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Aves incendeiam a mata para facilitar a caça

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Os incêndios em savanas da Austrália ganharam “novos” culpados. Cientistas da Universidade de Pensilvânia e da Universidade do Arizona (EUA) descobriram um comportamento inusitado: partindo de informações de populações indígenas e não-indígenas da Austrália a investigação concluiu que três espécies de aves de rapina, o Falcão-Marrom (Falco berigora), o Milhafre-preto (Milvus migrans) e o Milhafre-Assobiador (Haliastur sphenurus) ajudam o incêndio a se espalhar.

As aves se arriscam coletando gravetos em chamas ou em brasas e espalham para áreas da savana não incendiada. O objetivo ficou claro a partir dos relatos das comunidades e as observações: ao espalharem as chamas as aves ficam à espreita de pequenos mamíferos e répteis que, para fugirem das chamas, abandonam suas tocas. Fogem do fogo, mas não escapam da predação destas aves.

As aves chegam a arriscar a própria vida, quando mergulham na vegetação incendiada em busca de gravetos incandescentes. Uma coisa é possível concluir desta descoberta: não se pode duvidar da inteligência animal.

Até o próximo post...

Planetário de São Paulo sob nova Coordenação

O Planetário de São Paulo situado no Parque do Ibirapuera na capital paulista tem uma nova Coordenadora Científica. Trata-se de Natália Taschner, pesquisadora do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo (USP).

O Planetário de São Paulo foi inaugurado em 1957 e recentemente passou por uma reforma. Atualmente reúne equipamentos de última geração que permitem ao visitante a experiência de conhecer o Cosmo através de projeções. Nas sessões é possível conhecer constelações, estrelas, cometas e outros corpos celestes com exibições especiais para crianças.

Natália Pasternak Taschner é bióloga com Doutorado em Microbiologia pela USP. Hein!!! Mas o que uma bióloga vai fazer em um planetário? Poderia perguntar o incauto leitor...

Taschner é, na atualidade, uma das pesquisadoras de maior importância na área de divulgação científica no Brasil. Além de blogueira do Café na Bancada, coordena no país o Pint of Science. O Pint of Science é considerado o maior Festival de Divulgação Científica do mundo e acontece no Brasil desde 2015. Este evento caracteriza-se pela organização de palestras em eventos descontraídos como bares e restaurantes e aconteceu em Teresina em 2017. Como uma pesquisadora que atua em Divulgação Científica e com larga experiência, credenciou-se para coordenar o Planetário de São Paulo, uma estrutura excelente para alavancar programas de Divulgação Científica na “Terra da Garoa”.

O Ciência Viva deseja a Dra. Natália Taschner muito sucesso nesta nova missão. Sua inspiração e energia permitirão ao Planetário de São Paulo uma nova fase, especialmente cumprindo a missão de fazer divulgação e difusão do conhecimento científico. Ganha a educação do país.

Pesquisador piauiense descobre eficácia de substância extraída da pele de anfíbio para tratamento cardiovascular

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A perereca Brachycephalus ephippium, chamada popularmente de Pingo-de-Ouro, ainda vai dar muito o que falar. Este pequeno anfíbio da Floresta Atlântica apresenta uma secreção cutânea (da pele) tóxica rica em uma substância chamada BPP-Brachy NH2. Esta substância é um oligopeptídeo (com estrutura similar a proteínas) que foi testada e se provou muito eficiente no tratamento de doenças cardiovasculares.

O BPP é rico no aminoácido Prolina e apresentou ótimos resultados como vasorrelaxante, podendo no futuro ser usado como medicamento para controle da hipertensão. A ação do composto inibe a Enzima Conversora da Angiotensina I com alta eficiência, já tendo passado de modo eficiente por diferentes testes, tanto in vitro quanto in vivo (usando cobaias).

