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Teresinenses devem continuar mobilização no combate ao Aedes aegypti

A Prefeitura de Teresina convoca a população teresinense a continuar com a mobilização pelo combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. As comunidades devem ficar atentas e redobrar os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito. No próximo dia 23, sábado, os bairros Parque Piauí, zona Sul, e Planalto Ininga, zona Leste, recebem as equipes de limpeza e educação em saúde da prefeitura na Operação Faxina nos Bairros. 

“A Faxina tem como objetivo eliminar todos os criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da zika, dengue e chikungunya. Semanalmente, os moradores de dois bairros da cidade são orientados pelos agentes de saúde a fazer uma limpeza dentro de suas casas e depositar o lixo na calçada no sábado, quando ele será recolhido pelas equipes da SDU. Pedimos especial atenção para o lixo que não é recolhido pela limpeza regular, como eletrodomésticos e móveis de grande porte”, diz Oriana Bezerra, gerente de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde.

Em maio a FMS divulgou o resultado do segundo Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2018. Segundo os dados divulgados, o Índice de Infestação Predial (IIP) – a relação entre o número de imóveis positivos para o mosquito pelo total pesquisado – da nossa cidade está em 0,7, considerado de baixo risco pelo Ministério da Saúde.
 
 O levantamento, realizado entre os dias 07 a 11 de maio, foi feito em todos os 127 bairros da capital, divididos em 33 estratos. “Observamos uma queda de mais da metade em relação ao primeiro LIRAa do ano, que apresentou índice de 1,9”, comenta Oriana Bezerra, gerente de Zoonoses.
  
O LIRAa acontece três vezes ao ano e abrange todas as regiões da cidade. Os agentes de endemias da FMS percorrem uma média de 15 mil imóveis em busca de focos em ralos, piscinas, vasos de planta e outros potenciais criadouros. São enviados os índices de focos por meio da identificação tanto de larvas, como da forma adulta do inseto. Os dados obtidos servirão como base para o desenvolvimento de estratégias de combate ao Aedes aegypti e trabalhos educativos voltados à prevenção da dengue, zika e chikungunya.


  
Oriana Bezerra informa que, mesmo com o resultado satisfatório, as ações de combate ao mosquito continuam intensificadas. A Faxina nos Bairros tem se mostrado uma estratégia eficiente na luta contra o Aedes aegypti e um fator importante para explicar os baixos índices do Liraa. A atividade é realizada todo sábado pela FMS em parceria com as Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs) e consiste no recolhimento de lixo, especialmente aqueles de grande porte que não são contemplados pela coleta regular.


redacao@cidadeverde.com

Semana Nacional de Mobilização para combater o Aedes aegypti começa hoje

A Secretaria de Estado da Saúde convoca todos os municípios piauienses a reforçar as ações para a Semana Nacional de Mobilização dos setores da Saúde, Educação e Assistência Social no combate ao Aedes aegypti, que acontece de 23 a 27 de outubro deste ano.  

A mobilização é nacional e espera atingir 210 mil unidades públicas e privadas de todo o país, incluindo escolas, centros de assistência social e unidades de saúde que devem realizar atividades para conscientizar sobre os perigos e combater os focos de criação do inseto, causador de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Todas as onze regionais de saúde estão orientadas pelos técnicos da Secretaria de Saúde a estreitar entendimentos com as outras áreas com o intuito de mobilizar municípios vinculados e demais parceiros para a intensificação de esforços e boas práticas na luta contra o mosquito Aedes, transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika.

“A Semana Nacional de Mobilização é conduzida por estes três setores busca sensibilizar todos os seguimentos em suas áreas de atuação para, juntos, realizarmos atividades em combate ao mosquito Aedes. Conclamamos todas as gestões municipais a intensificar ações de promoção da saúde que afastem a presença do mosquito Aedes do convívio com a população, pois só assim poderemos evitar estes agravos”, declara Miriane Araújo, gerente de Vigilância em Saúde do Estado. 

