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A ignorância se espalha velozmente nas redes sociais

Com a epidemia de febre amarela em várias regiões do Brasil, uma questão tem se sobressaído: tem sido comum serem encontrados exemplares de macacos de diferentes espécies mortos ou feridos por populares que arremessam paus e pedras, sob a alegação dos macacos transmitirem para humanos a febre amarela.

Na verdade, o que se observa é a evidência da fragilidade do processo educativo do brasileiro. Jamais, em momento algum, doenças viróticas como febre amarela, dengue, malária, são transmitidas por um macaco, direto para o ser humano. Além do que se estuda na escola, dezenas de campanhas em todos os meios de comunicação evocam viroses, como a febre amarela, como transmitidas pelo intermédio de mosquitos transmissores.

Ao contrário do que o senso comum tem apontado, os macacos funcionam como um importante indicador, pois, se detectado que estão morrendo de febre amarela, significa que logo a doença acometerá humanos, pela presença, no ambiente, do inseto vetor.

A imprensa tem tido um papel importantíssimo para ajudar a desmistificar esta informação que, na contramão do que faz a imprensa, vem se mantendo como senso comum graças ao acesso às redes sociais. O uso das redes sociais, com a finalidade de propagar informações distorcidas e completamente distantes da verdade, já foi abordada no Ciência Viva (clique aqui), como uma preocupação, no caso do Movimento dos Terraplanistas.

O Ciência Viva está atento e incorpora na sua missão a atividade de desmistificar estes absurdos que são veiculados no universo da rede mundial de computadores.

Não morda seu celular!

Os aparelhos celulares são fruto de uma tecnologia que se aperfeiçoa diariamente. Atualmente um smartphone, por exemplo, pode ter uma quantidade enorme de usos, especialmente porque alguns aplicativos transformaram os celulares em aparelhos com usos muito além do que um simples aparelho de comunicação para fazer chamadas.

O site Tecmundo, por exemplo, já conseguiu listar pelo menos 30 objetos diferentes que tiveram o seu uso substituído pelo smartphone (Veja: https://www.tecmundo.com.br/celular/53023-30-coisas-que-seu-smartphone-ja-consegue-substituir.htm). Além destes, é possível, sem muito esforço descobrir outras formas de usar o seu aparelho.

Entretanto, jamais use o seu celular como um mordedor... Sim, um mordedor! Um cliente em uma loja chinesa mordeu o telefone e ele simplesmente explodiu... Veja o vídeo:

 

A explicação: quando há um contato entre os dois polos – cátodo (polo positivo) e o ânodo (polo negativo) nas baterias de lítio há uma reação exotérmica (que libera calor) de grande intensidade. O impacto é tão forte que o celular e sua bateria podem explodir, liberando um volume razoável de calor. Os fabricantes já trabalham com uma perspectiva de melhorar os isolamentos das baterias, atualmente separadas por compartimento de material plástico e, portanto, quebrável.

Na dúvida, procure algo menos ofensivo para morder...

Até o próximo post...

Argumentaê: um laboratório de experiências comunicacionais

As discussões sobre temáticas educacionais estão longe de se esgotar. As políticas públicas educacionais patinam em tentativas de melhorar a educação brasileira sem, no entanto, conseguir agregar uma experiência que contemple o principal problema.

Na minha opinião algumas ações podem ser consideradas positivas, como a tentativa de estabelecer uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e outras negativas, como a Reforma do Ensino Médio que criou itinerários formativos que, combinados às políticas de distribuição de recursos do Ministério da Educação, podem terminar por excluir grande parcela da população de almejar formação superior, detida em estudar para ingressar logo no Mercado de Trabalho, via itinerários de formação profissional.

O interessante de tudo é que existem pesquisadores que atuam visando facilitar o diálogo entre o saber e o estudante. Estes atalhos facilitam a conquista dos estudantes que se veem estimulados a tentar entender conteúdos considerados verdadeiros “bichos-papões” do conhecimento como a Matemática e as Ciências, por exemplo.

