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Bolsonaro: petróleo encontrado nas praias pode ter sido despejado "criminosamente"

O presidente Jair Bolsonaro disse à Agência Brasil, nesta terça (8), que as manchas de petróleo que atingem o litoral do Nordeste podem ter sido despejadas “criminosamente". As manchas, que são um tipo de petróleo cru (que não se origina de nenhum derivado de óleo), começou a ser localizado no mês de setembro e atingiu o litoral de todos os estados do Nordeste.

“É um volume que não está sendo constante. Se fosse de um navio que tivesse afundado estaria saindo ainda óleo. Parece que criminosamente algo foi despejado lá”, disse Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada, após reunião com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

No Piauí, o comandante Dante Duarte, da Capitania dos Portos, informou ao Cidadeverde.com que as primeiras manchas de óleo no Piauí foram identificadas na Praia do Arrombado no dia 27 de setembro. E, um dia após essa data, manchas já foram localizadas na Praia da Lama em Cajueiro da Praia. No dia 30 de setembro, o material foi recolhido nas praias Peito de Moça, Atalaia, Pedra do Sal e Coqueiro.

Nesta terça (08), o comandante reforçou que não houve alteração quanto a localização do material, permanecendo o número de  seis praias piauienses afetadas com a substância. 

As manchas seguem se movimentando pela costa brasileira. De acordo com Bolsonaro - em entrevista à Agência Brasil - a densidade da substância é “um pouquinho maior” que a água salgada, por isso, quando no mar, fica submersa.

O ministro Ricardo Salles também prestou esclarecimentosexplicou que o movimento do óleo tem sido de ida e volta do mar para a costa. “Nosso papel é agir rápido para retirar aquilo que está em solo”, disse o ministro. Mais de 100 toneladas de borra de petróleo já foram recolhidas, de acordo com o ministro. 

Ontem (7), após reunião de emergência sobre o assunto no Ministério da Defesa, o presidente Bolsonaro destacou que o óleo não é produzido e nem comercializado no Brasil e que há uma suspeita sobre o seu país de origem. Hoje, perguntado novamente, ele voltou a dizer que essa é uma informação reservada. “Eu não posso acusar um país e vai que não é aquele vai, eu não quero criar um problema com outros países”, disse.

Inquéritos 

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar a origem da substância. A contaminação também está sendo  monitorada por órgãos de fiscalização, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além da Capitania dos Portos com assistência do Corpo de Bombeiros. 

Bolsonaro também determinou, por meio de decreto, publicado no último sábado (5), uma investigação sobre as causas e a responsabilidade sobre o derramamento do óleo. 

A Marinha instaurou um inquérito administrativo para apurar as causas e responsabilidades do desastre

 

Carlienne Carpaso (com informações da Agência Brasil) 
carliene@cidadeverde.com

Após PF, Marinha instaura inquérito para apurar manchas de óleo

Foto: Instituto Tartarugas do Delta

A Marinha instaurou um inquérito administrativo para apurar as causas e responsabilidades do desastre ambiental envolvendo o aparecimento de manchas de óleo no litoral nordestino. Oito estados foram atingidos pelo material, compatível com petróleo cru. No Piauí, uma área de 25km foi atingida. 

Segundo a Marinha, estão sendo identificados e notificados navios-tanque que trafegaram próximo às regiões atingidas com as manchas, em período que antecede o acidente, para fins de esclarecimentos sobre supostos vazamentos de óleo. 

“Equipes de inspeção naval continuam monitorando o litoral nordestino e estão auxiliando na limpeza das praias”, disse a Marinha em nota.

Além da Marinha, a Polícia Federal também instaurou inquérito para apurar a origem da "substância de aspecto oleoso" que apareceu em diversas praias nordestinas.

O comandante Dante Duarte, da Capitania dos Portos, informou ao Cidadeverde.com que as primeiras manchas de óleo no Piauí foram identificadas na Praia do Arrombado no dia 27 de setembro. E, um dia após essa data, manchas já foram localizadas na Praia da Lama em Cajueiro da Praia. No dia 30 de setembro, o material foi recolhido nas praias Peito de Moça, Atalaia, Pedra do Sal e Coqueiro. 

Veja nota da Marinha

Sobre o aparecimento de manchas negras, compatíveis com petróleo cru, nas praias do Nordeste, a Marinha do Brasil informa, por meio do Centro de Comunicação Social da Marinha, que instaurou um Inquérito Administrativo para a apuração das causas e responsabilidades do acidente.

