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Matizes e [email protected] promovem o projeto "Gente é pra Brilhar": Solidariedade no contexto Pandemia

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O projeto “Gente é pra brilhar” está levando cesta básica e kit higiene como forma de   solidariedade para pessoas lgbti+ em situação de vulnerabilidade socioeconômica no contexto da atual pandemia.

A ação é  do Grupo Matizes e apoio da CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviços), Coletivo 086, ATRAPI e Avant garde.

A iniciativa nasceu como resposta à situação de extrema vulnerabilidade sanitária e socioeconômica resultante da Pandemia Covid-19 e suas implicações para precarizar ainda mais vidas de grupos já marginalizados pelo  sucateamento das instáveis políticas sociais produzidas pelas estruturas estatais.

Nesse cenário, o Matizes participou de parceria com Coordenadoria Ecumênica de Serviços para concretizar  o apoio de recursos necessários a cumprir objetivos  previstos  no projeto: mitigar efeitos da pandemia Covid-19  em pessoas LGBTI+,  prestar ajuda humanitária a pessoas LGBI+ vítimas do contexto pandêmico e realizar ações voltadas à promoção da saúde e de potencialização da prevenção do Sars-Cov-2.

No mês de julho foram atendidas 35 pessoas LGBTI+.  Graças à generosidade  de [email protected] e [email protected]  do  Matizes houve um incremento em doações para compra de mais cestas básicas e kit de higiene, que resultou na ampliação do número de beneficiários das ações do Projeto. Um grupo de 25 defensores públicos do Piauí doou recursos para a compra de 40 cestas/Kits.  

Além de LGBT+ de Teresina,  o projeto tem contemplado também pessoas desse segmento que residem em Timon.

Marinalva Santana, do Grupo Matizes, espera contar com mais solidariedade de [email protected] para continuar comprando cestas básicas e kit higienes,  ampliando o atendimento de pessoas necessitadas no atual cenário de extrema desigualdade e precarização de vidas vulnerabilizadas.

Medicina em foco: Saúde da População Lgbti+ (Entrevista)

De acordo com o acadêmico de medicina, João Paulo Veras Nascimento,  o cuidado, atendimento e atenção à  saúde da polução lgbti+ deve englobar uma visão multifatorial para lidar de forma mais complexa com bem-estar biopsicossocial do segmento da diversidade sexual.

O graduando  também reflete como aspectos específicos das vivências e experiências  sociais e culturais  das mulheres lésbicas   acabam por influenciar nos processos de adoecimento e, consequentemente, na qualidade de vida deste público.

 João Veras cursa o 6º ano de medicina na Universidade Federal do Piauí  e já dirigiu a liga de nefrologia da UFPI-LANEF. Também é bolsista na maternidade Dona Evangelina Rosa. Como trabalho de conclusão de curso realiza pesquisa cujo o tema é: Experiências de Homossexuais sobre a sexualidade diante do processo de envelhecimento em Teresina/PI.

A seguir mais detalhes da entrevista.

 

Pergunta:        Como as situações de preconceito e discriminação sociocultural bem como a  violação de direitos da população LGBTI+ impactam para os adoecimentos destes segmentos?

Resp: Antes de tudo, precisamos entender o conceito de Saúde proposto pelo Ministério da Saúde em que para ter saúde é necessário o acesso à educação, emprego, moradia, alimentação, lazer e transporte, incluindo o próprios serviços de saúde. Então, o ministério afirma que o preconceito, estigma e discriminação culminam na violação dos direitos humanos, em destaque, o direito à saúde, à dignidade, à não-discriminação, à autonomia e ao livre desenvolvimento.

Ainda é importante ressaltar que o ausência de apoio familiar, a dificuldade em assumir um trabalho, a lgbfobia no convívio social acaba por vulnerabilizar, por exemplo, o adoecimento para mulheres lésbicas. O uso abusivo de substância nocivas à saúde e alto índice doenças crônicas também tem relação  com essa situação lgbtfóbica.  Decorrente desse cenário,   universo lésbico  subutiliza  serviços de saúde, potencializando doenças como câncer de mama e colo do útero. Além disso, resulta em casos de depressão, ansiedade e outras formas de sofrimentos psíquicos no universo das mulheres lésbicas.

Já público gay vivencia com constância o   preconceitos no  contexto social, resultando  em uma imagem autodepreciativa que desencadeia nesses indivíduos  indagações sobre o próprio valor pessoal e, em casos extremos, homofobia internalizada.