Neste sentido a pesquisadora piauiense Lea Veras e o grupo do Argumentaê Lab, fundado a partir de um projeto de pesquisa e desenvolvimento da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), se inserem, tentando trabalhar caminhos alternativos para que os professores alcancem os estudantes por outras vias como dinâmicas, brincadeiras e outras formas lúdicas de acessar temas considerados complicados de serem repassados pelas vias consideradas “normais”.

O Argumentaê Lab não se restringe apenas à comunicação vinculada à educação. A proposta é mais ampla. Na escola, a ideia é desenvolver a aprendizagem cooperativa, estimular debates, estabelecidos sob a premissa de se comunicar sempre. No âmbito mais geral, a proposta do Laboratório é desenvolver o assessoramento personalizado de quem precisa se comunicar na dinâmica de trabalhos convencionais como estimular investimentos ou vender um produto.

A ideia do Argumentaê Lab já ganhou certa notoriedade e Lea Veras já foi convidada para palestrar no TEDx[1] de São Carlos, disseminando as ideias sobre a comunicação, incluindo a educação como mote maior, especialmente para o Ensino de Ciências.

Lea Veras é engenheira química formada pelo Instituto Militar de Engenharia (IME/RJ) e tem doutorado em Química pela Carnegie Mellon University (CMU/EUA) e atualmente é professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).

 

[1] O TEDx é uma série de palestras elaboradas por uma instituição sem fins lucrativos criada nos EUA, a Fundação Sapling e que convida pesquisadores e formadores de opinião a “espalhar suas ideias”. TED significa Technology; Entertaiment; Design. O evento tem como tema “Ideas Worth Spreading”, traduzido para o português como “Ideias que merecem ser disseminadas”.

Lagostim mutante pode ser a chave para combate ao Câncer

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Todo mundo que estuda ecologia sabe que um dos maiores impactos contra o Meio Ambiente pode ser a introdução de uma nova espécie em um ambiente onde esta não ocorre naturalmente. O homem, entre os tantos prejuízos que causa a natureza, presta este contrasserviço também.

Em todo o mundo há registros de espécies introduzidas que causaram prejuízos consideráveis. Historicamente é bom não esquecer do caramujo africano Achatina fulica (uma imagem dele aparece na galeria de imagens deste post), introduzido para ser criado e comercializado como scargot que virou uma praga em várias regiões brasileiras, por exemplo. O exemplo da vez é o Lagostim marmoreado (Procambarus virginalis).

Este crustáceo é de água doce e já ocupa várias áreas da Europa e África. É uma espécie que se reproduz assexuadamente (não precisa de parceiro sexual para reproduzir). Todos os indivíduos são fêmeas e seus óvulos dão origem a indivíduos clonais. Trata-se de uma espécie que vive muito bem nos ambientes de água doce, se alimentando de folhas em putrefação, filhotes de peixes, insetos e pequenos moluscos.

O pesquisador Frank Lyko do Centro de Pesquisa do Câncer em Heidelberg, Alemanha, está estudando o genoma deste animal, para verificar quais são os genes responsáveis pelo sucesso reprodutivo na condição de assexuado. A descoberta de genes que respondam especificamente por estas características pode ajudar a explicar o processo de proliferação de células cancerosas.

Se quiser ver o artigo completo da Revista Science acesse:

http://www.sciencemag.org/news/2018/02/aquarium-accident-may-have-given-crayfish-dna-take-over-world

Dirigentes de entidades científicas escrevem carta ao Presidente da República

Os dirigentes máximos da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Academia Brasileira de Ciências (ABC), Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (CONFAP), Conselho Nacional de Secretários Estaduais para assuntos de Ciência e Tecnologia (CONSECTI), Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) e o Fórum Nacional dos Secretários Municipais da Área de Ciência e Tecnologia assinaram uma carta direcionada ao Presidente da República, Michel Temer.

