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Criança com suposto envenenamento por bombom não passou por exame toxicológico

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O Conselho Tutelar que acompanha o caso do garoto de 11 anos, que ingeriu uma bala dado por um estranho na porta da escola, declarou que, passado três dia da solicitação do exame toxicológico, ele ainda não foi realizado.  A Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) aguarda o resultado para identificar a substância ingerida pela criança, que pode ter sido uma droga. O caso ocorreu na zona leste de Teresina. 

Para o conselheiro tutelar, Djan Moreira, a não realização emergencial desse exame poderá agravar o estado de saúde da criança que ontem (20), durante depoimento a delegada Luana Alves, passou mal e precisou ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Ele estava internado na UPA do Renascença.

“Nós levamos a criança para fazer o exame toxicológico com a solicitação do delegado, mas chegando lá (no IML), o perito disse que não poderia nem confirmar nem descartar a intoxicação. O perito disse ainda que não poderia fazer o exame porque aqui não faz e o Estado não tem dinheiro para fazer em outro lugar”, disse Djan.

O conselheiro relatou ainda que já entrou em contato com o secretário de Segurança, Fábio Abreu. “Eu contei toda a história e ele disse que o exame não é realizado aqui, mas irá tomar algumas providências”, acrescentou. 

O Cidadeverde.com entrou em contato com o diretor do Instituto de Criminalística do Piauí, Antônio Nunes. Ele informou que o exame não é realizado pelo Piauí por falta de laboratório, e essa é uma realidade conhecida há anos. O diretor explicou que um projeto já está pronto aguardando licitação. 

“Não temos laboratório toxicológico. Já foi solicitado, mas está para licitação. Nós temos que pedir para outros Estados, aqui e acolá eles fazem, pois esse exame é muito usado nos outros lugares. É difícil a gente conseguir um exame desses. Ele precisa ser feito em acidente de transito, pra saber da questão do álcool, do uso de drogas, se estava bêbado, tem que fazer em todos os casos”, comentou o diretor.

Ele lembrou que em 2013 conseguiu enviar dois casos para o Ceará, e o resultado foi entregue três anos depois, somente de um.  “Eles têm uma demanda muito grande. Temos que esperar um espaço entre os exames dele”, acrescentou. 

O conselheiro informou ainda que o material da criança não foi sequer coletado. Com relação a isso, o diretor explicou que houve, possivelmente, um erro no atendimento, pois o material  - independente de ir ou não para exame – precisava ser realizado. “Se isso ocorreu é preciso que eles representem contra esse profissional”, disse. 

Alerta aos pais 

Delegada Luana alertou e pediu aos pais, professores e demais profissionais da escola que orientem os adolescentes, principalmente as crianças, a não conversarem e receberem produtos de estranhos. "Uma criança bem orientada evita esse tipo de situação", ressaltou. 


Criança chegou a dormir por 24 horas depois de ingerir a bala

Entenda o caso 

De acordo com a mãe do garoto, na última terça-feira (18), a caminho da escola, por volta das 7 horas, ele ganhou de presente um bombom de um desconhecido. A criança chegou à unidade escolar quase desacordado após ingerir a bala. Ele que chegou a dormir por 24 horas. 

Ele chegou à escola segurando nas paredes e caindo. A professora o colocou numa cadeira e ele não conseguia ficar sentado e caia. Vimos que o quadro era preocupante e então levamos o garoto até a sua residência e pedimos que a mãe o levasse ao hospital”, conta a professora Elna Nayara Cordeiro, que prestou socorro à criança.  Inicialmente, a criança foi levada ao posto de saúde do Planalto Ininga e depois ao hospital do Satélite.

 


Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com 

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