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Ex-segurança da Caixa é preso suspeito de passar informações à quadrilha

Um ex-segurança da Caixa Econômica Federal foi preso nesta quinta-feira (24) suspeito de repassar informações dos clientes com o objetivo de roubá-los no município de Altos, a 42 km de Teresina. O preso foi identificado como Francisco Thiego Dias Araújo.  

De acordo com o delegado de Altos, Tomaz de Aquino, o cumprimento do mandado de prisão temporário ocorreu com o apoio da equipe da Força Tática da Polícia Militar. A prisão aconteceu na casa do suspeito, também no município de Altos.  

O delegado explicou ao Cidadeverde.com que a investigação contra Francisco Thiego ocorreu após a prisão de Francisco Fortes Demiro, vulgo "Terceiro".  No aparelho celular de Francisco Fortes a polícia localizou trocas de mensagens entre os dois, da época que Thiego trabalhava como segurança na agência bancária. Ele foi demitido do emprego. 

"Foi encontrado no aparelho celular conversas de aplicativo, onde o segurança repassava informações de empresários que iriam depositar altas quantias e valores que estavam no cofre do banco, que após as informações repassadas, o nacional Terceiro contratava pessoas para realizar os assaltos", comentou o delegado. 

O delegado Tomaz citou dois assaltos praticados pela quadrilha. Em um deles o empresário estava com cerca de R$ 10 mil. No outro o alvo foi o cofre da própria agência. Nesse, por pouco a quadrilha não levou R$ 1 milhão.  

"Um foi contra o empresário  Jonsley Falcão, que foi vítima de tentativa de latrocínio no momento do assalto, onde foi subtraído aproximadamente 10 mil reais. O outro assalto na agência da Caixa Econômica onde foi roubado aproximadamente 800 mil reais do cofre".

Segundo  o delegado, "após a prisão, Thiego confessou e contou um plano onde um nacional iria roubar arma e valores em espécie da uma casa lotérica".

Os advogados de Francisco Thiego Dias De Araujo, informam que em nenhuma momento do interrogatório o investigado Francisco Thiego confessou que haveria um plano com  o objetivo de matar um sargento da polícia militar, para roubar arma e valores em espécie. "Francisco Thiego apenas afirmou em seu interrogatório que os demais investigados pretenderiam roubar um malote da lotérica e roubar a arma de um policial que estivesse transportando", informaram os advogados Paulo Sérgio e Alan Cristhyan.

O delegado reforçou que a Polícia Civil investigava o roubo ao empresário quando chegou até a participação de Thiego. As informações serão repassadas a Polícia Federal, que investiga o roubo ao cofre da agência bancária. O espaço está aberto para defesa de Francisco Thiego.  


Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com