Dessas três doenças transmitidas pelo Aedes, neste ano de 2017, apenas a chikungunya tem demonstrado tendência de crescimento no Piauí, que até a 41º semana epidemiológica apresenta um aumento de 184,5% em relação ao mesmo período do ano passado, com 5.796 casos prováveis em todo o Estado. 

Já para os casos de dengue, houve uma redução de 5% em relação ao mesmo período de 2016, registrando até agora 4.870 casos prováveis. Foram notificados 157 casos de zika vírus em contrapartida dos 218 no mesmo período do ano passado. 

Alguns municípios estão enfrentando picos epidêmicos, nos quais estão recebendo o apoio complementar por parte do Governo do Estado para restabelecer o controle, no momento a situação epidemiológica é de controle para as três doenças, porém o mosquito encontra-se presente nos 224 municípios piauienses, exigindo da gestão de saúde, dos trabalhadores e da população em geral esforços conjuntos e intensivos.

 

redacao@cidadeverde.com

Ministério da Saúde: três municípios do PI não receberam repasse de combate ao Aedes


Dicar de como evitar focos do mosquito

Dos 224 municípios piauienses, apenas três deles ficaram sem receber o repasse da segunda parcela do Ministério da Saúde para ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde isso ocorreu porque não houve repasse de informações desses municípios ao Ministério dentro do prazo estabelecido.  Os municípios que não receberam foram Gilbués, Jerumenha e Parnaguá, que apenas estarão aptos a receber o repasse em 2018.

O repasse global para os municípios do Piauí nesta segunda etapa é de R$ 1.039.653,33. 

De acordo com o técnico em Saúde da Sesapi, Antônio Manoel, os gestores municipais estarão livres para decidir como aplicar o repasse do dinheiro e escolher as melhores ações locais de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e Chikungunya.  O técnico ressaltou que o dinheiro já está liberado para os municípios. 

“As ações a serem desenvolvidas ficarão a critérios dos próprios municípios diante das carências e necessidades de cada um deles. O recurso dessa segunda parcela será pequeno para cada município . Por isso, eles precisam ver as ações de maior impacto para o combate ao mosquito. A principal ação a ser desenvolvida é a de mobilização e orientação da população para eliminar os criadores do mosquito”, ressaltou o técnico em entrevista ao Jornal do Piauí, nesta segunda-feira (02). 

A Sesapi informou que, no primeiro dia útil do ano de 2017, o Ministério da Saúde repassou para cada município do Piauí 60% dos recursos no montante de R$ 1.559.479,99; destinados exclusivamente para apoiar financeiramente o enfrentamento do mosquito Aedes. O segundo repasse de 40% ocorreria após a realização dos levantamentos de índices de infestação vetorial recomendados pelo Estado durante o primeiro semestre/2017. A SESAPI orientou que cada município realizasse dois levantamentos, sendo um na primeira quinzena de março e o segundo na primeira quinzena de maio.

 “Para que os municípios se mantenham habilitados ao recebimento dos recursos no ano de 2018 é importante que todos realizem o último levantamento de índice (LIRAa e/ou LIA) recomendado pela SESAPI durante a segunda quinzena de Outubro/2017 e repassem os resultados para que possamos consolidar e repassar ao Ministério da Saúde”, ressaltou a Sesapi.

O Cidadeverde.com não conseguiu contato com as prefeituras de Gilbués e Parnaguá. A prefeita de Jerumenha, Aldara Pinto, disse que buscará informações junto a secretaria de saúde do município para entender porque o levantamento não foi enviado ao Ministério da Saúde. 

Dados

Em 2017, até 2 de setembro, foram notificados 219.040 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 84,8% em relação ao mesmo período de 2016. Os casos de febre chikungunya reduziram 34,2% no período, com o registro de 171.930 casos prováveis.

