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Criança morre ao ser atingida por bala perdida no bairro Promorar

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Uma criança de apenas 6 anos morreu após ser atingida por uma bala perdida no bairro Promorar, zona Sul de Teresina. O crime aconteceu na noite desta terça-feira (18), por volta das 22 horas.

O Instituto Médico Legal (IML) confirmou a morte do menino, identificado como Philipe Hatus de Lima Guerra. Ele levou um tiro no peito, chegou a ser socorrido e encaminhado ao hospital, mas não resistiu ao ferimento.


Segundo o coronel Alberto Menezes, comandante de Policiamento da Capital, dois homens armados foram à casa de um desafeto na Vila Carolina, no bairro Promorar e dispararam dois tiros, um deles atingiu Philipe.

"Era um maior e um adolescente de 15 anos que já é acusado de matar outro desafeto no mês de novembro. Eles chegaram na casa desse desafeto e dispararam os tiros, mas não acertaram nele e sim numa criança, que foi socorrida, mas morreu", explicou o coronel. 

O comandante afirmou que conseguiram prendê-los momentos depois e a vítima da tentativa os reconheceram. Eles foram identificados como J. A. dos S. C., de 15 anos e Francisco das Chagas Machado Sobrinho, 18 anos, mais conhecido como Frank, que pilotava a moto e estão na Central de Flagrantes. As prisões foram efetuadas pelas viaturas táticas do 1º Batalhão e da Companhia do Promorar.

"Estão me confundindo"
O Cidadeverde.com falou com o jovem de 18 anos, identificado como Junior, que seria o alvo dos criminosos. O jovem disse que já sofreu outro atentado e que está sendo procurado, por engano, por membros de gangue da Vila Nova, também no Promorar. 

A mãe do rapaz explica que há outro adolescente parecido com seu filho, também de nome Junior, que faz parte de outra gangue e por conta da semelhança e da coincidência do nome, eles querem pegar seus filhos. “Não sei o que fazer, tenho que sair daqui para poder salvar meu filho, pois não quero vê-lo dentro de um caixão, mas não tenho para onde ir porque não tenho parentes em outro lugar. ”, descreve a senhora bastante nervosa, que não quis se identificar. 

Junior conta que no momento do atentado estava com a mulher do patrão e os dois filhos do casal em frente a residência deles, esperando uma pizza. “Eu vi um maior e um menor passarem de moto e voltarem três minutos e já apontando a arma para mim. Só deu tempo de eu pegar o mais velho e me esconder dentro da casa do vizinho. Depois dos tiros vi que tinham acertado o mais novo. Eles estão me confundindo, porque o outro que eles querem pegar se parece comigo e também tem um nome de Junior”, declarou o rapaz. 

Velório do garoto 
Philipe Guerra é filho de um borracheiro que também é pastor evangélico e o velório acontece na igreja deles no bairro Lourival Parente, também na zona Sul de Teresina. 

Carlos Lustosa Filho/CidadeVerde.com
Crisantina Barbosa, avó de Philipe

A avó da criança, a empresária, Crisantina Lima Barbosa, falou ao Cidadeverde.com da dor da família e revolta da certeza da impunidade. “Eles tinham voltado do colégio e pediram para mãe dele comprar uma pizza. Quando eles foram esperar, ela pediu para o funcionário ficar com eles na porta, por causa da insegurança, foi quando dois homens passaram de moto e atiraram para trás. Eles conseguiram salvar o maiorzinho e quando minha filha procurou pelo Philipe, ele estava caído no chão, ela pediu ajuda a um motoqueiro que levou ela até o hospital. As últimas palavras que ele falou foi: mamãe guarda minha pizza, que eu te amo”, declarou a senhora emocionada. 

Velório na Assembleia de Deus, no Lourival Parente

O velório do garoto acontece na Igreja da Assembleia de Deus, no bairro Lourival Parente, zona Sul. É a primeira vez que aconteceu esse caso na família. “Nós somos uma família de evangélicos e vivemos para trabalhar. Não devia haver justiça para proteger bandidos, eles não têm misericórdia de ninguém, é preciso mudar a lei e proteger melhor os pais e mães de família”, destaca a empresária.


Flash de Carlos Lustosa e Jordana Cury
Redação Caroline Oliveira
redacao@cidadeverde.com
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