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O furto de cabos elétricos e seus prejuízos

Crédito: Markus Winkler

O furto de fios e cabos elétricos tem sido uma prática recorrente em vários estados do Brasil.  Em Brasília, por exemplo, foram 444 ocorrências somente no ano de 2021, quase o dobro do número de 2020 que registrou 229 ocorrências.  A distribuidora de energia de Brasília afirma ter tido um prejuízo em 2021 de R$ 3,6 milhões por conta destes furtos. No Rio Grande do Norte a situação não é diferente. O furto de cabos da rede elétrica aumentou 500% em um ano. Em 2021, foram 1228 interrupções no fornecimento de energia elétrica provocadas por furto de cabos da rede elétrica. De 1 de janeiro a 28 de junho de 2022 foram 1844 ocorrências causadas pelo mesmo motivo. O Piauí também tem números significativos quando o assunto é furto de fios e cabos elétricos. Só em 2021 foram registradas 1333 ocorrências em todo o estado. Os dados foram divulgados pela Equatorial Piauí e apontam que as principais ocorrências foram nas cidades de Parnaíba, Picos, Luís Correia e Barras. Teresina está no topo do ranking com 55% dos registros de furtos de cabos. 

Os alvos principais são os fios e cabos de postes, semáforos ou rede subterrânea de distribuição. A motivação principal para a execução da ilicitude é o alto valor agregado do principal componente dos fios e cabos: o cobre. Geralmente, aquele que furta os cabos queima o mesmo para eliminar a borracha de revestimento, ficando assim apenas com o cobre, o qual pode ser comercializado no mercado paralelo por valores que variam entre R$ 20,00 e R$ 30,00 o Kg. Tal prática traz para a concessionária prejuízos milionários. Isso sem falar que é necessário deslocar equipes de operação e manutenção que poderiam estar atuando em outras atividades.  Mas os prejuízos vão além do financeiro. A pessoa que pratica o furto pode pagar com a própria vida, uma vez que, estando a instalação completamente energizada, um manuseio equivocado pode provocar um choque elétrico que pode levar ao óbito do praticante do furto. No limite, o furto de cabos pode ocasionar o desligamento de várias instalações tais como escolas, hospitais, a construção civil e outros. Alguns desses desligamentos traz apenas perdas financeiras, outros pode trazer perdas de vidas.

 

Consumo de energia para produzir criptomoedas

Crédito: Karolina Grabowska 

Bitcoin, Ethereum, Dogecoin, Binance, Ravencoin, Cardano, Litecoin. Enquanto investidores comemoram a disparada das criptomoedas, um outro tema está sob os holofotes: o alto consumo de energia no processo de mineração das moedas digitais. Para se criarem novas unidades é necessário que os supercomputadores dos chamados ‘mineradores’ fiquem ligados 24 horas por dia. A finalidade é resolver enigmas matemáticos na maior velocidade possível. Conforme os enigmas são completados, as operações feitas na rede do bitcoin são aprovadas e assim criam-se moedas virtuais.

Mas conforme a rede aumenta e consequentemente o bitcoin aumenta seu valor, mais complexos vão ficando esses enigmas, exigindo máquinas com um maior poder de processamento. Só que a consequência disso é o aumento do consumo de energia elétrica. Segundo um levantamento feito pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, hoje, o bitcoin consome mais energia do que toda a Argentina. Segundo os pesquisadores, a mineração da criptomoeda consome cerca de 130,9 terawatt-horas por ano. Enquanto a Argentina consome 125 terawatt-horas por ano. Para se ter uma ideia, um terawatt equivale a 1 bilhão de kilowatts.

Mas a questão é que esse consumo de energia durante a mineração das moedas tende a aumentar, já que a expectativa não é apenas que os preços do bitcoin aumentem ao longo dos próximos anos, mas também que cada vez aumente mais o número de criptomoedas em circulação.

Fonte: Investe News.

Como pagar menos na conta de energia no B-R-O-Bró

Crédito:Pixabay

Setembro chegou e com ele o período mais quente do ano. No Piauí esse período é conhecido como B-R-O-Bró, o qual se estende até dezembro, sendo caracterizado por temperaturas médias em torno dos 38ºC, além de baixíssima umidade relativa do ar. Para amenizar estas elevadas temperaturas muitas pessoas acabam usando com maior frequência o sistema de ar-condicionado, a geladeira e o freezer, fazendo com que a conta de energia elétrica aumente significativamente. Para evitar o aumento de gasto com energia elétrica, este blog dá dicas de boas práticas de uso eficiente de equipamentos elétricos.

