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Diversidade

Associação de Travestis e Transexuais do Piauí promove oficina "Registro público, família e cidadania"

A Associação de Travestis e Transexuais do Piauí - ATRAPI realiza amanhã (23) a oficina "Registro público, família e cidadania". A atividade é uma das ações do projeto "Prepara! É hora de respeitar o direito das poderosas", desenvolvido pela entidade com apoio do Tribunal de Justiça do Piauí.

Segundo Monique Santos, Presidente da ATRAPI, a oficina acontecerá no Auditório do CREAS POP (Rua Álvaro Mendes, 1801 - Centro), a partir das 16h. A ministrante será a Defensora Pública Patrícia Monte, Coordenadora do Programa de Erradicação do Sub-registro na Defensoria Pública do Piauí.

A atividade tem como público-alvo travestis e transexuais, mas é aberta à participação de qualquer pessoa interessada no tema. "Nós vivemos um momento muito difícil no Brasil, marcado pela retirada de direitos, especialmente de grupos historicamente excluídos. Por isso, é muito importante criamos espaços de diálogo para resistirmos às adversidades", pontua Monique Santosa

 

Por Marinalva Santana

Teresina realizará ato "Tambores pela Liberdade" no centro da cidade

Um mosaico humano de afetos, de desejos pulsantes por mais democracia, diálogos fraternos  e direitos ecoarão nesta quinta-feira(18/10) vozes, cantos, danças e ritmos no ato “Tambores pela Liberdade”, ação em defesa das liberdades democráticas e de ReXistir aos discursos de intolerância e subjugação/silenciamento  das potencialidades criativas e transformadoras da vida social.

A concentração acontece na Praça do Fripisa, às 16h, e percorrerá as ruas do centro de Teresina espalhando congraçamentos e alegrias. Entre as atrações da ação estarão:  projeto Ritmos da Periferia, banda Lisossomos, poeta Hélio Ferreira etc.  Serão artistas, ambientalistas, juventudes, organizações sociais, mulheres, educadores/as, profissionais de diversas categorias que reafirmaram “Viver e não ter a vergonha de ser feliz/cantar e cantar a beleza de ser eterno aprendiz.”

 A atividade pretende ressaltar ainda  a necessidade de refletir com serenidade  o momento do país a partir de uma ótica de compreensão racional, ética, artística  e afetiva dos caminhos que se quer pavimentar para fazer país de respeito às pluralidades, de garantia de  políticas socioeconômicas e culturais  justas e inclusivas para tod@s, sem discriminação de qualquer natureza.

Para traduzir melhor as vibrações positivas que participarão do ato, os versos de Beto Guedes sintetizam os laços que interligam pessoas diversas: Anda, quero te dizer nenhum segredo/Falo desse chão, da nossa casa, vem que tá na hora de arrumar/Vamos precisar de todo mundo pra banir do mundo a opressão/Para construir a vida nova vamos precisar de muito amor/A felicidade mora ao lado e quem não é tolo pode ver”

Por Herbert Medeiros

Aniversário de três anos do Movimento 'Ocupa Praça': a cidade é nossa

“A praça! A praça é do povo/Como  o céu é do condor”.  A expressão da luta por liberdade contida nos versos de Castros Alves revela como as sociedades transformam sua realidade para edificar outro mundo possível  a partir de suas ações individuais e coletivas.  foram mentes e corações coletivas urbanas de Teresina que lutaram fraternalmente  há três anos pela manutenção  da Praça das Ações Comunitária do bairro Parque Piauí.  

Em outubro de 2015, moradores da região e cidadãos urbanos realizaram durantes meses  conjunto de iniciativas educativas-culturais  para resistir ao projeto da Prefeitura Municipal de Teresina de construir terminal de Integração na localidade sem levar em conta os interesses dos moradores, os impactos ambientais e não realizando  consulta da  participação popular.