Dentre as ações em curso, estão sendo identificados e notificados navios-tanque que trafegaram próximo às regiões atingidas com as manchas, em período que antecede o acidente, para fins de esclarecimentos sobre supostos vazamentos de óleo.

Equipes de inspeção naval continuam monitorando o litoral nordestino e estão auxiliando na limpeza das praias.

 

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

PF entra no caso sobre as manchas de óleo, mas praias estão livres para uso

Foto: Instituto Tartarugas do Delta

A Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para apurar a origem da "substância de aspecto oleoso" que apareceu em diversas praias nordestinas, inclusive no Piauí, desde o mês de setembro. A investigação busca identificar possível crime ambiental no nordeste brasileiro. 

"A ação foi tomada tão logo surgiram as primeiras informações, na imprensa nacional, sobre o fato; bem como sobre a possibilidade da ocorrência de eventual dano ambiental de grandes proporções na região", informou a PF em nota, ressaltando que as "investigações estão concentradas na Superintendência Regional da PF no Rio Grande do Norte". 

O comandante Dante Duarte, da Capitania dos Portos, informou ao Cidadeverde.com que as primeiras manchas de óleo no Piauí foram identificadas na Praia do Arrombado no dia 27 de setembro. E, um dia após essa data, manchas já foram localizadas na Praia da Lama em Cajueiro da Praia. No dia 30 de setembro, o material foi recolhido nas praias Peito de Moça, Atalaia, Pedra do Sal e Coqueiro. 

"Foram seis os locais (até agora) que apareceram manchas de óleo. O procedimento padrão é enviar equipes de inspeção naval e de peritos para fazer o registro fotográfico e analise dos danos, além de recolher as amostras para que sejam enviadas  ao  Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira".

"Nós estamos acompanhando esse caso com bastante atenção, concentrando todos os esforços para descobrir a origem desse óleo, que ainda é desconhecida. Nas análises preliminares demonstraram que é um derivado de petróleo cru", disse o capitão.

Praias livres para uso

O novo superintendente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) no Piauí, San Martin Linhares, declarou nesta quinta (03) que mesmo com a presença do material relacionado ao petróleo cru no litoral piauiense, as praias estão liberadas para uso humano porque, até o momento, não há nenhuma restrição para que as pessoas evitem o local. 

"(Esse material) não é grave e tamanho suficientes para que possamos fazer esse tipo de recomendação. As praias estão em perfeito estado. São manchas pontuais e específicas em apenas algumas praias. Então, as praias do Piauí continuam bonitas, naturais e saudáveis como sempre foram".

"O Ibama está investigando o caso e recolhendo todo o material que está aparecendo nas praias do litoral piauiense. O alerta continua para que os órgãos fiscalizadores e de proteção ambiental possam minimizar os riscos da poluição marítima", relatou o superintendente. 



O recolhimento e a investigação sobre a origem do material também acontecem em parceria com o Corpo de Bombeiros e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). 

"Estamos recolhendo e enviando para o Ibama Nacional, pois eles possuem laboratórios e profissionais experientes e capazes para diagnosticar  a origem desse material e de onde ele veio. Não apenas o estado do Piauí, mas o Nordeste inteiro está recebendo esse tipo de material", disse Linhares. 

Linhares ressaltou que o Ibama também está trabalhando com a prevenção. "Antes que chegue algo que afete muito mais as nossas praias e o nosso bioma, estamos trabalhando para que - caso chegue em uma situação de maior dificuldade -  o Ibama esteja pronto e habito para atuar na preservação, especialmente dos peixes e animais marinhos".



 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com 

Imagem de satélite ajudará a desvendar origem de mancha de óleo no litoral do PI

Foto: Instituto Tartarugas do Delta

Uma imagem de satélite que registra suposto navio na costa pernambucana no início deste mês pode ajudar a desvendar a origem da mancha de óleo que atingiu pelo menos 109 locais de 50 municípios em oito estados nordestinos nos últimos 25 dias, incluindo o Piauí.

O grupo que analisa o caso, composto por órgãos ambientais estaduais e federais e pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco), identificou um ponto em alto mar com uma mancha ao lado. Ainda não há resultado conclusivo. A grande dificuldade é a qualidade da imagem, que foi aproximada para se analisar ponto a ponto.