A pesquisa foi conduzida pelo Dr. Daniel Arcanjo, durante o seu Doutorado, orientado pelo Prof. Dr. José Roberto Leite, e abre uma perspectiva muito interessante. O BPP age de forma semelhante ao Captopril (que também é rica em Prolina), substância amplamente usada para controle da hipertensão e também extraída inicialmente desenvolvida a partir uma toxina, o veneno da cobra Bothrops jararaca, a Jararaca. Assim como o Captopril, o BPP pode transformar-se em um novo medicamento para controle de problemas cardiovasculares de modo mais eficaz e com maior custo-benefício.

Daniel Rufino Arcanjo é pesquisador vinculado a dois núcleos de pesquisa: o Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Biotecnologia e o Núcleo de Pesquisa em Plantas Medicinais, ambos da Universidade Federal do Piauí. A pesquisa envolveu pesquisadores da UFPI, UESPI, UnB, USP-São Carlos, além de cientistas vinculados a universidades da Suíça, Portugal e Dinamarca.

O grupo de pesquisadores ligado a este trabalho publicou três artigos, incluindo um na Revista Plos One, comentando sobre os diferentes aspectos da ação do BPP. A pesquisa abre outra importante frente no combate a doenças cardiovasculares.

Daniel é mais um pesquisador radicado no Piauí que merece a atenção para que não faltem recursos para suas pesquisas. O seu histórico de resultados é bastante promissor, especialmente neste momento em que as atenções dos órgãos de fomento à pesquisa no Estado estão voltadas para o grande potencial na área de Biotecnologia.

Até o próximo post.

Salvem a Vaquita!!!

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De acordo com a Revista Science o ano de 2017 não foi muito bom para quem luta pela preservação dos Cetáceos de uma forma geral. Cetacea é a ordem de animais mamíferos aquáticos que abrange as baleias e os golfinhos.

A revista trouxe na sua edição de retrospectiva os maus resultados da estratégia de preservação da espécie Phocoena sinus, chamada popularmente de Vaquita. Trata-se de um pequeno golfinho, com cerca de 1,5 m de comprimento, encontrado apenas no Oceano Pacífico, no litoral da Califórnia e do México.

Em geral as vaquitas morrem presas nas redes de pesca da região. Medidas de proteção editadas pelo México e pelos EUA não conseguiram reverter o quadro de espécie criticamente ameaçada de extinção da Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas de Extinção publicada pela IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza, em tradução livre).

Além das vaquitas a espécie Orcaella brevirostris, conhecida como Golfinho Irrawaddy do Camboja e a espécie Phocoena spinipinnis, golfinho de pequeno porte encontrado no Atlântico Norte, também mudaram de categoria: o primeiro passou de vulnerável para ameaçado e o segundo de vulnerável para criticamente ameaçado.

A ânsia humana em destruir a natureza vai muito bem, infelizmente.

Embargo internacional interfere no desenvolvimento científico

Aqui no Brasil reclamamos frequentemente (fiz isso no post do dia 31 de dezembro) da falta de estímulos financeiros por parte do Governo para o desenvolvimento da pesquisa científica. O Brasil é uma das nações que menos investe em Ciência, Tecnologia e Inovação.

Mas em outros países o problema, por vezes, não é o dinheiro. Nações ricas, mas pequenas e com uma forte interferência teocrática tem seu sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação tolhido por fatores totalmente díspares dos encontrado por aqui.

Me refiro aqui ao Qatar. Um pequeno país que se limita com a Arábia Saudita, no Oriente Médio, apresenta cerca de 2,5 milhões de habitantes e tem uma das maiores rendas per capita do planeta, estimada em mais ou menos 350 mil reais por ano.

Como é uma nação diminuta, com uma imensa reserva de petróleo e gás natural, responsáveis por 86% de sua pauta de exportação, a nação tem investido bilhões de dólares em pesquisa. Ultimamente, sofreu algumas restrições de seus principais aliados e vizinhos, acusado de proteger terroristas. Este embargo tem custado caro à pesquisa no país.

