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Diversidade

Matizes participa de Roda de Conversa temaziando "Aproximar-se pra conhecer e Resepeitar"

A Escola Santo Afonso Rodriguez, da rede jesuítica de Educação, realizou Roda de Conversa cujo o tema era “Aproximar-se pra conhecer e respeitar”. A iniciativa é parte do Projeto “Linkesar 2021”, norteada pelo fundamento  de que “O respeito permite que as diferenças caminhem juntas, na construção de um mundo melhor”.

A realização da Atividade foi articulada pelas docentes Aurilene, Elisangêla, Elizete e Fabiana. Entre os convidados/as estavam: Eufrazina Gomes Aurélio (Mãe Eufrazina), Herbert Medeiros (Educador da Rede Pública e Coordenador de Mídias do Grupo Matizes) e Halda Regina da Silva (Mestra em Educação, presidenta do Instituto da Mulher Negra do Piauí/Yabas, Integrante da Rede de Mulheres Negras do Nordeste e da Articulação da Rede de Mulheres Negras do Brasil).

O Representante do Grupo Matizes ressaltou como é fundamental diálogos transversais para superar situações de iniquidades e fortalecer lutas em favor de políticas pró-Direitos Humanos e Diversidades.  Ainda destacou como o tema da Campanha da Fraternidade “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” demanda de pessoas e grupos atitudes concretas e cotidianas para efetivar convivências solidárias pautadas na empatia

Por Herbert Medeiros. 

Babadeira : Oficina Minicontos Mulheres LGBT+

A Avant Garde Edições realiza, nos dias 16 e 17/09, oficinas de minicontos, tendo como público-alvo lésbicas, bissexuais e pessoas trans.  A atividade faz parte do projeto “Vez das vozes”, aprovado no edital Maria da Inglaterra / Lei Aldir Blanc / SIEC / Secult. O projeto tem como objetivo sensibilizar segmentos culturais para uma produção literária de livre expressão, distante dos grilhões e armários que aprisionam o sentir.  

 

A escritora Marleide Lins será a facilitadora das oficinas, que contarão com o apoio do Grupo Matizes e do Instituto Trama Cultura. Segundo Marleide Lins, “faz-se necessário adentrar na diversidade deste universo chamado mulheridade. Por meio da literatura se pode penetrar, conhecer e compreender, muito além do que é ocultado, invisibilizado, em uma sociedade androcêntrica.”

Vozes Potentes, iniciativa da ONU/Brasil, homenageia ativista do Grupo Matizes

Filha de sertanejos, Marinalva Santana nasceu há 50 anos na Zona Rural de São Raimundo Nonato, no Piauí. Aos 13 anos, mudou-se para a capital do estado junto com sua família.

“Como caboclo sonhador, meu pai cultivava o desejo de formar todos os filhos, por isso, minha família migrou em cima de um caminhão para Teresina.”

Pelo jeito, o sonho do caboclo tornou-se realidade: a filha Marinalva cursou Licenciatura Plena em Letras e Bacharelado em Direito na Universidade Estadual do Piauí, atuou no Movimento Estudantil e presidiu o Diretório Central dos Estudantes.

Ela iniciou seu ativismo no movimento LGBTQIA+ em 2002.

“Juntei-me a outras pessoas que, como eu, nutriam desejos, necessidades e vontades de um mundo sem discriminação, e fundamos o Grupo Matizes (@matizesteresina), a primeira organização da sociedade civil de Teresina a atuar abertamente em favor da efetivação dos direitos LGBT.”

A menina, que nasceu na zona rural do Piauí, presidiu, nos anos de 2018 a 2020, o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos, em cadeira de representação do Grupo Matizes.

Atualmente, ela faz parte da Sala de Situação sobre Violência Baseada em Gênero, uma rede de mobilização virtual que reúne organizações da sociedade civil para o combate e prevenção à violência de gênero.

“A inquietude com as injustiças, a violência e a discriminação são o combustível que me movem a continuar na luta, porque acredito que um outro mundo é possível”, conclui Marinalva Santana.

