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Satélites espiões ajudam a redescobrir tesouros arqueológicos no Afeganistão

A intervenção dos EUA no combate aos talibãs do Afeganistão não tem resultado somente em morte de civis. A presença de satélites espiões apontados para a região tem descoberto verdadeiros tesouros da antiguidade.

Em países em guerra, destruídos pela intolerância de grupos étnicos e sob forte influência de segmentos religiosos, as diferentes atividades de cunho cultural, dentre elas o desenvolvimento da pesquisa, ficam muito prejudicadas. Foi o que aconteceu com a pesquisa arqueológica no Afeganistão.

Várias áreas do país encontram-se ainda sob o comando de milícias de guerrilheiros que são combatidos pelo exército, mas ainda predominam, especialmente em áreas afastadas das cidades, onde geralmente encontram-se as ruínas estudadas pelos arqueólogos.

Na verdade, tratam-se de edificações, fortificações e outras estruturas construídas desde o período anterior a Cristo até o século XIX. A pesquisa é financiada pela Secretaria de Estado dos EUA que reuniram imagens de satélites comerciais, satélites espiões e imagens de drones que vem mapeando áreas onde não é possível o trabalho dos arqueólogos.

Até agora já foram registrados mais de 4.500 resquícios arqueológicos. A pesquisa está sendo conduzida por arqueólogos afegãos em parceira com pesquisadores de universidades americanas e australianas.

Baterias ainda são a grande limitação da expansão de carros elétricos

A tecnologia automobilística tem permitido a criação de alternativas ao uso de carros que consomem combustíveis fósseis para funcionar. Já existe, inclusive, um prazo para que estes veículos deixem de ser produzidos em países como a França e a Inglaterra que limitaram, até 2040, a indústria de produzir veículos movidos a diesel ou a gasolina. Na verdade, a substituição de veículos automotores que lidam com combustíveis que poluem o meio ambiente é uma tendência mundial.

As alternativas de busca de fonte energética para mover veículos se volta para combustíveis alternativos como, por exemplo, a eletricidade. A indústria já comercializa veículos automotores híbridos que reúnem a possibilidade de queimar gasolina ou usar energia elétrica como força motriz.

O grande problema dos carros elétricos ainda é a limitação de como acumular esta energia: as baterias. Na década de 1990, quando os primeiros carros elétricos começaram a ser testados com possibilidade de viabilizar seu uso mais intensivo, as baterias eram de Níquel-Cádmio. Pesadas, caras e com baixa capacidade de armazenamento energético, gradativamente passaram a ser substituídas por baterias de Lítio e mais recentemente por Lítio-íon. Estas baterias são, na atualidade, o que existe de mais eficaz, já permitindo uma autonomia de até 250 km até necessitar uma nova carga de energia para que o veículo possa seguir viagem. Para os especialistas no setor, o ideal seria que se pudesse dobrar esta capacidade, o que corresponderia aos veículos a gasolina, cujos tanques conseguem reservar combustível suficiente para viagens de 500 km ou mais.

Os carros elétricos carregam ainda uma outra desvantagem que precisa ser vencida às custas da tecnologia: a densidade energética. Enquanto um litro de etanol detém 6.260 watts-hora (Wh) de densidade energética e um litro de gasolina, 8.890 Wh, o correspondente a “um litro” de bateria elétrica de lítio-íon só consegue render 690 Wh, quase 10 vezes menos do que um litro de álcool e cerca de 13 vezes menos do que um litro de gasolina. Com uma diferença tão grande, os usuários de carros híbridos vão, quase sempre, preferir utilizar a gasolina ou o etanol do que a eletricidade.

A pesquisa precisa avançar para que o uso de combustíveis ecologicamente corretos não precise depender apenas da consciência dos usuários, especialmente aqui no Brasil que, apesar de contar com a opção do etanol que é menos poluente, na maioria dos estados onde o álcool apresenta-se proporcionalmente mais caro do que a gasolina (por uma questão de custo-benefício), a grande maioria dos motoristas não se preocupa muito com questões relacionadas à poluição. Infelizmente.

