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Colaboradores da Águas de Teresina se unem para combater mosquito da dengue

Fotos: Águas de Teresina

O saneamento básico interfere diretamente na saúde da população. A falta desse serviço aumenta o índice de doenças como a dengue, que está associada ao contato com a água parada. Com o intuito de conscientizar os colaboradores e torná-los parceiros da saúde, a Águas de Teresina realizará o Dia D de combate ao Aedes aegypti, na próxima sexta-feira (14). A ação acontecerá entre os funcionários da empresa.

Mais de 100 funcionários se dividirão em equipes para eliminar possíveis focos de dengue nas unidades da concessionária, como reservatórios, base operacional, sede administrativa, loja de atendimento e Estação de Tratamento de Água. O Dia D prevê ainda a apresentação de uma palestra, que visa orientar os participantes sobre os procedimentos para busca e eliminação de possíveis focos do mosquito.

No último levantamento realizado pelo Ministério da Saúde, os casos de dengue aumentaram e atingiram 229.064 mil. O número de óbitos também cresceu e chegou a 67%. “O mosquito da dengue também transmite Chikungunya e o vírus Zika. Então, nós entendemos que essa ação tem um caráter social muito forte porque trabalharemos fomentando a sensibilização dos colaboradores e eles podem aplicar o que aprenderam em casa e no bairro onde moram”, declara o diretor executivo da Águas de Teresina, Diego Dal Magro.

Com a distribuição regular de água tratada em Teresina, os moradores não têm mais necessidade de acumular água. Por isso, em vários bairros, foram eliminados manilhas, cisternas, tonéis ou cilindros, auxiliando no combate aos focos que podem virar criadouro do mosquito. O Dia D é uma realização da Águas de Teresina, em parceria com os agentes de endemia, da Secretaria Municipal de Saúde.

Confira as dicas para combater o Aedes aegypti: não deixar água parada; colocar areia nos vasos de plantas; não depositar lixo em terrenos baldios; manter garrafas com a boca virada para baixo; cobrir pneus e sucatas e manter caixa d’água e reservatórios de água devidamente fechados.

 

redacao@cidadeverde.com

FMS divulga segundo Índice de Infestação por Aedes Aegypti

Foto: Ascom FMS

 
A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina divulgou o segundo Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa) de 2019, realizado entre 29 de abril e 03 de maio. O LIRAa deu 2,2 de Índice de Infestação Predial (IIP). Comparando com o primeiro LIRAa, que aconteceu entre 25 de ferreiro e 01 de março, aumentou um estrato para baixo risco, dois estratos para médio risco.
 
“Chama atenção que a média encontrada é de 2,2. O Ministério da Saúde determina que maior que 1 é sinal de alerta e maior que 2 sinal de gravidade. Portanto precisamos não criar mosquito, porque eles estão aí. O número de casos de dengue aumentou de março até agora e hoje nós temos quase 1.200 casos notificados. Chamo atenção para que as pessoas tomem cuidado para não criar mosquito em casa, trabalho, escolas, igrejas. E se a pessoa vier a ter a dengue é importante manter a hidratação, ou seja, urinar transparente 24 horas por dia. E se você sentir dor abdominal, cansaço, tontura, procurar imediatamente o serviço de urgência da saúde, pois são sinais de gravidade”, afirma Amaríles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da FMS. De janeiro a 7 de maio de 2019, a FMS notificou 1.188 casos de dengue; 191 casos de chikungunya e 20 casos de zika.
 
O LIRAa acontece quatro vezes ao ano e abrange todas as regiões da cidade. Durante o LIRAa, os agentes de endemias da FMS percorrem uma média de 15 mil imóveis em busca de focos em ralos, piscinas, vasos de planta e outros potenciais criadouros. São enviados os índices de focos por meio da identificação tanto de larvas, como da forma adulta do inseto. Os dados obtidos servirão como base para o desenvolvimento de estratégias de combate ao Aedes aegypti e trabalhos educativos voltados à prevenção da dengue, zika e chikungunya.

 

redacao@cidadeverde.com

Leituristas de água irão entregarão orientações para ajudar no combate à dengue

Parceria recém firmada entre a Águas de Teresina e a Fundação Municipal de Saúde (FMS) pretende ampliar a divulgação sobre as ações de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika. Leituristas da concessionária farão a entrega do informativo com orientações para evitar a proliferação do mosquito, especialmente nessa época de chuvas.