#VozesPotentes é uma iniciativa do @unfpabrasil que conta a história de mulheres das regiões Norte e Nordeste que fazem a diferença em suas comunidades, em sua região, no país e na promoção de direitos humanos para todas.

Na semana do Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, nos unimos à campanha ONU Livres & Iguais (@free.equal) para defender o reconhecimento e a visibilidade de todas as mulheres lésbicas, sem deixar nenhuma para trás.

Fonte: ONU/Brasil

SESC/Teresina realizará oficina sobre Produção Cultural mediada por Noé Filho

O SESC de Teresina realizará Oficina “Produção Cultural” neste mês de setembro via plataforma meet e de forma gratuita. O Facilitador a ação será o Produtor Cultural Noé Filho*. As formações acontecerão nos dia 04 – 11 – 18 e 25  de setembro das 14 às 17h  e carga horária de 20H.

A atividade busca contemplar artistas, estudantes, [email protected], [email protected] culturais e demais interessados. Serão analisados temáticas como: elaboração de projetos, planejamento financeiro, gestão de equipes, marketing digital etc.

*Noé Filho

Agente Cultural de Teresina com formação em Administração e expertise em projetos culturais. Idealizador e coordenador do Projeto Cultural Geleia Total – iniciativa para fomentar a cultura e arte piauiense, realizando shows, eventos, espetáculos, exposições, bate-papo, oficinas e outras ações. Escritor com a obra “Cores sob nossas peles”, narrativas protagonizadas por LGBTS+

 

Por Herbert Medeiros. 

 

Memorial Incompleto da Epidemia da AIDS: Iniciativa busca Registrar e Difundir História de Vítimas da Doença

  • Memória_Epide_1.png Fotos: Grupo de Incentivo à Vida
  • memoria_aids_4.png Fotos: Grupo de Incentivo à Vida
  • memoria_aids_3.png Fotos: Grupo de Incentivo à Vida
  • Memoria_AIDS_2png.png Fotos: Grupo de Incentivo à Vida
  • Memoria_AIDS_1.png Fotos: Grupo de Incentivo à Vida
  • Crédito__Grupo_de_Incentivo_à_Vida2.png Fotos: Grupo de Incentivo à Vida
  • Crédito__Grupo_de_Incentivo_à_Vida.png Fotos: Grupo de Incentivo à Vida

A Casa 1, o Acervo Bajubá, o Museu da Diversidade Sexual, a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, o Grupo de Incentivo à Vida e o Pela Vidda SP lançam o projeto memorial incompleto da epidemia de aids, uma iniciativa aberta, coletiva e sem fins lucrativos. O principal objetivo deste primeiro momento é recolher depoimentos que irão compor uma rede de relatos, que serão compartilhados publicamente em uma colcha de retalhos, inspirada no Projeto Nomes, surgido nos Estados Unidos em meados dos anos 1980. Os depoimentos também serão difundidos no formato de pequenos áudios.

 Para tanto, o projeto inicia agora uma convocatória pública para que amigas, amigos, familiares e pessoas que queiram compartilhar suas lembranças sobre as vítimas da epidemia da aids no Brasil enviem uma proposta de retalho que formará a colcha e também áudios anônimos com duração de 03 a 10 minutos. Ao final do projeto, os áudios e imagens dos retalhos serão disponibilizados anonimamente no site do projeto; e a colcha será apresentada nos espaços parceiros em exposições abertas ao público.

 

QUEM PODE PARTICIPAR?

Todo mundo pode participar! O memorial tem como propósito celebrar as memórias de pessoas vítimas da epidemia da aids e pode ser feita por familiares, amigas e amigos e pessoas que queiram compartilhar essas lembranças.

COMO PARTICIPAR?

Os áudios, que serão anônimos, devem conter de 3 a 10 minutos. A ideia é que sejam divulgados sem edição!

