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Eletrobras aciona juiz no CNJ por bloqueio no valor de R$ 6 milhões

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A assessoria jurídica da Eletrobras Piauí anunciou que irá acionar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para investigar o bloqueio de R$ 6 milhões nas contas da companhia de energia elétrica. A decisão envolve o empresário Carlos Augusto Bucar de Arruda, que moveu ação contra a empresa alegando prejuízos com a falta de energia em uma vaquejada no município de Floriano.

Fotos: Yala Sena/Cidadeverde.com
Sá Urtiga, assessor jurídico da companhia

Danilo Sá Urtiga Nogueira, assessor jurídico da companhia, concedeu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (20) e confirmou que os últimos sequestros de dinheiro nas contas da empresa foram feitos hoje, um no valor de R$ 1.632.366,15, em favor de Carlos Augusto Bucar de Arruda, e outro de R$ 996.778,61, em favor do advogado Ricardo Ilton Correia dos Santos.

O advogado da Eletrobas Piauí informou os prejuízos foram avaliados inicialmente em R$ 183 mil. Porém, o empresário teria reclamado que o lucro cessante pela não realização da vaquejada seria de R$ 4 milhões. Segundo Sá Urtiga, a Eletrobras discordou, reclamou na Corregedoria e chegou ao valor de R$ 1,3 miilhão, valor que ele afirma ter sido sacado da empresa. 

Porém, uma nova decisão do desembargador José James bloqueou R$ 1,923 milhão. E mais recentemente, outra decisão, do juiz de Direito da 1ª Vara, Noé Pacheco de Carvalho, determinou o novo bloqueio. 


"Foi uma surpresa essa decisão. Não fomos notificados. Ocorre na véspera de recesso judicial, o que dificulta até um eventual recurso. Por isso, o presidente da Eletrobras determinou que se tomasse todas as medidas e se acionasse o CNJ para os processos cabíveis, pois os estão cálculos majorados e indevidos", disse Sá Urtiga, que reclama da falta de intimação da empresa, que só soube do bloqueio após a efetivação do mesmo.  




Nos últimos meses, em quatro sequestros foram bloqueados R$ 6.143.064,21, de acordo com as contas da Eletrobras Piauí. "Com esse dinheiro, a empresa fará cortes, possivelmente no pagamento de tributos, e avalia que investimentos em obras também poderão ser prejudicados", alerta o assessor jurídico da companhia, que sugere à Receita Federal a averiguação do montante arrecadado por uma vaquejada. 

Os diretores José Salan, assessor da presidência, Marcelino Machado e Antonio Pereira também participaram da entrevista coletiva. 

Yala Sena (flash da Eletrobras Piauí)
Fábio Lima (Da Redação)
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