Cidadeverde.com

Homem é preso suspeito de roubar cofre com dízimo de igreja; veja flagrante

Um homem foi preso em flagrante suspeito de roubar um cofre de dízimo de uma igreja no litoral do Piauí. O caso ocorreu na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Centro do município de Luís Correia, a 346 quilômetros de Teresina.

O caso foi flagrado pelas câmeras do circuito de segurança da paróquia na manhã dessa segunda-feira (4). O homem entra na igreja por uma das portas que está aberta. Ele se dirige ao cofre e levar cerca de um minuto para arrombar o compartimento e retirar o dinheiro.

“Ele já tem passagem pela polícia por roubo, estava em condicional. Ele relatou à polícia ter levado cerca de R$ 180 reais da igreja, mas o dinheiro não estava com ele no momento da prisão”, contou o major Danilo Palhano, da Companhia Independente de Policiamento Turístico (CIPTUR).

Foto: Reprodução Google Street View

Igreja onde o furto ocorreu.

O Cidadeverde.com entrou em contato com a Secretaria da paróquia que não quis gravar entrevista. A secretaria não confirmou a quantia, tendo em vista que o arrecadado ainda não havia sido apurado.

Ainda segundo a secretaria da igreja, este é o segundo roubo registrado depois que o circuito interno de segurança foi instalado. O sistema de segurança foi implantado para coibir os furtos que são frequentes. 

Valmir Macêdo
valmirmacedo@cidadeverde.com

 

Correios da cidade de Luiz Correia é alvo mais uma vez de arrombamento

Foto: reprodução

A Polícia Federal foi acionada na noite de sábado (2), para atender ocorrência de arrombamento na agência dos Correios na cidade de Luiz Correia no litoral piauiense. 

Devido aos constantes arrombamentos a agência dos correios de Luiz Correia não trabalha mais como banco postal (dinheiro), apenas utilizada para serviços de correspondências e encomendas. Os arrombadores buscam por objetos de valor que são encaminhados para entrega pelos correios de Luiz Correia. 

Não foi informado o que levaram do local. 

com informações jornal da parnaiba/portal do catita

Ciptur apreende mais de R$ 8 mil e drogas em casa no litoral do Piauí

Foto: Divulgação PC-PI

A Companhia Independente de Policiamento Turístico (Ciptur) apreendeu mais de R$ 8 mil em dinheiro, celulares, trouxinhas de maconha e também pés da planta em uma residênica na cidade de Luís Correia, no litoral do Piauí. Segundo o tenente Mesquita Júnior, policiais estavam em uma diligência relacionada a uma tentativa de homicídio e acabaram fazendo o flagrante por tráfico de drogas. 

"A equipe estava fazendo o levantamento de uma tentativa de homicídio. Fomos até essa casa que era de uma pessoa suspeita do caso. Lá, ele demonstrou muito nervosismo e acabamos descobrimos alguns pés de maconha que estavam em um vaso, trouxinhas da droga, celulares e uma considerável quantia em dinheiro", explica tenente Mesquita Júnior. 

O suspeito- que não teve a identidade revelada- foi preso por tráfico de drogas e encaminhado para a delegacia da cidade. 

"Sobre a participação dele na tentativa de homicídio caberá à Polícia Civil", concluiu o tenente da Ciptur. 


Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

Cerca de 300 kg de óleo foram retirados de praias do Piauí; manchas chegam a 1 metro

Foto: Semar-PI

Manchas em pedras de praia de Luís Correia 02/10/2019.

O trabalho de monitoramento e de coleta de material contaminado pelas manchas de óleo continua no litoral do Piauí. Segundo a auditora fiscal ambiental, Waneska Vasconcelos, já foram retirados 300 kg de material dos 66 km de litoral.

“Foi recolhido até o momento 300kg. Nesse primeiro momento estamos coletando e armazenando. E estudando possíveis descartes para esse material”, explicou Waneska.

Foram encaminhadas ações para os municípios de Parnaíba, Ilha Grande, Cajueiro da Praia e Luís Correia com o objetivo de dar continuidade ao monitoramento e recolhimento dos resíduos. “Cada prefeitura ficou responsável pelo monitoramento das praias e vai disponibilizar equipamentos de segurança e local para receber esse material”, informou a auditora. 

