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A conflituosa relação entre as paradas de ônibus e os usuários

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As paradas de ônibus são imprescindíveis no sistema de transporte urbano de Teresina. Afinal, são nelas que os usuários permanecem até que o coletivo chegue e elas possam seguir ao seu destino. 

 


Parada na rua Pires de Castro

 

Na capital piauiense, eles são bem variadas. Do abrigo com grande estrutura de metal – como aquelas na praça João Luís, no Centro –, ao concreto armado; chegando à parada sem cobertura, onde há apenas a placa com símbolo do ônibus amarrada em um poste de iluminação pública. Também há outro poste, mais singelo, de madeira, listrado de amarelo e preto, e até mesmo aquele espaço onde a sinalização já não existe mais e as pessoas esperam pelo hábito e os ônibus param por convenção.

A população mantém uma relação de amor e ódio com as paradas de ônibus. Mais ódio que amor, diga-se de passagem. E os nervos ficam à flor da pele – com direito a decepção, ânimos exaltados e ranger de dentes – na época da chuva ou durante aquela quentura da tarde, ampliada facilmente pelo sol causticante que só b-r-bró pode proporcionar.

Luziene Soares de Sousa Silva, que é auxiliar administrativo de uma empresa na região do Grande Dirceu, já tem uma tática: leva sua própria sombrinha. “As paradas são péssimas porque não protegem nem do sol nem da chuva”, declara, empunhando seu objeto de função dupla. 
 

Thiago Amaral/CidadeVerde.com

Luziene leva sombrinha porque não consegue proteção no abrigo

 

A professora Socorro Almeida, moradora do Residencial Jacinta Andrade, pega ônibus diariamente para ir trabalhar. “Antes de vir para cá, eu morava no Mocambinho. É mais difícil pegar ônibus aqui e as paradas só são um poste com o aviso. Muitas estão cheio de mato e são inseguras, principalmente aos finais de semana”, reclama. 

Os repórteres fotográficos Thiago Amaral e Wilson Filho flagraram vários tipos de paradas por Teresina e você pode vê-las na galeria. 

Projeto
Segundo a Prefeitura de Teresina, um novo projeto de parada com abrigo já foi concluído. É possível ver um protótipo está na avenida Presidente Kennedy e a partir dele foram elaboradas quatro estruturas que serão adaptadas ao local onde forem instaladas. O custo unitário é de aproximadamente R$ 15 mil. Entretanto, não há cronograma para a implantação, que deve abranger todas as zonas da cidade, mas não todos os pontos de ônibus.

Segundo a diretora de transporte público da Strans, Cíntia Machado, existem quase dois mil pontos de ônibus em Teresina. “Infelizmente não há como trocar todas estas paradas até porque há lugares onde não será possível instalar o abrigo, mas muitas serão implantadas e substituídas”, descreve.

 



Modelo de abrigo para parada de ônibus que deve ser implantado em Teresina

 

Machado acrescenta que a implantação dos abrigos está dividida em editais que geralmente incluem outras obras em mobilidade urbana, o que significa que estes serão implantadas por etapas. Antes de implantar os abrigos, a prefeitura espera concluir os corredores de ônibus, que terão grandes estações semelhantes às que existem em cidades como Curitiba e Belo Horizonte. As primeiras vias a terem os corredores implantados serão a Miguel Rosa e Barão de Gurgueia. 

Minas
A capital mineira, Belo Horizonte, possui 2,4 milhões de habitantes, o triplo de Teresina, tem 291 linhas que transportam em média cerca de 40.490.000 passageiros por mês, segundo dados da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans).

Uma das facilidades para os usuários atendidos pelo sistema mineiro são os painéis eletrônicos nos abrigos com informações em tempo real sobre os horários de chegada dos ônibus, o Sistema Inteligente de Transporte Coletivo (Sitbus).  

Cada ponto que faz parte do Sitbus há um sistema integrado de gestão, monitoramento e informação do transporte coletivo que, por meio de ferramentas e equipamentos tecnológicos, tem como objetivo a melhoria da segurança, regularidade, pontualidade e confiabilidade do serviço de transporte coletivo de Belo Horizonte. 

 

Fotos: Tom Braga/BHTrans

 

A instalação desses painéis ainda está em execução e até junho de 2015, havia 382 em pontos nas vias públicas e 268 nas estações de transferência dos corredores. O cronograma de instalações teve inicio em 2011 e previsão de término para 2015.

A implantação é uma das obrigações do contrato coletivo de passageiros de BH, assinado em 2008. O SITBUS teve início em 2008, com uma fase de planejamento e elaboração de projetos que durou até o final de 2010. Em 2011, iniciou-se uma fase de implantação do Projeto Piloto e atualmente toda a frota de Belo Horizonte já possui os equipamentos de GPS, GPRS e computador de bordo e câmeras de vídeo. Também as estações possuem equipamentos similares.

 

 

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Carlos Lustosa Filho
carloslustosa@cidadeverde.com

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