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Empresários debatem plano de reabertura das atividades e apontam saídas para setores

O governo do estado sinalizou a definição de protocolos para a retomada do comércio com segurança sanitária ainda para este mês de junho. Nesta sexta-feira (29), empresários do ramo do varejo e da construção civil, que estão parados há 70 dias, afirmaram estar preparados e cientes das medidas que serão tomadas para a volta das atividades. Participou da videoconferência - promovida pelo Jornal do Piauí - o médico Paulo Márcio, da Associação Médica Brasileira no Piauí. 

Para o empresário do varejo Marco Pinto, a atenção será voltada para os pontos onde há maior possibilidade de troca de contato como as filas em caixas de pagamento e contato com equipamentos de transações em crédito. Medidas de distanciamento e ferramentas de proteção em balcões e maquinetas já são pontos assegurados de maior controle higiênico e sanitário.

“O varejo de uma maneira geral, de uns tempos para cá, você não tem grandes aglomerações de pessoas, a não ser em alguns pontos como os caixas, então, para esses já existe uma normativa de distanciamento, medidas de barreira de proteção de distanciamento no balcão do caixa, de pacotes”, explicou Pinto que alertou para o limite de caixa “preocupante” das empresas que estão pagando 50% da folha mesmo com as atividades suspensas.

No setor de construção civil, empresários já esboçaram um protocolo baseado em estudos nacionais do setor e sugeridos pelo Sindicato da Indústria de Construção Civil de Teresina aos governos de Teresina e de Timon para a retomada gradual das atividades.

“Esse protocolo é baseado nas boas práticas que a gente acredita muito na segurança no canteiro de obras. Se a gente parar para fazer uma pequena análise. As obras são ambientes murados, controle de acessos de saída. Os funcionários trabalham em ambiente aberto com um grande espaço entre eles. A gente acredita que o setor da construção civil consegue voltar com toda a segurança para o funcionário”, garantiu o vice-presidente do Sinduscon, Guilherme Fortes.

Segundo o representante da construção civil, Teresina foi a única capital do país que parou totalmente as atividades do setor. Ele assegura que com a recomendação do estado para a retomada, as empresas precisariam de apenas uma semana para fazer as adequações necessárias.

Foto: Yala Sena

O médico Paulo Márcio, da Associação Médica Brasileira no Piauí, também participou da discussão. Ele aponta que o Piauí foi elogiado nacionalmente por ser um dos estados que mais aderiu ao isolamento social, fator que reduziu infectados e número de vítimas fatais.

“A mortalidade dos doentes tem sido pequena. Não é a toa que o Piauí é um dos estados  que menos morreu paciente contaminado por coronavírus. Isso também porque a medicina do estado se preparou da forma correta. Agora nós entendemos que é o momento sim de retomar, a gente entende que a retomada pode acontecer de maneira segura”, assegurou.

O médico explicou que após os últimos meses de enfrentamento direto à Covid, a saúde também já tem uma maior capacidade de lidar com a doença e que isso dá uma maior tranquilidade para a retomada do que chamou de “novo normal”. “Hoje sabemos como é doença, como ela acontece, quais são suas fases”, disse.

As empresas aguardam a liberação do protocolo para se adequar às exigências que serão estabelecidas pelas autoridades e irão exigir de empresários e clientes novos comportamentos  e etiquetas higiênicos no momento do consumo.  

 

Valmir Macêdo
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