A carta reúne as preocupações sobre as consequências dos cortes orçamentários voltados para Ciência e Tecnologia no país. Para 2018 o orçamento previsto para custeio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) foi de cerca de 4,8 bilhões, 25% menor do que em 2017, que por sua vez foi cortado em 1/3, em relação a 2016.

De acordo com os signatários da carta a Ciência brasileira não resiste aos contingenciamentos impostos. A missiva encerra com uma frase que serve de reflexão para os políticos de uma forma geral: “Ciência não é gasto, é investimento!”.

Implantação do Rodoanel em Teresina se transforma em estudo acadêmico

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  • Rodoanel.jpg José Maria Melo Filho

A obra do Rodoanel que interliga a BR-316 a BR-343 na cidade de Teresina foi objeto de estudo do curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) da Universidade Federal do Piauí. O estudo foi conduzido pelo geógrafo José Maria Marques Melo Filho sob orientação do Dr. Antonio Cardoso Façanha do Departamento de Geografia da UFPI.

O estudo abordou os impactos sobre o Meio Ambiente e os impactos sociais de implantação da obra que, quando for inaugurada, será importante para mobilidade da Capital do Piauí. Na abordagem, os pesquisadores coletaram informações em documentos ambientais e em inquietações provocadas por detalhes do planejamento e da execução da obra.

Uma das grandes contribuições foi observar a degradação do ambiente durante diferentes fases da obra, comparando imagens de satélite de pontos específicos, como a construção de trechos da rodovia, edificação de ponte sobre o rio Poti e de alças de acesso, desde períodos anteriores à implantação da mesma até os dias atuais.

A investigação captou as impressões de moradores de três assentamentos do INCRA que foram entrecortados por trechos da obra. Analisando o discurso de alguns dos entrevistados foi possível reconhecer alguns impactos negativos frente à importância da obra. A obra causou impactos ainda não mitigados (compensados) pelos empreendedores, como o aterro de riacho, degradação de parte da mata e a ocupação de faixas produtivas dos terrenos do assentamento pela pista de rolamento.

A banca foi formada pelo Dr. Antonio Façanha (UFPI), pelo Dr. Jorge de Paula (UESPI) e por mim. A discussão de temas que atingem diretamente a cidade e seus cidadãos tem sido a tônica do PRODEMA, servindo para aproximar a comunidade científica da população através da solução de problemas que afetam a todos.

Novidade para diabéticos: lente de contato que detecta aumento da glicemia

Uma das coisas que atormenta a vida do diabético é o controle diário da glicemia. Atualmente existem no mercado uma porção de leitores eletrônicos que em poucos segundos detectam o nível de glicose na corrente sanguínea, a partir de uma gota de sangue coletada.

O inconveniente é ter que furar a pontinha do dedo, em alguns casos várias vezes por dia. Mas cientistas da Coreia do Sul podem lançar dentro em breve uma lente de contato para fazer este trabalho.

Publicado mês passado na Science Advances o trabalho traz testes feitos em animais (usaram coelhos), utilizando lentes de contato com sensores capazes de avaliar a composição da lágrima e, consequentemente, detectar o nível de glicose no sangue. A ideia é interligar as informações captadas pela lente de contato em um sistema de comunicação que informe ao paciente o quanto precisa atuar para o controle do volume de glicose no sangue. Isso tudo sem ter que furar o dedo!

Assista o vídeo sobre a lente (em inglês):

 

O Diabetes atinge cerca de 500 milhões de pacientes no mundo inteiro e é considerada uma epidemia global.

Calendário Astronômico de 2018

Anote na sua agenda e acompanhe os principais eventos astronômicos que ocorrerão em 2018.