Para o retalho, é possível criar um rascunho em papel e mandar uma foto para a equipe do projeto, que confeccionará o material conforme o esquema e a disponibilidade de materiais. Quem se interessar também pode fazer e enviar: os tecidos e técnicas podem ser variados, desde que seja mantido o tamanho do retalho (50x50cm). A sugestão é que seja feito em um tecido mais grosso para garantir a durabilidade da colcha na circulação. Também é possível fazer o próprio retalho conforme agendamento prévio no Galpão Casa 1 (Rua Adoniran Barbosa, 151 - Bela Vista).

PARA ONDE ENVIAR?

Os envios, dúvidas, agendamento de coleta de áudios ou criação dos retalhos podem ser feitos pelo email [email protected] e pelo WhatsApp (11) 91013-6994.

Os pontos de referência do projeto ficam no centro de São Paulo, no Galpão da Casa 1 (Rua Adoniran Barbosa, 151 - Bela Vista) e no Museu da Diversidade Sexual (Estação República do Metrô - R. do Arouche, 24 - República).

MAIS SOBRE O PROJETO

O memorial incompleto da epidemia de aids busca retomar os objetivos que inspiraram o Projeto Nomes e outras iniciativas desde então, de ilustrar a enormidade da epidemia da aids, encorajar uma atitude de compaixão para as pessoas vivendo com o hiv e gerar uma forma criativa e positiva de expressão para aqueles cujas vidas foram de alguma maneira tocadas pela epidemia. Além desses objetivos, a iniciativa celebrará as respostas e ações de solidariedade e registrará as diferentes percepções sobre os impactos da epidemia da aids nas últimas quatro décadas no Brasil. O recolhimento de relatos contará com a colaboração, participação e o apoio de diversos grupos e indivíduos ligados ao combate da epidemia de hiv/aids no Brasil

 

SERVIÇO

O que? memorial incompleto da epidemia de aids

Quando? a convocatória para envio de relatos começa no dia 12/8

Onde? os depoimentos podem ser enviados para o email [email protected] e WhatsApp (11) 91013-6994

mais informações no site memorial.casaum.org

 

CONTATO

ASSESSORIA DE IMPRENSA

Brenda Amaral

[email protected]

Grupo Matizes é tema de Tese pela Universidade Federal do Piauí/UFPI

O Doutorando Libni Milhomem Sousa realizado estudo  cuja tese aborda sobre “Políticas Públicas e Visibilidade no Estado: o uso da judicialização como estratégia de trabalho do Grupo Matizes em Teresina/PI”. O acadêmico integra o  Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas, da Universidade Federal do Piauí – UFPI , sob orientação da Profa. Dra. Olivia Cristina Perez.

 O objetivo da investigação é  analisar o uso da judicialização enquanto uma das frentes de trabalho do Grupo Matizes. Na ocasião, a pesquisa realizará o levantamento das políticas públicas judicializadas no estado, através da atuação do movimento, tal como, mostrará os caminhos percorridos pelo Grupo Matizes na conquista de direitos.

 “ A pesquisa tem uma importante contribuição para a academia, dado que, apesar de inúmeros pesquisas sobre o tema, a tese se difere  ao analisar especificamente, como um movimento social local no nordeste do Brasil se apropria da estratégia de judicialização a favor da população LGBTQI+, preenchendo uma lacuna teórica nesse campo do conhecimento”, afirma  Libni Milhomem.

De abordagem qualitativa,  a tese contará com a técnica de pesquisa documental  além de entrevistas em profundidade com militantes e outras personagens centrais na trajetória do Grupo Matizes. Os dados iniciais analisados serão apresentados em outubro de 2021 no 45ª Encontro Nacional da ANPOCS, realizado pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais. O evento é considerado um dos mais importantes do país na área das Ciências Sociais.

