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Festa no Tempo do Cutruco 6ª Edição - Vai ser babado

A festa No Tempo do Cutruco é uma alusão ao Bar Couvert, que funcionou na década de 80 na Rua Rui Barbosa, no Centro de Teresina. Lésbicas, gays, bissexuais e travestis eram frequentadores assíduos do bar, carinhosamente chamado por eles de CUTRUCO.

 

Ao som da radiola, os freqüentadores dançavam, muitas vezes coladinhos, curtindo os hits do momento.Por isso, o repertório da Festa no Tempo do Cutruco será composto de músicas que fizeram sucesso nos anos 80.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FestLuso discute racismo em espetáculos gratuitos em Teresina - VEJA PROGRAMAÇÃO

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O evento internacional acontece no mês da Consciência Negra

Um dos maiores eventos que reúne grupos teatrais que têm a língua portuguesa como idioma oficial, o Festival de Teatro Lusófono - FestLuso 2021 discute, este ano, questões raciais em vários espetáculos. O FestLuso acontece nos próximos dias  22 a 28 de novembro, com a presença de grupos teatrais de Portugal e de Moçambique, além de espetáculos e apresentações do Rio de Janeiro, Ceará, Piauí, Pernambuco e da Bahia.

A curadoria do evento incluiu apresentações que trazem em cena discussões sobre o racismo, a desigualdade racial, a mulher negra, africanidade, inclusão, pertencimentos e a representação da negritude na sociedade contemporânea. No mês da Consciência Negra, e comemorado hoje (2) o Dia da Consciência Negra, o festival reforça o respeito e o direto à igualdade racial, temas que já nasceram com a própria criação do festival. 

 “Quando transferimos a data para novembro, mês da Consciência Negra e o Novembro Negro, nós da curadoria procuramos encontrar espetáculos que pudessem trazer essa discussão que é pertinente na cena cultural brasileira, tanto na dança, como no teatro, a questão do racismo estrutural, da mulher e várias outras questões do mundo contemporâneo”, disse o curador do FestLuso, ator e diretor cultural, Francisco Pellé.

Na segunda-feira (22), a abertura oficial do evento será com a peça “Medeia Negra”. A atriz baiana e performer Márcia Limma traz à capital piauiense a tragédia grega atualizada na voz e no corpo de uma mulher negra. O ator moçambicano Klemente Tsamba vem para o espetáculo “Dizcontos”, que aborda o drama das migrações com foco no negro africado forçado a ir para a Europa. Na programação tem ainda o espetáculo do coletivo CAPEMGA, do Piauí, trazendo “Pejorativo”, que levant vozes contra a intolerância racial.

Do Ceará, tem o ritual cênico “CorpoCatimbó” com Zé Viana Júnior e Pai Mesquita, que faz reflexões sobre o corpo negro nas religiões de matrizes africana. Este ano a temática do negro e da pandemia perpassam os espetáculos definidos na programação. Todos os espetáculos são gratuitos.

O FestLuso 2021 tem patrocínio do Governo do Estado do Piauí / SECULT / SIEC e Equatorial Piauí; apoio República Portuguesa – Cultura e Dg’Artes; produção: Navilouca Produções e realização: Grupo Harém de Teatro. As atividades do festival acontecerão no Espaço Cultural Trilhos, no Theatro 4 de Setembro e uma oficina no Clube dos Diários, além de um espetáculo transmitido direto de Portugal. Para as apresentações presenciais, é necessário apresentação comprovante de vacinação completo contra a Covid-19 e uso correto de máscara.

 

PROGRAMAÇÃO FESTLUSO 2021

22/11(segunda-feira)

*19h – Abertura Oficial

Local: Espaço Cultural Trilhos / Pátio Central

19h30 – Espetáculo Medeia Negra – Grupo Vilavox - BA - Brasil

Local: Espaço Cultural Trilhos / Teatro Estação

 

*21h – Show de abertura – Bia e os Becks - Universo Quenga

Local: Espaço Cultural Trilhos

 

23/11 - terça-feira

*19h – Espetáculo DIZCONTOS, contos sobre migração - Um solo teatral com

Klemente Tsamba – MCZ/POR

Local: Espaço Cultural Trilhos / Teatro Estação

 

24/11/2021 - quarta-feira

*19h – Espetáculo A Lua Vem da Ásia – Chico Diaz – RJ

Local: Theatro 4 de Setembro

 

*20h30 – lançamentos do “O Livro Harém 35 anos” e “Teresina, de Primeiro”, de Assaí Campelo.

