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Cães podem ter sido domesticados bem antes do que se imaginava

Que o cão é o melhor amigo do homem, já não se tem dúvida... Até já escrevi um post sobre o lado genético da questão...

Agora, pesquisadoras do Instituto Max Planck na Alemanha descobriram uma inscrição rupestre que ajuda a polemizar a questão sobre o tempo de domesticação destes animais por parte do homem.

Foi encontrado, esculpido em um penhasco de arenito na borda de um rio passado no deserto árabe, um caçador com seu arco para caça. Ele é acompanhado por 13 cães, cada um com suas próprias marcas no pelo, sendo que dois animais têm linhas que correm do pescoço para a cintura do homem, caracterizando uma ligação, como se fosse a representação de uma coleira.

As gravuras provavelmente datam de mais de 8000 anos, tornando-se as primeiras representações de cães, sugerindo que os seres humanos dominaram a arte de treinar e controlar cães milhares de anos antes do que se pensava anteriormente.

A cena de caça vem de Shuwaymis, uma região montanhosa do noroeste da Arábia Saudita, onde as chuvas sazonais formaram rios e apoiou bolsões de vegetação densa. Nos últimos três anos, Maria Guagnin, arqueóloga do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana em Jena, na Alemanha, em parceria com a Comissão Saudita do Turismo e Patrimônio Nacional, ajudou a catalogar mais de 1400 painéis de arte rupestre contendo quase 7000 animais e seres humanos em Shuwaymis e Jubbah.

Os cães parecem muito com o cão de Canaã de hoje, uma raça em grande parte feroz que atravessa os desertos do Oriente Médio. Isso poderia indicar que essas pessoas antigas criavam cães que já se adaptaram à caça no deserto.

Mesmo que a arte seja mais recente do que os 8000-9000 anos calculados pelas cientistas, as coleiras são, de longe, as mais antigas registradas. Até agora, a primeira evidência de tais restrições veio de uma pintura mural no Egito datada de cerca de 5500 anos atrás.

Veja o vídeo sobre a descoberta:

 

55,7% das mortes em UTIs no Brasil são resultado da Infecção hospitalar

Pesquisa financiada com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) apontaram um indicador preocupante sobre mortes em ambientes de Terapia Intensiva: de cada dois pacientes que vem a óbito nas UTIs, tanto de hospitais públicos quanto de hospitais privados padecem em função da infecção hospitalar.

O Brasil tem uma taxa extremamente alta de morte por sepse em UTIs, superando até mortes por acidente vascular cerebral e infarto nessas unidades. Segundo levantamento organizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas), a cada ano morrem mais de 230 mil pacientes adultos nas UTIs em decorrência da doença. A estimativa é sombria, 55,7% dos pacientes internados com sepse vão a óbito.

Os dados são do primeiro estudo nacional de pacientes com sepse atendidos em UTIs, que teve os resultados publicados na revista Lancet Infection Diseases.

A sepse é desencadeada por uma resposta desregulada do organismo na presença de um agente infeccioso. O sistema de defesa passa a combater não só esse agente, mas também o próprio organismo, gerando disfunção dos órgãos. Tanto as infecções de origem comunitária (40% dos casos) como aquelas associadas à assistência à saúde (60%) podem evoluir para sepse.

A prevalência de 30% de sepse não é considerada tão alta. Ela já havia sido identificada em estudos anteriores. Já a mortalidade por sepse no Brasil é altíssima, principalmente pelo fato de ser uma doença passível de prevenção em grande parte dos casos.

Para chegar a esses dados, os pesquisadores dividiram as UTIs do País em 40 estratos, de acordo com fatores como região geoeconômica, tamanho das cidades e se as instituições eram públicas ou privadas. O resultado foi a coleta de dados de 227 instituições, ou 15% de todas as UTIs brasileiras.

Uma série de fatores leva ao resultado sombrio do tratamento da sepse nas UTIs brasileiras, como falta de acesso às UTIs, diagnóstico tardio, demora do paciente na busca por serviço de saúde, tratamento inadequado, problemas de processo e falta de recursos.

Quando a disponibilidade de leitos é alta, isso implica um maior número de pacientes menos graves admitidos nas UTIs, consequentemente com menor letalidade. Já em países como o Brasil, onde a disponibilidade é baixa, sobretudo no sistema público, somente pacientes mais graves tendem a ser admitidos nas UTIs, com consequente aumento da letalidade.

