Cidadeverde.com

São Raimundo Nonato registra chuva de granizo e queda de Cruzeiro; assista vídeo

Um temporal com chuva de granizo provocou estragos no município de São Raimundo Nonato ( a 517 km de Teresina). A chuva que ocorreu por meia hora na tarde desta quinta-feira (23) causou destruição e deixou parte da cidade no escuro.

A prefeita de São Raimundo Nonato, Carmelita Castro, que estava à caminho do município foi informada que o Cruzeiro, que fica em um mirante caiu. O local - que fica próximo da catedral - é um dos principais pontos turísticos. De lá é possível ter uma visão panorâmica da cidade. O Cruzeiro tem cerca de 20 metros. 

O forte vento derrubou árvores e uma torre de telefonia. Alguns bairros ficaram sem comunicação. A prefeitura avalia os prejuízos causados. 

"Ainda estávamos levantando os dados  dos prejuízos para adotar as medidas", disse a prefeita.

Forte chuva em São João

O Cidadeverde.com foi informado que parte do município de São João do Piauí (a 486 km de Teresina) estava sem energia, devido um temporal que caiu hoje na cidade. Circulou informação de que choveu granizo na cidade, mas até agora não foi confirmado.

Centro comercial em São Raimundo Nonato

Pode acontecer em outros municípios

A gerente de Meteorologista, Sônia Feitosa, informou que é comum o fenômeno do granizo nas primeiras chuvas e que pode acontecer em outros municípios do Estado.

"Antes da chuva chegar, o clima fica muito quente e ao se encontrar com uma atmosfera fria se forma partícula de gelo e gera o granizo. O vento começa a circular e a partícula de água ou gelo começa a crescer e por isso chove granizo", informou Sônia Feitosa.

Segundo ela, as pessoas pensam que só chove granizo em locais frios, mas não é verdade. "Pode chover granizo em locais frios de acordo com a precipitação atmosférica, mas é comum a chuva de granizo nesse período de altas temperaturas".

Sônia ressalta ainda que as chuvas em Teresina terão início somente em dezembro.

 

Flash Yala Sena
yalasena@cidadeverde.com

Ministério da Integração libera R$ 15,7 milhões para construção de adutora em São Raimundo Nonato

O Ministério da Integração Nacional autorizou, nesta terça-feira (14), a liberação de recursos para a construção da adutora de engate rápido de São Raimundo Nonato. O secretário de Estado da Defesa Civil, Hélio Isaias, informou que a obra custará R$ 15,7 milhões e será executada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf). 

De acordo com o projeto, a adutora terá 26 quilômetros de extensão e deverá levar água dos poços da Serra Branca ao sistema adutor do Garrincho, possibilitando o abastecimento de nove municípios da região da Serra da Capivara. 

Para Hélio Isaias, a construção da adutora é fundamental para solucionar o problema de abastecimento de São Raimundo Nonato e região. "Fiquei extremamente satisfeito ao ser informado da liberação dos recursos para a construção da adutora de engate rápido de São Raimundo Nonato, pois sei a importância dessa obra para resolver o problema hídrico naquela região. Essa foi uma luta incansável que contou com o importantíssimo apoio do governador Wellington Dias, da vice-governadora Margate Coelho, da prefeita de São Raimundo Nonato, Carmelita Castro e do senador Ciro Nogueira Vale também destacar o apoio do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, que se sensibilizou com a crise hídrica enfrentada pelas famílias do nosso semiárido e autorizou o repasse dos recursos. Essa é uma excelente notícia para população do território da Serra da Capivara", comemorou o secretário. 

Fonte: Ccom

Ministério da Integração libera R$ 15,7 milhões para construção de adutora

O Ministério da Integração Nacional autorizou, nesta terça-feira (14), a liberação de recursos para a construção da adutora de engate rápido de São Raimundo Nonato. O secretário de Estado da Defesa Civil, Hélio Isaias, informou que a obra custará R$ 15,7 milhões e será executada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf). 

De acordo com o projeto, a adutora terá 26 quilômetros de extensão e deverá levar água dos poços da Serra Branca ao sistema adutor do Garrincho, possibilitando o abastecimento de nove municípios da região da Serra da Capivara. 

Para Hélio Isaias, a construção da adutora é fundamental para solucionar o problema de abastecimento de São Raimundo Nonato e região. 