Local: Espaço Cultural Trilhos

*21h - Show Narcoliricista

Local: Espaço Cultural Trilhos / Pátio Central

 

25/11 - Quinta-feira

*19h – Espetáculo Abrigo São Loucas II – A Quarentena

Local: Espaço Cultural Trilhos / Pátio Central

 

*20h30 – exibição do filme “Os pobres diabos” do cineasta Rosemberg Cariry.

Local: Espaço Cultural Trilhos

 

26/11 – Sexta-feira

*19h – Espetáculo Pejorativo – CAPENGA - PI

Local: Espaço Cultural Trilhos / Teatro Estação

 

27/11 - Sábado

*16h – Espetáculo Chama “Mãe ao coração” – Diálogos do corpo e da palavra – Folha de Medronho Artes Performativas – Loulé – Portugal

(Transmissão Online) direto de Portugual

 

 

*19h – Ritual cênico “CorpoCatimbó” – Zé Viana Junior– CE e Pai Mesquita de Ogum

Local: Espaço Cultural Trilhos / Teatro Estação

 

*20h30 - Projeto O Poeta e Sua Hora – Festa da Lusofonia

Com a escritora Cida Pedrosa, que ganhou prêmio Jabuti 2020 lançando seu livro “Solo para Vialejo”. Neste dia haverá o lançamento do livro “Bloco de Notas” de Fernanda Paz.

Local: Espaço Casa Soraya Guimarães

 

 

28/11 – Domingo

*16h – Espetáculo “O Quarto” - Grupo Girassol – Moçambique

(Transmissão online)

 

*19h – Há uma festa sem começo que não termina com o fim – Pavilhão da Magnólia – CE

Local: Espaço Cultural Trilhos / Teatro Estação

 

OFICINAS:

* CORPOREIDADES ENCANTADAS DA JUREMA SAGRADA: UM CORPO EM ESTADO DE TRÂNSITO

Com Zé Viana Junior (CE) e Liliana Matos (BA)

Dias: 24 e 25 de novembro (quarta e quinta-feira)

Local: Espaço Cultural Trilhos

Horário: 9h às 12h

* REINICIAR O CORPO

Com Zé Reis (PI)

Dias: 22, 23 e 24 de novembro (segunda, terça e quarta-feira)

Local: Galeria do Clube dos Diários

Horário: 15h às 18h

*RODA DE CONVERSA

Processo Criativo CorpoCatimbó

Dia: 26 de novembro (sexta-feira)

Local: Escola Técnica Estadual de Teatro Prof. José Gomes Campos

Horário: 16h

FONTE: ASCOM

Todxs e todes: estudos indicam que a língua neutra diminui preconceitos

Repensar a linguagem para que ela vá além do binarismo homem/mulher e não trate nomes e pronomes masculinos como padrão realmente tem algum efeito na sociedade? Pesquisas indicam que sim.

 Estudiosos da Universidade de Washington desenharam bonecos simples, sem gênero, com um balão de pensamento cheio de interrogações e outro cheio de exclamações. Em seguida, separaram 3.900 suecos em três grupos para criarem histórias com os personagens. Um grupo podia usar apenas pronomes femininos, outro apenas masculinos e um terceiro poderia usar termos neutros como "hen", um pronome não-binário usado na Suécia. Os participantes do terceiro grupo criaram histórias menos centradas em palavras masculinas e mais inclusivas com as minorias.

O termo "hen" é uma alternativa sem gênero a "hon" (ela) e "han" (ele). Ele ganhou visibilidade no vocabulário sueco em 2012 quando o autor Jesper Lundquist empregou-o no livro infantil "Kivi e o Monstro Cachorro". Na obra, o protagonista não tinha gênero. A palavra "hen" já havia sido criada na década de 1960 e foi inspirada no "hän", dos finlandeses, que cumpre a mesma função.

 Após o lançamento da obra, um linguista publicou em um jornal sueco que a vida devia imitar a arte, sugerindo que todos adotassem o pronome. Os suecos passaram a discutir, alguns veículos baniram o termo e outros o abraçaram. Após dois anos de vai e vem, o Conselho da Linguagem Sueco reconheceu oficialmente o pronome sem gênero. Hoje a palavra é comum nos país e usada no dia a dia. Ainda há quem se oponha, mas o número é cada vem menor.