Os primeiros materiais começaram a aparecer nas praias nordestinas no dia 2 de setembro em oito estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Na região, só o estado da Bahia não foi atingido.

Eduardo Elvino, diretor de controle de fontes poluidoras da CPRH (Agência Pernambucana de Meio Ambiente) que estuda o problema desde o início em parceria com a UFPE e UFRPE, diz que as imagens são distorcidas e, por isso, a análise é bastante dificultada.

"Imagine que temos quase uma cor só. Por isso, a gente está analisando pixel a pixel (ponto a ponto). Identificamos um ponto, que seria um suposto navio, e estamos trabalhando para saber a densidade desta mancha", disse.

Elvino informou que não há, até o momento, detalhes sobre a possível embarcação. Ainda não tem como precisar a distância entre o ponto que está sendo analisado e a costa pernambucana. Ele disse também, sem especificar a quantidade, que, na imagem, aparecem vários navios que serão analisados posteriormente.

Marcus Silva, professor do departamento de oceanografia da UFPE, que também trabalha no grupo de investigação do problema, declarou que, pela quantidade de óleo descartada, é preciso análise muito detalhada para saber se o material teve origem na mesma fonte.

Ele afirma, de maneira preliminar, que existe coincidência entre o tempo de saída do óleo com o período em contato com a água e posterior chegada à areia da praia.

"Mas há um volume bastante expressivo, que só fomos percebendo com o passar do tempo. Uma lavagem de um tanque de um único navio, por exemplo, não produz essa quantidade de material", afirma.

O professor diz que, no momento, ainda não é possível cravar o que realmente aconteceu. Atesta apenas que a origem é marinha e que o sistema de ventos está distribuindo o material.

Marcus Silva declara que também investiga imagens dos mapas de vento para construir um padrão de circulação superficial capaz de espalhar um grande volume de óleo, como foi identificado.

"É um quebra-cabeça. Pego o mapa de vento e a imagem de satélite para construir esse padrão. O tempo de chegada na costa vai dar um histórico para apontar há quanto tempo isso está viajando", declara.

Ao contrário do que a CPRH informou nesta quinta-feira (26), a mancha de óleo avança aproximadamente 10 centímetros em um segundo.

Relatório do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) aponta entre as praias afetadas alguns dos destinos turísticos mais famosos do Nordeste, como Pipa e Natal (RN), Carneiros, Porto de Galinhas e Boa Viagem (PE), e João Pessoa (PB).

A análise das amostras do óleo feitas pela Petrobras e pela Marinha revelou que a substância é petróleo e não é de origem brasileira.

A fauna também foi afetada. Em quatro estados, foram encontradas mortas seis tartarugas marinhas e uma ave (Bobo-pequeno). Outras duas tartarugas foram resgatadas com vida.

De acordo com a CPRH, as manchas não seguirão, necessariamente, para a Bahia e o Sudeste. A tendência é que o óleo siga para o norte do país.

Orientação

O Ibama orienta que banhistas e pescadores não entrem em contato com o óleo e que, se identificarem o material, notifiquem a prefeitura. Caso cidadãos encontrem animais com óleo, devem acionar órgãos ambientais. Esses animais não devem ser lavados e devolvidos ao mar.

Na manhã desta quarta (25), as manchas chegaram a Sergipe. A praia de Ponta dos Mangues, no município de Pacatuba, amanheceu coberta pelo material.

A área atingida fica perto da reserva biológica de Santa Isabel, na cidade litorânea de Pirambu. Essa unidade de conservação é dos principais pontos do projeto Tamar, executado pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) que atua na preservação de espécies de tartarugas-marinhas ameaçadas de extinção.

A dermatologista Alessandra Romiti, coordenadora do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, diz que o contato de banhistas e pescadores com o óleo pode causar irritações na pele e alergias.

"Os dois principais riscos para a pele são a reação alérgica, que pode gerar coceira e vermelhidão e a formação de acnes de oclusão, ou seja, acnes geradas pelo excesso de óleo na pele, similar a quando se passa produtos oleosos demais como os protetores solares."

Romiti destaca que se deve tomar cuidado com a região dos olhos, nariz e boca. Ela orienta que, em caso de contato com o material e eventual irritação na pele, deve-se procurar um dermatologista para o tratamento, que varia do uso de pomadas e sabonetes específicos à prescrição de remédios de ingestão oral.