Movimentos Socais dialogam com Tribunal de Justiça do PI e propõem a realização de mutirões para julgamentos dos processos de racismo

  • FOTO_TJ_CARMEM_E_ASSUNÇÃO.png Marinalva Santana
  • FOTO_TJ_4.png Marinalva Santana
  • FOTO_TJ_3.png Marinalva Santana
  • FOTO_TJ_2.png Marinalva Santana

O Presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, Des. José Ribamar Oliveira, recebeu hoje lideranças do Movimento Social de Teresina. Em pauta, a discussão sobre mecanismos de enfrentamento ao racismo na estrutura do Poder Judiciário do Piauí.

Na oportunidade, as lideranças entregaram ao Presidente do TJ/PI um documento, com sugestões de ação que julgam importante serem implementadas pelo Poder Judiciário do Piauí, dentre elas, consta a proposta de realização de um ESFORÇO CONCENTRADO, para instruir e julgar os processos dos crimes de INJÚRIA RACIAL e RACISMO.

De acordo com as entidades, esse esforço concentrado, além de desafogar os processos em trâmite nas Varas Criminais, contribuirá para evitar a  impunidade, quebrando o ciclo de violência gerado pelas condutas discriminatórias de que são vítimas pessoas negras. 

Durante a reunião, os representantes das entidades presentes elogiaram  Tribunal de Justiça por já reservar em seus editais 20% das vagas para candidatos negros nos concursos para servidores e magistrados, atendendo à Resoluções nº 203/2015,  do Conselho Nacional de Justiça.

Carmen Ribeiro, representante Instituto da Advocacia Negra no Brasil, destacou que a importância da reunião: "Propor ações ao Presidente do TJ/PI é um passo importante pra gente romper com essa estrutura racista, que se perpetua e impede às pessoas negras ter tratamento isonômico no sistema de justiça".

Como representantes da Sociedade Civil estavam presentes: André Bispo (Representante Ilé), Carmem Ribeiro (Instituto de Advogacia Negra), Gilvan Quadros (Coisa de Nêgo), Babá Italo (Casa Candomblé), Marinalva Santana (Matizes),  Mãe Enfrasina de Iansã (Coordenadora da Refafro).

Leia o Requerimento Abaixo

Matizes leva propostas pró-Diversidade para Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo

O  Grupo Matizes reuniu-se ontem (03/08) com Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Marcelo Eulálio, para apresentar  agenda pró-Diversidade e Direitos Humanos naquela instituição. Além do gestor, estavam presentes Herbert Medeiros, ativista do Matizes, Solange Feitora, Assessora de Micro e Pequenas Empresas, Lenôra Câmpelo, Secretária Executiva da SEMDEC.

No primeiro momento, representante do Matizes destacou a relevância de políticas afirmativas no campo econômico, ressaltando  a garantia de direitos explicitada  na Constituição Federal ( princípio da não-discriminação e da promoção do bem de [email protected] sem distinção de qualquer natureza), bem como na Lei Orgânica Municipal e no Programa de Governo do Prefeito de Teresina.

O Secretário Municipal recepcionou as propostas apresentadas e demonstrou interesse na possibilidade de ampliar o Selo Dona Saló: empresa promotora da Equidade de Gênero. A ideia é expandir premiação do Selo para empresas comprometidas em promover ações e projetos não só para equidade de gênero mas também para Lgbt+ e outros segmentos: pessoas negras, deficiente, juventude.

A interlocução do Matizes com Gestor da SEMDEC e Assessoras Técnicas ainda reforçou a importância daquele órgão municipal articular parceria com outras instâncias de forma a  assegurar  Cursos de Qualificação/Capacitação Profissional  para população Lgbt+ e outros grupos [email protected]

Entre as propostas apresentadas estavam: promoção campanha EDUCATIVA nas comunicações internas e externas da SEMDEC, visando combater práticas discriminatórias ao público LGbT+ e outros segmentos; Apoio e incentivo à multiplicação de projetos e ações de geração de emprego e renda voltados aos LGBT+; produção de conteúdos educativos e culturais referentes à Datas Alusivas aos Direitos Humanos e à Luta de Direitos LGBT+. 

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