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Diversidade

Oficina sobre "Novo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil" acontece nesta sexta(10)

O Grupo Matizes em parceria com a plataforma OSC Legal realizaram nesta sexta(10/05), das 9h às 17gh,  Roda de Conversa abordando “Marco Regulatório da Organizações da Sociedade Civil e Promoção da Saúde”. O Facilitador será Lucas Seara, mestre em Desenvolvimento e Gestão Socia, consultor com  experiências em organizações sociais, em organismos internacionais (PNUD, UNESCO e OPAS/OMS).  A ação acontecerá no auditório do SINDJUS.

A Coordenadora do Matizes, Marinalva Santana, ressalta a importância do evento para os movimentos sociais  fortalecerem seu empoderamento sociopolítico, jurídico, econômico bem como tecer laços de solidariedade frente a   atual conjuntura de  ataques aos direitos socialmente conquistados e positivados na Constituição Federal.

Entre os conteúdos abordados na atividade estarão: Captação de recursos, Prestação de Contas, Gestão Social, Seleção   Pública de Projetos, Questões Tributárias, Regimes de Parcerias, Novos marcos regulatórios entre Administração Pública e Organizações da Sociedade Civil.

Os participantes da Roda de Conversa receberão certificados.  10 organizações selecionadas  terão   apoio jurídico  para formalização ou atualização.

Por Herbert Medeiros

Vozes femininas plurais participarão de roda de conversa sobre os sentidos contemporâneo da abolição do 13 de maio

No próximo dia 13/05 vozes femininas irão ecoar dentro do campus da Universidade Federal do Piauí: Que bloco é esse/Eu quero saber/É o mundo negro que viemos mostrar pra você. Através  da  roda de conversa ‘Que buraco negro é esse: reflexões sobre 13 de maio’, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação, Gênero e Cidadania/NEPEGECI  e Observatório das Juventudes e Violência na Escola (OBJUVE) colocarão em foco a temática a partir da polifonia discursiva dos sujeitos femininos.

De acordo com a Profª Drª Shara Jane, do Centro de Ciência da Educação/UFPI, a ação visa problematizar o conceito de abolição na realidade contemporânea a partir do contexto dos feminismos. Shara destaca ainda que palestrantes apresentam perfis diferenciados: uma é da área jurídica, outra do campo educacional e uma representante/ativista da comunidade urbana de Teresina.  

Debatedoras narrarão sua história de lutas, os cenários pessoais e profissionais envolvendo as mulheres.  Profa Drª Maria Sueli Rodrigues de Sousa  é graduada em Direito, vinculada à luta pelos Direitos Humanos, docente da UFPI com mestrado em Desenvolvimento e  Meio Ambiente e doutorado em Direitos, Estado e Constituição; A ativista Social Maria Lucia Oliveira (Boa Esperança); Profa Drª Valdenia Sampaio realiza estudo sobre mulheres Trans no contexto educacional.  

A atividade acontecerá na Praça da Corujá/CCE a partir das 15h.

 

Por Herbert Medeiros

Matizes promove oficina no Centro de Educação Masculina sobre Saúde e Prevenção

O grupo Matizes realizou nesta segunda-feira (15)  mais uma ação do Projeto ‘Liberdade é Lilás” no Centro de Educação Masculino(CEM).  A atividade é resultado da parceria com coordenação  do CEM e apoio dos profissionais da instituição. 

A educadora e Assistente Social Thamara Vilanova tematizou com os jovens  sobre “Saúde e Prevenção”. A partir de uma abordagem lúdica e interativa, os participantes compartilharam dúvidas e questionamentos sobre tema.

No primeiro momento, a facilitadora possibilitou uma dinâmica de apresentação para promover mais descontração e envolvimento do público.  Em seguida, os jovens formaram grupos para fazer representações imagéticas  sobre sexualidade e prevenção.

Vilanova apresentou noções sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis e ressaltou necessidade  do cuidado de si e também do cuidado com o outro na vida amorosa-sexual.  Ainda destacou a importância de respeitar a diversidade sexual   bem como   cada um compreender  seu corpo e as expressões das emoções.

O representante do Matizes, Herbert Medeiros, acompanhou a atividade e destacou que a oficina foi  um momento   para socializar informações sobre saúde e sexualidade mas também  conscientizar o público para efetivar  de forma ética  os conhecimentos compartilhados com as situações  vividas.