Sons extraterrestres captados pela Sonda Cassini

  • cassini2.jpg Nasa/Caltech
  • cassini1.jpg Nasa/Caltech
  • cassini.png Nasa/Caltech

Há 20 anos (15 de outubro de 1997) era lançada no espaço uma missão não tripulada chamada Cassini-Huygens, com o objetivo de estudar o segundo maior planeta do sistema solar – Saturno. Em termos de equipamentos a missão consistia no lançamento de uma unidade para orbitar em torno de Saturno - o orbitador Cassini – e uma unidade para coletar dados da superfície do planeta – a sonda Huygens. A missão foi batizada assim em homenagem ao astrônomo franco-italiano Giovanni Cassini, responsável pela descoberta de satélites naturais do planeta e dos seus característicos anéis e para homenagear o também astrônomo, holandês, Christiaan Huygens que descobriu Titã, a maior lua de Saturno.

A missão foi encerrada em 15 de setembro deste ano e foi responsável por captar imagens (vide galeria) do planeta, seus anéis e seus satélites (suas “luas”). Além das imagens, a missão também captou sons que até hoje intrigam os cientistas sobre o que de fato representam.

Acompanhe no vídeo a seguir os sons captados pela sonda Cassini

Saturno é o planeta cuja órbita se situa entre as de Júpiter e Netuno e dista cerca de 1,4 bilhões de quilômetros da Terra.

Bionorte: tese de Doutorado apresenta dados inéditos sobre o comportamento de plantas do Cerrado

Esta semana que passou estive na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) a convite do amigo, Dr. Eduardo Almeida Jr. para participar da banca de Doutorado da pesquisadora Dinnie Michelle Lacerda, do Programa de Biodiversidade e Biotecnologia da Rede Bionorte.

Michelle Lacerda apresentou dados inéditos sobre o estudo da fenologia de plantas do Cerrado Maranhense. A fenologia estuda os fenômenos de floração, frutificação, queda das folhas e aparecimento e expansão de novas folhas. A pesquisadora acompanhou por dois anos mais de 1400 árvores em duas importantes áreas dos Cerrados do Maranhão: o Parque Estadual do Mirador, situado no município de Mirador, com mais de 435 mil hectares e os cerrados litorâneos situados na cidade de Barreirinhas, no litoral maranhense.

O desafio de acompanhar o comportamento destas mais de 1400 árvores rendeu dados interessantes. A pesquisadora pode relacionar discrepâncias entre as plantas estudadas nas duas áreas com pequenas diferenças na duração do dia (fotoperíodo) e variações de temperatura para as duas regiões. A descoberta ganha importância por ser o primeiro trabalho desta envergadura realizado não somente no Maranhão, mas na região conhecida como MATOPIBA (região de Cerrados dos estados do Maranhão. Tocantins, Piauí e Bahia) que está sujeita a concentrar grandes áreas desmatadas por ser considerado um dos últimos cerrados preservados do Brasil.

A pesquisa, que já foi parcialmente publicada em periódico científico da área de ecologia, foi aprovada pela banca examinadora.

Michelle Lacerda foi mais uma pesquisadora formada pelo Dr. Eduardo Almeida Jr. que desde que se radicou no Maranhão tem dado grande contribuição ao conhecimento da Flora Maranhense, atuando inclusive como fundador do Herbário do Maranhão. Herbários são instalações científicas onde ficam resguardados exemplares de plantas para estudos botânicos. Trata-se de uma estrutura importantíssima para pesquisa botânica.

Colaborar com atividades de avaliação me ajudam, como pesquisador, a conhecer um pouco mais sobre o desenvolvimento da ciência em que milito mais diretamente.

Até o próximo post!

Rios para alimentação

A reportagem de capa da revista Science publicada no último dia 08 de dezembro traz um tema que também diz respeito a nós brasileiros: a importância dos rios para alimentação.