Nessa terça-feira (22), auditores fiscais da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar) estiveram em Ilha Grande realizando treinamento para coleta e armazenamento adequado das substâncias oleosas.Também serão treinadas equipes designadas pelas prefeituras de Cajueiro da Praia, Parnaíba e Luís Correia.

Foto: Semar-PI

Capacitação da Semar para funcionários da prefeitura em Ilha Grande.

Relatório ambiental

De acordo com relatório de monitoramento ambiental emitido pela secretaria no dia 18 de outubro, foram encontradas manchas de óleo dispostas pontualmente nas praias piauienses, variando de 2 cm a 1 metro e 40 cm. O documento foi formulado por duas biólogas e um engenheiro químico. 

As manchas de óleo ocorrem de forma pontual e, em sua maioria, não apresentam aspecto de óleo fresco, sugerindo que já estão depositadas há certo tempo. “A situação apresentada não significa que novas manchas não possam aparecer posteriormente”, aponta o relatório. 

O óleo estava depositado em sedimentos arenosos, rochas e resíduos sólidos, como plásticos, cordas e pedaços de madeira ou preso a algas. “Ainda não foi possível dimensionar os impactos ambientais na fauna e flora marinha, pois é necessário a realização de estudos mais aprofundados”, assinala o documento.

.Foto: Tartarugas do Delta

Manchas em Luís Correia

O gerente de Fiscalização da Semar, Renato Nogueira, explica que provavelmente o óleo será usado para fabricação de material para construção. 

“Como a nossa quantidade é pequena, estamos fazendo a limpeza e aguardando a orientação do governo federal quanto ao descarte. Outros estados onde a quantidade é maior, esse material está sendo destinado para coprocessamento na indústria de cimento”, informou.

Valmir Macêdo (Com informações da Semar)
valmirmacedo@cidadeverde.com

 

Marinha faz nova limpeza na praia Peito de Moça e não registra novas manchas de óleo

Fotos: Capitania dos Portos do Piauí

A Capitania dos Portos do Piauí realiza nesta quarta-feira(23), uma nova limpeza na praia Peito de Moça, em Luís Correia (a 340 km de Teresina). A faxina acontece quase um mês depois que as algumas manchas de óleo apareceram na faixa de areia de seis praias do litoral piauiense.

Segundo a Marinha, o trabalho é "apenas um pente fino e serve como uma faxina mais apurada em pequenos pontos que ainda estavam na praia". 

Desde o dia 30 de setembro, o Piauí não registra mais manchas de óleo na faixa litorânea. Os órgãos ambientais continuam em alerta, porque como ainda há muito óleo pelo litoral nordestino, é imprevisível para onde ele possa se dirigir por causa das marés. 

Peixes-bois

A Comissão Ilha Ativa divulgou uma nota em suas redes sociais informando que não há desaparecimento de peixes-bois do estuário Timonha e Ubatuba em Cajueiro da Praia, relacionados ao vazamento de óleo. Informaram que a diminuição da frequência de avistagem neste período é natural devido à alta salinidade. 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A Comissão Ilha Ativa vem esclarecer informações a respeito das matérias publicadas sobre o desaparecimento dos peixes-bois no estuário Timonha e Ubatuba- Cajueiro da Praia/PI, relacionadas ao vazamento de óleo. A @comissaoilhaativa, os profissionais que atuam na instituição e os técnicos do Projeto Pesca Solidária, não prestaram declarações sobre isso. Nesse período do ano a diminuição da frequência de avistagem destes animais no local é natural devido a alta salinidade, como mostram as pesquisas desenvolvidas. Foi encontrado óleo associado a capim-agulha no período da última semana do mês de setembro na faixa de praia, mas esse fato não ocasionou o desaparecimento dos animais. Os bancos de alimentação foram monitorados, mas não foram registradas manchas de óleo até o momento. Para ficar melhor informado acompanhe nossas redes oficiais de comunicação. #pescasolidaria #comissaoilhaativa #peixeboi #piaui #ceara

Uma publicação compartilhada por Pesca Solidária (@pescasolidaria) em

 

A Comissão relata que foi encontrado óleo associado a capim-agulha somente na última semana de setembro na faixa de areia, mas que “esse fato não ocasionou o desaparecimento dos animais”. E acrescentou que “os bancos de alimentação foram monitorados, mas não foram registradas manchas de óleo até o momento”, destacou.