Até 2 de setembro, foram registrados 15.586 casos prováveis de zika em todo país, uma redução de 92,6% em comparação a 2016. Em relação às gestantes, foram registrados 2.105 casos prováveis, sendo 728 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial.

redacao@cidadeverde.com 

Em sete dias, Piauí registra 118 novos casos de Chikungunya

 

O Piauí registrou  118 novos casos  de chikungunya em sete dias, conforme os dois últimos boletins epidemiológicos divulgados pela secretaria estadual de Saúde. Do início do ano até a semana passada, foram 5.482 casos notificados em todo o Estado, registrando aumento de 171,3% em relação ao mesmo período de 2016. 

As maiores incidências da doença por 100 mil habitantes foram registradas nas cidades de Francinópolis,Cajueiro da Praia,  São Raimundo Nonato, Várzea Branca e Luis Correia.

Já em relação a dengue houve diminuição de 6,6% dos casos, bem como a incidência de zika, quando comparados os anos de 2016 e 2017, com 218 e 162, respectivamente. 

De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), a explicação para a redução da dengue e aumento da chikungunya se dá pelo fato da dengue está a mais tempo instalada, 

"Então as pessoas que adoeceram por um dos quatro tipos de vírus da dengue, nunca mais adoecem por aquele vírus, mesmo que aquele vírus esteja circulando a pessoa já está imune. Enquanto que a chikungunya é uma doença mais recente, que se instalou há pouco mais de dois anos no Piauí. Assim,  toda a população está vulnerável a adoecer pela chikungunya”, disse o epidemiologista Inácio Lima.

Ele ressalta que a Sesapi tem investido em ações de combate ao mosquito e reforça que o papel da população é imprescindível.

"A orientação é redobrar os cuidados, mesmo neste período de estiagem. A redução é consequência do trabalho complementar do Estado com carros fumacê, por exemplo, para esses municípios em pior situação. Contudo, não se resolve problema de mosquito com carro fumacê. O trabalho tem que ser feito pela mão e inteligência humana", frisa Inácio Lima.


Graciane Sousa e Egídio Brito
gracianesousa@cidadeverde.com

Jovens apresentam em feira internacional aplicativo para combater Aedes aegypti

Com o desejo de ajudar o bairro onde vivem, em Jardim Brasil, no município de Olinda (PE), estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Desembargador Renato Fonseca usaram a tecnologia e a vontade de ajudar a comunidade para promover uma caça ao mosquito Aedes aegypti na região.

 

Com a ajuda de uma ferramenta online, Jeovani Cipriano, de 19 anos, criou um aplicativo de celular para que as pessoas denunciassem focos de reprodução do inseto transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Os alunos, então, organizam mutirões para acabar com o problema.

O embrião do projeto surgiu em 2014, quando muitos alunos e professores da escola estavam faltando. Incomodados com isso, o grupo de estudantes se juntou à professora Jorgecy Cabral, que coordena a biblioteca da instituição, para visitar a casa dos faltosos e verificar se o surto de dengue que atingia a região era o culpado pelas faltas. Eles perceberam que os sintomas eram os mesmos.

“Encontramos o problema, vimos o que estava acontecendo. Fizemos mapeamento ao redor da escola para saber se havia foco de dengue. Para nossa surpresa, havia atrás, ao lado, em todos os lugares. Começamos então a fazer mutirões nas ruas”, diz a professora.

A escola passou a ser uma referência na comunidade. Muitas pessoas procuraram o local para denunciar focos de reprodução do Aedes. Foi aí que surgiu a ideia do aplicativo.

Cipriano quebrou a cabeça por cerca de duas semanas e, por meio de uma ferramenta online de criação de aplicativos, desenvolveu a plataforma Caça ao Aedes em Jardim Brasil. “Ninguém tinha conhecimento na área. Fui estudando e fiz”, afirma o estudante.

Na pesquisa porta a porta feita pelo alunos na época do surto, eles identificaram um aumento de 300% dos casos. Agora eles trabalham em novos dados. Segundo Jorgecy Cabral, a pesquisa não está finalizada, mas ela garante que houve redução de infecções no bairro de Jardim Brasil.