Segundo dados da FMS, somente este ano foram confirmados 273 casos de dengue; 38 de Chikungunya e um de zika em Teresina. As três doenças são infecciosas, de origem viral, transmitidas através da picada dos mosquitos contaminados.

Representantes da Fundação Municipal de Saúde proferiram uma palestra na semana passada para os colaboradores da Águas de Teresina, destacando o papel da concessionária nesse desafio coletivo. “A Águas de Teresina entende que esta é uma ação que carece ao máximo do envolvimento da sociedade e, portanto, se coloca à disposição para amplificar as informações. Somos uma empresa que trabalha com serviços essenciais à saúde e prezamos pela qualidade de vida. Combater o Aedes aegypit  é uma responsabilidade de todos”, avalia Pedro Alves, gerente de sustentabilidade da Águas de Teresina.

A concessionária também passará a incluir as orientações de combate e proliferação do mosquito por meio de seus programas socioeducativos Saúde Nota 10 e Sanear é Viver, ambos voltados ao público escolar, tanto alunos como profissionais da educação. 

De acordo com a FMS, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2019, realizado entre os dias 25 de fevereiro e 1º março, mostra que houve aumento do número de criadouros do mosquito em 103 bairros da capital. Segundo as vistorias, a maioria dos focos do mosquito foram encontrados em armazenamentos de água para consumo humano, em depósitos a nível do solo (barril, tina, tonel, depósito de barro, tanque e cisterna), bem como em lixo passível de remoção, que são recipientes de plástico, garrafas, pneus e latas.

Os leituristas da Águas de Teresina farão a entrega do folder elaborado pela Fundação Municipal de Saúde junto com a fatura dos serviços de água e esgoto. Os colaboradores estão devidamente uniformizados e portando a identidade funcional da concessionária.

Teresina tem infestação de Aedes aegypti e atinge alerta de médio risco

Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa) feito entre os dias 25 de fevereiro e 1º de março em Teresina aponta aumento no número de criadouros do mosquito em 103 bairros da capital. A Fundação Municipal de Saúde divulgou o balanço nesta segunda-feira (18). 

A FMS afirma que Teresina tem classificação de médio risco de infestação do Aedes aegypti por ter atingido índice de 2,4. Cerca de 14 mil imóveis foram vistoriados por agentes de combate a endemias da Gerência de Zoonoses da fundação. Os bairros que apresentaram maior índice de infestação do mosquito foram Santa Maria da Codipi, Chapadinha, Parque Brasil, Santa Rosa, Areias, Distrito Industrial, Santa Cruz, Saci, Triunfo, Parque Piauí, São Lourenço, Parque Sul e Santo Antônio.

“No primeiro LIRAa feito em janeiro de 2019, os bairros de Teresina tinham baixo risco de infestação do Aedes aegypti, com índice menor do que 1. Agora, 63% dos bairros estão com índice entre 1 e 3,9 e cerca de 18% com índice maior do que 4. Diante disso, a FMS chama a atenção da população, para que não fique criando mosquito”, afirma Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da FMS.

Foto: Ascom

Amariles Borba alerta ainda que os meses mais críticos, considerados como período de risco na cidade, são de fevereiro a junho. “O período chuvoso associado à falta de cuidados domésticos contribuem para o aumento de criadouros apontado no Levantamento. Em Teresina, por conta das condições climáticas, o mosquito evolui de ovo para mosquito adulto em cinco dias, situação que difere de vários locais do Brasil em que o ciclo de criação do mosquito é de dez dias”, explica.

O levantamento apontou também que a maioria dos focos do mosquito foram encontrados em armazenamentos de água para consumo humano, em depósitos a nível do solo (barril, tina, tonel, depósito de barro, tanque, poço e cisterna), bem como em lixo passível de remoção, que são recipientes de plástico, garrafas, pneus e latas.

Elna do Amaral, infectologista da maternidade Wall Ferraz da FMS, destaca os perigos das doenças causadas pelo Aedes aegypti. “Existem quatro tipos de vírus da dengue, mas qualquer um pode levar a dengue hemorrágica, que é perigosa e pode levar a morte. Já a Chikungunya provoca dor articular intensa e a pessoa pode ficar sem caminhar; enquanto os sintomas da Zika são mais simples, mas caso ocorra em gestante tem a possibilidade de causar microcefalia no bebê”, esclarece.

