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Ministério da Saúde: três municípios do PI não receberam repasse de combate ao Aedes


Dicar de como evitar focos do mosquito

Dos 224 municípios piauienses, apenas três deles ficaram sem receber o repasse da segunda parcela do Ministério da Saúde para ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde isso ocorreu porque não houve repasse de informações desses municípios ao Ministério dentro do prazo estabelecido.  Os municípios que não receberam foram Gilbués, Jerumenha e Parnaguá, que apenas estarão aptos a receber o repasse em 2018.

O repasse global para os municípios do Piauí nesta segunda etapa é de R$ 1.039.653,33. 

De acordo com o técnico em Saúde da Sesapi, Antônio Manoel, os gestores municipais estarão livres para decidir como aplicar o repasse do dinheiro e escolher as melhores ações locais de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e Chikungunya.  O técnico ressaltou que o dinheiro já está liberado para os municípios. 

“As ações a serem desenvolvidas ficarão a critérios dos próprios municípios diante das carências e necessidades de cada um deles. O recurso dessa segunda parcela será pequeno para cada município . Por isso, eles precisam ver as ações de maior impacto para o combate ao mosquito. A principal ação a ser desenvolvida é a de mobilização e orientação da população para eliminar os criadores do mosquito”, ressaltou o técnico em entrevista ao Jornal do Piauí, nesta segunda-feira (02). 

A Sesapi informou que, no primeiro dia útil do ano de 2017, o Ministério da Saúde repassou para cada município do Piauí 60% dos recursos no montante de R$ 1.559.479,99; destinados exclusivamente para apoiar financeiramente o enfrentamento do mosquito Aedes. O segundo repasse de 40% ocorreria após a realização dos levantamentos de índices de infestação vetorial recomendados pelo Estado durante o primeiro semestre/2017. A SESAPI orientou que cada município realizasse dois levantamentos, sendo um na primeira quinzena de março e o segundo na primeira quinzena de maio.

 “Para que os municípios se mantenham habilitados ao recebimento dos recursos no ano de 2018 é importante que todos realizem o último levantamento de índice (LIRAa e/ou LIA) recomendado pela SESAPI durante a segunda quinzena de Outubro/2017 e repassem os resultados para que possamos consolidar e repassar ao Ministério da Saúde”, ressaltou a Sesapi.

O Cidadeverde.com não conseguiu contato com as prefeituras de Gilbués e Parnaguá. A prefeita de Jerumenha, Aldara Pinto, disse que buscará informações junto a secretaria de saúde do município para entender porque o levantamento não foi enviado ao Ministério da Saúde. 

Dados

Em 2017, até 2 de setembro, foram notificados 219.040 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 84,8% em relação ao mesmo período de 2016. Os casos de febre chikungunya reduziram 34,2% no período, com o registro de 171.930 casos prováveis.

Até 2 de setembro, foram registrados 15.586 casos prováveis de zika em todo país, uma redução de 92,6% em comparação a 2016. Em relação às gestantes, foram registrados 2.105 casos prováveis, sendo 728 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial.

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