Então estudante do terceiro ano do ensino médio, Cipriano, que agora cursa jornalismo em uma faculdade particular, diz também que o aplicativo já recebeu denúncias de focos em outros estados. “Quando é feita em Olinda a gente tenta resolver. Quando é em outra cidade a gente encaminha as informações para a secretaria municipal da localidade”, conta.

O aplicativo é simples e contém informações sobre sintomas de viroses transmitidas por mosquitos (arboviroses) e dicas para evitar a proliferação do Aedes aegypti. Há um espaço para fazer uma denúncia, por escrito, e um mapa onde estão marcados alguns pontos com água parada. Por dificuldades de funcionalidade, não foi possível marcar uma denúncia no mapa, mas a comunicação do bairro pode ser facilitada pelo app. Ele pode ser baixado no Google Play e pelo site.

Vaquinha virtual

A iniciativa foi premiada como Destaque em Iniciação à Pesquisa na feira Ciência Jovem 2016, evento realizado anualmente pelo Espaço Ciência, museu ligado à Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco. O reconhecimento rendeu uma participação na Teccien Schöenstatt, uma feira estudantil de tecnologia e ciências promovida pelo colégio Nuestra Señora de Schöenstatt, do Paraguai, de onde os estudantes também saíram premiados.

Foi lá que conheceram a organização da Feira Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, outro evento estudantil do colégio Santa Fé, da Colômbia. Os organizadores convidaram os estudantes brasileiros a expor o projeto entre os dias 13 e 17 deste mês.

Para custear a viagem, o grupo abriu uma vaquinha virtual. As passagens de três pessoas – a professora e mais dois alunos – foram dadas pelo governo de Pernambuco, mas ainda é preciso pagar hospedagem, alimentação e deslocamento da na cidade. Segundo Cipriani, o embarque é no dia 12.

Fonte: Agência Brasil

Chikungunya aumenta 115% no Piauí e dados preocupam Sesapi

O Piauí registrou 4.114 notificações de chikungunya entre 01 de janeiro a 09 de agosto deste ano, em 88 municípios. O número é 115,3% em relação ao mesmo período de 2016. 

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (Sesapi), as maiores incidências de chikungunya por 100 mil habitantes foram registradas nas cidades de Cajueiro da Praia (1530,0), São Raimundo Nonato (1497), Várzea Branca (940,9), Luis Correia (740,9) e Arraial (663,8).

O supervisor do programa da dengue, Antônio Manuel Araújo, chama a atenção para o papel dos municípios nas ações de combate ao Aedes que “devem, em primeiro lugar, manter o controle do mosquito através das suas equipes de combate às endemias e dos agentes comunitários em saúde, identificando e eliminando focos em todos os imóveis do município, principalmente nos bairros com maior concentração de casos”.

Outra questão a ser efetivada pelo município, ainda de acordo com o coordenador, é buscar “envolver a população, porque em cada domicílio, se as pessoas não tiverem o devido cuidado, especialmente com os depósitos das águas armazenadas, mantendo os recipientes fechados, não conseguiremos controlar esse mosquito e também com as fossas porque o mosquito se reproduz também em água suja”, disse.

Dengue

Em relação a dengue, o Estado registrou uma redução de 13,3% nos casos de dengue, em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 4.195 casos notificados em 120 municípios. 

Os municípios que apresentaram maior número de notificações da doença foram Teresina (2.010), São Raimundo Nonato (173), Pedro II (162), Floriano (161) e Oeiras (159). Na capital foram registrados três e em Piracuruca dois casos de dengue com sinais de alarme.

Já a zika foram apontadas 137 notificações em 18 municípios. Os números da microcefalia registram 10 novos casos em 2017.

Os dados foram apresentados pela Sala Estadual de Coordenação e Controle das Ações de Enfrentamento à Microcefalia, da Secretaria de Estado da Saúde.