Durante muito tempo fomos dependentes das faunas de peixes de nossos rios como fonte primária de proteínas na nossa alimentação. O Piauí, cujo nome já é uma indicação relativa a rio e peixes, tem uma grande bacia hidrográfica que durante séculos alimentou os povos primitivos que tiravam dos rios o seu sustento alimentar.

Atualmente temos rios depreciados pela atividade de agricultura que não poupa a vegetação ciliar, transformando o assoreamento dos rios em um grande mausoléu de seus próprios leitos. Os rios ficam com seus leitos largos e rasos, perdendo sua configuração original e volume de sustentação de água na sua calha, ocasionando danos aos solos e aos ribeirinhos, quando nos períodos de cheias.

A abundância de cardumes foi bastante prejudicada pela atividade urbana que não poupa o curso em descargas de água servida, apodrecendo suas águas e inviabilizando a sobrevivência da biota. Rios contaminados são uma constância nas grandes cidades do Piauí. Teresina, uma cidade mesopotâmica, é banhada por dois rios que sofrem as consequências da falta de saneamento que a coloca como uma cidade que trata menos de 17% dos esgotos de suas residências. O retrato disso: rio Poti lotado de macrófitas aquáticas que aproveitam as benesses da adubação provocada pela poluição, principalmente orgânica. Rio Parnaíba com seu leito drasticamente assoreado na altura das grandes cidades que banha.

Sobre os cardumes: ninguém sabe! Nunca foram feitos estudos mais aprofundados sobre a diversidade e o volume de peixes nestes rios. A Ciência não sabe dizer nem qual foi o impacto da construção da Barragem de Boa Esperança entre as décadas de 1960 e 1970, construída em uma época em que não se respeitava o movimento dos peixes em buscar águas mais tranquilas para desova – o fenômeno da Piracema.

A pesquisa sobre rio Mekong, na China, publicada na revista Science do início deste mês nos faz lembrar que, antes que possamos desenvolver meios para salvar nossos rios, os impactos negativos contra eles são muito mais eficazes e podem destruí-los. Pode já não existir tempo hábil em salvá-los.

Até o próximo post!

 

 

 

Invenção de pesquisadores piauienses pode ser solução para poluição do Rio Poti

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  • stopfloc1.jpg Arquivo pessoal
  • Stopfloc.jpg Arquivo pessoal

Todo mundo que tem algum tipo de sensibilidade com a questão ambiental já deve ter lamentado o quanto nossos rios Parnaíba e Poti estão degradados.

O Rio Parnaíba sofre muito com o assoreamento. Seu leito está lotado de bancos de areia que são resultado do descuido do homem que degrada a vegetação da sua margem e aí processos naturais, na maioria das vezes, completam o serviço levando as margens a desbarrancarem e tornando o rio largo e raso.

Já o Rio Poti dá sinais evidentes da sua poluição revelada pelo excesso de macrófitas (plantas) aquáticas, dentre elas os aguapés, que tornam o leito do rio verde, denunciando um descuido do homem em relação ao lançamento de poluentes, especialmente esgotos domésticos, resultado de falta de política de saneamento básico na Capital do Piauí. Trata-se de um problema histórico e que demanda solução de longo prazo, como a retirada de décadas de atraso sem a construção de um sistema de captação e tratamento de esgotos para mais de 80% da cidade. Mas a ciência pode ajudar pelo menos a tratar melhor parte dos poluentes que chegam ao rio.

Ontem (16.12), numa das praças do Shopping da Cidade, realizou-se um evento promovido pela Superintendência de Ciência e Tecnologia do Estado - “A Ciência vai ao Shopping”. Dentre os expositores chamou minha atenção o trabalho dos pesquisadores da UFPI, Dr. Francisco Figueiredo e Dr. José Ribeiro. Dentre os produtos que eles apresentaram na feira estava um revolucionário mecanismo de tratamento químico para separar poluentes da água.

Conversei um pouco com eles e fiquei surpreso com a eficiência do produto que tem a capacidade de despoluir completamente a água de quaisquer tipos de poluentes. Testes feitos com poluentes diversos como petróleo, óleo, saponáceos, chorume (resíduos líquidos provenientes da poluição) demonstraram a eficiência do produto na separação da poluição em relação de qualquer tipo de água para favorecer o reuso.

