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Indicativo de data para a retomada das atividades pode ser dado na sexta, diz secretário

O secretário estadual de Planejamento, Antônio Neto, informou que até sexta-feira (5), o Centro de Operações de Emergência (Coe) deve ter um indicativo de data para a flexibilização das atividades econômicas suspensas após a pandemia do novo coronavírus. No Piauí, o decreto estadual que estabelece o isolamento social e a suspensão de atividades econômicas vai até o domingo, dia 7. Nesta terça-feira (2), o governo lançou uma consulta pública aberta até esta quinta-feira (4) para aprimorar os protocolos de reabertura, ainda sem data anunciada.

“Não temos data para definir ainda. A data será definida pela epidemiologia, pelo COE, é ele quem vai dizer se nós estamos no momento adequado para flexibilizar ou não”, afirmou com cautela o secretário em entrevista ao Jornal do Piauí nesta quarta.

Até a sexta-feira o governo continua realizando uma série de videoconferências ouvindo empresários, sindicatos profissionais e órgãos voltados a legislação trabalhista.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta alguns parâmetros para a retomada das atividades econômicas, um deles é controle da transmissão, com o índice de contaminação entre as pessoas (RZero) abaixo de 1. 

A margem na rede hospitalar, com número de leitos de UTI disponíveis também é levada em conta. O estado também deve ter os protocolos de saúde organizados para o retorno, o que já está sendo elaborado pelas autoridades. Mesmo com a retomada, as barreiras sanitárias devem continuar funcionando e a conscientização da sociedade sobre a nova dinâmica social. 

"Enquanto esses pilares não estiverem bem organizados, é temerário se falar em abertura" , disse o secretário que destacou que o acompanhamento após a abertura será avaliado a cada 7 dias. 

LDO

Antônio Neto anunciou que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) já está sendo preparada e deverá trazer os efeitos da pandemia.

“Se tem um impacto na queda de receita, na queda de arrecadação neste ano e no próximo ano, isso terá que ter uma previsão na LDO desse impacto negativo e que tipo de foco nós vamos ter na adequação da Lei orçamentária do próximo ano, que tipo de redução ela vai ter”, disse o secretário. 

Valmir Macêdo
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