Geladeira e freezer

O "abre e fecha" da porta do aparelho aumenta o consumo de energia. Se o alimento ainda está quente, evite colocar no interior destes equipamentos, pois o mesmo pode sobrecarregar o refrigerador. A borracha de vedação da porta da geladeira/freezer precisa ser checada a cada seis meses e trocada quando necessário. A borracha folgada permite que o ar quente entre no aparelho, exigindo mais energia para resfriar os alimentos. Para saber se a vedação está em bom estado, feche uma folha de papel entre a porta e a geladeira. Tente retirar a folha, se sair com facilidade, está na hora de trocar a borracha. Repita o processo ao longo de todo o prolongamento da borracha.

Ventiladores e ar-condicionado

Todo equipamento que produz frio ou calor consome bastante energia elétrica. O ar-condicionado está inserido nessa modalidade. Dê preferência para equipamentos com selo Procel categoria A, pois estes são os mais eficientes. Se possível escolha ar-condicionado do tipo Enviando..., o qual em geral consome 30% menos energia do que o Split. O selo Procel vale também para os ventiladores. Outra dica é fechar cortinas e persianas durante o uso do ar-condicionado, porque a entrada de luz faz com que o local fique mais quente.

Centro de Tecnologia recebe carreta de capacitação em energia solar

Crédito: divulgação

A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) traz para Teresina a maior Carreta de capacitação em energias renováveis do Brasil. A Carreta ficará em exibição, no período de 12 a 15 de setembro, no estacionamento do Centro de Tecnologia da UFPI. Os visitantes terão a oportunidade de vivenciar uma experiência imersiva com foco nas tecnologias e oportunidades. O projeto tem como objetivos estimular a geração própria de energia; levar capacitação em energia renovável para todo o Brasil; dar visibilidade às empresas e suas soluções tecnológicas e de prestação de serviços e chamar a atenção para a importância do uso de fontes limpas e renováveis de produção de energia.

O Road Show ABGD é uma iniciativa pioneira da Associação Brasileira de Geração Distribuída. O projeto, premiado no Brasil e no exterior, está estruturado em uma carreta, que percorre os quatro cantos do país para levar conhecimento e capacitação em energias renováveis. No primeiro ciclo (2021-2022) o Road Show rodou 30 mil quilômetros, visitou mais de 60 municípios e capacitou cerca de 3 mil alunos.


O Road Show tem dois cursos técnicos: Módulo Introdutório (3 turmas) e Módulo Integrador (4 turmas). Para participar, o(a) interessado(a) deve fazer o cadastro e, em seguida, a inscrição gratuita na plataforma Sympla. Depois disso, basta levar, no dia do seu curso, 1kg de alimento não perecível! Quem vai fazer o módulo Introdutório não é exigido nenhum conhecimento prévio. Já para quem vai fazer o módulo integrador deve ter conhecimento sobre a área, pois serão abordadas questões técnicas. 
Link para inscrição: https://www.sympla.com.br/evento/teresina-pi-roadshow-2022/1688627

Feira de Energias Renováveis acontece em Teresina

Crédito: divulgação do Sinergia

Teresina receberá nos dias 05 e 06 de setembro, na Federação das Indústrias do Estado do Piauí (FIEPI), o evento Sinergia Piauí, a primeira feira e conferência focada 100% em fontes limpas e renováveis.  O Sinergia Piauí então vem para conectar profissionais dos mais diversos setores, num intercâmbio de informações, ideias e experiências voltadas à produção renovável do estado nordestino. Seu principal objetivo, segundo a organização, é se tornar o principal evento do setor de energias renováveis no Nordeste Brasileiro.

O evento contará com três auditórios com palestras de interesse, assim como 50 estandes de exposição. Tudo para que fabricantes nacionais e internacionais do setor apresentem amplas gamas de produtos, serviços e soluções para geração de energia solar, biomassa e eólica. A ideia, segundo a organização, é propiciar o networking entre os participantes, de modo que os mesmos tenham acesso a modelos de negócios e soluções na utilização e geração de energia renovável.

Na ocasião também serão debatidos a inovação dos sistemas de energia para as novas tecnologias de gestão e armazenamento. Assim como políticas de regulação, distribuição e estímulos a novos projetos. Para se inscrever no Sinergia Piauí é necessário acessar o site do evento através do link https://www.sinergiapiaui.com.br/. 

Fonte: organização do Sinergia.

Piauí terá a maior usina solar flutuante do Brasil

Crédito: EDP Renováveis.