Da redação
redacao@cidadeverde.com

Fiocruz descobre que pernilongo pode transmitir Zika


O pernilongo Culex quinquefasciatus que, como o Aedes, é comum em áreas urbanas (Foto: Wikimedia Commons)

O genoma do vírus Zika, coletado no organismo de mosquitos do gênero Culex, foi sequenciado por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco. Com o sequenciamento, foi descoberto que o vírus consegue alcançar a glândula salivar do animal, o que indicaria, segundo a instituição, que o pernilongo pode ser um dos transmissores do vírus Zika.

Os resultados foram publicados hoje (9) na revista Emerging microbes & infections, do grupo Nature. O artigo é intitulado “Zika virus replication in the mosquito Culex quinquefasciatus in Brazil” e pode ser encontrado na íntegra na internet.


O genoma do vírus Zika, coletado no organismo de mosquitos do gênero Culex, foi sequenciado por cientistas
(Imagem:Christina Peixoto, pesquisadora da Fiocruz PE)

 

Os mosquitos do gênero Culex foram colhidos na Região Metropolitana do Recife, já infectados. A equipe do Departamento de Entomologia da instituição conseguiu, então, comprovar em laboratório que o vírus consegue se replicar dentro do mosquito e chegar até a glândula salivar. Foi fotografado por microscopia eletrônica, também pela primeira vez, a formação de partículas virais do Zika na glândula do inseto.

Também foi comprovada a presença de partículas do vírus na saliva expelida do Culex, coletadas pelos cientistas. De acordo com a Fiocruz, o artigo “demonstra” a possibilidade de transmissão do vírus Zika por meio do pernilongo na cidade. Será analisado agora “o conjunto de suas características fisiológicas e comportamentais, no ambiente natural, para entender o papel e a importância dessa espécie na transmissão do vírus Zika”, como informou a instituição em seu comunicado.

O genoma do zika já havia sido sequenciado em 2016 pelo Departamento de Virologia e Terapia Experimental da Fiocruz Pernambuco, em parceria com pesquisadores da Universidade de Glasgow, mas na ocasião foi usada uma amostra humana. Esse sequenciamento é uma espécie de mapa de cada gene que forma o DNA do vírus. Agora, pela primeira vez no mundo, o mapeamento é feito a partir do mosquito.


Fonte: Agência Brasil 

Estudo da Fiocruz alerta para risco de reurbanização da febre amarela no Brasil


Estudo feito pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Instituto Pasteur, da França, mostrou que o Brasil corre o risco de uma reintrodução do vírus da febre amarela no ambiente urbano.

A pesquisa envolveu 11 populações de mosquitos transmissores da doença no Brasil (Aedes aegypti, Aedes albopictus, Haemagogus leocucelaenus e Sabethes albipirvus) e uma do Congo, na África, local de origem do vírus. O trabalho foi publicado na revista internacional Scientific Reports e contou também com a colaboração do Instituto Evandro Chagas, do Pará.

Três regiões que são cenário epidêmico e epizoótico (em que a infecção ocorre ao mesmo tempo em vários animais de uma mesma área geográfica, semelhante a uma epidemia em humanos) da febre amarela silvestre foram pesquisadas: Rio de Janeiro, Goiânia e Manaus.

Segundo a entomologista Dinair Couto Lima, pesquisadora do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários da Fiocruz, o Rio de Janeiro é o que apresenta o maior potencial de disseminação do vírus em área urbana. Em Goiânia e Manaus as populações de mosquitos também foram suscetíveis à transmissão da doença, mas em menor grau.

Os pesquisadores infectaram os mosquitos com três cepas do vírus, sendo duas que circulam atualmente no Brasil e uma na África. “As populações que hoje existem no Brasil de Aedes aegypti são competentes para a transmissão do vírus que circula atualmente nas áreas silvestres e, com isso, há uma probabilidade de ter uma reintrodução do vírus no ambiente urbano”, aponta o estudo.

Três regiões que são cenário epidêmico e epizoótico (em que a infecção ocorre ao mesmo tempo em vários animais de uma mesma área geográfica, semelhante a uma epidemia em humanos) da febre amarela silvestre foram pesquisadas: Rio de Janeiro, Goiânia e Manaus.