"Fiquei extremamente satisfeito ao ser informado da liberação dos recursos para a construção da adutora de engate rápido de São Raimundo Nonato, pois sei a importância dessa obra para resolver o problema hídrico naquela região. Essa foi uma luta incansável que contou com o importantíssimo apoio do governador Wellington Dias, da vice-governadora Margarete Coelho, da prefeita de São Raimundo Nonato, Carmelita Castro e do senador Ciro Nogueira. Vale também destacar o apoio do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, que se sensibilizou com a crise hídrica enfrentada pelas famílias do nosso semiárido e autorizou o repasse dos recursos. Essa é uma excelente notícia para população do território da Serra da Capivara", comemorou o secretário. 



redacao@cidadeverde.com

Forte chuva volta a alagar ruas do Centro de São Raimundo Nonato

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O centro comercial de São Raimundo Nonato, no Sul do Piauí, ficou alagado com a forte chuva registrada no início da tarde desta terça-feira (14). O temporal durou cerca de duas horas, sem relatos de incidentes mais graves no município. 

A chuva começou por volta de 12h40. Moradores que possuem pluviômetro registraram que a precipitação chegou a 84 milímetros na cidade. Outros municípios próximos também foram atingidos. 

A Prefeitura de São Raimundo Nonato informou ao Cidadeverde.com que o problema do alagamento é antigo e provocado por conta dos bueiros construídos na região. O poder público acrescentou que trabalhou preventivamente e limpou os bueiros para que a água pudesse escoar de forma mais rápida. 

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que, entre as manhãs de ontem e hoje, foram registradas chuvas em Gilbués (34,2 mm), Alvorada do Gurgueia (32 mm), Caracol (17 mm) e São João do Piauí (11,1 mm). 

Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com

Incêndio na região da Serra da Capivara destruiu 1.300 hectares, diz ICMBio

Fotos: Joaquim Neto

O incêndio que atingiu o entorno do Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, destruiu uma área de aproximadamente 1.300 hectares. A informação é do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela unidade de conservação. Se tivesse sido no perímetro do parque, o fogo teria devastado 10% do seu território, que chega a 130 mil hectares.

Fotos aéreas divulgadas pela prefeitura de São Raimundo Nonato mostram o rastro de destruição deixados pelas chamas.  “Ainda estamos concluindo o levantamento, mas já podemos dizer que 1.300 hectares fora atingidos fora do parque”, informa a  a coordenadora Regional do ICMBio, Ana Célia Coelho.

Segundo a coordenadora, o fogo que teve início no domingo já foi totalmente debelado. Na tarde de ontem, a equipe da Força Tática do Maranhão sobrevoo a região e não encontrou mais focos de incêndio, nem mesmo fumaça.

Uma equipe de 40 brigadistas trabalhou para debelar os focos de incêndio. Duas aeronaves, sendo uma do Maranhão, ajudaram no combate às chamas. 

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

Incêndio na região da Serra da Capivara foi controlado, diz ICMBio

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O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) garantiu, no final da tarde desta segunda-feira (23), que o incêndio ao redor do Parque Nacional Serra da Capivara está controlado e não corre mais risco de expansão. A mata na região queima desde ontem e o fogo já ameaçava o perímetro da unidade de conservação.

“O incêndio está contido, está controlado, mas ainda os brigadistas estão apagando pequenos focos que ficam. O fogo não chegou a entrar no parque”, explica a coordenadora Regional do ICMBio, Ana Célia Coelho.

O fogo atingiu principalmente a região conhecida como “Baixão das Andorinhas” e, por conta do declive, as chamas não entraram no parque. “O fogo pegou o Baixão das Andorinhas, uma região bem próxima, mas como o baixão é grande, o fogo não entrou no parque”, explica.

O Baixão das Andorinhas é uma região mais distantes da sede do Parque. Lá, o visitante, quando consegue chegar, assiste uma dos espetáculos mais bonitos da natureza. Todos os dias, no final da tarde, centenas de andorinhas descem em voos rasantes para dormir na caverna que existe no local. 

Uma equipe de 40 brigadistas trabalha para debelar os focos de incêndio que ainda persistem. Duas aeronaves, sendo uma do Maranhão, ajudam no combate às chamas. O ICMbio disse que só fará uma avaliação dos estragos causados assim que o fogo for totalmente apagado.

“Nós já pedimos um levantamento, mas tem muito declive, área de encosta. A equipe está voltada para debelar o fogo. Ainda não deu para avaliar a situação de perda de animais. Não deu para fazer uma avaliação ainda do estrago na fauna e flora, só quando o fogo estiver terminado”, finalizou a coordenadora.

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

Duas aeronaves combatem incêndio na região da Serra da Capivara

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Os brigadistas da Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informaram ao Cidadeverde.com que novos focos de incêndios voltaram a preocupar ao redor do Parque Nacional Serra da Capivara agora por volta das 13h. 

O fogo já estava controlado, mas o clima seco e quente está favorecendo novos incêndios.  As duas aeronaves continuam atuando na região.   