2 de janeiro - Primeira lua cheia do ano

3,4 de janeiro – Chuva de meteoros Quadradídeos

31 de janeiro – Lua cheia, Superlua, Lua Azul, Eclipse total lunar

15 de fevereiro – Eclipse parcial do sol

15 de março – Mercúrio no maior alongamento oriental

22, 23 de abril - Chuva de meteoros Lirídeos

6, 7 de maio – Chuva de meteoros Eta Aquarídeos

9 de maio – Maior proximidade de Júpiter com a Terra

21 de junho – Solstício de junho e o dia mais longo do ano

27 de junho – Maior proximidade de Saturno com a Terra

13 de julho – Eclipse parcial do sol visível no sul da Austrália e Antártida

27 de julho – Eclipse total da Lua visível na maior parte do Mundo

27 de julho – Maior proximidade de Marte com a Terra

28, 29 de julho – Chuva de meteoros Delta Aquarídeos

11 de agosto – Eclipse parcial do sol visível na maior parte do mundo

12, 13 de agosto – Chuva de meteoros Perseídeos

17 de agosto – Vênus no maior alongamento oriental

7 de setembro – Maior proximidade de Netuno com a Terra

8 de outubro – Chuva de meteoros Draconídeos

21, 22 de outubro – Chuva de meteoros Orionídeos

23 de outubro - Maior proximidade de Urano com a Terra

5, 6 de novembro – Chuva de meteoros Taurídeos

17, 18 de novembro - Chuva de meteoros Leonídeos

13, 14 de dezembro - Chuva de meteoros Geminídeos

21 de dezembro - Solstício de dezembro e a noite mais longa do ano

21, 22 de dezembro - Chuva de meteoros Ursídeos

 

Acompanhe o vídeo com uma amostra destes eventos filmados em anos anteriores e torça para fazer uma noite adequada para observação destes fenômenos:

 

 

 

Elefantes e sinuca: a improvável história do plástico

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No século XV, no norte da Europa, surgiu nos palácios reais o jogo de bilhar. A ideia foi levar o croqué, esporte desenvolvido ao ar livre, para ser jogado em ambientes fechados, em razão da necessidade da nobreza em continuar sua vida “esportiva”, protegida dos invernos.

O bilhar, que recebe por aqui outras denominações ou variações entre elas a sinuca ou “snooker”, se joga em uma mesa verde (daí a associação com o campo de croqué), tacos de madeira e bolas de marfim. O marfim, extraído das presas de elefantes era o elemento raro que tornava o jogo de bilhar caro, uma particularidade apenas para filhos da nobreza, ricos.

No século XIX, o jogo foi se tornando tecnicamente refinado e ao mesmo tempo popular. Bolas de marfim garantiam ao mesmo tempo a dureza e a ausência de deformações, em razão das colisões próprias do jogo. Mas, devido à origem do material, garantia também  a restrição do público usuário do jogo.

Esta introdução toda foi para contar um pouco sobre a necessidade de falar sobre a relação entre ciência e desenvolvimento econômico. Mas qual a relação entre ciência, desenvolvimento econômico e o jogo de bilhar?

Ainda no século XIX o Jornal The New York Times publicou a seguinte nota: “Phelam & Collender, maior fornecedor de bilhares do Estados Unidos, oferecem uma importante fortuna de US$ 10.000 (dez mil dólares) a qualquer inventor que conseguir criar um material substituto para o marfim”. O anúncio tratava de uma recompensa comercial para qualquer inventor capaz de criar algum material que pudesse substituir o caro marfim, usado para fabricar bolas de bilhar.

John Wesley Hyatt, um jovem químico dos EUA, em um barracão em Nova York, com este anúncio do NYT, convidou o General Marshal Lefferts, um militar aposentado, conhecido por financiar inventores, a conhecer o celuloide, uma mistura de nitrocelulose e cânfora. Lefferts foi uma espécie de Mecenas das Ciências no séc. XIX, apoiava vários inventores, inclusive o jovem Thomas Alva Edson, o maior inventor do Mundo.