O segmento de   travestis e  transexuais sofre alto nível de estigma, preconceitos  discriminações no âmbito familiar, no mercado de trabalho, no acesso à escola. É uma realidade propiciadora para   sofrimentos psicossociais, depressão, transtornos alimentares e tentativas de suicídio.

 

Pergunta: Segundo a OMS, a conceito de saúde é assim definido como situação de bem-estar físico, mental e social. A partir dessa consideração, você percebe que desigualdades socioeconômicas, étnico-raciais, gênero e outras iniquidades comprometem a vivência de uma saúde justa para público LGBTI+?

 

Resp: Comprometem consideravelmente. Ao observamos o modelo de saúde praticado no atual cenário brasileiro percebemos o enfoque das ações na doença e seu tratamento, traços marcantes do modelo biomédico. Sendo assim, são raras as ações observadas em busca do entendimento do ser humano no seu aspecto global, avaliando cuidadosamente todos os determinantes em saúde. Um bom acolhimento, ser tratado pelo seu nome social, entender as condições financeiras são fatores essências para a criação do vínculo usurário-serviço de saúde, desencadeando uma maior busca pelos serviços de saúde, continuidade de tratamento e prevenção de agravos. 

 

Pergunta: Quais caminhos são necessários para promover Política Integral de Saúde para população lgbti+ no sentido de assegurar inclusão, respeito, atendimento humanizado?

Resp: Para uma mudança efetiva no cenário de saúde brasileiro, ao ser considerado as minorias sociais, é necessária uma mudança na forma de se pensar em saúde e o agir dos profissionais desses setores. Tendo a minha formação como referência, pouco tive contato com disciplinas que tocassem a respeito desse tema, apesar de termos professores e colegas de curso LGBTQIA+, sendo assim, acredito que os profissionais precisam ser capacitados para lidar com essa população específica e, de preferência, ampliar a discussão sobre a temática em sala de aula. Nesse contexto, faz-se de suma importância a participação de toda a equipe de saúde para o entendimento das vulnerabilidades sociais e na criação de meios que permitam o acesso aos serviços de saúde.

 

Por Herbert Medeiros

Diálogos Nacionais: Artistas de rua

“Todo artista tem de ir aonde o povo está" , nos canta Milton Nascimento. Do clube da esquina à selva das cidades, a rua é palco, picadeiro e praça para as artes públicas em todo o país. Mas quem são eles? Esses artistas do asfalto, povo da rua, performáticos da arte pública? E o que fazem na rua? Vivem nela ou vivem dela? Como vive o artista de rua em isolamento social? Qual o cenário dos artistas de rua hoje no Brasil?

A Lei Aldir Blanc reconhece a rua como espaço cultural, uma conquista inédita e histórica. Os artistas de rua estão considerados e contemplados de diferentes formas. Por isso nesta quinta convidamos artistas de rua de todo o Brasil, em sua diversidade artística e regional, para junto a gestores(as) de cultura, parlamentares e lideranças culturais, dialogarmos sobre a importância de fomentar as diferentes formas de arte nos espaços públicos.

Realizado em parceria com a AGICIRCO e a Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR), estes diálogos nacionais visam promover uma escuta atenta e sensível à diversidade de expressões e à situação de extrema vulnerabilidade dos artistas de rua neste contexto de pandemia no Brasil

Os Diálogos Nacionais são uma iniciativa da Escola de Políticas Culturais para contribuir no processo de implementação da Lei Aldir Blanc, na perspectiva de fortalecer as bases Sistema Nacional de Cultura e da Política Nacional de Cultura Viva, garantindo a efetivação dos direitos culturais consagrados pela Constituição Federal de 1988.

AO VIVO no Canal Emergência Cultural no YouTube

 

????FIQUE POR DENTRO DA LEI ALDIR BLANC ????

 

Youtube:https://cutt.ly/vyDOib5

 

Spotify: https://cutt.ly/wy0iWKO

 

Telegram:https://cutt.ly/FyDGqlq

 

Instagram: https://cutt.ly/Yyjf7KT

[email protected] da Cultura + Diversidades: Fique Sabendo sobre Lei da Emergência Cultural

[email protected] das Artes e Cultura seguem mais informações sobre Lei da Emergência Cultural (Aldir Blanc). Primeiro, um vídeo produzido pela Articulação Nacional da Emergência Cultural  abondando como está o funcionando o processo de implementação da Lei. 