Em nota, o Ibama corrobora a versão da dermatologista e acrescenta que o petróleo cru "pode conter compostos considerados cancerígenos"

 

Fonte: Folhapress

Manchas de óleo são encontradas na praia do Arrombado e Capitania dos Portos faz inspeção

Foto: Instituto Tartarugas do Delta

O Piauí passou a integrar oficialmente nesta sexta-feira (27), a lista de estados afetados pelas manchas de petróleo encontradas em várias praias do litoral nordestino. Material semelhante já havia sido detectado na Ilha dos Poldros, no Delta do Parnaíba, só que na cidade de Araioses, no Maranhão. As manchas no Piauí foram achadas na praia do Arrombado, em Luís Correia, por uma equipe do Instituto Tartarugas do Delta. 

“Hoje pela manhã durante o monitoramento de praia foram encontradas essas manchas. Ontem a gente fez o mesmo monitoramento e não estava ainda aqui. Como já foi registrado em Jericoacoara e na Ilha dos Poldros, a gente achava que em pouco tempo as manchas fossem vistas por aqui”, explicou Werlanne Magalhães, vice-presidente do Instituto Tartarugas do Delta.

Segundo ela, o trecho onde as manchas apareceram ainda é pequeno. “Não podemos dizer que como vai estar amanhã”, afirmou.

Werlanne Magalhães disse que o Ibama foi avisado imediatamente da situação. A Capitania dos Portos também foi informada das manchas e enviou uma equipe de inspeção naval para a região.

“Nós recebemos a informação do Ibama, e determinamos de imediato a equipe de inspeção naval pra que possa ser feito uma análise da área e recolhimento do material para que possa ser enviado ao Instituto Almirante Paulo Moreira, que é a organização militar na Marinha que tem expertise nessa área”, disse o comandante Dante Duarte, da Capitania dos Portos.

“Essas manchas estão aparecendo em todo o litoral nordestino, aqui era o último estado que ainda não tinha aparecido. Agora nós temos a confirmação da existência de óleo na praia do Arrombado”, ressaltou.

Em comunicado à imprensa, o Ibama disse que estudo feito pela Marinha e Petrobras apontou que a substância encontrada nos litorais trata-se de petróleo cru, ou seja, não se origina de nenhum derivado de óleo. A suspeita é que o petróleo que está poluindo todas as praias seja o mesmo. Contudo, a sua origem ainda não foi identificada. 

Em análise feita pela Petrobras, a empresa informou que o óleo encontrado não é produzido pelo Brasil. O Ibama requisitou apoio da empresa para atuar na limpeza de praias. Nos próximos dias, a empresa irá disponibilizar um contingente de cerca de 100 pessoas.

Ainda de acordo com o Ibama, até o momento não há evidências de contaminação de peixes e crustáceos. O alerta é para que banhistas e pescadores evitem contato com o material. 

O Instituto orienta que, caso alguém encontre animal com óleo, sejam acionados imediatamente os órgãos ambientais para adotar as providências necessárias. O animal não deve ser lavado nem devolvido ao mar antes da avaliação de veterinário.

Mais de 40 municípios distribuídos nos 9 estados da região nordeste do país foram afetados.

Veja nota da Marinha na íntegra:

A Marinha do Brasil por intermédio da Capitania dos Portos do Piauí (CPPI), Organização Militar subordinada ao Comando do 4º Distrito Naval participa que tomou conhecimento, às 12h, por intermédio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) do Piauí, do aparecimento de manchas de óleo nas proximidades da praia do Arrombado, município de Luís Correia, PI.

Tempestivamente foi enviada uma equipe de Inspeção Naval desta CPPI, composta de peritos que analisaram a área afetada, realizaram registro fotográfico e colheram amostras do material que serão encaminhadas para o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira - IEAPM, localizado em Arraial do Cabo-RJ, organização Militar da Marinha do Brasil, com expertise nesta área de conhecimento. Após o resultado da análise será possível descobrir qual a origem destas manchas de óleo, que já vem aparecendo em todo o litoral nordestino.

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

Pai suspeito de abusar filha está foragido há seis dias

Foto: Reprodução/Polícia Civil-PI

O pai suspeito de engravidar a filha de 11 anos no município de Luís Correia permanece foragido. José Elton da Costa do Nascimento, 30 anos, está foragido desde a última quinta-feira (28), quando sua prisão foi decretada.

A polícia pede ajuda da população para localizar o suspeito. Informações podem ser passadas confidencialmente pelo número 190.