Segundo a entomologista Dinair Couto Lima, pesquisadora do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários da Fiocruz, o Rio de Janeiro é o que apresenta o maior potencial de disseminação do vírus em área urbana. Em Goiânia e Manaus as populações de mosquitos também foram suscetíveis à transmissão da doença, mas em menor grau.

Os pesquisadores infectaram os mosquitos com três cepas do vírus, sendo duas que circulam atualmente no Brasil e uma na África. “As populações que hoje existem no Brasil de Aedes aegypti são competentes para a transmissão do vírus que circula atualmente nas áreas silvestres e, com isso, há uma probabilidade de ter uma reintrodução do vírus no ambiente urbano”, aponta o estudo.

Risco

Dinair, que é a primeira autora do artigo, explicou que isso é possível porque as pessoas se infectam no ambiente silvestre e, ao retornarem à cidade, são picadas pelo Aedes aegypti, que é o principal vetor de febre amarela urbana. Com isso, inicia-se um ciclo urbano. A pesquisadora deixou claro, contudo, que até agora esse cenário não foi identificado.

O risco de reurbanização da doença é real, mas segundo Dinair não há motivo para pânico na população. Para impedir que a febre amarela, até então silvestre, possa voltar a circular nas cidades, devem ser tomadas medidas preventivas, com destaque para a vacinação, principalmente de crianças. Outra medida importante é a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti. “Essas são as duas possibilidades que temos a fazer no controle de uma emergência de febre amarela urbana”, disse a entomologista.

Dinair lembrou que a vacinação deve ser exigida pelas autoridades também de pessoas que vêm para o Brasil oriundas de áreas endêmicas, como a África. Essa é uma regra internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS). "A vacina é a única barreira que tem [contra a circulação do vírus]”, insistiu. Dentre os flavivírus que circulam hoje no Brasil, entre eles Dengue, Chikungunya e Zika, a febre amarela é o única para o qual existe vacina.

Ciclo

Segundo a pesquisadora, o ciclo de vida do vírus da febre amarela ocorre só entre mosquitos e macacos. O homem se infecta acidentalmente ao entrar na mata em que o vírus está circulando. Se estiver sem vacina, é infectado. No seu retorno à cidade, diante da população de Aedes aegypti competente para transmitir o vírus, há a possibilidade de ocorrer a reurbanização da febre amarela, reforçou Dinair.

A entomologista lembrou que a febre amarela é uma doença cíclica, que tem o período mais crítico no verão, diminuindo sua incidência no inverno. Prova disso, segundo ela, é que o número de casos de febre amarela silvestre diminuindo. O momento atual é ideal para a população e o Poder Público trabalhem para eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Fonte: Agência Brasil 

Governo declara fim de emergência nacional pelo vírus Zika

O Ministério da Saúde declarou hoje (11) o fim da emergência nacional decretada em novembro de 2015 devido ao vírus Zika e sua associação com microcefalia e consequências neurológicas. Segundo a Pasta, o Brasil não preenche mais os requisitos exigidos para manter o estado de emergência, segundo os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ou seja, os casos não são mais incomuns ou inesperados.

“Já há conhecimento científico suficiente”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Loureiro. “A própria mobilização do ponto de vista de pesquisa, de insumos e de recursos foi suficiente. Os estudos continuam, e vamos prosseguir na rotina de combate às arboviroses”, afirmou.

A decisão ocorre 18 meses depois da decretação de emergência, segundo o ministério, em um momento de queda nos casos de Zika e microcefalia em todo o país. Até 15 de abril deste ano, foram registrados 7.911 casos de Zika, uma redução de 95,3% em relação à 2016, quando ocorreram 170.535 notificações.

Segundo o ministério, os dados de microcefalia têm apresentado redução importante no número de casos novos notificados a cada semana, desde maio de 2016. Os casos novos mensais têm se mantido em 2%, desde janeiro deste ano; no pico dos casos de microcefalia, em dezembro de 2015, foi registrado aumento de 135% nas notificações.

