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Em meio a isolamento, dezenas de pessoas lotam fila em agência bancária no centro

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A movimentação é intensa no Centro de Teresina, em frente a agência do Banco do Brasil, da Praça Rio Branco. Na manhã desta terça-feira(31), o Cidadeverde.com registrou uma fila de dezenas de pessoas, muitas delas idosos, que chegava à esquina da Rua Barrosa com a Coelho Rodrigues.

A entrada na agência é controlada, apenas duas pessoas podem entrar por vez. Para controlar a distância entre as pessoas na fila, marcações foram fixadas no chão.

A servidora pública, Ana Lúcia, 57 anos, está na fila há 20 minutos. Ela revela que a necessidade de pagar as contas foi maior que o medo da Covid-19. 

“Foi o jeito eu ter que vir, tem as contas pra pagar, eu precisava resolver. Imaginava que ia ter muita gente, mas não tanto assim”, contou a mulher que aguardava de máscara sua vez no meio da fila.

A quantidade de carros estacionados na rua em frente ao banco ultrapassa o quarteirão. O fluxo de veículos passando na rua também é intenso.

De acordo com funcionários do banco, a orientação é não fazer o atendimento externo. Desbloqueio de senhas e outras operações estão entre os serviços. A abertura de contas apenas para profissionais da saúde. 

Apenas uma pessoa pode usar os caixa de autoatendimento por vez. 

"A gente nem devia estar aqui fora, estamos nos expondo mas é o jeito. Muitos deles são idosos e precisam de orientação. O que a gente pede é mais compreensão das famílias porque a gente sabe que eles vêm. Nosso atendimento começa às 9h e às 8h já tinha gente se aglomerando aqui na porta. Não é todo banco que está fazendo isso", contou o funcionário Ricardo Alexandre que estava de máscaras e luvas.

Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com

Na agência do Banco Bradesco, na rua Álvaro Mendes, no Centro, a movimentação também é intensa. O vendedor de lanches Rogério Silva veio de bicicleta do bairro São Joaquim, zona Sul. Ele conta que a aglomeração de pessoas na fila era ainda maior nessa segunda-feira (30). "Ontem a fila tava maior que essa, chegando na esquina. Cheguei oito horas e já estava lotado", lembrou o vendedor que diz depender da venda de lanches para sustentar os três filhos. "Não dá pra ficar em casa. Como é que vou garantir o feijão de comer. O governo disse que vai mandar um dinheiro mas até agora nada, não dá pra ficar em casa esperando", afirmou.


Flash Valmir Mâcedo
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