A Secretaria de Meio Ambiente (Semar) contabilizou a retirada de 100 quilos de substância oleosa de seis praias do Piauí: Pedra do Sal (Parnaíba), Peito de Moça, Arrombado, Coqueiro e Atalaia (em Luís Correira) e Praia da Lama (Cajueiro da Praia). 

 

Caroline Oliveira e Herlon Moraes
redacao@cidadeverde.com

Litoral do Piauí mantém alerta sobre manchas de óleo e prefeituras fazem limpeza

  • manchas4.jpg Semar/ Instituto Tartarugas do Delta
  • mancha23.jpg Semar/ Instituto Tartarugas do Delta
  • mancha11.jpg Semar/ Instituto Tartarugas do Delta
  • litoral4.jpg Semar/ Instituto Tartarugas do Delta
  • litoral3.jpg Semar/ Instituto Tartarugas do Delta
  • litoral2.jpg Semar/ Instituto Tartarugas do Delta
  • litoral1.jpg Semar/ Instituto Tartarugas do Delta

Equipes da Semar (Secretaria Estadual do Meio Ambiente) e as  prefeituras das cidades de Parnaíba, Luis Correia e Cajueiro da Praia fazem monitoramento e limpeza das áreas atingidas pelo derramamento de óleo nas praias do litoral. 

Um dos locais com maior dificuldade de remoção do material é na praia do Coqueiro, em Luis Correia.  

No Piauí, seis praias registraram manchas do petróleo cru e voluntários e equipes  estão trabalhando para a remoção do óleo. As praias afetadas são Pedra do Sal, Atalaia, Arrombado, Peito de Moça, Coqueiro e Cajueiro da Praia.  

Desde o aparecimento das manchas de petróleo, 11 tartarugas foram encontradas mortas, sendo que duas, após necropsia, apresentaram manchas de óleo no intestino.
Nenhuma praia do Piauí foi interditada. Há manchas isoladas e há uma semana não há novos registros de manchas.

Waneska Vasconcelos, que trabalha na fiscalização pela Semar, informou ao Cidadeverde.com que a prefeitura de Ilha Grande, mesmo sem aparecimento das manchas, fazem monitoramento.

"Estamos todos em alerta para qualquer eventualidade. As prefeituras farão a limpeza dos locais e a Semar fará o treinamento das pessoas para a retirada do material. Até agora não registramos nenhum ponto novo", disse Waneska Vasconcelos. 

Werlanne Magalhães, vice-presidente do Instituto Tartarugas do Delta, informou nesta segunda-feira (21) que não foram encontrados novos animais oleadas (com vestígios de petróleo cru) nos últimos dias. Apenas duas tartarugas foram localizadas com manchas no intestino nas praias de Barro Preto e Peito de Moça, em Luis Correia. 

"A situação continua estável. A maré leva e traz as manchas de óleos em locais isolados e vários pontos não é possível perceber as manchas", disse a vice-presidente do Instituto Tartarugas do Delta.

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Edrivandro Barros, informou que dois pontos na Pedra do Sal serão priorizados. Ele disse ainda que o prefeito Mão Santa designou uma comissão para trabalhar o monitoramento e limpeza da praia. 

"Vamos chamar também equipe da Ufpi, escoteiro e o Exército", disse Edrivandro Barros.

 

 

Flash Yala Sena
yalasena@cidadeverde.com  

Laudo confirma presença de óleo em tartarugas mortas no litoral

Fotos: Instituto Tartarugas do Delta

O Instituto Tartarugas do Delta confirmou na manhã desta quarta-feira (16) que foram encontradas a presença de óleo no intestino de tartarugas mortas no litoral do Piauí. 

De sexta-feira até ontem, 11 tartarugas marinhas da espécie verde foram encontradas encalhadas e mortas em praias piauienses.

Segundo Werlanne Magalhães, vice-presidente do Instituto Tartarugas do Delta, das cinco tartarugas localizadas ontem em condições para fazer a necropsia, duas apresentaram manchas de óleo na parte interna do corpo.

"Foram encontradas manchas de óleo no trato intestinal das tartarugas. Nossa preocupação é que no Piauí ocorre uma contaminação que não é vista a olho nu nos animais e não se sabe a proporção disso em algas e capins que são alimentos das tartarugas", disse Werlanne Magalhães. 

Segundo ela, a espécie de tartarugas verde é costeira e mais susceptível a ação humana. Os dois animais mortos com presença de óleo no intestino foram encontrados na praia de Barro Preto, em Luis Correia. 