Como o termo não era usado antes de 2012, não há como comparar com testes anteriores. Ainda assim, os resultados indicam como criar novos termos ajuda a mudar a cultura. "[Hen] É uma palavra sem associações biológicas. Ela vem do zero. E está funcionando do jeito que disseram que iria funcionar", diz Efrén Pérez, pesquisador de psicologia política na Universidade da Califórnia, à revista Wired. "Essas linguagens podem empurrar as pessoas em direções que alguns consideram dignas".

Pérez publicou um estudo na revista Nacional de Ciências dos Estados Unidos revelando que linguagens mais inclusivas fazem com que opiniões de massa sejam mais igualitárias em relação a gêneros e LGBTs. “Você não percebe diferentes realidades, mas colonca mais ou menos ênfase em diferentes aspectos”, diz. Novos termos que abracem outras  possibilidades de gênero, como “hen” sueco ou os “todes” e “todx” em português, funcionam no sentido oposto da censura: em vez de apagar ideias da cultura,  simplesmente contribuem trazendo mais opções e alternativas.

Fonte: TabUol

Lgbtfobia e liberdade de expressão: armadilhas do discurso

Por Herbert Medeiros

O colunista do portal Metrópole, Guilherme  Fiúza, produziu um texto cujo título é sugestivo: “Linchadores da boa aparência”. O mote textual é a reação às postagens em redes sociais   do jogador de vôlei Maurício Sousa quando se mostrou ‘indignado’ com bissexualidade do super-herói Superman, anunciada pela DC Comics. A meu ver, Fiuza faz um malabarismo discursivo para   defender o indenfensável: o atleta  vem desde 2014 fazendo  postagens depreciando e recusando-se a respeitar  a vida de lgbt (ver aqui https://www.otempo.com.br/superfc/volei/mauricio-souza-central-do-minas-tem-historico-de-postagens-homofobicas-veja-1.2561412) .

O   raciocínio do colunista  é sorrateiro ao seduzir o  leitor e envolvê-lo  para  enquadrar o fato em sua visão parcial dos acontecimentos: primeiro cita  argumentos  para mostrar  que  lgbtfobias não têm  lugar em sociedades livres e democráticas: menciona  as lutas  em São Francisco(Califórnia)  pautando  conquistas legais e culturais para comunidade  lgbt+;  a grande aceitação pelo público  do artista  Paulo Gustavo como gay assumido.  

Ao citar movimento lgbts nos anos 60 do século 20, Fiuza desconsidera o fato histórico  de que os atos de que o movimento contra  intolerância e repressão à comunidade da Diversidade Sexual ocorreram em Nova York (1969) no levante de Stonewall. E ainda importante frisar: Alfred Kinsei, pesquisador norte-americano,  abriu novas perspectivas de investigação e  compreensão  sobre comportamento sexual humano ao lançar resultados de seus estudos  conhecidos como Relatório Kinsey.   As pesquisas foram financiadas pela Fundação Rockefeller, permitindo ampliar aspectos da sexualidade bem como influenciando ações políticas futuras em favor da Diversidade Sexual.  

De volta ao texto publicado no Metrópole, a  pegadinha para ‘justificar’ as posições do jogador de vôlei começa quando autor diz “O sucesso estrondoso de Paulo Gustavo não seria possível numa sociedade reacionária.” A partir daqui, ele(Fiuza)  passa a rotular de reacionário, demagogo,  censores  da ‘liberdade de opinião’,  ‘politicamente corretos’ e oportunistas  quem criticou e desmascarou a homofobia do atleta.

A análise  do colunista  reforça certo discurso de jogar para plateia da opinião pública o desejo (in)confesso de naturalizar lgbtfobia disfarçada de liberdade de expressão.  O mesmo Fiuza defensor das liberdades e  reconhecimentos de lgbts é o mesmo que  quer naturalizar  teor da postagem homofóbica do jogador. Nas entrelinhas da análise do artigo de opinião de Guilherme Fiuza, observa-se um não-dito tipo: essas reações  são mimimi e  vitimismo de quem quer calar liberdade de expressão.

Fiuza usa espaço de debate público para reforçar opiniões lgbtfóbicas, minimizar impactos de discursos recorrentes desqualificando a existência de lgbt+. É como se desse aval para  liberdade de humilhar, estigmatizar, rebaixar a existência de alguém por sua orientação sexual, identidade de gênero, condição sociorracial.  .