O presidente da FMS, Charles Silveira, destaca que a FMS  realiza  atividades de combate ao mosquito e faz um apelo para que a população não crie ambiente propício para a proliferação do Aedes aegypti.

“A Fundação realiza inúmeras atividades de combate ao mosquito no decorrer do ano e nessa luta, que é a favor da saúde e da vida, nós contamos com o apoio da população, que com atitudes bastante simples, como a inspeção semanal de sua própria casa para evitar o acúmulo de água parada, pode impedir a proliferação do Aedes aegypti”, disse.

 


Foto: Pixabay

Dicas para evitar proliferação do mosquito Aedes aegypti


-Vire todas as garrafas com a boca para baixo e evite que acumule água dentro delas

-Não deixe água acumulada sobre a laje

-Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira bem fechada

-Mantenha bem tampados tonéis e barris d'água

-Mantenha a caixa d'água bem fechada. Coloque também uma tela no ladrão da caixa d'água

-Remova folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas

-Lave por dentro, com escova e sabão, os utensílios usados para guardar água em casa

-Troque a água de vasos e de plantas aquáticas e lave-os com água e sabão uma vez por semana

-Coloque no lixo todo objeto utilizado que possa acumular água

-Encha de areia os pratos das plantas ou lave-os semanalmente

-Lave semanalmente por dentro os tanques utilizados para guardar água

-Feche bem o saco de lixo e deixe-os fora do alcance de animais

-Lave semanalmente o recipiente de água dos climatizadores


Da redação
Com informações da FMS
redacao@cidadeverde.com

Teresinenses devem continuar mobilização no combate ao Aedes aegypti

A Prefeitura de Teresina convoca a população teresinense a continuar com a mobilização pelo combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. As comunidades devem ficar atentas e redobrar os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito. No próximo dia 23, sábado, os bairros Parque Piauí, zona Sul, e Planalto Ininga, zona Leste, recebem as equipes de limpeza e educação em saúde da prefeitura na Operação Faxina nos Bairros. 

“A Faxina tem como objetivo eliminar todos os criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da zika, dengue e chikungunya. Semanalmente, os moradores de dois bairros da cidade são orientados pelos agentes de saúde a fazer uma limpeza dentro de suas casas e depositar o lixo na calçada no sábado, quando ele será recolhido pelas equipes da SDU. Pedimos especial atenção para o lixo que não é recolhido pela limpeza regular, como eletrodomésticos e móveis de grande porte”, diz Oriana Bezerra, gerente de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde.

Em maio a FMS divulgou o resultado do segundo Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2018. Segundo os dados divulgados, o Índice de Infestação Predial (IIP) – a relação entre o número de imóveis positivos para o mosquito pelo total pesquisado – da nossa cidade está em 0,7, considerado de baixo risco pelo Ministério da Saúde.
 
 O levantamento, realizado entre os dias 07 a 11 de maio, foi feito em todos os 127 bairros da capital, divididos em 33 estratos. “Observamos uma queda de mais da metade em relação ao primeiro LIRAa do ano, que apresentou índice de 1,9”, comenta Oriana Bezerra, gerente de Zoonoses.
  
O LIRAa acontece três vezes ao ano e abrange todas as regiões da cidade. Os agentes de endemias da FMS percorrem uma média de 15 mil imóveis em busca de focos em ralos, piscinas, vasos de planta e outros potenciais criadouros. São enviados os índices de focos por meio da identificação tanto de larvas, como da forma adulta do inseto. Os dados obtidos servirão como base para o desenvolvimento de estratégias de combate ao Aedes aegypti e trabalhos educativos voltados à prevenção da dengue, zika e chikungunya.


  
Oriana Bezerra informa que, mesmo com o resultado satisfatório, as ações de combate ao mosquito continuam intensificadas. A Faxina nos Bairros tem se mostrado uma estratégia eficiente na luta contra o Aedes aegypti e um fator importante para explicar os baixos índices do Liraa. A atividade é realizada todo sábado pela FMS em parceria com as Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs) e consiste no recolhimento de lixo, especialmente aqueles de grande porte que não são contemplados pela coleta regular.


redacao@cidadeverde.com

Semana Nacional de Mobilização para combater o Aedes aegypti começa hoje

A Secretaria de Estado da Saúde convoca todos os municípios piauienses a reforçar as ações para a Semana Nacional de Mobilização dos setores da Saúde, Educação e Assistência Social no combate ao Aedes aegypti, que acontece de 23 a 27 de outubro deste ano.  