O reservatório da Usina Hidrelétrica de Boa Esperança, localizado no município de Guadalupe (351 km de Teresina) será palco da maior usina solar flutuante do Brasil. O Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento, aprovado em uma chamada pública da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), será coordenado por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Piauí e da Universidade Federal do Ceará. As primeiras atividades tiveram início neste mês de agosto e devem prosseguir até 2025. Ao final do primeiro ano a usina, cuja potência é de 1,5 MW, já deve entrar em operação com aproximadamente 4 mil placas de energia solar flutuando no leito do Rio Parnaíba. Será, literalmente um divisor de águas para a história da energia elétrica do nosso estado.

Serão realizadas análises da qualidade e da eficiência da geração da energia em comparação com as usinas em solo. Também serão comparados com os resultados de outro empreendimento flutuante da chesf localizado em Sobradinho. Condições não ideais de operação também serão estudadas. Durante a etapa de construção da usina, a estrutura dos flutuadores requer atenção especial. Serão instaladas placas de energia solar de diferentes configurações. Um programa de manutenção, o qual conta com treinamentos e inspeções com drone integrado com câmera térmica, também está previsto para ser executado.

A energia gerada pela usina solar flutuante será complementar à energia já gerada pela hidrelétrica. Um dos aspectos positivos é que além de não ser necessária a ocupação do solo (o que muitas vezes implica em degradação do mesmo) a evapotranspiração do reservatório será reduzida. Adicionalmente, o projeto tem também caráter social, econômico, ambiental, tecnológico e turístico. A fase atual conta com estudos de impacto ambiental, de limnologia e batimetria do reservatório. Depois da chegada da energia elétrica e da instalação de parques eólicos e solares, a usina solar flutuante da de Boa Esperança deve ser o marco histórico mais importante do Piauí no que se refere à energia.

 

Férias

Este colunista está em férias. Retornaremos no dia 29/08/2022.

Acidentes elétricos provocados por pipas

Crédito: Jonh
O mês de julho além de ser marcado pelas férias escolares também traz ventos de maiores intensidades. Estas condições são extremante favoráveis para a prática de soltar pipas, muito comum em várias partes do Brasil. Tal prática inspira cuidado, já que as pipas podem enroscar na rede elétrica se não forem empinadas em locais mais abertos, sem fios próximos, como parques. Empinar pipa é uma atividade saudável e ainda muito presente entre as nossas crianças e também entre os adultos, mas os devidos cuidados precisam ser observados. O ideal é analisar o local antes de brincar, identificando, por exemplo, se há cabos de energia próximos, nos quais a pipa pode tocar. Há riscos de contato entre dois cabos de potenciais diferentes, ocasionando um curto-circuito e ainda choque elétrico.
 
Ocorrências envolvendo pipas afetaram o fornecimento de energia elétrica de 114 mil pessoas no Ceará entre janeiro e junho de 2022, segundo estimativa da Enel Distribuição no estado. Em Mato Grosso do Sul, de janeiro a junho deste ano, já foram registradas 119 ocorrências e cerca de 78.095 clientes tiveram o fornecimento de energia interrompido. Em todo o estado de Goiás já foram 270 ocorrências de interrupções do serviço entre janeiro e junho deste ano, o que prejudicou 45 mil pessoas. Confira algumas dicas básicas da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) para uma brincadeira com pipas mais segura: 
 
1. Empine pipas longe de rede elétrica, em locais onde não exista nenhum tipo de cabo de energia;
2. Dê preferência a espaços abertos como praças, parques e campos de futebol para usar o brinquedo;
3. Evite também soltar pipas em canteiros centrais de ruas, avenidas ou rodovias, locais onde existe fluxo de veículos;
4. Evite também as “rabiolas”, pois elas enroscam nos fios elétricos, desligando o sistema, podendo provocar choques elétricos, muitas vezes fatais;
5. Não utilizar papel alumínio na confecção da pipa, pois é perigoso, este material pode provocar curtos-circuitos;
6. Caso a pipa enrosque nos fios, não tente soltá-la. O melhor a fazer é desistir do brinquedo;
7. Nunca tente resgatar ou remover uma pipa com canos, bambus, ou laçar o brinquedo na rede elétrica com uso de linhas. Essas atitudes podem representar sério risco à vida;
8. Não solte pipas em dias de chuva, com incidência de descargas atmosféricas (raios). Ela funciona como para-raios, conduzindo energia;

UFPI promove campanha pelo uso consciente de energia elétrica

Crédito: SCS - UFPI

A Universidade Federal do Piauí lançou na semana passada a campanha “UFPI, Consumo Consciente: Acenda essa ideia!”, que consiste na divulgação de materiais educativos no site, redes sociais e espaços da Instituição para o uso sustentável da energia elétrica. A proposta é engajar toda a comunidade acadêmica a mudar rotinas e ter novos hábitos para evitar o desperdício de energia elétrica. A campanha é desenvolvida pela Superintendência de Comunicação (SCS/UFPI), em parceria com a Comissão Interna de Conservação de Energia (CICE/UFPI), Pró-Reitorias de Planejamento (PROPLAN) e Administração (PRAD) e a Prefeitura Universitária (PREUNI).