Atualizada às 12h

Duas aeronaves já estão em São Raimundo Nonato ( a 517 km de Teresina) para combater  o incêndio que já dura deste ontem (22) na região do Parque Nacional Serra da Capivara. O fogo teve início fora do parque - na região da Serra do Gringo - mas conseguiu chegar em trechos do Baixão das Andorinhas. 

 A arqueóloga Niède Guidon informou ao Cidadeverde.com que o incêndio foi contido na madrugada deste domingo, mas devido a ventos fortes houveram novos focos de incêndios.

"O incêndio foi controlado, mas ainda tem muita fumaça e como está muito seco e ventos fortes ainda têm focos de incêndios. O fogo no Baixão das Andorinhas foi controlado, mas é preciso apagar tudo", informou Niède Guidon, que ainda não sabe precisar os prejuízos.

O Baixão das Andorinhas é uma região mais distantes da sede do Parque. Lá, o visitante, quando consegue chegar, assiste uma dos espetáculos mais bonitos da natureza. Todos os dias, no final da tarde, centenas de andorinhas descem em voos rasantes para dormir na caverna que existe no local. 

Mais de 50 brigadistas de São Raimundo Nonato e Caracol trabalham no incêndio. Mais de 90% do fogo foi contido. Foram convocados também brigadistas do Maranhão. 

O local é de difícil acesso e por isso é necessário a presença das aeronaves. 

Carros-pipas estão no aeroporto para abastecer as aeronaves que sobrevoam jogando água nos focos de incêndios. 

Segundo a coordenadora Regional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ana Célia Coelho, a prioridades é conter os focos de incêndios. Ele informou que o presidente nacional do ICMbio, Ricardo Soavinski, ligou para a gerência no Estado e determinou prioridade as ações na Serra da Capivara. A preocupação do presidente é não chegar a situação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Góias, que o fogo já destruiu 35 mil hectares. 

 

Flash Yala Sena

yalasena@cidadeverde.com

Brigadistas do Maranhão ajudam controlar incêndio na região da Serra da Capivara

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A prefeita de São Raimundo Nonato, Carmelita Castro, declarou que o fogo no Parque Nacional da Serra da Capivara está em uma região de difícil acesso. Ela informou ainda os guardas-parques estão ajudando os brigadistas para controlar o incêndio. Carmelita destacou que brigadista do Maranhão estão no local para reforçar a equipe piauiense e controlar as chamas. 

"O incêndio já está chegando ao baixinho das andorinhas, mas o helicóptero já chegou a jogar água na região. Essa é uma grande preocupação da Dra. Niede porque o fogo está lá e é uma região de difícil de acesso. É serra, não tem como o carro chegar até lá, tem que ser via área. Na madrugada ficou mais controlado, mas agora pela manhã já avançou mais devido a questão dos ventos. Está sobcontrole até o momento. Ninguém sabe dizer ao certo por onde começou".

Carmelita participa na manhã desta segunda (23) de uma reuniões de prefeitos na Associação Piauiense dos Municípios (APPM) em Teresina.  

A prefeita disse ainda que as chamas atingiram um restaurante, identificado como Canoas, que ficou totalmente destruído. Os guardas-parques estão ajudando e conduzindo o pessoal de fora. 

O secretário estadual do Meio Ambiente também foi ao local.

Início do incêndio 

Brigadistas do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) em São Raimundo Nonato (PI) controlaram, no início deste domingo (22), um incêndio que ameaçava atingir a área do parque nacional Serra da Capivara, que abriga inscrições rupestres no Sul do Piauí. A informação é de que as chamas começaram a se propagar no último sábado.

 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com 

Brigadistas controlam incêndio próximo ao parque Serra da Capivara

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Brigadistas do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) em São Raimundo Nonato (PI) controlaram, no início deste domingo (22), um incêndio que ameaçava atingir a área do parque nacional Serra da Capivara, que abriga inscrições rupestres no Sul do Piauí. 

Pedro Lopes, gerente do Prevfogo em São Raimundo Nonato, informou ao Cidadeverde.com que as chamas começaram a se propagar no último sábado e 18 brigadistas trabalharam até 2h da madrugada, retornando ao local às 5h da manhã, para conter as chamas e impedir que a Serra da Capivara fosse atingida. 

"A parte do parque está isenta, não foi atingida. Eles controlaram e foram evitando que chegasse ao parque. Agora o fogo em si não foi controlado totalmente ainda", disse Pedro Lopes. A intensidade do incêndio diminuiu, mas as chamas seguiram em direção à localidade Serra Vermelha - fora da homônima área que é protegida pelo parque da Serra das Confusões. 

