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Teresina 161 anos: Cineas Santos fala como surgiu o hino da capital

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Os versos que tanto Teresina escuta em suas datas especiais demoraram 145 anos para se tornarem símbolo da cidade. O autor da letra, professor Cineas Santos, contou durante o programa especial "Quem ama, cuida" como surgiu o hino.

Evelin Santos/Cidadeverde.com

Trata-se de uma parceria com o músico Erisvaldo Borges. O hino foi escolhido num concurso organizado pela prefeitura na comemoração do sesquicentenário. Ou seja, é um tempo relativamente pequeno de convivência da canção com o seu povo.


"Isso é uma coisa insólita porque a primeira coisa que o município faz ao emancipar-se é se preocupar com seus símbolos. No sesquicentenário, a prefeitura lançou um concurso. Letra de hino é uma coisa muito complicada. O que a cidade tem de essencial é o povo. Wall Ferraz dizia isso. Trabalhei com a cidade, a luz, o verde, os olhos", relata Cineas Santos.

Como uma homenagem aos 161 anos da capital, a Orquestra Tamoio e a cantora Carol Costa apresentaram um arranjo diferente neste programa especial.



Flores de Monturo

Durante o programa, Cineas Santos comentou sobre o projeto que desenvolveu em Teresina, fotografando as flores típicas da chapada.


Cineas Santos explicou que catalogou mais de 100 fotografias, que estão disponíveis para exposição em escolas. "Não precisa ser artista. Quando comecei esse projeto, pensei em fazer um trabalho fotográfico com flores de Teresina, da chapada. Percebi que quando eu olhava para cima esquecia do chão e a beleza maior estava nas flores sazonais. Tenho mais de 100 fotografias. E quem quiser obter eu não cobro absolutamente nada. Os banners estão prontos para levar para as escolas. Quem olha para o monturo, encontra muito mais do que lixo, encontra beleza. A criança não pode estar condicionada somente ao que a TV e a internet mostram. Ela precisa desse contato", explica.

Literatura

O professor comentou ainda sobre a importância da literatura para identificar seu povo e deu dicas de escritores eternos e contemporâneos. 

"O Piauí precisa se apropriar da literatura. É a melhor tradução da realidade de um povo. Você pega o Abdias Neves, com "Um manicaca", que fala das festas até os ipês retratados. Entre os contemporâneos temos Carvalho Neto, que está fazendo talvez a melhor poesia no Estado. Temos Paulo José Cunha, Paulo Machado, Graça Vilhena, Climério Ferreira. O H. Dobal, que não é de Teresina mas deu dimensão universal a nossa aldeia", afirma.


O professor lembra ainda que quando esteve à frente da Fundação Monsenhor Chaves, Cineas Santos editou um livro, junto com Salgado Maranhão, com textos que falam de Teresina. As fotos são de Margareth Leite. 

Revista Cidade Verde

Cineas comentou também que a Revista Cidade Verde traz um documento especial sobre o aniversário da capital. "Minha Teresina Não Troco Jamais" é mais uma homenagem à capital do Piauí.

Apelo ao governo

Lembrando os tantos artistas que fazem a cultura de Teresina e do Piauí, que nem sempre são reconhecidos pelo trabalho, Cineas Santos fez um apelo ao governador Wilson Martins para que sancione a lei de proteção aos mestres da cultura do Estado.

"Volto a pedir ao governador um olhar mais carinhoso a esses artistas. O neto precisa ver o avô com olho de quem vai ser eterno. Como é que o menino vai fazer reisado se vê o avô morrendo a míngua?", questiona.

Ampliada às 12h13

Leilane Nunes
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