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Suzana Alves nega ser pastora: "uso a Tiazinha a meu favor"

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A Tiazinha? Virou pastora e agora quer esquecer o passado”. Essa foi uma das notícias que mais correram a respeito de Suzana Alves, atriz que deu vida à personagem do programa H, apresentado por Luciano Huck entre 1996 e 2000 na Bandeirantes. Mas ela não podia estar mais longe da verdade. Suzana não está pregando por aí, não renega o passado e muito menos tem vergonha de falar sobre ele. 

 

Foto: Luisa Migueres / Terra


Sempre preocupada com o corpo, Suzana pratica pilates em seu estúdio


Se antes ela era sinônimo de sensualidade com um chicote, máscara e cinta-liga, agora exibe o corpão só no palco ou para mostrar suas posições no pilates. A prática, aliás, deixou de ser um aquecimento para viver negócio próprio. Em paralelo à carreira de atriz, Suzana se tornou sócia de um estúdio de pilates no Morumbi, bairro de São Paulo. Foi lá que a reportagem do Terra a encontrou para um papo esclarecedor, sobre como ela lida com o fato de ter encarnado um dos maiores símbolos sexuais brasileiros dos anos 90. 


A nova Suzana 
A primeira surpresa veio antes mesmo da entrevista. Suzana chegou ao estúdio com os cabelos curtíssimos, quase irreconhecível. Já não lembrava mais a personagem que costumava depilar marmanjos ao vivo, em canal aberto. A transformação é recente, mas parece já ter causado uma mudança na própria atitude de Suzana, que decidiu passar a tesoura para um papel no teatro. “Me deu uma feminilidade muito legal”, conta, com a euforia de quem ainda está se acostumando com a nova imagem no espelho.

 

Encarar a si mesma, aliás, é uma das tarefas mais buscadas por Suzana. Foi para “se entender” que ela começou a desenvolver uma pesquisa acadêmica sobre a sua história e seu corpo. Ela resgata cenas da sua própria infância e juventude, e transforma em objeto de estudo para aprimorar a carreira de atriz.

 

Por trás da máscara 
Não demorou muito para que a Tiazinha surgisse na conversa. Ao fazer um balanço de tudo o que conquistou até hoje, Suzana não diminui a contribuição da mascarada, que surgiu quando ela tinha apenas 18 anos. “Se eu não tivesse feito a Tiazinha, talvez não conseguisse alcançar tudo isso. Foi uma época muito legal, em que eu tive oportunidades maravilhosas”, lembra, se referindo aos estudos, viagens e à moradia da família que conseguiu pagar. Não que os pais de Suzana gostassem de ver a filha como recordista de vendas da Playboy, por duas vezes. “Eu demorei pra aceitar, disse não quatro vezes. Mas não tinha muita consciência, era mais uma alegria de poder ganhar dinheiro”, conta Suzana, que ainda estrelou uma série, As Aventuras de Tiazinha.

Recordista de vendas, ela posou duas vezes para a Playboy

Dar adeus à personagem, pelo que parece, foi bem mais difícil para os fãs do que para ela. "Eu encontrava mulheres na rua que diziam 'Meu marido adora você!'. Eu ficava um pouco assustada, mas hoje sei que fazia parte do fetiche". Depois do sucesso, Suzana decidiu que era hora de encarar a carreira sem a máscara: “Eu queria aproveitar minha juventude, precisava me distanciar de tudo aquilo. Aí parecia que eu tinha renegado”. Foi assim que ela passou pela fase mais difícil, quando precisou de muita paciência para esperar que seus próximos trabalhos não tivessem ligação direta com a Tiazinha. “Mas aí eu aprendi que tenho um apelo sensual, e que os personagens que aparecessem também teriam isso. Hoje eu uso a Tiazinha a meu favor”. 

 

Atriz e empresária
Com o tempo surgiram suas participações em peças, novelas, filmes e séries. Mas Suzana ainda precisava de um trabalho fixo, para que pudesse investir na atuação. Casada há quatro anos com o ex-tenista Flávio Saretta, ela nunca descuidou do corpo, mas resolveu mudar de hábitos. “Eu cresci no meio artístico, sem horário, dormindo em qualquer canto, viajando. E ser empresária me trouxe essa maturidade. Hoje tenho uma alimentação regrada, um equilíbrio muito maior”, garante. 

Foi aí que o pilates deixou de ser hobby para virar fonte de renda. Ao lado de uma amiga, Suzana montou seu estúdio de pilates, que agora divide sua agenda com os ensaios. Da época de chicote e lingerie, ela traz gratidão, não o pudor: "Até porque se eu tiver que mostrar o corpo hoje para uma nova personagem, em quem acredito, eu mostraria. Tenho várias portas abertas na mídia por causa da Tiazinha. Me orgulho do meu trabalho".


 


Fonte: Terra

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