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MPE quer retorno 100% do ensino presencial até o 5º ano e aciona COE

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Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com

O Ministério Público Estadual (MPE) anunciou nesta segunda-feira (27) que vai notificar o secretário estadual de Saúde, Florentino Neto, para que adote providências no sentido de alterar o Protocolo Específico Nº 01/2021, a fim de permitir o retorno de 100% do ensino presencial até o 5º ano do ensino fundamental, a partir do mês de outubro de 2021. O secretário é presidente do Comitê de Operações Emergenciais do Piauí (COE). 

No despacho, o Procurador-Geral de Justiça, Cleandro Moura, determina a instauração de Notícia de Fato pela Subprocuradoria de Justiça Jurídica e também a notificação do presidente do Comitê de Operações Emergenciais do Piauí – COE para, no prazo de 3 dias, apresentar manifestação acerca da possível alteração do Protocolo Específico, com absoluta prioridade para a educação infantil e ciclo de alfabetização, mantendo-se os critérios de segurança sanitária, sobretudo o distanciamento e a capacidade máxima das salas de aula.

O MPE alega que participou de toda a construção do protocolo do setor educacional, que é o mais rígido de todos, com o retorno híbrido autorizado somente em 08 de janeiro de 2021, através do Decreto nº 19.429, que aprovou o Protocolo Específico. 

“A presencialidade é um fator determinante no processo de ensino–aprendizagem, sobretudo para as crianças que estão passando pelo processo da alfabetização. Além disso, o Painel Epidemiológico do Piauí apontou nos últimos dias uma queda considerável no número de casos novos (-50%) e no número de mortes (47%). Quanto à vacinação, cerca de 30% da população piauiense já está vacinada com as duas doses ou com a vacina de dose única”, justifica o MPE.

Ainda de acordo com o MPE, o procedimento não quer dizer que a educação deva retomar integralmente as atividades escolares de maneira presencial, sem critérios sanitários seguros aprovados pelos órgãos competentes.

“Nós estamos buscando ações que equilibrem os direitos à saúde e à educação. São vários relatos de pais de alunos com prejuízos, sobretudo, no processo de alfabetização. Com a flexibilização e a retomada quase que regular de todas as outras atividades comerciais, eles não têm condições de orientar os filhos no ensino remoto, fato que acaba por gerar ainda mais dificuldade nesse processo”, enfatiza o procurador.

A Secretaria de Saúde do Estado (Sesapi) disse que só vai se manifestar quando for notificada.

Hérlon Moraes (Com informações do MPE)
[email protected]

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