(Com dados da Agência FAPESP)

Iniciação Científica da UFPI: trabalhos com grande mérito científico

Semana passada recebi e atendi ao convite do Dr. João Batista Lopes, Coordenador de Pesquisa da UFPI, para fazer parte do comitê externo de avaliação do Programa de Iniciação Científica da Universidade Federal do Piauí, para os trabalhos inscritos na área das Ciências Biológicas, tomando parte, junto comigo, o Dr. Fabrício Amaral, da UESPI.

Foram apresentados quatro trabalhos desenvolvidos pelo período 2016/2017, sendo dois oriundos da UFPI de Picos, um da UFPI de Bom Jesus e outro da UFPI aqui em Teresina. Fiquei espantado e ao mesmo tempo muito satisfeito com os resultados apresentados.

O trabalho desenvolvido aqui em Teresina, sob a orientação do Dr. Sérgio Valente buscou identificar um protocolo para extração do DNA de Myracrodruon urundeuva, a aroeira-do-sertão, planta bastante utilizada na medicina popular e que se encontra sob risco de extinção.

A pesquisa desenvolvida na UFPI de Bom Jesus teve como objetivo principal conhecer a fenologia (fases fisiológicas como floração, frutificação, queda e renovação das folhas) de seis espécies típicas da Caatinga. Trata-se de estudo inédito para região.

Já as pesquisas desenvolvidas no Campus de Picos apresentaram uma relação de interesse direto com grande parte da população. A primeira tratou de um mapeamento dos casos de infestação do mosquito Aedes aegyptii, transmissor de doenças como a Dengue, Chikungunya e Zika Vírus. O mapeamento checou várias residências e terrenos baldios onde foram testados novos tipos de armadilhas para captura de larvas. As larvas testadas indicaram a contaminação por pelo menos dois subtipos virais da Dengue. A ideia é que os resultados do projeto auxiliem o setor de combate a endemias da Secretaria de Saúde de Picos para tentar reduzir as ocorrências de Dengue na cidade. Já a segunda pesquisa testou a toxidade (em nível fisiológico), citotoxidade (toxidade em nível celular) e genotoxidade (toxidade em nível genético) de dois tipos de adoçantes bastante usados pela população: Ciclamato de Sódio e Sacarina Sódica. Os resultados foram surpreendentes e certamente renderão boas publicações.

O que me chamou a atenção foi o nível de pesquisas com resultados promissores, para projetos de Iniciação Científica. Estes estudantes, incentivados de perto por seus orientadores, darão bons frutos para a Ciência brasileira. Esta é a minha esperança!

Por que os cérebros humanos são tão especiais?

Tamanho não é documento, já diz um adágio popular. Esta norma se aplica, por exemplo, para o tamanho do cérebro humano. Apesar da crendice de achar que o fato do cérebro do Homo sapiens ser o maior cérebro entre os primatas atuais é um indicador das explicações sobre nossa inteligência, a descoberta nem tão recente de que o crânio do Homem de Neanderthal, subespécie dos humanos atuais, e que, portanto, tinha o cérebro maior, nem sempre convenceu aos mais céticos o tema.

A Revista Science, publicada em 09 de novembro, traz revelações de importantes descobertas sobre as diferenças evolutivas do cérebro humano. Já se sabe por exemplo que o uma versão do gene FOXP2 é a responsável por permitir que o humano seja capaz de formar palavras. O neurocientista Alex Pollen vem cultivando em laboratório mini-cérebros em crescimento e fez descobertas sobre a origem das reentrâncias da nossa estrutura cerebral, responsáveis por muitas das nossas funções cognitivas.

Desde muito tempo já se sabe que a complexidade do cérebro humano reside, entre outras coisas, em uma série de calosidades, constituindo o que se chama comumente de Girencéfalo, em contraposição ao cérebro de outras espécies, sem calosidades e reentrâncias, que é chamado de Lisencéfalo.

Já a equipe de Wieland Huttner, biólogo do Desenvolvimento do Instituto Max Planck na Alemanha, conseguiu chegar em três proteínas que, ao se ligarem ao Ácido Hialurônico, responsáveis pela formação das dobras e reentrâncias cerebrais. Outra descoberta recente foi do neurocientista Fenna Krienen que aliou os resultados da sua descoberta de que o córtex cerebral faz conexões complexas e que isto é regulado por pelo menos 19 genes.

O cérebro humano ainda guarda um conjunto de mistérios que ainda precisam ser desvendados.