Considerada uma das nações que mais evoluiu em produção científica nos últimos anos, o Catar mais que duplicou suas publicações de 2013 para cá. Mas possui um corpo diminuto de pessoas atuando em pesquisa, cerca de 2000 funcionários no país todo e com poucas centenas de pesquisadores, muitos dos quais expatriados. Com o congelamento das relações diplomáticas com países como a Arábia Saudita, o Egito e o Bahrain, pesquisadores e estudantes destas nações foram convocados a abandonar o Qatar. Pesquisas nas áreas de meio ambiente, biomedicina e em áreas estratégicas para o país foram paralisadas. O congelamento também afetou a aquisição de reagentes, agora bloqueados por força do embargo.

Enquanto isso, aqui no Brasil, as universidades acomodam uma força de trabalho imensa, muitos estudantes desistem porque não existem bolsas suficientes para todos e os cortes dos órgãos de fomento estão cada vez mais vorazes.

O nosso congelamento não é diplomático. O que está congelada aqui é a capacidade de perceber que, sem investimento em educação, ciência e tecnologia, vamos esbarrar de volta na idade das trevas.

 

 

 

Poluição das águas do Rio Poti

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Já abordei este tema aqui falando sobre pesquisa realizada no Rio Mekong na China (https://cidadeverde.com/cienciaviva/88283/rios-para-alimentacao) e uma invenção de pesquisadores da UFPI (https://cidadeverde.com/cienciaviva/88409/invencao-de-pesquisadores-piauienses-pode-ser-solucao-para-poluicao-do-rio-poti) que pode ajudar a tratar o problema de poluição do rio Poti, em Teresina. Mas afinal, qual é a solução definitiva para o problema?

Historicamente é importante frisar que alguns dos rios mais poluídos do mundo como o Tâmisa na Inglaterra e o rio Reno, que corta a Suiça, Alemanha e a França são cases de sucesso no processo de despoluição. O rio Tâmisa teve suas águas consideradas impróprias para beber no século XVII. O planejamento para sua despoluição começou no finalzinho do século XIX, mas apenas na década de 1970 o rio começou a dar sinais de que estava limpo, com o registro de espécies de peixes sensíveis à poluição.

Similarmente, o rio Reno, que recebeu cargas de poluentes de grandes indústrias situadas nas cidades ao longo do trajeto do seu curso, especialmente da década de 1980, passou por um processo de recuperação que até 1989 tinha consumido cerca de 15 bilhões de dólares. O resultado não poderia ser melhor: atualmente são registradas 63 das 64 espécies que o rio tinha antes do seu pico de poluição que ocorreu em 1986 com o vazamento de compostos químicos da Industria suíça Sandoz.

O rio Poti sofre atualmente de um mal relacionado diretamente aos impactos da expansão urbana de Teresina sem que se acompanhassem programas de saneamento básico. Com uma cobertura de captação e tratamento de esgotos menor do que 20% das suas residências, Teresina ocupa uma posição preocupante no ranking das capitais brasileiras desprovidas de sistemas de captação e tratamento de esgotos. Apenas três estações que atuam na tarefa de dar conta do processo de tratamento de esgotos.

Conversando com um especialista descobri uma coisa que já desconfiava: mesmo o esgoto tratado de Teresina pode estar colaborando com a poluição, especialmente no Rio Poti. O professor com quem conversei me alertou de que o tempo de maturação nas lagoas de estabilização da Estação de Tratamentos de Esgoto situada na zona leste de Teresina não cumpre o protocolo necessário. Trocando em miúdos: o esgoto era para passar seis dias passa somente dois, por exemplo. Assim não há tempo suficiente para as bactérias que agem na degradação dos poluentes orgânicos terminem plenamente. O resultado disso, de acordo com o professor, uma eficiência reduzida para mais ou menos a metade do que deveria ser o tratamento.