A mobilização é nacional e espera atingir 210 mil unidades públicas e privadas de todo o país, incluindo escolas, centros de assistência social e unidades de saúde que devem realizar atividades para conscientizar sobre os perigos e combater os focos de criação do inseto, causador de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Todas as onze regionais de saúde estão orientadas pelos técnicos da Secretaria de Saúde a estreitar entendimentos com as outras áreas com o intuito de mobilizar municípios vinculados e demais parceiros para a intensificação de esforços e boas práticas na luta contra o mosquito Aedes, transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika.

“A Semana Nacional de Mobilização é conduzida por estes três setores busca sensibilizar todos os seguimentos em suas áreas de atuação para, juntos, realizarmos atividades em combate ao mosquito Aedes. Conclamamos todas as gestões municipais a intensificar ações de promoção da saúde que afastem a presença do mosquito Aedes do convívio com a população, pois só assim poderemos evitar estes agravos”, declara Miriane Araújo, gerente de Vigilância em Saúde do Estado. 

Dessas três doenças transmitidas pelo Aedes, neste ano de 2017, apenas a chikungunya tem demonstrado tendência de crescimento no Piauí, que até a 41º semana epidemiológica apresenta um aumento de 184,5% em relação ao mesmo período do ano passado, com 5.796 casos prováveis em todo o Estado. 

Já para os casos de dengue, houve uma redução de 5% em relação ao mesmo período de 2016, registrando até agora 4.870 casos prováveis. Foram notificados 157 casos de zika vírus em contrapartida dos 218 no mesmo período do ano passado. 

Alguns municípios estão enfrentando picos epidêmicos, nos quais estão recebendo o apoio complementar por parte do Governo do Estado para restabelecer o controle, no momento a situação epidemiológica é de controle para as três doenças, porém o mosquito encontra-se presente nos 224 municípios piauienses, exigindo da gestão de saúde, dos trabalhadores e da população em geral esforços conjuntos e intensivos.

 

redacao@cidadeverde.com

Ministério da Saúde: três municípios do PI não receberam repasse de combate ao Aedes


Dicar de como evitar focos do mosquito

Dos 224 municípios piauienses, apenas três deles ficaram sem receber o repasse da segunda parcela do Ministério da Saúde para ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde isso ocorreu porque não houve repasse de informações desses municípios ao Ministério dentro do prazo estabelecido.  Os municípios que não receberam foram Gilbués, Jerumenha e Parnaguá, que apenas estarão aptos a receber o repasse em 2018.

O repasse global para os municípios do Piauí nesta segunda etapa é de R$ 1.039.653,33. 

De acordo com o técnico em Saúde da Sesapi, Antônio Manoel, os gestores municipais estarão livres para decidir como aplicar o repasse do dinheiro e escolher as melhores ações locais de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e Chikungunya.  O técnico ressaltou que o dinheiro já está liberado para os municípios. 

“As ações a serem desenvolvidas ficarão a critérios dos próprios municípios diante das carências e necessidades de cada um deles. O recurso dessa segunda parcela será pequeno para cada município . Por isso, eles precisam ver as ações de maior impacto para o combate ao mosquito. A principal ação a ser desenvolvida é a de mobilização e orientação da população para eliminar os criadores do mosquito”, ressaltou o técnico em entrevista ao Jornal do Piauí, nesta segunda-feira (02). 

A Sesapi informou que, no primeiro dia útil do ano de 2017, o Ministério da Saúde repassou para cada município do Piauí 60% dos recursos no montante de R$ 1.559.479,99; destinados exclusivamente para apoiar financeiramente o enfrentamento do mosquito Aedes. O segundo repasse de 40% ocorreria após a realização dos levantamentos de índices de infestação vetorial recomendados pelo Estado durante o primeiro semestre/2017. A SESAPI orientou que cada município realizasse dois levantamentos, sendo um na primeira quinzena de março e o segundo na primeira quinzena de maio.

 “Para que os municípios se mantenham habilitados ao recebimento dos recursos no ano de 2018 é importante que todos realizem o último levantamento de índice (LIRAa e/ou LIA) recomendado pela SESAPI durante a segunda quinzena de Outubro/2017 e repassem os resultados para que possamos consolidar e repassar ao Ministério da Saúde”, ressaltou a Sesapi.

