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Viva Piauí que Trabalha inicia hoje com série; Elivaldo Barbosa relembra fatos históricos

Fotos: Roberta Aline

Chico Lobo, Clayton Riedel e Elivaldo Barbosa

A TV Cidade Verde inicia nesta segunda-feira (14) uma série de reportagens que vai homenagear o estado com uma edição especial no programa Viva Piauí Que Trabalha. Durante a semana, serão veiculadas reportagens marcantes que também vão lembrar os 30 anos do Piauí que Trabalha.

No dia 19 será comemorado o 197º aniversário de adesão do Piauí à Independência do Brasil e no sábado terá um programa especial com apresentação de Elivaldo Barbosa e Joelson Giordani.  

Há quase 30 anos à frente do programa, o jornalista Elivaldo Barbosa relembra fatos que marcaram sua carreira no programa. Uma delas, em 2004 no Sul do estado, na região onde nasce o maior rio genuinamente Nordestino, o Rio Parnaíba. 

“A gente sempre falava das nascentes, mas até então nunca tínhamos ido lá. Foi uma viagem de difícil de acesso. Construímos até uma ponte para chegar lá. Apesar de poucos registros fotográficos, os arquivos da TV conseguiram capturar imagens belíssimas”, relembra Elivaldo.  

A reportagem com as nascentes do Rio Parnaíba em Santa Filomena é umas das que serão veiculadas no programa especial. 

Outra experiência que Elivaldo guarda com honra na sua carreira de repórter foi no Norte do Piauí, quando o jornalista enfrentou centenas de quilômetros a cavalo da capital ao litoral do estado. 

“Foi uma cavalgada de superação. Nunca imaginei que pudesse voltar às origens até da colonização do estado, porque o estado foi colonizado com a pecuária, e no percurso encontramos muitos vaqueiros e fazendas de criação. Fui de Teresina até Parnaíba, em um grupo de 70 pessoas. É algo que levo no meu currículo”, brinca Elivaldo.


Elivaldo ao lado do repórter cinematográfico Chico Lobo e equipe do Piauí Que Trabalha.

 

Estradas e energia elétrica

Após décadas percorrendo o território do Piauí de Norte à Sul, Elivaldo relata mudanças significativas pelas quais o estado passou nos últimos anos. Quem só conhece o Piauí de hoje acharia estranho vivenciar o estado há 30 anos.

 “Uma mudança acentuada. Quando começamos, para fazermos uma reportagem em Uruçuí ou Santa Filomena, por exemplo, nós teríamos que rodar mais pelo estado do Maranhão do que pelo Piauí. O Maranhão era o acesso principal para muitos municípios piauiense. Hoje temos bons acessos, apesar de ainda haver muito o que melhorar”, relembra.

Outro ponto lembrado pelo jornalista diz respeito o acesso a energia. Antigamente, boa parte dos municípios não possuía acesso a energia elétrica, algo que se transformou a realidade de muitas localidades com a chegada do fornecimento.


Foto: Elivaldobarbosa/Instagram

Agronegócio

Na área da produção de soja, Elivaldo Barbosa assinala que o Piauí mudou “da água para o vinho”. Repórter que registrou as primeiras safras nos cerrados do estado e que acompanha de perto o desenrolar de novos investimentos do setor, ele relembra com orgulho o crescimento do agronegócio no estado. 

“O Piauí até 1990-91 começava a colher as primeiras safras de soja, uma soja ainda pouco produtiva, com problemas de adaptação. Hoje, o Piauí está na era dos transgênicos, produzindo soja e milho com produtividades acima da média nacional. Isso mostra que o estado tem um agronegócio competitivo, rentável e ainda em evolução com condições de superar já o Maranhão e ficar atrás, por questões até de dimensão territorial, da Bahia, apenas”.

No início da década de 1990, o Piauí chegava a quase um milhão de toneladas de grãos. Hoje são cerca 4,3 milhões de toneladas em crescimento, fazendo o estado sair da agricultura rudimentar, de subsistência, para a atração de investidores de outras regiões. 

Turismo

Na região Norte do Piauí, o que marca o jornalista é o crescimento do turismo. “O Piauí já é conhecido mundialmente e já atrai turistas de todo o mundo. Isso mostra que o nosso estado evolui muito, não parou no tempo. Isso se deve a força do empreendedorismo e aos investimentos públicos, tanto dos municípios como dos governos estaduais que geriram o estado”, avalia. 

Agrônomo e jornalista

A afinidade de Elivaldo Barbosa com o meio de produção agropecuário vem de sua primeira formação. Formado também em engenharia Agronômica, o jornalista já trabalhou como consultor do Piauí Rural e como bolsista no Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

“A formação ajuda muito no Piauí que Trabalha em muitas matérias aplicadas ao agronegócio, à agricultura, à pecuária”, garante.

Sua experiência na área da agronomia abriu caminhos no início da sua carreira como jornalista. Elivaldo trabalhou na primeira equipe na Rádio Antares, como produtor no programa Flor do Campo, em frequência AM voltado para o público rural.

Com passagem também pelo impresso, Elivaldo escreveu páginas rurais no Jornal da Manhã,antes de ingressar na TV  Pioneira, hoje TV Cidade Verde de onde permanece há 30 anos.

 

Política

Referência também no jornalismo político piauiense, Elivaldo foi ligado com a área desde sua formação acadêmica, quando militou no movimento estudantil e chegou a ser presidente do Diretório Central de Estudantes da Ufpi.

“Sempre gostei muito de política, achava até que poderia ingressar na política partidária, ser candidato, mas achei melhor cobrir a política, faço isso com muita facilidade até”, revela.

A carreira na política começou quando passou a ser escalado para substituir jornalistas de renome como Luiz Carlos Maranhão, Chico Viana e o Gilberto Melo. 

Questionado sobre qual área ele tem mais preferência, Elivando é sincero ao revelar paixão pelas duas áreas. “Acabei me consolidando profissionalmente nessa parte da política e na economia, no agronegócio. Nem penso em deixar um em detrimento do outro. Procuro sempre integrá-los”.

 

Valmir Macêdo
valmirmacedo@cidadeverde.com