Projeto Liberdade é Lilás

O projeto é executado pelo Matizes, com apoio do Tribunal de Justiça do Piauí e em parceria com Defensoria Pública Estadual. O público-alvo das ações são mulheres privadas de liberdade (especialmente presas provisórias) que se encontram na Penitenciária Feminina de Teresina.

Entre objetivos  do projeto estão: oficinas, reduzir  o encarceramento feminino e assegurar que as beneficiárias tenham seus processos julgados em prazo razoável.

Matizes realiza oficina na Penitenciária Feminina: "Contando e Colhendo Histórias"

O Grupo Matizes realizou hoje (12) a oficina "Contando e colhendo histórias", na Penitenciária Feminina de Teresina, tendo como público-alvo mulheres privadas de liberdade recolhidas naquele estabelecimento prisional. A escritora Marleide Lins e a atriz Carla Senna foram as facilitadoras da oficina.

A atividade é mais uma ação do Projeto "A liberdade é lilás", executado pelo Grupo Matizes, com o apoio do Tribunal de Justiça do Piauí e parceria da Defensoria Pública Estdual.

Através de técnicas de contação de histórias e exercício para iniciação de narrativas escritas (conto), as facilitadoras estimularam as participantes a também rememorarem suas histórias de vida e, ao final, registrarem por escrito alguma situação que marcou a vivência delas.

Para Marleide Lins, “a arte, especialmente, a Literatura, possibilita o desenvolvimento de modos de subjetivação, importantes para quem vive em um espaço de privação de liberdade. Ouvir relatos, contar e escrever a suas próprias histórias, na condição de encarceradas, de certa forma, representa um ganho de oxigênio, de gás para sobreviver. A experiência foi gratificante e inesquecível. Parabenizo o Grupo Matizes pelo olhar sempre justo e ativo em relação aos direitos humanos”.

As participantes da oficina mostraram bastante entusiasmo  com os resultados da oficina. "eu gostei muito dessa oficina, porque ela nos ajudou a perceber que nós podemos ser ressocializadas, que a gente tem jeito", disse Samara - uma das participantes.

SOBRE O PROJETO A LIBERDADE É LILÁS

O projeto “A liberdade é lilás" é executado pelo Grupo Matizes, com apoio do Tribunal de Justiça do Piauí e em parceria com a Defensoria Pública Estadual. O público-alvo das ações do projeto são as mulheres privadas de liberdade (especialmente as presas provisórias),  que se encontram recolhidas na Penitenciária Feminina de Teresina.

Além da realização de oficinas, o projeto também busca reduzir o encarceramento feminino, bem como assegurar que as beneficiárias tenham seus processos julgados em um prazo razoável.

Organizações sociais se mobilizam para solicitar revogação de portaria restritiva do uso de trajes no Fórum

O Juiz diretor do Fórum Cível e Criminal de Teresina, Carlos Hamilton Bezerra, assinou na segunda-feira (08-04) portaria "proibido o ingresso nas dependências deste Fórum Cível e Criminal de pessoas que se achem vestidas com trajes incompatíveis com o decoro e a dignidade forense". Pela portaria, ficariam impedidas de adentrar as dependências do Fórum pessoas trajando shorts, bermudas, minissaias e acessórios como chapéu, gorro, boina ou boné.

Essas - e outras proibições contidas na Portaria - provocaram reação imediata de entidades do Movimento Social, dentre elas o Matizes. Para a Coordenadora da entidade, Marinalva Santana, a Portaria é flagrantemente inconstitucional, além de reforçar estigmas e preconceitos contra pessoas pobres e também aquelas grupos considerados "marginais" em nossa sociedade.

A advogada do Grupo Matizes, Carmem Ribeiro, afirmou que "a Portaria dificulta o acesso das pessoas mais pobres às dependências do Fórum e também das pessoas que, por motivo religioso, cobrem a cabeça com ojás e eketés, notadamente o povo de axé"

Entidades da sociedade civil elaboraram um abaixo-assinado, que seria entregue ao Juiz responsável pelo ato proibicionista. Entretanto, o abaixo-assinado perdeu o objeto porque, em tempo recorde, o Corregedor Geral de Justiça revogou o ato do Juiz de 1º grau.

As entidades que questionaram a Portaria proibicionista fizeram constar

que "ao longo da história, sempre existiram convenções sociais para vestimentas ditas “adequadas”, em ambientes privados ou públicos, inclusive nos Tribunais. Ocorre, Excelência, que muitas dessas regras de trajes e vestimentas trazem consigo resquícios de uma sociedade excludente e discriminatória, saudosa dos tempos da Casa Grande e Senzala. Hoje, os tempos são outros. Como bem poetizou o magistral Belchior “no presente, a mente, o corpo é diferente/ E o passado é uma roupa que não nos serve mais.”