Outro ponto,  percebo a omissão  deliberada para não  usar sigla LGBT+. Tal jogo de linguagem representa forma de despolitizar  a luta política dos segmento da Diversidade Sexual por Direitos e Cidadania, considerando o fato de que não é só uma sigla, é um processo cultural, social e histórico para discursivamente pautar, conquistar  visibilidade e cidadania  de segmentos [email protected] ao longo da História e os processos de violação de Direitos.

Por fim, liberdade de opinião não é liberdade pra constranger minorias sexuais, para desrespeitar suas condições de vida, para estimular parcela grande da sociedade a continuar discriminando negros/as e lgbts, ou seja, a serem racistas e homofóbicas. Como diz poeta Gonzaguinha: A gente quer viver pleno direito, a gente quer viver pleno respeito.

 

Parada Virtual da Diversidade de Teresina: Vai ser Papoco !!!!!

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A Parada Virtual da Diversidade de Teresina tá chegando:   Covid e Negacionistas Passarão: We Will Survive. Não vai faltar alegria, respeito e solidariedade. O evento acontecerá dia 30/10 a partir da 17:30 pelos canais TV Garrincha (https://youtube.com/c/tvgarrincha) e do realizador do Ação,  Matizes (https://www.youtube.com/user/matizes1000https://www.facebook.com/grupomatizes). 

Vai ser papoco com atrações diversas: abertura com benção do Axé, Grupo Ijexá, Juliana e Banda, Chandelly Kidman, Zaira, Benício Bem, Dj Hiperbolar/Stourada, Elaine Leonel, Bixanikas, Nina Omilana. E fique ligado na Live para ser [email protected] com brindes como 20 Pixs de R$ 100,00 entre outros brindes.  A apresentação ficará com brilho e eletrizante presença de Paulo Mota e Stella Simpson. A produção do Evento é coordenada pelo competente Antoniel Ribeiro

Estarão também Presentes alguns [email protected]/[email protected] fundamentais para pavimentar a ampliação da Democracia,  Cidadania e Conquista de Direitos para os Direitos Humanos e Diversidade Sexual.

Durante a Live, o grupo Matizes realizará homenagens in memória para duas personalidade símbolos da cena LGBT+ DE Teresina:  Janelle D’Gonzales e Charlton Soares. No telão ainda,  internautas   reviverão momentos de pura descontração e alegrias das versões das outras Parada da Diversidade da capital.

Por Herbert Medeiros

Matizes apresenta propostas pró-Direitos Humanos e população LGbt+ para [email protected] da Saúde Municipal de Tereisna

Grupo Matizes reuniu-se hoje (06/10) com Presidente da Fundação Municipal de Saúde, Antonio Gilberto Alburquerque Brito, e Gerente de Saúde Mental, Larrisa Carvalho, para dialogar e  apresentar conjunto de Propostas para Políticas de Saúde com foco na População Lgbt+ e Direitos Humanos. A ação integra o diálogo institucional com Poder Público Municipal de Teresina visando pautar Políticas Afirmativas de garantia de Direitos e promoção da Cidadania lgbt+.

O Representante do Matizes, Herbert Medeiros,  reforçou a relevância do Poder Público construir políticas públicas sintonizadas com princípios/objetivos previstos na ordem Jurídica das Constituições Federal, Estadual e Lei Orgânica Municipal:   não-discriminação, da Dignidade Humana, Cidadania, construção sociedade livre, justa, solidária, erradicação da pobreza e marginalização e reduzir desigualgades sociais, promoção do bem de [email protected] sem distinção de qualquer natureza.

A interlocução também ressaltou a necessidade de produção de material educativo com foco no respeito aos Direitos Humanos no atendimento do Sistema de Saúde bem como capacitação dos profissionais e equipes da Saúde Mental para uma atuação pautada na Política Nacional de Humanização (Transversalidade, Indissociabilidade entre Atenção e Gestão, autonomia e protagonismos dos sujeitos).

Entre as propostas apresentadas à Presidência da Fundação de Saúde destaca-se: qualificação dos/as profissionais dos Centros de Apoios Psicossociais, mediante formação especializada e adequada estruturas das Políticas de Saúde Mental com vistas a prevenir e enfrentar os agravos decorrentes da Lgbfobia; Implementação e efetivação da Política Municipal de Saúde Integral da População LGBT+; Elaboração de material Educativo para reproduzir e veicular nos vários formatos midiáticos de forma permanente - incluindo [email protected] segmentos e faixas etárias da população lgbt+  - abordando temas sobre Educação em Saúde, Prevenção às IST/AIDS para superar preconceitos, estigmas e discriminações

 

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