Cidadeverde.com

Profissões do futuro e robótica são apostas para novas carreiras no estado

O programa especial “Viva Piauí que Trabalha” desta sexta-feira (18) apresentou as mudanças provocadas no mercado de trabalho com o incremento das novas tecnologias. Os profissionais que já estão no mercado de trabalho, e os que estão entrando, precisam se adaptar as constantes mudanças tecnológicas, que modificam os postos de trabalho e mudam a qualidade dos serviços prestados.

O mercado de trabalho passa por transformações e pede cada vez mais qualificação do profissional.  O desafio dos profissionais do futuro é investir em capacitação. A velocidade das transformações ocorre à medida que a tecnológica avança. Em 2025, mais da metade das tarefas será executada por máquinas.  Seis anos antes o índice já será de 30%.

O profissional do futuro será aquele que além de saber usar as tecnologias terá a capacidade de dominaá-las. Segundo pesquisas, os brasileiros passamos mais de 9 horas conectados. Mas, usar está longe de dominar. Os novos profissionais precisam ter múltiplos conhecimentos.

Perfil do novo profissional

Segundo o psicólogo, Danilo Camuri, o profissional do futuro terá que desenvolver habilidades humanas diante da velocidade das mudanças tecnológicas.

“O mercado passa por mudanças como Big Data, computação em nuvem, robótica. Isso exige novos saberes, criando novas profissões. Não é só chegar perto da tecnologia. Temos necessidade de desenvolver habilidades humanas. Teremos que ser especialistas em ser humano. O mundo avança e vai nos exigir novas potencialidades”, afirma Danilo.

Dados mostram que 88% das empresas querem funcionários com habilidades relevantes em tecnologia. Até 2024, 70 mil empregos criados serão em áreas que envolvem tecnologias. Porém, metade dessas vagas não serão preenchidas. Isso porque vão faltar profissionais qualificados. As universidades não formarão profissionais suficientes nos cursos ligados a tecnologias”, disse.  

Os profissionais do futuro são aqueles que conseguem acompanhar essa evolução. É o caso do arqueólogo, Bernardo Guimarães, que para alcançar o avanço na área da arqueologia passou a trabalhar com drones.

“Comecei a trabalhar no Iphan e analisava licenciamento ambiental. Se usa muito drones. E com isso comecei a perceber que todos os relatórios tinham imagem do drone. A tendência é ter que agregar e usar isso em benefício da profissão”, afirma.

Foto: Yasmin Cunha

Startup

Uma tendência mundial que ganha força no Piauí é a criação da chamada Startup. Os jovens são os principais empreendedores desse modelo de empresa que atua em um cenário de incertezas e soluções a serem desenvolvidas. Esse novo modelo necessita de inovação para não ser considerada uma empresa de modelo tradicional.

No Piauí, muitos empreendedores que procuram lançar uma Startup buscam o Sebrae para ter a ajuda necessária para retirar a ideia do papel. É o que afirma o analista do Sebrae, Samuel Moraes. “O público é formado de jovens, na maioria estudantes, que possuem uma ideia e precisam de ajuda para aplica-la”, explica.

 

Lídia Brito
lidiabrito@cidadeverde.com