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Mais de 120 pessoas morreram por mês em Teresina vítimas da Covid-19

Em três meses de óbitos confirmados, Teresina soma 369 vidas perdidas para a Covid-19. A média é de 123 pessoas que morreram por conta do coronavírus a cada mês, ou 4,1 pacientes que morreram por dia.

Os primeiros óbitos em Teresina foram registrados no dia 26 de março, mas o teste confirmando Covid-19 como causa só saiu no dia 29 do mesmo mês, e foi inserido no boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) no dia 30. As duas primeiras mortes foram de um casal de idosos. 

A maioria das mortes de pacientes na capital ocorreram em junho. Teresina fechou o mês de maio com 90. Até ontem (29), foram 279 óbitos confirmados no mês - com isso, a média diária de falecimentos em junho é de 9,62.

Os números têm rosto e já é difícil não conhecer alguém que tenha contraído o coronavírus. Um dos óbitos que marcou Teresina nos últimos dias foi  o do músico da Orquestra Sinfônica de Teresina, Caio Michel. Sem comorbidades, o jovem de apenas 31anos morreu após passar 21 dias internado em um hospital particular. Ontem (29) amigos e familiares participaram de uma missa online pelo sétimo dia de morte do músico. 

Os óbitos registrados em Teresina no mês de junho representam 75,6% do total acumulado desde o fim de março na capital. 
Perfil
Os idosos foram as maiores vítimas da Covid-19 na capital. O maior número de óbitos foi entre pessoas na faixa etária de 70 a 79 anos. O segundo  foi entre idosos de 80 a 89 anos. Já o terceiro maior número de mortes foi de pessoas com idade de 60 a 69.

Em Teresina 56,42% das vítimas são do sexo masculino e 43,585 mulheres. 77,88% destas pessoas que morreram tinha, comorbidades. Os dados são do Painel Covid-19, desenvolvido pela Prefeitura da capital.

Leitos de UTI

Fotos: Divulgação CCOM

Com o aumento nos número de casos, a ocupação do leitos de Terapia Intensiva para pacientes com Covid-19 também crescem e Teresina. De acordo com boletim da Secretaria de Estado da Saúde, hoje 78,8% das UTIs  da capital estão ocupadas. 

Todos os hospitais da capital estão com ocupação maior que 80%, inclusive os que fazem parte da rede privada. O hospital São Marcos está com 96,7% dos leitos de UTI Covid ocupados. 90% dos leitos contratados pelo Estado no Hospital Prontomed também estão lotados.

Entre os hospital da rede pública, o Hospital Universitário da UFPI tem 93,35 de ocupação. Já o Hospital Geral do Monte Castelo tem 85,7% das UTIs ocupadas.

Quanto aos leitos clínicos a situação também é crítica. Os Hospitais do Monte Castelo, São Paulo e HU estão com 100% de ocupação.

Veja aqui o boletim


Izabella Pimentel e Fábio Lima
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