O Cidadeverde.com não conseguiu contato com as prefeituras de Gilbués e Parnaguá. A prefeita de Jerumenha, Aldara Pinto, disse que buscará informações junto a secretaria de saúde do município para entender porque o levantamento não foi enviado ao Ministério da Saúde. 

Dados

Em 2017, até 2 de setembro, foram notificados 219.040 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 84,8% em relação ao mesmo período de 2016. Os casos de febre chikungunya reduziram 34,2% no período, com o registro de 171.930 casos prováveis.

Até 2 de setembro, foram registrados 15.586 casos prováveis de zika em todo país, uma redução de 92,6% em comparação a 2016. Em relação às gestantes, foram registrados 2.105 casos prováveis, sendo 728 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial.

redacao@cidadeverde.com 

Em sete dias, Piauí registra 118 novos casos de Chikungunya

 

O Piauí registrou  118 novos casos  de chikungunya em sete dias, conforme os dois últimos boletins epidemiológicos divulgados pela secretaria estadual de Saúde. Do início do ano até a semana passada, foram 5.482 casos notificados em todo o Estado, registrando aumento de 171,3% em relação ao mesmo período de 2016. 

As maiores incidências da doença por 100 mil habitantes foram registradas nas cidades de Francinópolis,Cajueiro da Praia,  São Raimundo Nonato, Várzea Branca e Luis Correia.

Já em relação a dengue houve diminuição de 6,6% dos casos, bem como a incidência de zika, quando comparados os anos de 2016 e 2017, com 218 e 162, respectivamente. 

De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), a explicação para a redução da dengue e aumento da chikungunya se dá pelo fato da dengue está a mais tempo instalada, 

"Então as pessoas que adoeceram por um dos quatro tipos de vírus da dengue, nunca mais adoecem por aquele vírus, mesmo que aquele vírus esteja circulando a pessoa já está imune. Enquanto que a chikungunya é uma doença mais recente, que se instalou há pouco mais de dois anos no Piauí. Assim,  toda a população está vulnerável a adoecer pela chikungunya”, disse o epidemiologista Inácio Lima.

Ele ressalta que a Sesapi tem investido em ações de combate ao mosquito e reforça que o papel da população é imprescindível.

"A orientação é redobrar os cuidados, mesmo neste período de estiagem. A redução é consequência do trabalho complementar do Estado com carros fumacê, por exemplo, para esses municípios em pior situação. Contudo, não se resolve problema de mosquito com carro fumacê. O trabalho tem que ser feito pela mão e inteligência humana", frisa Inácio Lima.


Graciane Sousa e Egídio Brito
gracianesousa@cidadeverde.com

Jovens apresentam em feira internacional aplicativo para combater Aedes aegypti

Com o desejo de ajudar o bairro onde vivem, em Jardim Brasil, no município de Olinda (PE), estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Desembargador Renato Fonseca usaram a tecnologia e a vontade de ajudar a comunidade para promover uma caça ao mosquito Aedes aegypti na região.

 

Com a ajuda de uma ferramenta online, Jeovani Cipriano, de 19 anos, criou um aplicativo de celular para que as pessoas denunciassem focos de reprodução do inseto transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Os alunos, então, organizam mutirões para acabar com o problema.

O embrião do projeto surgiu em 2014, quando muitos alunos e professores da escola estavam faltando. Incomodados com isso, o grupo de estudantes se juntou à professora Jorgecy Cabral, que coordena a biblioteca da instituição, para visitar a casa dos faltosos e verificar se o surto de dengue que atingia a região era o culpado pelas faltas. Eles perceberam que os sintomas eram os mesmos.

“Encontramos o problema, vimos o que estava acontecendo. Fizemos mapeamento ao redor da escola para saber se havia foco de dengue. Para nossa surpresa, havia atrás, ao lado, em todos os lugares. Começamos então a fazer mutirões nas ruas”, diz a professora.

A escola passou a ser uma referência na comunidade. Muitas pessoas procuraram o local para denunciar focos de reprodução do Aedes. Foi aí que surgiu a ideia do aplicativo.