As entidades também defenderam a tese que "a Constituição Brasileira prevê o direito de acesso à justiça como garantia de todo cidadão, além de consagrar o princípio da não-discriminação como fundante da República Federativa do Brasil. Em decorrência desses mandamentos constitucionais, inconcebível que a aparência das pessoas, segundo suas indumentárias, seja usada como critério de avaliação para assegurar/negar o acesso destas a Fóruns, Tribunais ou qualquer outra edificação pública."

Marinalva Santana, Coordenadora do Matizes, louvou a iniciativa do Corregedor Geral de Justiça em revogar a Portaria do Juiz Diretor do Fórum Cível e Criminal de Teresina. "Prevaleceu o bom senso e o respeito às normas constitucionais", asseverou a ativista.

Nas redes sociais,  reações também  demonstraram o desapontamento  e questionamentos a respeito da  portaria agora revogada:

Observatório das Juventudes da UFPI realiza seminário sobre Direitos Humanos e Diversidades

O Observatório das Juventudes e Violências na Escola*, vinculado ao Centro de Ciências da Educação/UFPI, promove neste dia 10/04 o I Seminário “Direitos Humanos e Diversidades: desmonte das políticas de inclusão”. O evento acontecerá à tarde (14 às 18h) no Auditório do CCE e  contará com mesa-redonda, debate e exposição.

Com o tema “Direitos Humanos para População LGBTQ em tempos de desmontes das políticas publicas de inclusão”, a Profa Drª Andrea Marreiro  problematizará  o assunto, refletindo sobre  estratégias de ReXistir em tempos sombrios. A debatedora é docente da Universidade Estadual do Piauí e Coordenadora da Pós-graduação em Direitos Humanos “Esperança Garcia” (FAR).

O Psicanalista Luciano Alemonte Monteiro debaterá “Pelo Malo: questões de Gênero e Desejo”. A Exposição “Gênero e Diversidade” ficará aberta ao público durante todo o período do evento no Pátio do Auditório do CCE.

*OBJUVE

O Observatório das Juventudes surgiu em 2006 na Universidade Federal do Piauí realizando pesquisa, ensino e extensão visando o desenvolvimento de práticas educativas e psicossociais sobre diversidades e os diferentes modos de ser e existir d@s jovens. As ações de Extensão envolvendo Direitos e Cidadania são impulsionadas via  rodas de cultura sociopoética, residências artísticas, rodas de diálogo, ciclos de debates e estudos sobre o corpo, diversidades/diferenças e inclusão nos espaços dentro e fora da escolas.

 

Por Herbert Medeiros

Projeto Garagem Orgânica realiza oficina sobre Hortas Urbanas neste domingo (24)

  • Foto_HORTA_URBANA_EDIT.png Antonio Neto

Neste domingo(24), o Projeto Garagem Orgânica realizará oficina “Horta Urbana: técnicas de plantio e manejo para jardins comestíveis”. A ação acontece na Galeria The Doors a partir das 15h.

A atividade terá carga horária de 3h  e abordará: características do plantio agroecológico; plantas companheiras; plantio de consórcio de hortaliças.

O Projeto Garagem Orgânica focaliza seus trabalhos em dois campos de atuação: realizar produção de hortas urbanas em residências, apartamentos, clínicas e outros espaços da cidade; desenvolver, em sítio próximo de Teresina, experimento com sistemas de aglofloresta.

A produção através da Agrofloresta representa uma forma de plantar alimentos sustentáveis, trazendo a recuperação das florestas.  É um sistema que faz uso e manejo da terra, favorecendo recuperação da fertilidade dos solos, fortalecimento de adubos verdes e controle de ervas daninhas.

Com a disseminação do cultivo de vegetais pelos espaços das cidades, a paisagem urbana ganha em qualidade de vida, convívio social e ressignificação dos modos de se alimentar. Hoje cidades com Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte, Teresina e demais capitais se inserem no novo contexto de sinergia entre urbanidade e relações sociais sustentáveis.

 

Por Herbert Medeiros 

Matizes e outras organizações lgbts apresentam propostas pró-Diversidade para OAB

O Grupo Matizes, GPTRANS e ATRAPI  participaram nesta terça (19) de reunião com a Comissão de Direitos Humanos da OAB/PI. Durante a reunião, a Vice-Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB solicitou às entidades presente propostas de ações prioritárias a serem desenvolvidas pela Comissão, a fim de contribuir para o enfrentamento da violência contra LGBT.

