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Acusado de mandar matar ex-prefeito de Altos vai a júri popular nesta terça

Atualizada às 13:51

O advogado de defesa do réu Antônio Orlando da Silva, acusado de matar o ex-prefeito de Altos César Augusto Leal Pinheiro, desistiu do caso, fazendo com que o juiz adiasse o julgamento. Palha Dias havia apresentado a renúncia no último dia 9. 

Para o promotor do Ministério Público Régis Marinho, esta foi uma manobra do acusado para adiar o julgamento, que foi remarcado para o mês de novembro. O crime aconteceu em 1996. O réu também é acusado de matar um policial militar no mesmo ano, no bairro Marquês, zona Norte de Teresina. Para este segundo crime ainda não há data para o julgamento.

Matéria original: 

Acusado de ser o mandante do assassinato do ex-prefeito de Altos Cesar Augusto Leal Pinheiro, o ex-vice-prefeito Antônio Orlando da Silva vai a júri popular nesta terça-feira (27) em Teresina. O crime aconteceu em 1996, quando a vítima foi atingida com cinco tiros na cabeça dentro de casa no município localizado 40 quilômetros ao Norte da capital.


Cesar Leal foi morto em abril de 1996 (Foto: Arquivo Pessoal)

O Ministério Público pede a condenação de Orlando Silva. O promotor Régis Marinho sustenta que o então vice-prefeito pagou R$ 50 mil pelo homicídio de Cesar Leal. Para executar o crime, ele teria contatado dois homens (Abimar Paixão de Sousa e Afrânio Paixão de Sousa), que acionaram Francisco Alves Barbosa, o "Chico Pacajás", que contratou Raimundo Nonato, o "Gordinho", responsável pelos disparos.

Orlando Silva, que vai a júri popular nesta terça-feira, passou um mês preso pelo crime, mas acabou sendo solto. Ele também responde pelo homicídio de um policial militar em Teresina - por essa infração, ele chegou a ficar detido por quatro meses.

"O Ministério Público entende que há provas documentais e testemunhais suficientes de que Antônio Orlando da Silva foi o mandante", resumiu o promotor Régis Marinho, representante do MP no caso.

Filha de Cesar Leal e atual prefeita de Altos, Patrícia Leal ainda não sabe se comparecerá ao júri. Reservada quando o assunto é a morte do pai, ele afirma que o assassinato ocorrido no dia 11 de abril de 1996 não sai de sua cabeça. "São lembranças terríveis. É uma coisa que não vou apagar da memória de jeito nenhum", disse por telefone ao CidadeVerde.com.

Patrícia Leal admitiu que ela e a família foram pegas de surpresa com o júri desta terça-feira. "Ainda vou conversar com minha mãe e minha irmã. A expectativa é de que seja feita justiça. É uma espera que já tem quase 20 anos. Mas o júri popular pegou a gente de surpresa", confessou.

 

Flávio Meireles
flaviomeireles@cidadeverde.com