Em seguída, você pode acessar o Guia Fácil para Lei Aldir Blanc. No guia encontrará: O que é a Lei - Como foi a construção da Lei - Pessoa Física Alvo da Lei - Quais Espaços Culturais - De onde sairá Dinheiro? - Quem vai Pagar o que Quê? - A linhas de Crédito - Quanto os Estados vão Receber - Quanto os Municípios Vão Receber - Respostas e Dúvidas Mais Frequentes. 

E vocês rtistas e coletivos culturais LGBTI+ fiquem de Olho no Cadastro SICAC - Sistema de Cadastro Cultural do Piauí. Maiores informações sobre Acesso à Lei Aldir Blanc no Estado do Piauí, faça contato com Conselho Estadual de Cultural - http://www.cec.pi.gov.br/index.php e via  e-mail: email: [email protected] 

 

Ponto a ponto: Entenda a nova lei emergencial de apoio a [email protected] da cultura

A Lei de Emergência Cultural (nº. 14017/2020), sancionada no último dia 29 pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), prevê ações de apoio ao setor artístico-cultural, um dos mais prejudicados pela interrupção de atividades devido à pandemia do novo coronavírus. A medida ficou conhecida como Lei Aldir Blanc, em homenagem ao escritor e compositor carioca falecido em maio, vítima da covid-19.

O projeto, proposto pela deputada federal Benedita da Silva (PT) e mais de vinte deputados, indicava que os repasses financeiros deveriam ocorrer em até 15 dias após aprovação da lei. Mas, apesar da urgência na efetivação das medidas, o governo vetou o item, e a liberação dos recursos dependerá ainda de cronograma a ser estabelecido pela União.

 

A Lei prevê a distribuição de R$ 3 bilhões, em três formas de apoio:

  • Renda mensal de R$ 600,00 por três meses aos trabalhadores da cultura (artistas, contadores de histórias, produtores, técnicos, curadores, trabalhadores de oficinas culturais e professores de escolas de arte e capoeira), sem emprego formal, que comprovem atuação na área nos últimos dois anos (por documentos ou declaração). É necessário ter renda mensal de até meio salário-mínimo (R$ 522,00) por membro da família, ou renda familiar mensal total de até três salários-mínimos. É preciso, ainda, não ter recebido rendimentos acima de R$ 28.559,70 em 2018.
  •  O auxílio não será concedido a quem receber outros benefícios do governo federal (exceto Bolsa-Família), ou a quem tiver recebido o auxílio emergencial do governo federal.
  • Subsídio mensal entre R$ 3 e 10 mil para manutenção de espaços artísticos e culturais, micro e pequenas empresas culturais, cooperativas, instituições e organizações culturais comunitárias que tiveram atividades interrompidas por força do isolamento social.
  • Apoio a editais, chamadas públicas, prêmios, aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural e outros instrumentos (bem como atividades que possam ser transmitidas pela internet ou disponibilizadas em redes sociais).

A lei prevê ainda o acesso a linhas de crédito. Para acessar qualquer dos recursos, os interessados devem estar incluídos em cadastros de cultura. A aplicação dos recursos ficará a cargo dos estados e municípios. Estima-se que a Bahia receberá cerca de R$ 110 milhões, e prefeituras têm se mobilizado para realizar cadastros dos beneficiários.

Fonte: Brasil de Fato

 Mais detalhes da Lei veja Guia Fácil da Lei Aldir Blanc

LGBTI+ e Mercado de Trabalho: pesquisa e reflexão para superar o preconceito e discriminação

O desafio para contruir uma sociedade de fato plural, justa e com equidade é processo constante ressignficar/problematizar  padrões de pensamento, mentalidade e discursos reforçadores de estereótipos, preconceitos e discriminações que sonegam Direitos, Cidadania e Convivência capaz de enriquecer a caminhada civilizatória. 

 Alguns Dados tematizando Mercados de Trabalho e Lgbts aparecem abaixo na pesquisa encomendada Pela Linkednl e Opinion Box (mais detalhque pesquisa VER AQUI.  Em seguída , seguem mais informações sobre o tema no discurso telejornalístico abordando a problemática.

Abaixo matéria sobre assunto. 

 

 

Vídeo babadeiro 'DiveerDrag' revela cena drag de Teresina

A artista Pablo Vittar já declarou que “quando eu estou montada parece que baixa um negócio. Quando eu coloco a peruca, acabou. Ninguém me tomba”.  A Drag piauiense Chandelly Kidman também fala em empoderamento ao criar sua personagem. Performatizar as vivências drags é um discurso de múltiplas faces com  turbilhão de sentidos.

