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Franzé diz que vai renegociar reajustes, mas governo "não está dando calote"

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Em entrevista no Jornal do Piauí desta quarta-feira (6), o secretário estadual de administração, Franzé Silva, confirmou que o governo vai procurar as categorias de servidores para renegociar os reajustes previstos para 2015. A medida ocorre por conta do gasto com pessoal ter se aproximado do limite prudencial estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). 

"Na próxima semana, após o fechamento do relatório, nós iremos chamar todas as categorias, de forma aberta e sincera", disse Franzé Silva. Segundo o secretário, a situação pode piorar se as contas não forem revistas. "Ultrapassar o limite é estancar novamente todos os recursos que precisamos para obras. (...) Precisamos avançar, mas não podemos retroceder e perder recursos", alertou o secretário. 

Franzé Silva compara a situação do Piauí a do Paraná, que hoje enfrenta greves por conta de ajustes que precisou fazer. No caso paranaense, o governador se reelegeu. No Piauí, a culpa é atribuída aos governos anteriores, que fecharam acordos de reajustes salariais parcelados sem levar em conta o impacto futuro na folha de pagamento. 

De acordo com Franzé Silva, todas as leis aprovadas só podem ser regulamentadas se tiver artigo garantindo o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. O secrerário frisou ainda que o governo "não está dando calote", mas sim trabalhando dentro das possibilidades para não estourar o limite legal. 

Os acordos só serão feitos, no entanto, após o fechamento do relatório. "Primeiro temos que ver o valor estabelecido. Vamos fazer um cronograma de atividades e prioridade para serviços essenciais", declarou Franzé Silva, ressaltando que o estado não deixará de buscar melhorar a arrecadação e buscar recursos no governo federal, para não deixar a economia cair e continuar a gerar empregos. 

Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com

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