Eu tinha certa desconfiança porque, por incrível que pareça, o fenômeno da eutrofização (adubação, em uma linguagem mais clara), que chega aos nossos olhos pelo crescimento exagerado das macrófitas aquáticas, que a imprensa convencionou chamar de “Aguapés”, tornou-se mais forte com o funcionamento da Estação de Tratamento de Esgotos. Meu empirismo se baseou no possível incremento de oferta de fosfatos e nitratos na água, adubos possantes para o desenvolvimento das plantas. Muitas espécies, dentre elas a Eichornia crassipes (o aguapé) apresentam estratégias de crescimento invejáveis. Tem-se, deste modo, todas as condições para o crescimento destas plantas: água, sol em abundância, temperaturas ideais para o metabolismo e adubo.

As imagens que coloquei no álbum não são deste ano, mas penso que o problema precisa ser melhor discutido. O professor com quem falei disse que já tentou desenvolver um trabalho científico, mas a concessionária não deu acesso ao pesquisador. Com a mudança de empresa concessionária pode ser que a situação mude.

Que em 2018 tenhamos rios mais limpos!!!

Revista Science produz vídeo resumindo as principais conquistas científicas de 2017

Uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo, a Science, publicada pela Sociedade Americana para o Progresso da Ciência (AAAS) disponibilizou no YouTube um vídeo de pouco mais de 4 minutos resumindo algumas das principais descobertas ocorridas em 2017.

O vídeo inicia comentando a descoberta de um novo fóssil de Homo sapiens na região do Marrocos, na África. A descoberta agita a paleoantropologia pelo fato do novo fóssil encontrado ter sido datado com mais de 300 mil anos, bem superior as descobertas feitas na Tanzânia e na Etiópia de fósseis entre 120 e 160 mil anos. Esta descoberta provocará muitas discussões sobre a origem do homem.

Outra grande descoberta, desta vez realizada na China foi a possibilidade de corrigir mutações pontuais em embriões humanos. Embora polêmica, a descoberta joga uma luz sobre a terapia usada para corrigir defeitos genéticos, antes do embrião completar seu desenvolvimento. No campo dos estudos ambientais, o vídeo traz a coleta de um núcleo de gelo com 2,7 milhões de anos. 1 milhão de anos mais antigo de outra amostra também colhida na Antártica com o objetivo de estudar a composição dos gases do efeito estufa a partir das bolhas de gás que ficaram presas no gelo.

Vale a pena assistir o vídeo que traz ainda informações sobre a descoberta de uma nova espécie de Orangotango na ilha de Sumatra, os efeitos da percepção de uma colisão entre duas estrelas e um experimento desenvolvido por físicos que conseguiram desenvolver um detector do tamanho de uma garrafa e que nele foi possível verificar a colisão entre neutrinos e núcleos atômicos, abrindo uma plêiade de possibilidades de uso de detectores pequenos para este tipo de experimento.

Confira:

Até o próximo post...

Você sabe sobre as coisas que caem do céu?

Você já deve ter ouvido falar vários termos diferentes de coisas vindas do céu. Meteoros, meteoroides, meteoritos. Outros termos como Asteroides, Cometas e Centauros já devem ter despertado sua curiosidade.

O vídeo a seguir traz uma explicação e imagens bem didáticas sobre os corpos celestes de menor porte do que estrelas e planetas. Acompanhe ainda a explicação do Prof. Rodolfo Langhi, Coordenador do Observatório Didático Astronômico da UNESP de Bauru.

Confira:

Até o próximo post...

A Ciência no Brasil em 2018: as velhas da política de C, T & I e a esperança na juventude

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A imprensa nacional já anunciou, as redes sociais já explodiram com a queixa de um bom número de pesquisadores: 2018 terá uma redução drástica de 25% em relação a 2017 de recursos para Ciência e Tecnologia no Brasil. A redução afetará recursos para financiamento de projetos novos, para manutenção de projetos antigos e, principalmente para bolsas de mestrados, doutorados e programas de pós-doutorado. O Brasil, que já ocupa uma das últimas posições em investimento em Ciência e Tecnologia, menor que 0,6% do PIB (Produto Interno Bruto) dos quais metade são investidos pela iniciativa privada, reduzirá ainda mais seus investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação, na participação de investimento público.