E para celebrar a cena  teresinense com o brilho, alegrias, cores e performances vibrantes da Divas Drags da cidade, José Nascimento criou em 2018 o DiveerDrag: iniciativa para conhecer sobre universo das artistas do passado importantes para o mundo da noite e boates da capital.

O idealizador da ação destaca que é uma forma de registro histórico bem como da memória das artistas pioneiras responsáveis para abrir portas às gerações seguintes.

Divas bafônicas presentes no videoclipe: Samantha menina, Blita Block, Lilika Network, Laola Vulcano, Anne Love, Paty Girl, Shophia Shiminazi, Sheron Lumynis, Medusa Solevan, Lorena Taylor, Sayara, Mickeyla Diamons, Yaskarah Vandergeld,  Vampa etc.

Veja o Videoclip Babado

Por Herbert Medeiros

"Transformar na Chandelly me ajuda vencer preconceito, a me empoderar" - Filme no Netflix da Drag Piauiense

Documentário sobre vida/arte da Drag piauiense Chandely Kidman no Netlfix mostra a beleza e orgulho de SER QUEM SE É. O Registro audiovisual une sensibilidade, cores,  metamorfoses da artista para levar amor e alegrias para crianção com câncer. É entrar na narrativa e sentir a força da arte como força acolhedora e transformadora. 

Trechos da Narrativa

Drag e Empoderamento: “Transformar na Chandelly é como se eu fosse ter um superpoder. Me ajuda a vencer o preconceito, me expressar, levar alegria pra pessoas, me empoderar”.

Sobre Ser Drag: “Para mim é pura arte e também autoafirmação”

A Drag e o trabalho potente  da artista junto à crianças com câncer. Ressignficar o bate cabelo:  “Lá no Hospital, bater cabelo é um carinho”

Fala da Assessora da Presidência da Associação Piauiense de Combate ao Câncer: “Na Verdade ela ser uma Drag, colorida, alegre, ter as fantasias, as perucas: traz um mundo da fantasia para crianças”

Pai de Criança com Câncer sobre trabalho da Artista: “Depois daquele evento, meu menino virou outra pessoa. É muito importante para eles.”

Por Herbert Medeiros

Crimes de ódio e cibernéticos: Bote boca no trombone - Denuncie

Se por um lado as redes sociais digitais têm potencial para compartilhar experiências, vivências, saberes, práticas socioculturais, campanhas solidárias, ações políticas para empoderar segmentos vulnerabilizados e infinitas outras iniciativas de transformação social, também é um locusl de propagação de ódio, ataques à dignidade da pessoa humana, incitação à violência, destruição de reputações e intimidação de grupos marginalizados.

Com certeza você  já  leu, viu, ouviu  e sentiu  ataques na redes sócias dirigidos por machistas, racistas, lgbtfóbicos, xenófobos, gordofóbicos, classista e outras formas de violência contra pessoa humana. Também pode ter sido alvo de crimes cibernéticos.

 A sensação para [email protected] quando se ver [email protected] a tal situação é de revolta, indignação e impotência. Mas calma lá: você pode transformar essa emoção intensa  em ato concreto de denunciar os/as agressores/as, a página ou perfil propagador de ódio e discriminação.

Primeiro é importante lembrar: a Lei 12.737/2012, conhecida popularmente como Lei Carolina Dieckman, enquadra como atos criminosos relacionados ao meios eletrônico: invadir computadores, violar dados de usuários ou ‘derruba’r sites. A pena prevê multa e detenção.

Outro aspectos fundamental para você ficar sabendo: A Plataforma SaferNet, Central Nacional de Denuncia de Crimes Cibernéticos,  representam importante mecanismo para romper o silêncio da vítimas e encorajá-las a busca por justiça e fim da impunidade. Também é ferramenta vital para  garantir o  princípio constitucional: promoção do bem de [email protected], sem distinção de qualquer natureza.

Então se você foi vítima de lgbtfobia: NÃO SE CALE. Passo inicial ao realizar denúncia na SaferNet é enviar link do site em que o crime aconteceu e fazer resumo do acontecimento. Não esqueça de fazer print da tela para servir como comprovação do crime.  Após preencher as informações, será gerado um protocolo para acompanhar processo.

Para conhecer as Delegacias de Crimes Cibernéticos existentes no país CLIQUE AQUI

Também você pode acessar o Aplicativo Todx é super interessante: objetiva empoderar a comunidade LGBT+ "educando a sociedade e transformando o Brasil em um país verdadeiramente inclusivos e livre de discriminação". 

Por Herbert Medeiros

 

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