Céu de 15 de novembro

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A proclamação da República ocorreu em 15 de novembro de 1889. Narrada por alguns historiadores como uma espécie de revolta militar, o que culminou com a retirada de Poder da Família Real. A mudança de regime de governo implicou não somente na alteração nos postos de comando do país, mas também de alguns dos seus símbolos, como a bandeira brasileira.

O simbolismo da bandeira brasileira é muito maior do que se imagina. Você sabia que a disposição das estrelas na bandeira do Brasil representa as principais constelações presentes no céu brasileiro da cidade do Rio de Janeiro do dia 15 de novembro de 1889, às 8h30?

A elaboração da abóbada celeste do Brasil exatamente como estavam as estrelas no dia e horário estimado do movimento de Proclamação da República foi uma ideia no mínimo inusitada. Na bandeira, encontram-se representados os 26 estados brasileiros e mais o Distrito Federal, mas observado em plano invertido (como se o observador estivesse olhando o céu de cima para baixo).

Cada estrela representa um Estado Brasileiro, compondo as constelações mais visíveis como Cruzeiro do Sul, Cão Maior, Escorpião, Triângulo Austral e Hidra. O Estado do Piauí encontra-se representado pela estrela Alfa Antares, por exemplo. A bandeira foi projetada pelo filósofo e matemático Raimundo Teixeira Mendes. Apesar de existirem inconsistências científicas a representação é considerada ímpar, diferente de outras bandeiras que apresentam estrelas, mas sem a significância astronômica encontrada em nosso pavilhão.

A representação de um dos símbolos máximos do Brasil teve a participação da Ciência na sua definição. Este já seria um bom motivo para o Brasil repensar seus investimentos no campo da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Tese de Doutorado: você apresenta e dança... Dança?!?

Uma banca de doutorado não é uma coisa fácil de enfrentar. Para quem não conhece a rotina eu explico: quando um estudante se candidata a fazer um Doutorado ele precisa desenvolver uma pesquisa inédita sobre o tema que resolveu estudar. Ao concluir passa a escrever sua Tese sobre o assunto. A tese, obrigatoriamente, é um trabalho inédito sobre aquele assunto, construída em cima dos dados obtidos com a pesquisa. Muitas vezes, estabelece-se neste interim uma relação de amor e ódio com o Orientador.

Orientador é um pesquisador, vinculado ao Programa de Pós-Graduação onde o aluno está matriculado (seja Mestrado ou Doutorado), que será uma espécie de mentor intelectual do trabalho. A relação de amor e ódio vem do relacionamento em si entre o pesquisador e seu orientador, muitas vezes vinculado ao perfil do próprio orientador e, principalmente, da combinação com o perfil do próprio aluno. Ao concluir o trabalho, este deve ser apresentado a uma banca formada por especialistas na área do estudo. E aí começa uma das fases mais tensas de uma pós-graduação Stricto Sensu (como se chama, de forma genérica, cursos de Mestrado e Doutorado).

A defesa da tese é uma espécie de Tudo ou Nada. De repente, tudo o que você fez nos últimos dois anos (no caso do Mestrado) ou nos últimos quatro anos (no caso do Doutorado) está ali prestes a passar por uma prova de fogo. Chama-se defesa porque, literalmente, você terá que defender o seu trabalho, ante aquela banca formada por pesquisadores que vão buscar os possíveis defeitos do seu trabalho. Tudo, absolutamente, tenso!

Mas e se, de repente, você tivesse que explicar sua tese dançando? Dançando? Como assim?

A pesquisadora pernambucana Natália Oliveira, autora da tese “Desenvolvimento de Biossensores para Ciências Forenses” foi além da “simples” defesa de sua tese. Inscreveu sua tese no Concurso Dance your PhD (em tradução livre, Dance seu Doutorado) da Revista Science e venceu, na categoria Voto Popular, este concurso inédito, na versão 2017. Natália ousou explicar sua tese dançando em um clipe que foi enviado para o concurso e recebeu 78% dos votos, tendo sido a vencedora.

O desafio de Natália foi além do próprio Doutorado: numa missão inédita para ciência brasileira era conseguiu um feito inédito na tarefa de divulgar a pesquisa e seus resultados práticos. Para executar o vídeo Natália Oliveira contou com a ajuda do Grupo de Dança Vogue 4 Recife, que encenou sua tese em clipe interessantíssimo. Confira: 

 

O maior cajueiro do mundo fica mesmo no Piauí

  • cajueiro2.jpg Amaral et al. (2017)
  • cajueiro1.jpg Amaral et al. (2017)

A história do Cajueiro-Rei já vai longe. Há mais de duas décadas já se falava da possibilidade desta imensa árvore de caju situada lá em Cajueiro da Praia, aqui no Piauí, ser maior do que o famoso Cajueiro de Pirangi que fica na cidade de Parnamirim, litoral do Rio Grande do Norte e que foi considerado pelo Guinness Book, em 1994, o maior do mundo.