Werlanne Magalhães ressaltou que a morte de tartarugas está dentro do previsto nos anos anteriores. "Temos uma média de 200 encalhes com mortes por ano e os principais fatores são a pesca e o lixo. Este ano é que temos um fator a mais que são as manchas de óleo", disse.

Até semana passada, 166 localidades foram atingidas em 72 municípios do Nordeste. No Piauí, seis praias, das 16 existentes apresentaram a presença do petróleo cru. 

 

Flash Yala Sena
yalasena@cidadeverde.com

Onze tartarugas são encontradas mortas em praias do litoral do Piauí

Fotos: Instituto Tartarugas do Delta
 
O Instituto Tartarugas do Delta registrou um total de onze tartarugas mortas encontradas no litoral do Piauí nos últimos cinco dias. De acordo com Werlanne Magalhães, vice-presidente do Instituto, ainda é cedo para dizer que as mortes tenham sido provocadas pelas manchas de óleo encontradas em praias do estado e de todo o Nordeste. A suspeita é que os animais possam ser vítimas da pesca ou do lixo que polui as praias. 
 
Os animais mortos foram encontrados nas praias  Pedra do Sal e na Peito de Moça, ambas em Luis Correia.  Werlanne afirma que apesar do número de onze tartarugas chamar atenção, isso seria normal no período do ano em que a maré se encontra alta. 
 
“Nesta época do ano, com os ventos fortes e a maré alta, é comum encontrarmos animais mortos. Por ano esse número pode passar de até 200 animais encontrados. Não podemos confirmar que essas mortes foram provocadas pelo óleo. Elas estavam em um estágio de decomposição muito grande. Isso indica que elas já morreram há algum tempo. Foram encontradas em praias do litoral do estado. Análises das amostras estão sendo realizadas para que possamos saber o motivo que levou à morte dos animais. É preciso esperar os laudos”, afirmou. 
 
Duas amostras de animais estão passando por análise em uma clínica para a confirmação da real causa das morte. A expectativa é que os resultados dos exames possam sair nesta quarta-feira (16). Só eles vão poder comprovar se os animais tiveram ou não contato com o óleo encontrado em algumas praias. 
 

Os animais encontrados mortos são da espécie tartaruga verde. Eles mais vulneráveis porque possuem o hábito de ficar na região costeira. 
 
“Infelizmente é uma realidade do Brasil. Geralmente a espécie é só uma, que é a tartaruga verde. É uma espécie de hábitos costeiros e fica vulnerável à ação humana. Na Praia do Coqueiro temos piscinas naturais., quando a maré está cheia os animais vão em busca de alimentação. As pessoas deixam lixo, como plástico, isso afeta os animais. Tem ainda a pesca com tarrafas. Tudo isso leva à morte dos animais”, afirma. 
 
Manchas de óleo
 
 
Dos Estados nordestinos, o Piauí é o menos atingido pelas manchas. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar) garante que não haverá interdição de praias  por conta do aparecimento de manchas de óleo.
 
Em nota, o órgão afirma que as praias estão passando por monitoramento. A secretaria também utiliza drones no trabalhe de controle do óleo. 
 
Lídia Brito
redacao@cidadeverde.com

Semar recolhe 100kg de óleo no litoral e descarta interdição das praias no Piauí

Foto: Ascom Semar

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar) garante que não haverá interdição de praias do Piauí por conta do aparecimento de manchas de óleo na costa do Nordeste. Os últimos registros são do final do mês de setembro quando cerca de 100 kg de materiais contaminados com o óleo foram recolhidos das praias, segundo informações da própria Semar. 

“Até agora, pelos registros que foram encontrados, não há nenhum indicativo de interdição, mas o monitoramento continua. As manchas que apareceram no Piauí eram pequenas e do dia 30 de setembro para cá não encontramos mais nada. Ainda assim estamos nos preparando para caso novas manchas surjam. A população pode ficar tranquila quanto a segurança das praias”, assegurou a secretária Sádia Castro.

De acordo com a Semar, o mês de outubro ainda não registrou novas manchas de óleo. A orientação é que, caso algum foco seja identificado, a informação seja repassada imediatamente para a Capitania dos Portos ou demais órgãos públicos.