E para comemorar a luta do Movimento #OcupaPraça, hoje (12/10), no local onde ocorrerão as ações coletivas de ReXistência,   membros da comunidade, artistas, ativistas urbanos estarão comemorando a conquista de manter aquele espaço socioambiental.  Ao longo de todo dia serão realizadas: Oficina Horta Orgânica, palhaçaria e jogos infantis, rodas de conversa, roda de capoeira, crochetando afetos,  shows musicais, ritual de tambor e Afoxá,  plantações de mudas, contação de Histórias etc. 

A Rede Ambiental do Piauí(REAPI) e o Projeto ‘Garagem Orgânica’* participaram do evento com plantação de mudas frutíferas.  Tânia Martins, ativista da REAPI, ressaltou a importância de disseminar a cultura da produção de hortas urbanas como fator de conscientização para consumo de alimentação saudável, livre de agrotóxicos, bem como promoção da educação ambiental.

*Projeto Garagem Orgânica

De acordo com jovem Antônio Neto, um dos idealizadores do projeto, a iniciativa nasceu com objetivo de atuar em duas  frentes: realizar a produção de hortas urbanas em casas, apartamento, clínicas e outros espaços da cidade; desenvolver,  em sítio próximo de Teresina, experimento com sistema de agrofloresta (uso e manejo da terra que traz como vantagem, em relação à agricultura convencional, recuperação da fertilidade dos solos, fortalecimento de adubos verdes, controle de ervas daninhas et). Entre outras ações, o projeto realizou oficina na Galeria ‘The Doors’ para público empresarial do setor de gastronomia.

Por Herbert Medeiros

 

Onda feminina toma conta de Teresina com Ato #MulheresPelaDemocraciaMaisDireitos

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As mulheres de Teresina ontem(29/09) mostraram  a força, ousadia, empoderamento e capacidade de mobilizar a tod@s para afirmar a  liberdade das existências sem qualquer opressão, o  amor,  a garantia e promoção  dos Direitos Individuais, Políticos e Sociais. Uma pluralidade de sujeitos ecoou com firmeza a defesa pela Democracia e mais Direitos. E para traduzir esse momento singular de energias pulsantes lutando por uma país que respeita e valoriza as Diferenças, canções nos lembram como as vozes femininas protagonizam e fazem a nossa História:

Maria, Maria (Elis Regina)

“Maria/Maria/É um dom, um certa magia/uma força que nos alerta/uma mulher que merece viver e amar/como outra qualquer no planeta/Mas é preciso ter força/é preciso ter raça/é preciso ter gana sempre/quem traz no corpo a marca/Maria, Maria/Mistura a dor e a alegria”

Ela é Bamba (Ana Carolina)

"Então vamo lá!:/Ana, Rita, Joana,/Iracema, Carolina"Ela é bamba!//Ela é bamba!/Essa preta do pontal/Cinco filhos pequenos pra criar/Passa o dia no trampo pau a pau/E ainda arranja um tempinho pra sambar

Quando cai na avenida/Ela é demais/Todo mundo de olho/Ela nem aí/Fantasia bonita/Ela mesmo faz/Manda todas/Não erra a mira...

Mãe, passista, atleta/Manicure, diplomata/Dona da boutique/Enfermeira, acrobata...

Ela é bamba/Essa índia da central/Vai no ombro/Um cestinho com neném/Oito quilos de roupa no varal/Ainda vende cocada nesse trem

Toda sexta/Ela fica mais feliz/Vai dançar numa boate do Jaú/Faz um jeito/E já pensa que é atriz/Cada dia inventa um nome

Dora, Isaura, Emília/Terezinha e Marina/Ana, Rita, Joana/Iracema e Carolina...

Dora, Isaura, Emília/Terezinha e Marina/Ana, Rita, Joana

Iracema e Carolina/Laura, Lígia, Luma/Lucineide, Luciana/Quer seu nome escrito/Numa letra bem bacana...

 

Ela é bala/A mestiça é todo gás/Cada braço é uma viga do país/Abre o olho com ela meu rapaz/Ela é quase tudo que se diz...

Quando compra uma briga/Ela é demais/Vai no groove/E não deixa desandar/Ela é pop, ela é rap/Ela é blues e jazz/E no samba é primeira linha...

"Vamo lá!:/Laura, Ligia, Luma/Lucineide, Luciana/Quer seu nome escrito/Numa letra bem bacana...