Fotos de um homem em uma bicicleta, na entrada do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda), divulgadas no dia 29, seriam de José Elton. Ele teria ido visitar a filha. Após a denúncia, o Conselho Tutelar solicitou que a menina fosse impedida de ser visitada.

A menina está internada no Hospital Dirceu Arcoverde, em Parnaíba, onde deu entrada no dia 12 de agosto e deu a luz após uma cesária. A mãe o bebê continuam internados. Caso a menina receba alta, o conselho adiantou que planeja o acolhimento em uma casa de apoio em Parnaíba. 

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Luís Correia, sob coordenação do delegado João José Pereira Filho, o  'JJ', que assumiu interinamente o distrito policial.

Valmir Macêdo
valmirmacedo@cidadeverde.com

Funcionário de pousada morre após colidir com picape em rodovia do litoral

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um motociclista de 24 anos, identificado como Francisco Wellington do Nascimento Silva, morreu após colidir com uma picape L200 na PI-116, em Luís Correia. O acidente ocorreu por volta das 19h desse domingo (1).

Segundo o major Danilo Palhano, da Companhia Independente de Policiamento Turístico (Ciptur), Francisco Wellington morreu no local e o motorista da picape fugiu do local. “O condutor da L200 se evadiu do local. O advogado dele ficou de apresentar ele a polícia”, informou.

O acidente interrompeu parte do fluxo da da pista por algumas horas. Francisco era funcionário de uma pousada da região, que emitiu nota lamentando a morte do colaborador.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

...LUTO...

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O corpo foi recolhido pelo Instituto de Medicina Legal (IML). As causas do acidente ainda são investigadas.

Valmir Macêdo
valmirmacedo@cidadeverde.com

Menina de 11 anos grávida por abuso deve ir para casa de apoio

Foto: Paulo Barros/CCom

Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda), em Parnaíba, onde menina e bebê estão internados.

Deverá ser encaminhada a uma casa de acolhimento a menina de 11 anos grávida por abuso. O pai é o principal suspeito do crime e a menina já tem histórico de abandono, segundo o Conselho Tutelar de Luís Correia, onde o caso foi registrado.

De acordo com a coordenadora do Conselho Tutelar de Luís Correia, Vanessa Damasceno, como a menina morava com o pai e a madrasta, ela poderá ser amparada por algum centro de apoio. “Ela pode ir para uma casa de acolhimento”, explicou. 

A conselheira relatou ainda que a mãe biológica da menina, que reside em Ilha Grande de Santa Isabel, acompanhou a filha na internação no hospital e também está gestante de seis meses. Segundo a conselheira, a mãe se diz impossibilitada de cuidar da menina.

“A criança tanto em sala de aula como nas atividades extraclasse sempre mostrou-se recatada e tímida. Por ser novata, não tínhamos conhecimento e nem convívio com a família da mesma. Nesse período quem a trazia e pegava era o pai. Com o passar dos dias, os professores e funcionários foram percebendo que a atenção era fora do comum.  No início de agosto, ao retornarmos, foi percebido a mudança corporal”, informou a diretora da escola em um vídeo enviado à TV Cidade Verde.

Estado de saúde

A criança e o bebê continuam internados em estado estável no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda), em Parnaíba. O bebê é prematuro e está na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). 

A coordenadora do Conselho Tutelar de Luís Correia  informou que a criança recém-nascida está estável ganhando peso. “Estamos acompanhando de perto desde que recebemos a denúncia, por parte da escola. Primeiramente conversamos com o pai da criança, que até então ainda era o responsável por ela, que iríamos levá-la para alguns exames no Heda. Fizemos com que ele não desconfiasse. Lá foi confirmada a gravidez de seis meses”, relatou Vanessa.

Os exames na menina detectaram que a gestação era de risco e ela estava com pouco líquido. Ela foi submetida a uma cesariana para dar a luz ao bebê prematuro.

O acompanhamento da menina por parte do conselho iniciou há duas semanas. “Quando entramos em contato com ela, o que ficou aparente é que a barriga dela estava um pouco grande, mas nada que tivéssemos certeza da gravidez, por isso a necessidade dos exames”, explicou Vanessa. 

Prisão preventiva

Até o momento, o pai da menina - suspeito do abuso sexual e principal alvo das denúncias - ainda não foi preso preventivamente. O caso é investigado pela Delegacia de Luís Correia e aguarda um parecer do Judiciário para encaminhar as medidas cautelares.

