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Em ato, "manequins doentes" viram alerta sobre a falta de proteção dos profissionais de saúde

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Atualizada às 11h45

Manequins, cartazes e balões pretos e brancos foram utilizados em um ato que reuniu todas as categorias da saúde em frente do Hospital Getúlio Vargas (HGV) nesta sexta-feira(05), no “Movimento Saúde Piauí”, que tem o objetivo de chamar atenção do governo para os profissionais da saúde que estão trabalhando em todos os setores nesta pandemia. 

Os manequins foram usados para representar os profissionais que estão afastados porque adoeceram. 

“Os profissionais adoeceram, que queria estar presentes por falta de EPIs de qualidade e quantidade correta e o maior absurdo, pessoas se expondo, adoecendo de diversos tipos de doença que o coronavírus está ai, mas a meningite, a tuberculose, o H1N1 não acabaram  e sequer fizeram jus aos 40% de insalubridade que é hoje, recebe menos de 10% que é como se estivesse exposto ao grau mínimo e não iremos permitir que daqui para frente façam o que estão fazendo”, destacou  presidente dos enfermeiros Erik Ricelli. 

Ele denuncia ainda que todos os profissionais que foram chamados no teste seletivo ameaçam entregar os cargos e pode provocar um caos no atendimento. “Se não forem atendidos, vão entregar os cargos na segunda-feira, porque foi feito uma verdadeira enganação, prometeram a insalubridade de 40% e depois fizeram uma errata, avisando que não iriam pagar insalubridade, todas as categorias se reuniram para deixar claro que não aceitam mais esse tipo de tratamento pelo governo do estado”, afirmou. 

Em relação ao EPIS, a presidente do Sindicato dos Servidores em Estabelecimentos de Saúde (Sindespi), Geane Sousa, que representa todos as categorias desde os operacionais até a fisioterapia, disse que os servidores não estão recebendo EPIs de qualidade.

“Os que estão no setor Covid-19 estão protegidos, porque eles recebem EPIs de qualidade, mas quem está fora está se contaminando, já temos mortes de pessoas e temos o maior índice de servidores, tanto administrativo, operacional, motoristas, maqueiros, motoristas, todos contaminados. Nós queremos os testes e a retestagem porque estão espalhando contaminação, porque não temos como comprovar e vai espalhando para todos e assim até fecha os setores”, ressalta Geane que contabiliza 49 servidores afastados. 

O sindicato dos Farmacêuticos do Piauí também esteve presente na manifestação e chamou atenção para o pagamento da insalubridade. “Estamos na mesma situação de todos os servidores públicos da saúde do Piauí, os farmacêuticos do Lacen, que é uma referência no diagnóstico dessa doença Covid, não recebem os 40% de insalubridade. Você imagina o grau de risco e tem muita gente afastada. No Lacen já tivemos casos e que foram afastados e estão sem receber essa insalubridade, que é um direito de todos e acho que o Estado deveria se sensibilizar com essas pessoas que estão na linha de frente, os heróis sem capas”, argumentou.

 

Nota da Sesapi 

A Secretaria Estadual da Saúde do Piauí (Sesapi) encaminhou uma nota informando que o Governo do Piauí, tem mantido o estoque e feito a entrega dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para todos os profissionais que estão trabalhando no combate à Covid-19. A entrega está sendo feita semanalmente e de acordo com a necessidade de cada unidade. Até o momento, não foi registrada a falta de nenhum item nos Hospitais Estaduais. 

Sobre os testes
Além da garantia dos EPIs, a Sesapi tem realizado também a entrega de testes rápidos para todos os profissionais das Unidades Hospitalares, conforme critérios estabelecidos pela OMS, Ministério da Saúde e Nota Técnica da Sesapi. 

De acordo com esses critérios, os profissionais devem ser submetidos ao teste rápido a partir do 8º dia dos sintomas. Em caso de resultado positivo deve ser feita a notificação e o profissional deve se afastar das atividades e respeitar o isolamento domiciliar até completar 14 dias de afastamento. Os profissionais com resultado negativo podem retornar às atividades antes do prazo de 14 dias, desde que estejam com pelo menos 72 horas (3 dias) sem febre ou sintomas respiratórios e pelo menos 7 dias após o início dos sintomas. 

Afastamento de profissionais 
Os profissionais que atuam nas Unidades Hospitalares e são do grupo considerado de risco para a Covid-19 têm o direito de se manter afastados desde que começou a pandemia e o decreto do Governo, datado de 18 de março de 2020. Desta forma, a Sesapi vem respeitando e está mantendo o afastamento destes servidores.

A Sesapi tem fornecido ainda treinamentos constantes sobre Controle de Infecção Hospitalar e apoio aos profissionais através da Telemedicina.

Insalubridade
Em relação ao pagamento da insalubridade, o regime estatutário, que rege o serviço público, define os percentuais de 5%, 10% e 20% como parâmetros para pagamento desse adicional. O percentual é verificado caso a caso, de acordo com o grau de risco da função e o ambiente de trabalho. Os valores obedecem a um teto, conforme orientação do Tribunal de Contas do Estado, por meio do Acórdão n. 2504/15.

 


Caroline Oliveira e Roberta Aline
[email protected]