Agora a história foi comprovada cientificamente. No último dia 14 de outubro o periódico internacional Genetics and Molecular Research (GMR) publicou um artigo de sete páginas que apresenta as comprovações de que o Cajueiro-Rei, aqui do Piauí, realmente tem uma área de copa maior do que o cajueiro de Parnamirim (RN).

A pesquisa foi assinada por oito pesquisadores radicados nas universidades UFPI, UESPI e UNICAMP, liderados pelo Dr. Fabrício Amaral (UESPI), grupo do qual tive a honra de participar, na condição de botânico.

O estudo foi relativamente simples: foram coletadas amostras (folhas) de diferentes regiões da planta, que se supunham fazer parte de uma copa única e este material foi testado geneticamente, para determinar se fariam parte do mesmo indivíduo. O material foi tratado, tendo sido replicado por uma reação chamada PCR (sigla em inglês para Cadeia de Reação da Polimerase) e submetido a uma eletroforese (processo de separação de materiais submetidos a um campo elétrico) e comparado com sequências típicas de alguns genes já estudados da espécie do Cajueiro (Anacardium occidentale). Comprovado de que se tratava de material idêntico para todas as amostras coletadas, procedeu-se a medição da área ocupada pela copa da árvore.

Para medição foram usadas ferramentas do Sistema de Informações Geográficas (SIG), utilizando imagens de satélite da árvore, além de softwares que mediram o perímetro e a área ocupada, que totalizou 8.834 m², mais de 300 m² maior do que o Cajueiro de Pirangi, que mede cerca de 8,5 mil m².

Cabe agora ao Guinness confirmar a mudança de titularidade para o maior cajueiro do mundo. Mas, ao contrário do cajueiro do RN, o Cajueiro-Rei terá seu título de “maior do mundo” sustentado por bases científicas.

Quem quiser conferir o artigo basta clicar em  

https://www.geneticsmr.com/articles/genetics-analysis-of-the-biggest-cashew-tree-in-the-world.pdf

Nova pesquisa pode resultar na anulação de várias teorias sobre o comportamento do elétron

Uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Conjunto do Laboratório de Astrofísica (sigla em inglês JILA) da Universidade do Colorado, nos EUA, pode revolucionar muito do que se sabe sobre a natureza do elétron.

Os pesquisadores optaram por analisar o elétron dentro de uma partícula maior carregada, o que foi considerado uma abordagem radicalmente diferente. A nova abordagem se deparou com dados que conduzem a um formato assimétrico para o elétron que teria, ao invés da previsão quase unânime de um formato esférico, uma forma ligeiramente oval, provocada por uma pequena variação no Momento Dipolo Elétrico (sigla em inglês, EDM). Ao encontrarem um EDM diferente de zero, os cientistas deduziram uma distribuição desigual de cargas, o que modifica a forma do elétron.

O elétron visto sob esta perspectiva explicaria, por exemplo, porque no Universo existe atualmente mais matéria do que antimatéria, já que as duas foram formadas em iguais quantidades por ocasião do Big Bang. Para o físico atômico David Weiss da Universidade da Pensilvânia (EUA) é provável que o Momento Dipolo Elétrico realmente exista no elétron, por tornar factível a explicação do excesso de matéria no Universo.

O próximo desafio agora é o de medir este Momento Dipolo Elétrico (EDM) no elétron. Medições alcançadas enterrariam algumas das teorias vigentes sobre a natureza da carga elétrica negativa considerada unânime entre os físicos e químicos do Mundo inteiro.

Acompanhe o vídeo a seguir com explicações mais detalhadas sobre esta pesquisa:

Missão internacional de pesquisadores visita áreas no Piauí

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Esta semana que passou uma missão formada por pesquisadores de renome nacional e internacional visitou Unidades de Conservação no Piauí. Liderados pela pesquisadora do Instituto Florestal de São Paulo, Dra. Giselda Durigan, a missão teve como objetivo conhecer as fronteiras da transição entre o Cerrado e a Caatinga, o que é possível ser visto em áreas do Piauí, uma das maiores zonas ecotonais do Brasil.