Visita do pai

O Conselho Tutelar solicitou ao Heda que reforce o monitoramento das visitas à menina. Denúncias alertaram que o pai, principal suspeito do abuso, teria ido visitar a filha na enfermaria. 

Furto no conselho

Cinco conselheiros tutelares acompanham o caso em regime de plantão. A coordenadora lamentou que durante o processo de acompanhamento da menina o Conselho chegou a ser roubado, de onde foi levado um dos veículos. “Invadiram a sede e roubaram nossa moto”, lamentou a coordenadora.

 

Valmir Macêdo
valmirmacedo@cidadeverde.com

Suspeito de abusar filha teria ido a hospital onde ela está internada

Foto: Polícia Civil - Luís Correia

Atualizada às 13h21

Fotos de um homem em uma bicicleta, na entrada do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda), divulgadas nesta sexta-feira(30), seriam do pai da menina, segundo a polícia de Luís Correia. A garota de 11 anos está internada, se recuperando de um procedimento cirúrgico. O Conselho Tutelar solicitou à unidade de saúde, que a menina não seja visitada por familiares. A medida se deu após denúncias de que o pai estaria tentando encontrá-la no hospital. 

Ele foi identificado como José Elton da Costa do nascimento, 30 anos, que é considerado foragido depois que teve a prisão decretada nesta quinta-feira(29). A polícia de Luís Correia esteve na casa dele duas vezes, mas o suspeito não foi localizado. Ele é o principal suspeito de ter abusado a filha.

MATÉRIA ORIGINAL

A Polícia Civil de Luís Correia, litoral do Piauí, trabalha para realizar a prisão preventiva do pai, que é principal suspeito de abusar e engravidar a filha de 11 anos. A menina deu à luz após uma intervenção cirúrgica.

O homem, encontra-se foragido desde esta quinta-feira (29), quando a prisão foi decretada por um juiz da comarca de Luís Correia. “Ficamos sabendo que ele estaria em casa, mas uma equipe foi até o local e não o encontrou. Estamos com equipes, incluindo policiais militares. Ele está por aqui. Vamos localizá-lo”, informou o delegado João José Pereira Filho, o  'JJ',  que assumiu interinamente a DP de Luís Correia.

O inquérito corre em secreto em justiça. 

Segundo o conselho tutelar, o estado de saúde da menina continua estável. “Graças a Deus ela está bem, está se recuperando de uma gripe mas está bem. O bebê está na UTI neonatal”, repassou a conselheira de plantão, Patrícia Elias.

Caso a menina receba alta, o conselho adianta que planeja o acolhimento em uma casa de apoio em Parnaíba

 

Valmir Macêdo
valmirmacedo@cidadeverde.com

Menina de 11 anos dá à luz após engravidar de estupro; pai é suspeito

Foto: Google Street View

Um pai é suspeito de ter engravidado a filha de 11 anos em Luís Correia,a  348 Km de Teresina. A criança está internada no Hospital Dirceu Arcoverde, em Parnaíba, onde deu entrada no dia 12 de agosto e deu a luz a uma menina. As duas continuam internadas.

O caso é investigado pela Delegacia de Luís Correia, delegado João José Pereira Filho, o  'JJ', assume interinamente a delegacia

“Há suspeitas por parte de professores, do colégio, do conselho, de assédio por parte do pai. Há uma história bastante similar de que a mesma (criança) vivia uma situação de assédio. Isso de certa forma, aumenta a ligação contra o pai da criança”, explica o delegado JJ

A Polícia Civil deve emitir mandado de prisão preventiva do pai da menina. “As investigações estão conclusas. Hoje mesmo vou trabalhar no sentido de relatar e tomar as providências de natureza cautelar que o caso requer que tomando as providência de natureza cautelar”, concluiu.

A menina vivia com o pai e a madrasta em Luís Correia. De acordo com a polícia o pai fazia tratamento contra dependência química.

O Hospital de Parnaíba informou que o bebê nasceu prematuro e é acompanhado na ala de obstetrícia. A adolescente também está internada para ficar em observação, já que teve uma gestação de risco.

"Tanto a mãe como o bebê passam bem", informou assessoria do hospital. 

O Conselho Tutelar de Parnaíba e o serviço social do hospital acompanham o caso.   

 

Valmir Macêdo
valmirmacedo@cidadeverde.com

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