 

Pagu – Rita Lee

Mexo, remexo na inquisição/Só quem já morreu na fogueira/Sabe o que é ser carvão

Eu sou pau pra toda obra/Deus dá asas à minha cobra

Minha força não é bruta/Não sou freira, nem sou puta/Porque nem toda feiticeira é corcunda

Nem toda brasileira é bunda/Meu peito não é de silicone/Sou mais macho que muito homem!

Nem toda feiticeira é corcunda/Nem toda brasileira é bunda/Meu peito não é de silicone/Eu sou mais macho que muito homem

 

Sou rainha do meu tanque/Sou Pagu indignada no palanque/Fama de porra louca, tudo bem!

Minha mãe é Maria Ninguém

 

Não sou atriz, modelo, dançarina/Meu buraco é mais em cima

Porque nem toda feiticeira é corcunda/Nem toda brasileira é bunda

Meu peito não é de silicone/Sou mais macho que muito homem!

Nem toda feiticeira é corcunda/Nem toda brasileira é bunda

Meu peito não é de silicone/Eu sou mais macho que muito homem

 

O Lado Quente do Ser - Maria Bethânia

Eu gosto de ser mulher/Sonhar arder de amor/Desde que sou uma menina/De ser feliz ou sofrer

Com quem eu faça calor/Esse querer me ilumina/E eu não quero amor nada de menos

Dispense os jogos desses mais ou menos/Pra que pequenos vícios

Se o amor são fogos que se acendem/Sem artifícios

Eu já quis ser bailarina/São coisas que não esqueço/E continuo ainda a sê-la

Minha vida me alucina/É como um filme que faço/Mas faço melhor ainda/Do que as estrelas

Então eu digo amor, chegue mais perto/E prove ao certo qual é o meu sabor/Ouça meu peito agora/Venha compor uma trilha sonora para o amor

Eu gosto de ser mulher/Que mostra mais o que sente/O lado quente do ser/Que canta mais docemente

Manifesto pela Vida de Todos Nós - III Encontro Internacional de Sociopoética

A VIDA, A QUE SERÁ QUE SE DESTINA ?

QUEM ESTÁ EM DEFESA DA VIDA?

RESISTIR É VIVER ?

Refletindo através dos tempos, nos apresentamos aqui, agora, hoje, ontem, amanhã e sempre. Em defesa da vida de todas nós. Nós quem? Nós, que insurgimos contra o feminicídio, a favor da vida das comunidades tradicionais, ribeirinhas, camponesas, nos quilombos urbanos. Insurgimos, nós. Nós, que não morreremos educados por uma civilização que nos nega. É pela nossa vida, pela pluralidade, pelas cores, por muitas sexualidades. Apresentamos o nosso manifesto, estamos aqui desde sempre e até a existência dos dias. Existimos.

Em defesa dos corpos que se movimentam e protestam! Lutar não é crime!

Nós reivindicamos em defesa da vida de todas nós!

Não mais a destruição de nossas casas e modos de vida!

Não mais a nossa destruição em nome de uma única família, religião e tradição!

Não ao Feminicídio!

Nós reivindicamos a vida de todas nós!

 

Educação, perseguição ou insurreição?

Em nome das estudantes de ontem, de hoje e as de amanhã, nós reivindicamos a vida e a integridade dos três estudantes do curso de Licenciatura em Educação do Campo perseguidos pela Universidade Federal do Piauí por terem lutado contra a precarização.

Somos e estamos na luta pela educação.

Em defesa dos corpos que se movimentam e protestam! Lutar não é crime!

Nós reivindicamos em defesa da vida de todas nós!!

 

Desenvolvimento para a vida ou para o lucro? Lagoas do Norte para quem?

Em nome das comunidades ribeirinhas, tradicionais, quilombolas, dos povos das águas, da terra e do campo, nós reivindicamos a defesa da vida dos atingidos pelo Programa Lagoas do Norte. Lagoas do norte para quem? Essa pergunta representa nossa indignação com o atropelamento e aniquilamento rápido e feroz sobre os nossos modos de vida. Resistiremos à essa modernidade ligeira e esmagadora!

