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O pequeno negócio é o grande empregador do país, diz Sebrae

Os microempreendedores individuais crescem a cada dia no país e já são apontados como a saída para combater a alta taxa de desemprego brasileira, que ultrapassa 12 milhões de pessoas. Para o diretor-superintendente do Sebrae no Piauí, Mário Lacerda, os pequenos negócios viraram a mola propulsora dos investimentos.

"O MEI (Microempreendedores Individual) foi uma grande sacada do país. Em 2019 se olhou de modo especial para quem estava na informalidade, ou diria, na clandestinidade. Nós temos hoje quase 8 milhões de MEI no país, com potencial de criar 8 milhões de empregos, já que cada um pode ter um funcionário", explicou Lacerda durante entrevista ao Viva Piauí que Trabalha nesta quinta-feira (17).

Fotos: Yasmim Cunha

Segundo ele, para que os negócios deem certo é preciso buscar três objetivos básicos. "O primeiro deles é a simplificação e desburocratização, depois o crédito. Para empreender a gente precisa de capital. O crédito precisa ser acessível e fácil de pagar. A mola propulsora são os pequenos negócios. E finalmente conhecimento. É preciso ter conhecimento", afirma.

Sobre o MEI em si, o diretor ressalta que a formalição vai além da disponibilização de um CNPJ. "Além do CNPJ, que ele possa ter um crédito diferenciado, além de ter todos os direitos dos benefícios da previdência", disse Mário Lacerda.

Mesmo na crise, Piauí gera empregos

Em recessão desde o ano de 2015, o país tem sofrido com a alta taxa de desempregados. No Piauí, segundo o superintendente regional do Trabalho, Philippe Salha, apesar da maré ruim na economia, o estado tem se destacado na criação de postos de trabalho.

"O Piauí é um caso "sui generis" (único). Durante toda essa crise, o Piauí só teve números positivos. O estado não teve um mês negativo. Às vezes um número pequeno, mas sempre positivo. O Piauí é um estado que está crescendo e vai continuar gerando muito emprego", destacou também durante o programa desta quinta-feira.

O superintendente também ressaltou as facilidades que o trabalhor tem agora, por exemplo, para tirar uma carteira de trabalho ou solicitar o seguro desemprego. "A carteira digital faz uma revolução ao trabalhor, ele não precisa ir mais ao ministério, a sua carteira é o seu CPF. Hoje todas as empresas estão no E-social. Para registrar basta informar o CPF. A carteira digital tem todo o histórico do trabalhador e ele ainda acompanha 13º, abono salarial, férias e, no caso de existir uma demissão, pelo aplicativo mesmo você solicita o seguro desemprego", explica.

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com