter uma ideia, em 2005 quando começou a se trabalhar psicultura no estado de forma mais empresarial, o Piauí produzia entre duas a três toneladas de peixe por ano. Chegamos a 2018 com a produção de 18 mil toneladas, tornando o setor o que mais cresceu. Isso já coloca o Piauí como quarto produtor de pescado da região Nordeste e o 14º do Brasil", disse durante entrevista ao Viva Piauí que Trabalha.

Assista:

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

Viva Piauí que Trabalha: empreendimentos bem sucedidos no estado cruzam fronteiras

Foto: Yasmin Cunha/Cidadeverde.com

O segundo dia de programa especial Viva Piauí que Trabalha destacou nesta terça-feira (15) as potencialidades industriais do estado na área de extração vegetal. A edição, que marca as três décadas de desenvolvimento acompanhadas de perto pela TV Cidade Verde, abordou números do setor industrial piauiense.

Atualmente, o Piauí possui 3.916 indústrias instaladas em seu território gerando empregos diretos para mais de 50 mil pessoas, a maioria advindos da construção civil. A geração anual é de cerca de R$ 4,7 bilhões que representam 12,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. A participação nacional ainda é tímida, representando apenas 0,4% do PIB industrial do país, mas o horizonte é de um cenário promissor

Um exemplo são os moinhos de trigo que estão se instalando no Norte piauiense. No município de Altos, um casal de argentinos trabalha com um moinho que produz diariamente 48 toneladas de farinha de trigo por dia. A perspectiva é que até o final do ano a produção seja ampliada para 240 tonelada por dia, gerando 70 novos empregos com a ampliação.

Foto: Reprodução TV Cidade Verde.

A escolha do Piauí para a implantação da indústria se deu após uma pesquisa de mercado que identificou no estado um mercado consumidor da farinha de trigo, antes importada de outros estados.

“Nós sempre falamos que no Piauí tem tudo para se fazer. Tem que ter decisão, estudo e acompanhamento do Estado. Se os empreendedores não têm medo, tem estudo e apoio do governo, o Piauí tem muito o que crescer na área da indústria”, revelou o argentino Federico Musso, proprietário do moinho.

O secretária de Desenvolvimento Econômico, Igor Nery, adianta que uma nova empresa do ramo deve se instalar no pólo industrial de Teresina. São R$ 80 milhões para a instalação da empresa. 

“A estimativa é que em maio do próximo ano eles estejam produzindo trigo no Piauí. Produção no cerrado, em pouco tempo nós teremos nosso próprio trigo”, afirmou o secretário.

Carnaúba

Segundo o IBGE o Piauí é o maior produtor de pó de carnaúba do Brasil, São cerca de 10 mil toneladas, o que equivale a 52% da produção nacional. O pó gera a cera, um dos produtos de exportação internacional. O estado produz 9 mil toneladas de cera por ano, a 2ª maior exportação do país, ficando abaixo apenas do Ceará. 

Carvão Vegetal

O Piauí é quarto maior produtor de carvão vegetal do Brasil. Em 2018 foram cerca de 46.995 toneladas representando 13,89% da produção nacional. A maioria, 25% da produção local vem da cidade de Jerumenha. 

Babaçu

Além da carnaúba, outra palmeira com bastante valor econômico no Piauí é o babaçu. Com grande valor aproveitável, o fruto gera insumos desde a casca até a amêndoa. Uma empresa incubadora foi implantada na Universidade Federal do Piauí que já resultou em uma franquia social de beneficiamento do babaçu, que tem beneficiado inclusive comunidades terapêuticas na criação de empregos e geração de renda.

Quartzito

Renomeado como pedra de Castelo, o quartzito é outro produto de exportação do Piauí. A pedra, que é extraída por uma mineradora na região de Castelo do Piauí, no Norte do estado, tem destino certo para países como, México, Argentina, Chile,  Portugal e Espanha, principal mercado consumidor. Ano passado foram comercializadas 1.500 toneladas que representaram cerca de R$ 2 milhões.

Opala

Pedra valiosa que representa o Piauí, a extração da opala já chegou a gerar R$ 3 milhões na economia do estado em um ano. Em uma área de extensão de cerca de 10 km na Serra dos Matões, no município de Pedro II, atualmente quatro minas estão em operação. Uma joia de 3 gramas com a pedra beneficiada pode chegar a um valor de R$ 10 mil. Artistas e empresários se organizam em 20 ateliês de jóias. As produções ganham o mundo, sendo vendidas para países como a França, os Estados Unidos e a  Alemanha.

Valmir Macêdo
valmirmacedo@cidadeverde.com

 

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