Lagoas do Norte para a população!

Vocês não vão enriquecer pelo que construímos com nossas mãos!

Não mais a destruição de nossas casas e modos de vida!

Nós reivindicamos a vida de todas nós!

 

Nossa cultura não é caso de polícia!

Em defesa das casas de reggae da Zona Norte de Teresina, criminalizadas pelo Programa Vila Bairro Segurança; em defesa da Casa Hip Hop de Teresina, tomada de policiais encapuzados, em defesa de todos os movimentos culturais brasileiros negados e perseguidos, em defesa de muitas vidas tombadas nos morros, favelas, periferias, nós reivindicamos nosso direito de cantar, dançar e gritar!

O compromisso da nossa arte não é para ser entendido por vocês, senhores!

Não queremos permissão, não haverá submissão!

Fazemos coro com Sabotage: Polícia, sai do pé!

 

Em defesa dos corpos que se movimentam e protestam! Lutar não é crime!

Nós reivindicamos em defesa da vida de todas nós!

Não mais a destruição de nossas casas e modos de vida!

Não mais a nossa destruição em nome de uma única família, religião e tradição!

Não ao Feminicídio!

Nós reivindicamos a vida de todas nós!

 

Pelos nossos terreiros, congás e casas de santo ameaçadas, destroçadas e desapropriadas por tantas vezes, reivindicamos que somos espírito-corpo-arte-cultura. Reivindicamos nossa cosmovisão afro e indígena, onde arte, vida, música, teatro, canto, espiritualidade, não se separam da vida em nenhum momento. Sendo, nós, resistentes através dos tempos, arte-vida-política, reivindicamos a nossa existência.

Não mais a nossa destruição em nome de uma única família, religião e tradição!

Nós reivindicamos a vida de todas nós!

 

Somos Camilla!

Somos Gisleide!

Francinilda, Iarla, Aretha!

Em solo patriarcal-colonizador, Violência, Opressão, Submissão, Assassinadas, delegacias sucateadas, profissionais descapacitados, instâncias do Governo omissas. Nos querem sempre caladas: “PI tem três feminicídios em 24 horas e delegada faz apelo: ‘vizinhos e vizinhas, protejam nossas mulheres’”; “Em sete meses, Piauí já registra 78% do número de casos de feminicídio do ano passado”; “Piauí é o sétimo estado do Brasil em número de feminicídios”; “Com 100 feminicídios, Piauí não proferiu nenhuma sentença em 2 anos”... Basta!

Somos muitas indignadas, cansadas, Somos mulheres, negras, mulheres e homens trans, LGBTs, guerreiras.

É preciso falar: G Ê N E RO nas Escolas, Universidades, Ruas, Casas, em toda a Cidade!

Não mais deixaremos que nossos corpos e afetos sejam reprimidos de qulaquer forma! Nós, LGBTs, não mais morreremos por sermos quem somos! Não queremos apenas o direito de amar livremente, queremos o direito a cidade, queremos o direito a proteção, o direito a moradia, queremos o ensino superior, queremos o direito ao trabalho, queremos o direito ao direito, o direito a existir!

 

Seguiremos, mulheres, LGBTs, unidas, por políticas públicas de prevenção contra tal realidade opressiva!

Para que sejamos livres!

Não ao machismo!

Não ao Feminicídio!

Não à LGBTfobia!

Nós reivindicamos a vida de todas nós!

 

Não há quem fale por nós e não queremos que falem. Queremos que ouçam.

Falamos e não nos escutaram.

Dançamos e não nos enxergaram.

Agora, ouçam nossos gritos, vejam nosso mover e temam nosso levante!

Não voltaremos para o armário, para a senzala, para a cozinha, para os porões.

Brilharemos.

Nossos olhos, nossos sorrisos, nossa pele, até nossos ossos brilharão.

 

NÓS REIVINDICAMOS A VIDA DE TODAS NÓS!