Zona Ecotonal é uma zona de transição entre ecossistemas distintos. É o que ocorre no nosso Estado, no qual ecossistemas diferentes como o Cerrado, a Caatinga, a Mata de Cocais e Florestas Estacionais Deciduais e Semideciduais se entrelaçam, compondo um ambiente com elevada diversidade biológica.

Além da Dra. Giselda Duringan compuseram o grupo as Doutoras Alessandra Fidelis (Professora da Universidade Estadual Paulista – UNESP) e Inara Roberta Leal (Professora da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE). Completaram o grupo os pesquisadores australianos Alan Andersen e Brett Murphy.

A importância da visita

Os pesquisadores foram recepcionados pelo Prof. Caio Soares. Caio é estudante de Doutorado da Universidade de Campinas (UNICAMP) e estuda a diversidade vegetal no Parque Nacional de Sete Cidades, numa iniciativa que visa entender os diferentes ambientes e fisionomias de Cerrado encontradas nesta importante Unidade de Conservação do Piauí. Ao visitarem a área foi possível o planejamento de várias pesquisas visando entender particularidades do ambiente encontrado no Parque, assim como estudos visando a Restauração de ecossistemas. “Fui contatado pela Dra. Giselda Durigan que vinha trazendo estes pesquisadores para que conhecessem a transição entre os ambientes de Cerrado e Caatinga. A visita foi importante também para minha pesquisa e abriu uma boa oportunidade de estabelecermos parcerias com estes importantes pesquisadores”, explicou Caio Soares. Compuseram ainda a equipe que recebeu e o guiou os pesquisadores  o biólogo Jarrel Santos e Oziel Monteiro, Guia do PARNA Sete Cidades.

Quem são estes pesquisadores?

Dra. Giselda Durigan e a Dra. Alessandra Fidelis estão entre as maiores autoridades mundiais em Ecologia da Restauração, especialmente em ambientes destruídos pela ação do fogo. Dra. Inara Leal lidera grupos que estudam os impactos provocados pelo Homem (impactos antrópicos) em ambientes naturais. Seus estudos são concentrados na região da Caatinga.

Dr. Brett Murphy é pesquisador da Universidade Charles Darwin, em Darwin, Austrália e atualmente é um dos maiores pesquisadores no estudo de felinos selvagens. Dr. Alan Andersen também é pesquisador da Universidade Charles Darwin e é a maior autoridade mundial em formigas. Os dois pesquisadores estudam o efeito do fogo nas faunas de mamíferos e insetos, respectivamente.

Além do Parque Nacional de Sete Cidades a missão visitou ainda a Floresta Nacional de Palmares no Município de Altos (PI).

Cientista brasileiro publica artigo que contraria a Teoria do Big Bang

Muita gente já deve ter ouvido falar da Teoria do Big Bang ou Teoria da Grande Expansão. Segundo esta teoria o Universo teria surgido a partir da expansão da matéria há aproximadamente 13,8 bilhões de anos e estaria em processo de expansão até hoje.

O Big Bang foi pensado inicialmente como a Hipótese do Átomo Primordial foi proposta por Georges Lemaitre em 1927 recebeu o aporte de ideias e contribuições de pesquisadores como Alexander Friedmann e Edwin Hubble, alinhados com a teoria da Relatividade de Albert Einstein. A teoria ganhou o nome de Big Bang (a grande explosão, em bom português) em 1949 pelo cientista Fred Hoyle que, para explicar um modelo cosmológico em oposição à do Big Bang (Teoria do Estado Estacionário), o cunhou de forma pejorativa, durante uma entrevista concedida sobre o tema a uma rádio.

O cientista brasileiro Juliano César Silva Neves do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) afirmou, categoricamente que o Big Bang não existiu.

Neves publicou recentemente na revista científica General Relativity and Gravitation onde sugere a eliminação de um aspecto fundamental do modelo padrão cosmológico: a necessidade da existência de uma singularidade cosmológica no início dos tempos, ponto focal do que é chamado de Big Bang. A ideia reinserida nesta discussão sobre a origem do Universo por Neves e de que a fase de expansão, unânime entre os cientistas, tenha sido precedida por uma fase de contração.

A discussão sobre este tema vai longe. O crescimento e desenvolvimento da ciência dá-se exatamente em razão deste tipo de discussão, fundada não em crenças pessoais, mas na análise de fatos que corroborem com o assunto.

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