De acordo com o Prof. Figueiredo o processo utiliza propriedades das substâncias poluidoras como aliadas para limpeza da água. O produto que tem o nome comercial de Stopfloc já está sendo reconhecido como um meio eficiente para tratamento de esgotos domésticos e industriais. Os professores fecharam contrato com uma das maiores indústrias de eletrodomésticos da chamada linha branca, a Esmaltec, com sede na cidade de Fortaleza (CE). A invenção dos professores da UFPI chamou a atenção do Prefeito Firmino Filho que visitou os stands do evento.

O Stopfloc poderia ser testado como um novo mecanismo para tratar esgotos. Uma dica boa para a companhia que assumiu o controle do nosso sistema de captação e tratamento de efluentes que precisa avançar muito.

Cardiologia: níveis de LDL podem não ser a melhor opção no diagnóstico de doenças coronarianas

Dez entre dez cardiologistas utilizam os níveis de colesterol ruim – o LDL (Low Density Lipoprotein, ou Lipoproteína de Baixa Densidade, em tradução livre) como primeiro sinal de que alguma coisa não deve ir muito bem no seu sistema cardiovascular.

O LDL é chamado de mau colesterol ou colesterol ruim porque como tem densidade baixa ele simplesmente cola nas paredes de vasos sanguíneos, provocando o bloqueio destes vasos. Estes bloqueios podem causar um grande impacto na saúde, podendo levar a quadros de isquemias no coração ou no encéfalo, provocando acidentes vasculares que podem causar a morte.

Em contraposição ocorre no organismo o chamado HDL (High Density Lipoprotein, ou Lipoproteínas de Alta Densidade, em tradução livre), que por ser benéfico ao metabolismo é considerado o “Bom Colesterol”.

A novidade é que os especialistas da Universidade de McGill em Montreal, Canadá, estão contestando o método de investigação de doenças cardíacas a partir da simples inspeção dos níveis de LDL e HDL. Para o Dr. Allan Sniderman o correto para diagnosticar a possibilidade de doenças coronarianas seria buscar no sangue uma proteína chamada Apolipoproteína B ou ApoB. De acordo com este pesquisador que liderou uma pesquisa que investigou os níveis de ApoB em milhares de pacientes, a busca por esta proteína é mais eficaz na identificação de problemas coronarianos além de ser mais barata.

Para Scott Grundy da Universidade do Texas o uso das medidas de colesterol é mais eficaz. A alteração no protocolo de investigação de doenças cardíacas está longe de ser uma unanimidade. O trabalho de Sniderman foi publicado Science Health da semana que passou.

Quer saber mais? Clica em http://www.sciencemag.org/news/2017/12/it-time-retire-cholesterol-tests

 

 

Brasil vai mal em fluência da língua inglesa

Levantamento anual realizado pela empresa EF-Education First, uma das pioneiras em organização de intercâmbios de idiomas no mundo, colocou o Brasil na 41ª posição em um ranking com 80 países em fluência da Língua Inglesa.

De acordo com o site da empresa, na qual é possível fazer o download de todas as pesquisas sobre fluência feitas pela empresa até o momento, o Brasil se mantém estável desde 2013, tendo apresentado um pequeno crescimento na fluência de 2016 para cá, com 1,26% de incremento.

Por que é importante ter fluência no inglês? E por que estamos falando sobre este assunto? Como nosso Blog aborda sobre Ciência e o inglês é o idioma universal para as ciências, apontamos como de suma importância o domínio do idioma inclusive para quem vai estudar, trocar experiências e conhecer novos pesquisadores de diferentes nacionalidades. A grande maioria dos pesquisadores, independente da origem, fala e escreve em inglês, fazendo deste idioma uma linguagem universal.

O Brasil apresentou uma fluência considerada Baixa, sendo o quarto país da América Latina, situado abaixo da Argentina, República Dominicana e Costa Rica. Dentre os países pesquisados na América Latina nenhum foi considerado com fluência Alta ou Muito Alta. Venezuela e El Salvador foram considerados com fluência muito baixa.