 

III Encontro Internacional de Sociopoética e Abordagens Afins

24 de agosto de 2018

Teresina, Piauí

Estudantes do Liceu participam de palestra sobre Juventude e Diversidade - 14ª Semana do Orgulho de Ser

“Não adianta olhar pro céu/com muita fé e pouca luta/levanta ai que você tem muito protesto pra fazer”. Os versos da canção de Gabriel, o Pensador, deram o tom da reflexão da palestra “Juventude e Diversidades”, nesta quinta-feira(23/08) no Auditório da escola Liceu Piauiense . A atividade  foi uma parceria entre grupo Matizes e docentes de Sociologia e Filosofia (Gleise e Leonidas). A direção da escola também apoiou o evento. A ação faz parte da programação da 14ª Semana do Orgulho de Ser.

  O palestrante Herbert Medeiros, educador e ativista matiziano, expôs assuntos com foco nos eixos: Juventude/Diversidade  e Protagonismo Juvenil;  Estatuto da Juventude e Políticas Públicas; Cultura Digital e Liberdade de Expressão; Jovens e enfrentamento da violência lgbtfóbica, da violência contra mulher, do racismo e de outras discriminações.

O debatedor destacou como a mobilização e organização juvenil em suas múltiplas formas de expressão são o motor da História das mudanças e transformações socioculturais em favor de uma sociedade pluralista e construtora de equidade. Citou os versos de Charlie Brow Jr “Revolução na sua vida você pode você faz/Quem sabe mesmo é quem sabe mais” para ressaltar o papel do protagonismo jovem nas lutas coletivas e individuais.

O ativista do Matizes ainda lembrou que a ação política  de jovens negros/as, lgbts, mulheres, deficientes e pobres é  fundamental para dar concretude às política públicas que assegurem viver com segurança,  emprego,  moradia,  transporte público eficiente a acesso aos bens culturais e artísticos.

Em relação à Cultura Digital  e diversidade juvenil,  Medeiros refletiu sobre o uso das mídias sociais como ferramenta de atuação ética e responsável para promover de fato o respeito, o diálogo e o combate ao cyberbulling. Ilustrou situações em que o discurso digital produzido por Haters( propagação do ódio pelas infovias) deseduca, inferioriza jovens marginalizados e  reproduz desigualdades, misoginia, violências raciais e ataque à lgbts.

Ao final, o palestrante convidou a tod@s para participar  da 17ª Parada da Diversidade com as atrações de Pablo Vittar, Chandelly Kidman, Benício Bem, Bia e os Becks, Getúlio Abelha, Vallery Bloom, Dj Eliot.

14ª Semana do Orgulho de Ser - Capacitação 'Gênero e sexualidade para agentes públicos'

Com o  tema “Gênero e sexualidade para profissionais do serviço público”, aconteceu hoje (22/08) no Auditório da SEMCASPI capacitação realizada a partir do diálogo  do grupo Matizes com Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres(SMPM) e Secretaria Municipal de Assistência Social.  O debatedor, Werique Sales, é assessor da SMPM e mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Piauí.

O debatedor declarou o valor de momentos   que favoreçam o acesso a informação e formação dos agentes  públicos como  requisito necessário  para profissionais atenderem usuários das políticas com equidade.  Apontou ainda que capacitações de servidores/as atende metas do Plano Municipal LGBT de Teresina.

“Importante hoje foi dialogar com   profissionais que estão na ponta do serviço, visto que esses agentes é que lidam diretamente  com a população quando vai em busca dos serviços ofertados pelo Estado. Então, fazer com que os funcionários percebam como nos processos mais básicos de atendimento pode-se está reproduzindo situação de violência, impedindo acesso a direitos e cidania da população lgbt”, refletiu Werique Sales.

A ação desta quarta-feira integra a Programação da 14ª Semana do Orgulho de Ser a se realizar de 22 a 29 de agosto em diversos espaços de Teresina. Como parte da programação, amanhã acontecerá a palestra “Combatendo o racismo institucional nos Serviços dos CREAS e CRAS”. A atividade ocorrerá no Auditório do Centro Pop, às 9h, com participação de Alessandra Almeida, presidenta do Conselho Regional de Psicologia da Bahia.