Uma das propostas apresentadas pelo Matizes foi que a OAB realize eventos que discutam os direitos de LGBT, bem como apoie os eventos já realizados por entidades de defesa desse segmento populacional.

Outra solicitação feita pelo Matizes foi  no sentido de que a OAB reforce junto ao Poder Executivo Estadual a necessidade de se garantir uma escola plural e inclusiva, na qual seja assegurada a liberdade de cátedra, de acordo com o Art. 206, II da Constituição Federal.

Na explanação da proposta sobre liberdade de ação docente, o Coordenador de Comunicação do Matizes, Herbert Medeiros, lembrou que, em novembro de 2018, o Governador do Maranhão, Flavio Dino, assinou decreto, no qual garante  "escola com liberdade e sem censura". Para Herbert, medidas como essa do governador maranhense coibem a censura e a perseguição política de que têm sido vítimas educadores.

Outra encaminhamento importante da reunião foi o indicativo de reunião com o Secretário de Justiça do Piauí, a fim de discutir medidas para garantir tratamento humanizado a  LGBT privados de liberdade.

As organizações sociais representativas do ativismo  de Travestis e Transexuais propuseram ações de respeito, valorização e reconhecimento  da identidade  de pessoas trans. Entre  ações sugeridas para Comissão  destacam-se: interceder junto ao Poder Executivo para promoção de políticas de empregabilidade para o segmento; dialogar com  governo estadual para retomar com mais sustentabilidade a políticas de combate IST/AIDS.  A ativista Monique Alves(ATRAPI) ressaltou a importância da OAB promover a produção de material educativo.

Matizes realiza atividade do Projeto "A liberdade é lilás"

O Grupo Matizes realizou nesta sexta(15) mais uma atividade com as detentas da Penitenciária Feminina de Teresina, dentro do Projeto "A liberdade é lilás".

Através de uma roda de conversa intitulada "A dor e a delícia de ser mulher",  as participantes refletiram sobre suas condições de vida no cárcere e também desabafarem sobre suas angústias e os sonhos que alimentam.

A Coordenadora do Matizes, Marinalva Santana, explica que a atividade é uma das ações do Grupo pelo Dia Internacional da Mulher. “Vivenciamos um momento político muito ruim para a sociedade brasileira, marcado pelo retrocesso, com ameaça a vários direitos que conquistamos. Como sabemos, as mulheres privadas de liberdade sofrem fortemente com essa onda conservadora, marcada também pela lógica do encarceramento em massa”, pontua Marinalva.

SOBRE O PROJETO A LIBERDADE É LILÁS

O projeto "A liberdade é lilás" é executado pelo Grupo Matizes, com apoio do Tribunal de Justiça do Piauí e em parceria com a Defensoria Pública Estadual. O público-alvo das ações do projeto são as mulheres privadas de liberdade (especialmente as presas provisórias),  que se encontram recolhidas na Penitenciária Feminina de Teresina.

Além da realização de oficinas, o projeto também busca reduzir o encarceramento feminino, bem como assegurar que as beneficiárias tenham seus processos julgados em um prazo razoável.

 

Roda de Conversa "Vidas das mulheres importam" acontece na UFPI nesta segunda(11/03)

“Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância, já que viver é ser livre”. O pensamento provocativo de Simone de Beauvoir traduz a luta das mulheres contra as opressões de gênero. Neste sentido,   o tema “Vida das mulheres importam: Femincídio em questão” será foco de reflexões na Universidade Federal do Piauí/UFPI nesta segunda(11/03) na sala de vídeo do CCE. 

A ação é uma realização do  Núcleo de Pesquisa e Estudos em Educação, Gênero e Cidadania (NEPEGECI), o Observatório das Juventudes e Violência na Escola e grupo Matizes.   A atividade visa discutir a problemática a partir de pontos de vistas plurais e democráticos as situações de violência contra mulher e forma de enfrentamento do problema.

Entre as facilitadoras estarão: Rosana Marinho, doutora em Sociologia, docente do Departamento de Ciências Sociais e membro da linha de Gênero e Geração; Carmen Lúcia Ribeiro, ativista do Matizes, Advogada e Yalorixá; Profª Ma Letícia Carolina, mulher trans, negra, sociopoeta e militante social; Luciana Leite/Lurebordosa, artista visual, M.ª em Antropologia, doutoranda em Educação, Artevista e feminista.

Por Herbert Medeiros

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