“Do ponto de vista prático, não tem nenhuma mudança na assistência, na vigilância ou no diagnóstico”, disse Loureiro, reforçando que a retirada da emergência não enfraquece as políticas públicas que foram implantadas no período.

Os critérios internacionais de avaliação de risco para decretar e manter o estado de emergência são: o impacto do evento sobre a saúde pública; se o evento é incomum ou inesperado; se há risco significativo de propagação internacional; e se há risco significativo de restrições ao comércio ou viagens internacionais.

Para o ministério, o conjunto de ações voltadas para a eliminação dos mosquito Aedes aegypti contribuiu para a diminuição dos casos. Além disso, há uma maior proteção pessoal da população, escassez de chuvas em determinadas regiões do país e a imunização natural que as pessoas adquirem ao ter alguma das doenças em anos anteriores.

O último boletim epidemiológico, de 1º de janeiro a 15 de abril deste ano, aponta redução de 90,3% dos casos de dengue; 95,3% de zika; e 68,1% de chikungunya em relação ao mesmo período de 2016.

Em 2017, foram confirmados 230 casos de microcefalia ligados a outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita. Permanecem em investigação pelo Ministério da Saúde e pelos estados, 2.837 casos suspeitos em todo o país. No total, 3.651 casos foram notificados neste ano.

Desde o início das investigações, em novembro de 2015, foram notificados ao Ministério da Saúde 13.490 casos, com 2.653 confirmações. Outros 5.712 casos foram descartados e 105 foram considerados prováveis. Há ainda 1.784 casos excluídos do sistema por não atenderem as definições de caso vigentes.

Fonte: Agência Brasil

Brasil combate doenças como há 110 anos, critica coordenador da Fiocruz

Foto: Roberta Aline/Cidade Verde

Em Teresina (PI), o coordenador da Fundação Oswaldo Cruz do Mato Grosso do Sul, Rivaldo Venâncio, reforçou o alerta quanto ao avanço da Chikungunya no interior do Nordeste e criticou a forma como o poder público trata o que evitaria as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Em entrevista ao Jornal do Piauí desta segunda-feira (17), o especialista em medicina tropical disse que o Brasil não conseguiu avançar em medidas básicas que evitariam a proliferação do mosquito, além de combater o vetor da doença como se fazia há um século. 

"O Brasil está com um modelo de controle dessas doenças que foi exitoso há 110 anos atrás. Nós estamos usando a mesma metodolofia de entrar casa a casa e colocas um inceticida", disse Venâncio, que não isentou o cidadão de fazer o seu dever de casa, mas colocou no poder público uma boa parcela de culpa em relação aos avanços da Chikungunya, Zika e outras doenças. "Há problemas individuais e também do poder público. Os dois precisam conversar melhor".

Entre os problemas relacionados a agentes públicos, o coordenador da Fiocruz sul-mato-grossense cita a coleta regular de lixo, o abastecimento de água e a implantação de esgotamento sanitário. Para Rivaldo Venâncio, o Brasil não acompanhou o crescimento da população e a mudança de famílias da área rural para a zona urbana. Os serviços necessários para que doenças como as citadas fossem evitadas são precários. 

No interior do Nordeste, cidades de médio porte com problemas de urbanização estão entre os municípios com maior risco de crescimento dos casos de Chikungunya, segundo o especialista da Fiocruz.

Cuidados com a Chikungunya
Caso a pessoa tenha sido infectada pelo mosquito transmissor, o paciente com suspeita de Chikungunya deve tomar alguns cuidados importantes. A orientação do especialista da Fiocruz é evitar se auto medicar, fazer repouso absoluto - o que na maioria dos casos impede a evolução da doença para a fase crônica -, e buscar apoio na rede de saúde para o tratamento adequado. Venâncio alerta que em boa parte dos casos, sobretudo nos pacientes mais velhos, a doença pode persistir de seis meses a até um ano, com dores nas juntas e articulações. 

 

Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com

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