E para afirmar a luta por Direitos e Cidadania LGBT, a 17ª Parada da Diversidade dia 02/09, às 16h, na Ponte Estaiada. Será grande festa  em favor do respeito, amor e reivindicação por políticas públicas com presença de Pablo Vittar, Chandelly Kidman, Benício Bem, Bia e os Becks, Vallery Bloom, DJ Eliot etc.

 

III Encontro Internacional de Sociopoética e Abordagens afins

O Observatório das Juventudes e Violências nas Escolas – OBJUVE, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em “Educação, Gênero e Cidadania”- NEPEGECI, o Departamento de Fundamentos da Educação - DEFE, o Programa de Pós-Graduação em Educação - PPGEd do Centro de Ciências da Educação - CCE realizam o III Encontro Internacional de Sociopoética e Abordagens afins, com a temática Potências do Corpo na Invenção de Si e de Mundos com/ entre Diversidades/Diferenças: Metodologias Sensíveis e Inventivas na Formação em Educação, Saúde e Arte.

O evento tem o propósito de discutir e divulgar metodologias sensíveis e inventivas no pesquisar, ensinar e aprender em diversas pesquisas acadêmicas e de outros saberes que tenham em vista a inclusão das diversidades/diferenças na formação inicial da Educação, Saúde e Artes no âmbito da Sociopoética e das abordagens afins em Pesquisas Qualitativas.

A iniciativa de pensar metodologias sensíveis e inventivas que potencializem dimensões do corpo com o uso de dispositivos artísticos é a de realçar as potências do corpo na inter/transculturalidade, na transversalidade e na interseccionalidade das pesquisas sociopoéticas e abordagens afins. Isto possibilitará a criação e a articulação de circuitos de diálogos entre diferentes profissionais da Educação, Saúde e Artes.

A divulgação destas produções metodológicas sensíveis e inventivas toma um novo fôlego no espaço universitário da UFPI ao trazer para o nível local as diferentes produções (artigos, relatos de experiências, vídeos, mostra fotográfica, performances etc.) em nível nacional e internacional, além do compartilhar destas produções, agregando diferentes sujeitos e experiências acadêmicas e de outros saberes na inclusão das diversidades/diferenças na formação de profissionais interessados nas sensibilidades de saberes, na invenção de si e de mundos na pesquisa, no ensino e na extensão.

A metodologia do evento pensada a partir da metáfora da ciranda sublinha-se pelo entendimento de se pensar conhecimentos acadêmicos e outros saberes como algo que é de todos nós. Ou seja, a ciranda é uma dança comunitária que não tem preconceito quanto ao sexo, cor, idade, condição social ou econômica dos participantes, assim como não há limite para o número de pessoas que dela podem participar.

A ciranda começa com uma roda pequena que vai aumentando à medida que as pessoas chegam para dançar, abrindo o círculo e segurando nas mãos dos que já estão dançando. Tanto na hora de entrar como na hora de sair, a pessoa pode fazê-lo sem o menor problema. Quando a roda atinge um tamanho que dificulta a movimentação, forma-se outra menor no interior da roda maior.

Com essa perspectiva, o evento foi pensado em quatro modalidades de cirandas: as Cirandas Temáticas que trazem proposições de temas contemporâneos e que foram pesquisados por acadêmicas/os e de outros saberes com metodologias sensíveis, a exemplo da abordagem Sociopoética e afins. Nestas Cirandas teremos a presença da Arte como disparadora dos dizeres e fazeres das inúmeras vozes tematizadas no evento.

As Usina das Oficinas serão os momentos das vivências das metodologias sensíveis e inventivas desde as discussões das Diversidades/Diferenças. A Usina das Comunicações das metodologias sensíveis com/entre diversidades/diferenças é o espaço no evento onde ocorrerão a comunicação de trabalhos das Escritas-sons-imagens-performances em conformidade com os temas indicados neste projeto e as Cirandinhas Brincantes que têm o desejo de acalentar, acolher e brincar com/entre crianças.

Mais detalhes da programação, clique AQUI

Fonte: ASCOM do Encontro de Sociopoética

 

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