“Os registros que nós temos são os registros do mês passado ainda, felizmente foram encontrados registros dia 27, 28 e 30 de setembro. De lá até aqui não foi mais encontrado nenhum novo registro mas o monitoramento continua”, explicou a secretária de Meio Ambiente.

O órgão também informou que serão utilizados drones para o monitoramento aéreo da costa e identificação de possíveis novas manchas. Auditores fiscais de Teresina também foram destacados para o escritório da Semar em Parnaíba para reforçar o monitoramento.


Mancha de óleo encontrada em praia de Luis Correia. Foto: Tartarugas do Delta

A auditora fiscal ambiental Waneska Vasconcelos, explicou que o monitoramento começou em outubro e já percorreu todas as praias de alguns municípios como Cajueiro da Praia. “Caso encontre algum registro de mancha a gente fazer o georreferenciamento e a coleta desse material”.

Nesta segunda-feira (14), a Semar se reuniu para tratar sobre o assunto com o ICMBio, Ibama e Capitania dos Portos somadas a secretarias municipais de Meio Ambiente das cidades do litoral. A secretaria do estado deverá ser a porta-voz sobre o assunto. “O objetivo é que todos os órgãos falem a mesma língua

Manchas no Piauí

Das 16 praias do litoral do Piauí, seis foram atingidas pelas manchas de óleo que estão poluindo a costa da região Nordeste. Os dados são da Marinha. Os últimos registros aconteceram no dia 30 de setembro nas praias de Atalaia, Peito de Moça e Coqueiro - ambas em Luís Correia - e Pedra do Sal em Parnaíba. O primeiro caso foi registrado no dia 28 de setembro na praia do Arrombado, e no dia seguinte em Cajueiro.

O ministro Ricardo Salles afirmou que mais de 100 toneladas de borra de petróleo já foram recolhidas nas praias do Nordeste. A região sofre com manchas de óleo, ainda de origem desconhecida, que vem afetando as praias desde o começo de setembro.

.Foto: Adema/Governo de Sergipe

Sergipe é um dos estados mais atingidos pelo óleo.

Valmir Macêdo
valmirmacedo@cidadeverde.com

Quase metade das praias do Piauí já foram atingidas por manchas de óleo

Fotos: Instituto Tartarugas do Delta

Das 16 praias do litoral do Piauí, seis já foram atingidas pelas manchas de óleo que estão poluindo a costa da região Nordeste. Os dados são da Marinha. Os últimos registros aconteceran no dia 30 de setembro nas praias de Atalaia, Peito de Moça e Coqueiro - ambas em Luís Correia - e Pedra do Sal em Parnaíba. O primeiro caso foi registrado no dia 28 de setembro na praia do Arrombado, e no dia seguinte em Cajueiro.

"A última praia atingida foi dia 30 de setembro, de lá pra cá não observamos mais praias atingidas", disse o comandante Dante Duarte, da Capitania dos Portos do Piauí.

O dado da Marinha inclui 4 praias a mais do que o boletim divulgado pelo Ibama diariamente. Segundo o órgão, as manchas só chegaram a dois locais em Luis Correia.

O comandante disse ainda que a limpeza das praias ficou a cargo do Ibama e das prefeituras. No Piauí, não há registros de animais mortos.

Nesta quarta-feira (9), durante audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que o óleo “muito provavelmente" vem da Venezuela. 

"Esse petróleo que está vindo, muito provavelmente da Venezuela, como disse o estudo da Petrobras, é um petróleo que veio por um navio estrangeiro, ao que tudo indica, navegando próximo à costa brasileira, com derramamento acidental ou não, e que nós estamos tendo enorme dificuldade de conter”, disse.

O resultado conclusivo das amostras, solicitadas pelo IBAMA e pela Capitania dos Portos, e cuja análise foi feita pela Marinha e pela Petrobras, apontou que a substância encontrada nos litorais trata-se de petróleo cru, ou seja, não se origina de nenhum derivado de óleo.
 
Investigação do Ibama com apoio dos Bombeiros do DF aponta que o petróleo que está poluindo todas as praias seja o mesmo. Contudo, a sua origem ainda não foi identificada. Em análise feita pela Petrobras, a empresa informou que o óleo encontrado não é produzido pelo Brasil. O Ibama requisitou apoio da Petrobras para atuar na limpeza de praias.

Hérlon Moraes (Com informações da Agência Brasil)
redacao@cidadeverde.com

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