Em nível mundial, os melhores países em fluência foram, por ordem: Holanda, Suécia, Dinamarca, Noruega, Singapura, Finlândia, Luxemburgo e África do Sul, todas consideradas com fluência muito alta. Completando o Top 10 estão a Alemanha e Áustria, com fluência considerada alta.

A pesquisa envolveu mais de um milhão de participantes de 80 países que não tem o inglês como idioma oficial. A amostra foi formada por 52% de homens e 48% de mulheres, 89% dos entrevistados tinha menos de 40 anos e a idade média dos entrevistados foi de 26 anos.

No relatório, a iniciativa do Ministério da Educação do Brasil chamada de Inglês Sem Fronteiras foi considerada como importante para reverter estes resultados.

Quer ver mais informações, acesse o relatório:

https://www.ef.com/__/~/media/centralefcom/epi/downloads/full-reports/v7/ef-epi-2017-portuguese.pdf

 

Quer estudar nas melhores universidades do mundo? Veja como é fácil.

O sonho de estudar nas maiores e mais importantes universidades do mundo não está tão inacessível quanto se pensa. As principais universidades do mundo mantêm nos seus programas ensino cursos online gratuitos e totalmente acessáveis pela internet.

Listamos a seguir alguns dos cursos que podem ser feitos, sem sair de casa, em algumas das mais importantes instituições de ensino superior do mundo. Para facilitar colocamos uma pequena lista de opções e o endereço de cada instituição.

Universidade de Oxford (http://www.ox.ac.uk/)

- Abordando Shakespeare* (literatura)

- Elementos do desenho* (arte)

- Introdução à bioética* (filosofia)

- Como construir um negócio* (ciências empresariais)

- Tendências demográficas e problemas do mundo moderno* (sociologia)

 

Universidade de Cambridge (https://www.cam.ac.uk/)

- Curso básico de chinês* (idiomas)

- Curso básico de alemão * (idiomas)

- Fundamentos de árabe * (idiomas)

- Marxismo * (filosofia)

- Adaptação às mudanças climáticas * (ciências ambientais)

 

Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) (http://www.caltech.edu/)

- Fundamentos da criomicroscopia eletrônica * (biologia)

- O Universo em evolução * (astronomia)

- A ciência do Sistema Solar * (astronomia)

- As drogas e o cérebro * (biologia)

- Curso sobre aprendizagem automática * (ciências computacionais)

 

Universidade de Stanford (https://www.stanford.edu/)

- Criptografia I * (ciências computacionais)

- Saúde além do espectro do gênero * (medicina)

- Como pensar como um psicólogo * (medicina)

- Fotografia digital * (arte e humanidades)

- Algoritmos * (ciências computacionais)

 

Instituto de Tecnologia de Massachusetts – MIT (http://web.mit.edu/)

- Interações eletromagnéticas * (ciência nuclear e engenharia)

- Direito e sociedade * (ciências políticas)

- Análise econômica para a tomada de decisões empresariais * (economia)

- Planejamento, comunicação e meios digitais * (estudos urbanos)

- Como desenvolver estruturas musicais * (música e teatro)

 

Universidade de Harvard (https://www.harvard.edu/)

- Obras primas da literatura mundial * (literatura)

- Resposta humanitária ao conflito e ao desastre * (sociologia)

- Ciência e cozinha * (ciência)

- Visualizando o Japão (1850-1930): Ocidentalização, protesto e modernidade * (história)

- A imaginação arquitetônica * (arquitetura)

 

Universidade de Princeton (https://www.princeton.edu/)

- Como fazer com que um governo funcione em lugares difíceis * (ciências políticas)

- A arte da engenharia estrutural: as pontes * (engenharia)

- Escrita: a ciência da apresentação * (ciências sociais)

- Cérebro: um manual para os usuários * (biologia)

- Laboratório de história universal * (história)

 

Imperial College de Londres (https://www.imperial.ac.uk/)

- Fundamentos da contabilidade para um MBA de sucesso* (empresarial)