Cipriano quebrou a cabeça por cerca de duas semanas e, por meio de uma ferramenta online de criação de aplicativos, desenvolveu a plataforma Caça ao Aedes em Jardim Brasil. “Ninguém tinha conhecimento na área. Fui estudando e fiz”, afirma o estudante.

Na pesquisa porta a porta feita pelo alunos na época do surto, eles identificaram um aumento de 300% dos casos. Agora eles trabalham em novos dados. Segundo Jorgecy Cabral, a pesquisa não está finalizada, mas ela garante que houve redução de infecções no bairro de Jardim Brasil.

Então estudante do terceiro ano do ensino médio, Cipriano, que agora cursa jornalismo em uma faculdade particular, diz também que o aplicativo já recebeu denúncias de focos em outros estados. “Quando é feita em Olinda a gente tenta resolver. Quando é em outra cidade a gente encaminha as informações para a secretaria municipal da localidade”, conta.

O aplicativo é simples e contém informações sobre sintomas de viroses transmitidas por mosquitos (arboviroses) e dicas para evitar a proliferação do Aedes aegypti. Há um espaço para fazer uma denúncia, por escrito, e um mapa onde estão marcados alguns pontos com água parada. Por dificuldades de funcionalidade, não foi possível marcar uma denúncia no mapa, mas a comunicação do bairro pode ser facilitada pelo app. Ele pode ser baixado no Google Play e pelo site.

Vaquinha virtual

A iniciativa foi premiada como Destaque em Iniciação à Pesquisa na feira Ciência Jovem 2016, evento realizado anualmente pelo Espaço Ciência, museu ligado à Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco. O reconhecimento rendeu uma participação na Teccien Schöenstatt, uma feira estudantil de tecnologia e ciências promovida pelo colégio Nuestra Señora de Schöenstatt, do Paraguai, de onde os estudantes também saíram premiados.

Foi lá que conheceram a organização da Feira Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, outro evento estudantil do colégio Santa Fé, da Colômbia. Os organizadores convidaram os estudantes brasileiros a expor o projeto entre os dias 13 e 17 deste mês.

Para custear a viagem, o grupo abriu uma vaquinha virtual. As passagens de três pessoas – a professora e mais dois alunos – foram dadas pelo governo de Pernambuco, mas ainda é preciso pagar hospedagem, alimentação e deslocamento da na cidade. Segundo Cipriani, o embarque é no dia 12.

Fonte: Agência Brasil

Chikungunya aumenta 115% no Piauí e dados preocupam Sesapi

O Piauí registrou 4.114 notificações de chikungunya entre 01 de janeiro a 09 de agosto deste ano, em 88 municípios. O número é 115,3% em relação ao mesmo período de 2016. 

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (Sesapi), as maiores incidências de chikungunya por 100 mil habitantes foram registradas nas cidades de Cajueiro da Praia (1530,0), São Raimundo Nonato (1497), Várzea Branca (940,9), Luis Correia (740,9) e Arraial (663,8).

O supervisor do programa da dengue, Antônio Manuel Araújo, chama a atenção para o papel dos municípios nas ações de combate ao Aedes que “devem, em primeiro lugar, manter o controle do mosquito através das suas equipes de combate às endemias e dos agentes comunitários em saúde, identificando e eliminando focos em todos os imóveis do município, principalmente nos bairros com maior concentração de casos”.

Outra questão a ser efetivada pelo município, ainda de acordo com o coordenador, é buscar “envolver a população, porque em cada domicílio, se as pessoas não tiverem o devido cuidado, especialmente com os depósitos das águas armazenadas, mantendo os recipientes fechados, não conseguiremos controlar esse mosquito e também com as fossas porque o mosquito se reproduz também em água suja”, disse.

Dengue

Em relação a dengue, o Estado registrou uma redução de 13,3% nos casos de dengue, em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 4.195 casos notificados em 120 municípios. 

Os municípios que apresentaram maior número de notificações da doença foram Teresina (2.010), São Raimundo Nonato (173), Pedro II (162), Floriano (161) e Oeiras (159). Na capital foram registrados três e em Piracuruca dois casos de dengue com sinais de alarme.

Já a zika foram apontadas 137 notificações em 18 municípios. Os números da microcefalia registram 10 novos casos em 2017.

Os dados foram apresentados pela Sala Estadual de Coordenação e Controle das Ações de Enfrentamento à Microcefalia, da Secretaria de Estado da Saúde.


Da redação
redacao@cidadeverde.com

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