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Rodriguinho volta para Os Travessos

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Após dez anos, Rodriguinho está de volta ao grupo Os Travessos, que fez sucesso no fim da década de 1990 e primeira metade dos anos 2000 com músicas como “Tô te filmando (sorria)" , “Quando a gente ama” e “Adivinha”.  Nesse período de afastamento, ele se dedicou à carreira solo, à família – tem quatro filhos e uma enteada -, abandonou os cabelos loiros, fez 40 tatuagens pelo corpo e ganhou peso por conta de anabolizantes, que admite ter usado por dois anos.


Em conversa com o EGO, o cantor falou sobre sua saída do grupo, o período de carreira solo e este momento de retorno. Confira:

EGO: Por que você está voltando para Os Travessos?

Rodriguinho: Em 2014 completamos 20 anos de carreira. A minha saída, em 2004, foi por causa de uma briga com o empresário, não teve nada a ver com os meninos. Vi muitos grupos se desfazendo na época e o vocalista seguir carreira solo, mas não achava que aconteceria com a gente. Não passava pela minha cabeça voltar, só aceitei porque estou em uma fase incrível como produtor e compositor. Em dezembro do ano passado nos encontramos e decidimos nos reunir para fazer uma turnê, que acabou rendendo um álbum inédito que será lançado em abril e um DVD que gravaremos em setembro, incluindo os grandes sucessos dos Travessos.

As pessoas cobravam esse retorno?

Muita gente queria a nossa volta. Tínhamos um público infantil muito grande que não podia curtir nossos shows na época e agora pode. Estamos quase com a mesma formação de quando saí (Edmilson, Chorão e Rodrigo). O Fabinho, que tinha ficado de vocalista no meu lugar, faleceu e foi substituído pelo Felipe, ex-Br’oz.


E como foi esse reencontro?

Parecia que não tínhamos nos separado. Não achei que ia ser tão bem recebido e está sendo muito legal fazer parte do grupo de novo. Tinha esquecido o quanto a gente era feliz junto, o quanto nos divertíamos. Os últimos dois meses foram muito felizes. Após os ensaios fizemos churrasco, conversamos até de madrugada, nossos filhos brincando, isso é muito louco...

Durante o período solo pensou em desistir?

Não sei fazer outra coisa na vida. Canto desde os 10 anos, me formei em Processamento de Dados em uma época em que nem existia internet. Em carreira solo gravei seis CDs e 4 DVDs, compus para vários nomes como Thiaguinho, Michel Teló, Luiza Possi, Fiuk Jeito Moleque e gerenciei a carreira de alguns artistas. Deu certo.

A forma como o público consome música também mudou nesses dez anos...

Perdemos por um lado, com menos espaço na TV, mas ganhamos na internet, que é um veículo que se pode ver em qualquer lugar. A música digital vem crescendo muito, e a pirataria está começando a ser combatida. O verdadeiro fã ainda compra o CD, o DVD.

Você adotou um visual diferente. Pretende voltar a deixar os cabelos loiros?

Não, dava muito trabalho! (risos). Toda semana tinha que pintar, porque era muito curto. Tive várias alergias e problemas capilares por conta da química. Agora não tenho mais tempo de cuidar. Eu fui o primeiro a adotar esse estilo, mas estourei só depois dos outros. As pessoas confundiam e me chamavam de Belo e de Chrigor (ex-vocalista do Exaltasamba).

Fisicamente você também está diferente...

O tempo passou e dei uma engordadinha. Quando saí do grupo, me rebelei e fiz tudo o que os empresários não deixavam. Tomei anabolizante por dois anos, fiquei maluco por academia. Fazia tudo o que falavam, mas com acompanhamento. Isso tirou um pouco os efeitos colaterais. Agora sofro as consequências, é difícil perder peso e minha voz ficou mais grave, embora eu goste dela assim, achava minha voz muito estridente antes. Voltar a ser daquele jeito não dá mais. Eu era o galãzinho do grupo, não sou mais. Não posso perder esse posto!

Quantas tatuagens você tem?

Tenho 40 e quero fazer mais. Mas não faço aleatoriamente, todas estão relacionadas a algum lance muito legal que eu tenha passado. A próxima será uma chave e estou devendo uma em homenagem a Os Travessos.

Sua vida também mudou. Como pretende se dividir entre os shows e os filhos?

Nesses dez anos eu virei um pai de família. Tenho quatro filhos e uma enteada e gosto de acompanhar todas as fases. Gabriel, de 15 anos, meu filho com uma ex-namorada, está há dois anos morando nos Estados Unidos para estudar e eu o visito a cada dois meses. O Junior tem 10 anos e a Vitória, 6 (do primeiro casamento com Thais Gattolin). Estou há sete anos com a (cantora) Nana Damasceno, que conheci produzindo um trabalho e não tem ciúmes das fãs porque também é do meio, e temos a Aretha, minha enteada, de 9 anos, e o Jaden, caçula, de 2. Há muito tempo não passava dez dias longe deles, como vai acontecer agora com a turnê, mas vou conseguir conciliar.


Fonte: Ego
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