- Análise de dados para um MBA de sucesso * (economia)

- Fundamentos de finanças para um MBA de sucesso * (economia)

- Fundamentos matemáticos para um MBA de sucesso * (economia)

 

Universidade de Chicago (https://www.uchicago.edu/)

- Compreendendo o cérebro: a neurobiologia da vida cotidiana * (biologia)

- Problemas críticos da educação urbana * (ciências sociais)

- Aquecimento global: a ciência das mudanças climáticas * (ciências ambientais)

- Ativos financeiros: parte 1 * (economia)

- Estratégias de venda * (negócios)

 

Universidade da Pensilvânia (https://www.upenn.edu/)

- Poesia moderna e contemporânea dos Estados Unidos * (artes e humanidades)

- Introdução ao marketing * (administração/economia)

- Sinais vitais: compreender o que nosso corpo nos está dizendo * (biologia)

- Mitologia grega e romana * (história e filosofia)

- Desenho: criação de artefatos na sociedade * (arte)

Neste post estão apenas alguns exemplos. As grandes universidades brasileiras, como a Universidade de São Paulo – USP (http://www5.usp.br/ensino/educacao-a-distancia/) também oferecem cursos semelhantes. Se de repente quiser começar testando por uma universidade brasileira, com plataforma em português para aprender a lidar com o ambiente do curso à distância, fique a vontade. O advento da internet permite você alçar voos antes inimagináveis.

Até o próximo post.

 

Relatório do Banco Mundial é mais um desmonte para universidades brasileiras, de acordo com cientista.

Relatório recente do Banco Mundial aponta que o ensino superior do Brasil deveria deixar de ser gratuito. A lógica do relatório é até interessante, pois acha que os recursos públicos gastos com o ensino superior no Brasil são gastos com a parcela mais rica da população e que, portanto, poderia pagar pelo “serviço”. O problema é que não é verdadeiro.

Na avaliação do Prof. Peter Schulz, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), o relatório do Banco Mundial é uma grande falácia, apoiado não por dados concretos, mas por uma opinião de seus autores.

No seu conteúdo o relatório aponta como ideal o modelo existente nos EUA onde as universidades públicas são financiadas pelo pagamento de anuidades de seus estudantes, desde a década de 1960. Esquece, entretanto, de apontar o relatório que, a grande maioria das universidades europeias mantêm modelo similar ao adotado no Brasil.

O relatório coloca como grande fonte de desperdício de recursos o que se aplica nas universidades e compara com o segmento privado do setor. Todavia, esquece o relatório de informar que, no Brasil, atividades de pesquisa praticamente inexistem nas instituições de ensino superior privadas. Na grande maioria das instituições universitárias, são os professores doutores com dedicação exclusiva os que gastam parte do seu tempo aprimorando o conhecimento científico e conduzindo a pesquisa, elemento importante da tríade universitária ensino-pesquisa-extensão. Estes profissionais são os que formam a base das universidades públicas. No segmento privado apenas aproximadamente 25% dos professores tem este regime de trabalho e, portanto, seria os que estariam envolvidos diretamente com pesquisa nestas instituições.

No Brasil, atualmente (dados do Censo do INEP de 2016), mais de 75% dos estudantes da educação superior estão matriculados em instituições da rede privada. Nestas instituições, segundo o mesmo levantamento, o perfil profissional típico é de professores com Mestrado, apenas. O que significa, a grosso modo, que grande parte dos estudantes de graduação no país não tem acesso à pesquisa. Ou seja, são apenas agentes receptores de conhecimento, acessando apenas o Ensino, elemento do tripé do grau universitário.

O que se observa, na prática, é que a maior parte das instituições de ensino superior no Brasil são privadas e lidam apenas com a reprodução do conhecimento: o ensino.

Como dizia o Mestre Paulo Freire “Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade”.

A sociedade precisa compreender um pouco mais o papel da Universidade pública. Assim poderá cobrar dos políticos o seu direito de ter universidades financiadas com recursos públicos e sua correta aplicação.

 

 

 

 

 

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