O que esperar de 2018? A falta de recursos aponta para um ano mais sombrio do que 2017, mas e a esperança de dias melhores, que sempre desejamos a todos neste período de fim de ano?

A esperança está nos nossos jovens. A esperança está espalhada por aí nas escolas, nas cidades pequenas, nos bairros afastados. Por que estou falando isso? Confira você mesmo(a) na galeria de fotos que ilustram este post...

São imagens da Feira Estadual de Ciência e Tecnologia do Piauí, a PIAUITEC’2017, realizada no Parque da Cidadania em Teresina. Reuniu em dois dias de outubro cerca de 20 mil pessoas. Trouxe jovens de escolas públicas da rede estadual de várias cidades do Piauí, de Corrente a Parnaíba. Garotas e garotos que venceram etapas regionais do Circuito da Ciência organizado pela Secretaria Estadual de Educação. Nas imagens é possível ver a alegria de jovens estudantes apresentando suas experiências desenvolvidas em pequenas escolas de lugares improváveis.

São exemplos como o do pequeno Daylon e sua lixeira inteligente (imagem de capa do álbum) de uma escola de Valença do Piauí. Me disse que teve a ideia porque estava estudando sobre micróbios e viu a enfermeira que tratava um curativo dele tocando na lixeira, no Hospital da cidade. Imaginou o quanto ela estava contaminando seus pacientes. Construiu sua lixeira com peças de sucata e dinheiro da família e das suas professoras. Investiu 200 reais no protótipo e chamou a atenção de todos que passavam para ouvir suas explicações. Exemplos como o da jovem Nazaré, estudante de Farmácia, mas que já correu o mundo com seu trabalho sobre Prevenção de Hanseníase feito em Campo Maior sob orientação da incansável Profª Silvana Orsano. Para participar das feiras cansou de vender doces e água mineral na sua cidade. Conseguiu sensibilizar políticos e em 2015 foi premiada em Bruxelas, Bélgica, como um dos melhores trabalhos feitos na sua faixa de escolaridade da época.

Aposto que em 2018 teremos um ano melhor. Não porque o Brasil vai rever seu orçamento para aplicar em Ciência e Tecnologia. Acredito, na verdade, é que outros Daylons e Nazarés vão surgir para mostrar ao mundo que ainda há esperança, que o Brasil tem jeito sim e que o Piauí será por muito tempo um celeiro de talentos.

O Ciência Viva estará aqui para continuar mostrando o que está sendo produzido nos laboratórios e universidades mundo afora, fazendo deste um espaço para divulgação e difusão do conhecimento científico.

Feliz 2018!!!

Satélites espiões ajudam a redescobrir tesouros arqueológicos no Afeganistão

A intervenção dos EUA no combate aos talibãs do Afeganistão não tem resultado somente em morte de civis. A presença de satélites espiões apontados para a região tem descoberto verdadeiros tesouros da antiguidade.

Em países em guerra, destruídos pela intolerância de grupos étnicos e sob forte influência de segmentos religiosos, as diferentes atividades de cunho cultural, dentre elas o desenvolvimento da pesquisa, ficam muito prejudicadas. Foi o que aconteceu com a pesquisa arqueológica no Afeganistão.

Várias áreas do país encontram-se ainda sob o comando de milícias de guerrilheiros que são combatidos pelo exército, mas ainda predominam, especialmente em áreas afastadas das cidades, onde geralmente encontram-se as ruínas estudadas pelos arqueólogos.

Na verdade, tratam-se de edificações, fortificações e outras estruturas construídas desde o período anterior a Cristo até o século XIX. A pesquisa é financiada pela Secretaria de Estado dos EUA que reuniram imagens de satélites comerciais, satélites espiões e imagens de drones que vem mapeando áreas onde não é possível o trabalho dos arqueólogos.

Até agora já foram registrados mais de 4.500 resquícios arqueológicos. A pesquisa está sendo conduzida por arqueólogos afegãos em parceira com pesquisadores de universidades americanas e australianas.

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