Hyatt pegou bolas de madeira e as banhou com uma mistura de nitrocelulose e corantes, gerando bolas muito parecidas com as de marfim, em termos de resistência e dureza, que poderiam substituir o caro material original das bolas do jogo de bilhar. Com o aperfeiçoamento surgiu neste momento, uma forma de plástico: o celuloide. Algumas modificações foram necessárias para emplacar o novo material na então indústria de jogos e entretenimentos (o celuloide também foi usado para fabricação da película do cinema), uma vez que ao colidirem no jogo, as bolas banhadas por nitrocelulose podiam pegar fogo (a nitrocelulose é quimicamente semelhante à nitroglicerina).

O que podemos extrair como lição desta história?

1) A necessidade de se desenvolver novos produtos pode ser estimulada por investidores que podem bancar inventores;

2) Nem sempre quem têm recursos têm boas ideias e, na contramão, mas no mesmo artifício lógico, quem têm boas ideias, por vezes, não têm recursos;

3) A Inovação precisa ser estimulada. Ao propor uma recompensa para quem criasse um substituto para o marfim, a indústria de bilhar gerou, potencialmente, um material resistente, versátil e que mudou o mundo, inclusive com a poluição: o plástico. Os elefantes agradeceram!

P.S.: Pena que ainda hoje os elefantes são mortos por suas presas de marfim. Não mais para que sejam produzidas bolas de bilhar.

Até a próxima!

(Com informações extraídas do livro De que são feitas as coisas: as curiosas histórias dos materiais que formam o mundo dos humanos, de Mark Miodownik, Editora Edgard Blucher, 2015).

Biópsia líquida: é possível?

O diagnóstico do Câncer traz uma grande temeridade para os pacientes. O medo vem pela incerteza da cura e, pelo fato de alguns tipos de Câncer serem, de fato, devastadores. Como se não bastasse o estigma da doença a simples suspeita e alguns exames confirmatórios, necessários ao diagnóstico, também são responsáveis por assustar o paciente, como a biópsia.

A biópsia é um procedimento cirúrgico na qual se remove um conjunto de células ou um fragmento de tecido do qual se suspeita a ocorrência de atividade cancerígena ou oncológica. Alguns exames são mais complexos, outros mais simples, dependendo do local onde se suspeita da existência do tumor. Entretanto, a ciência pode estar alcançando um novo patamar de diagnóstico: a biópsia líquida.

Pesquisadores da Universidade John Hopkins, liderados pelo Dr. Nickolas Papadopoulos estão testando com sucesso um método de biópsia líquida. Na verdade, estes pesquisadores desenvolveram um teste para detecção de pelo menos oito tipos comuns de câncer a partir da coleta de DNA e de proteínas de células cancerígenas lançadas pelo organismo na corrente sanguínea.

Os testes foram feitos com 1005 pacientes que apresentavam algum tipo de câncer diagnosticado pelos métodos tradicionais, ainda em fase inicial, sem a ocorrência da metástase (quando o câncer ainda se encontra restrito ao seu local inicial). O resultado gerou um teste rápido que está sendo patenteado com o nome de CancerSeek e a previsão é que diagnostique, através de um exame de sangue, alguns tipos de tumores difíceis de serem previstos no início da doença como do ovário, fígado, estômago, pâncreas e esôfago. A pesquisa sequenciou 16 genes mutados e os correlacionou a proteínas geradas pelas células quando estas são cancerígenas.

A expectativa é que o teste chegue ao mercado a um custo considerado baixo, por cerca de US$ 500 (quinhentos dólares). Os cientistas estão bastante otimistas com esta nova ferramenta. Mesmo não conferindo a precisão necessária da biópsia tradicional, com uma certa vantagem, pode proporcionar a indicação de um exame mais aprofundado, que gere um diagnóstico mais preciso.

Vamos esperar esta novidade!

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