Os brigadistas continuam na região, que é de difícil acesso. Uma equipe do Corpo de Bombeiros chegou ao local nesta manhã, mas o gerente do Prevfogo explicou que o caminhão não conseguirá acessar a área do incêndio. A ajuda esperada é de uma aeronave, aguardada por autoridades no aeroporto de São Raimundo Nonato. 

As primeiras informações recebidas pelo Prevfogo é de que um morador da região assumiu sua responsabilidade no incêndio. Ele ateou fogo para limpar uma área e fazer uma casa, mas teria sido surpreendido com uma rajada de vento, que ajudou a alastrar as chamas. O morador já teria se prontificado a explicar a situação junto ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O vento forte é algo que ainda procupa os brigadistas, que seguem em alerta. "O parque está livre. Até agora não atingiu. Só se por acaso esse fogo se reacender lá onde ele iniciou, mas foi feito o controle dele agora pela manhã. A gente crê que não tem mais a possibilidade (de chegar ao parque). Mas como está ventando muito aqui na região, a gente não descarta", acrescentou Pedro Lopes.

O ICMBio, em parceria com a Universidade Estadual do Piauí (Uespi), tem visitado comunidades da região para conscientizar sobre os riscos de queimadas. Já foram realizadas reuniões em sete localidades, como Novo Horizonte, Serra Vermelha, Serra Branca e Sítio do Mocó, com orientações aos moradores. 

   Reprodução/Instagram


Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com

Familiares de guarda-parque morto na Serra da Capivara passam por necessidade


Familiares de Edilson dos Santos lamentam falta de assistência por parte da empresa

Os familiares do guarda-parque Edilson Pereira dos Santos, morto por caçadores no Parque Nacional da Serra da Capivara, denunciam que não receberam assistência financeira e psicológica da empresa para qual a vítima prestava serviço. Edilson foi morto há um mês, na localidade de Cambraia, território do município de João Costa, distante 514 km de Teresina. Outros dois vigilantes do parque também ficaram feridos durante a troca de tiros, e resistiram aos ferimentos.   O advogado da família Raimundo Diogenes informou que entrará com uma ação trabalhista contra a empresa. 

A esposa e os filhos de Edilson decidiram buscar ajuda de um advogado, pois, sozinhos, não conseguiam ter acesso a documentos para dar entrada a pensão, dentre outros trâmites burocráticos. A esposa Fabiana Torres disse ao Cidadeverde.com que chegou a tirar um empréstimo para conseguir velar e enterrar o marido. Com Fabiana, o vigilante teve um casal de gêmeos; as crianças estão com cinco anos. Edilson tem outros cinco filhos. 

“Não tivemos assistência de nada. É um descaso, absurdo. Precisamos de ajuda financeira e psicológica. Eu precisei de tratamento, mas meu filho estava com a situação mais delicada e precisou de mais tratamento. A empresa não enviou nenhum representante, nem no dia do velório nem agora. Meus parentes e amigos que estão me ajudando em casa porque nossa renda era do meu marido”, lamenta Fabiana.

Everton Santos da Costa, filho do guarda-parque, também reclama da falta de assistência da empresa, contratada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para vigilância e segurança do Parque Nacional. 

“Além da morte do meu pai estamos vivemos todo esse descaso com a nossa família. Até agora a empresa não se manifestou em nada para nos ajudar”, disse o filho. 

Ação trabalhista

O advogado da família, Raimundo Diogenes, disse que a empresa não tem representantes na cidade; o que dificulta a comunicação direta e repasse de documentação com praticidade. Ele disse ainda que o próprio ICMBio está ajudando no intermédio. 

“A família dependia da renda do guarda-parque, e eles moram numa localidade rural de São Raimundo, estão passando por dificuldades. Recentemente foram enviados a documentação solicitando uma pensão para a família. Estamos esperando a resposta do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social)”, disse o advogado.

Diognes disse ainda que deverá ingressar nos próximos dias com uma ação trabalhista pelos direitos material e moral do vigilante, para maior assistência a sua família.  “Vamos entrar com essa ação devido à precariedade de trabalho que ele foi submetido por essa empresa”, acrescentou o advogado. 

O Cidadeverde.com tentou contato com a empresa, mas as ligações não foram atendidas. 

Nota do ICMBio

Desde que o ICMBio foi informado de seu  falecimento, temos procurado dar suporte à família. Não obstante as obrigações legais relacionadas às questões trabalhistas serem de responsabilidade da empresa Thor, contratada para prestação dos serviços de vigia/porteiro no Parque Nacional da Serra da Capivara. Desde que o instituto foi informado do incidente, deslocamos técnicos do ICMBio para a região, estivemos em contato os familiares das vitimas, com as instituições de atendimento médico do estado, com as forças policias e autoridades locais. Também acionamos e estamos acompanhando a empresa contratada para providenciar o pleno cumprimento das obrigações legais.


Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com

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