A Presidente da CICE, Cristiana Leite, explica que a campanha irá focar no redesenho de hábitos, na adoção também nos ambientes da Universidade de preocupações simples que muitas vezes já se tem em casa. "Não se trata de racionamento, mas sim de garantir boa produtividade nas atividades da UFPI, com menor consumo elétrico", explica a presidente. A CICE foi criada em 2016 por um grupo de professores do Departamento de Engenharia Elétrica e realiza atividades, como análises da tarifação de energia, da redução de reativos, levantamentos de dados de iluminação e refrigeração. Além disso, há o desenvolvimento e acompanhamento de projetos na instituição, como a instalação dos painéis solares do Departamento de Engenharia Elétrica. A intenção é que a parceria com os outros setores da UFPI seja cada vez mais intensificada.

O Pró-Reitor da PROPLAN, Luís Carlos Sales, enfatiza que a campanha chama a comunidade para adoção permanente de rotinas mais sustentáveis no uso da energia. Para ele, economizar energia deve fazer parte do cotidiano de cada cidadão e, portanto, deve ser incorporado na cultura coletiva. "O uso racional e consciente de energia é uma prática que precisa de muitos seguidores, tanto em momentos de crise como de abundância financeira. Devemos acender esta ideia e desligar tudo que for desnecessário", argumenta o Pró-reitor. A PREUNI também tem tomado providências para contribuir com uso racional de energia elétrica. As lâmpadas incadescentes e fluorescentes estão sendo gradualmente substituídas por lâmpadas de LED, modelo que além de economizar de 50% a 80% em relação aos tradicionais, também implica menor emissão de carbono. Em toda a Universidade, à medida que surgem demandas, ocorre a substituição pelos modelos mais econômicos.

Algumas orientações presentes na campanha versam sobre a importância de desligar equipamentos quando não estiverem em uso e aproveitar ao máximo a iluminação natural. Para ilustrar, é dado o exemplo dos monitores: eles economizam cerca de 70% de energia quando estão desligados. Além disso, a temperatura ideal dos aparelhos de ar condicionado é de 24°C, tanto para o bom funcionamento do eletrodoméstico, quanto para evitar gastos excessivos com a energia. A CICE organizará reuniões com centros e coordenações para orientação dos alunos, funcionários e servidores no uso da energia nos espaços comuns. 

Fonte: SCS - UFPI

 

Nordeste tem novo recorde de geração eólica e solar

Crédito: acervo do colunista

A energia eólica no Nordeste bateu novo recorde de geração instantânea (pico de geração), informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Em 8 de julho, as turbinas eólicas produziram 14.167 megawatts (MW), o equivalente a 123,2% da demanda na região. Esse montante é suficiente para suprir o consumo de energia de todo o Nordeste por um minuto, sobrando 23,2%. Por um minuto naquele dia, a região tornou-se exportadora de energia eólica para o restante do país.

Os dados ainda estão em fase de validação pela ONS. Além do recorde eólico, o Nordeste atingiu o recorde de geração instantânea de energia solar. Às 10h28 da última terça-feira (12), a região produziu 2.963 MW solares. Isso equivale a 27,5% da demanda de todo o subsistema Nordeste naquele minuto.

Tradicionalmente, o mês de julho no Nordeste é conhecido como safra dos ventos, com os mais fortes no litoral da região impulsionando a produção de energia eólica. Esse foi o primeiro recorde de geração instantânea de energia eólica registrado em 2022. A ONS não descarta a possibilidade de que outros recordes sejam alcançados nas próximas semanas.

Segundo a versão mais recente do Boletim Mensal de Energia, do Ministério de Minas e Energia, a participação da energia eólica na matriz energética deverá aumentar de 10,6% em 2021 para 11,9% em 2022. A participação da energia solar deverá subir de 2,5% para 3,9% na mesma comparação.

Fonte: Agência Brasil

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