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Polícia aguarda laudos da ANP para concluir inquérito da operação Bomba D’Água

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A Polícia Civil do Piauí ainda aguarda o laudo da Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre a qualidade do combustível encontrado em um depósito clandestino descoberto durante a operação Bomba D’Água, no dia 08 de novembro, no bairro Recanto das Palmeiras, zona leste da capital. Oito pessoas foram presas na operação, mas liberadas logo em seguida por determinação da Justiça.

Segundo Cassandra Nunes, delegada adjunta da Delegacia de Combate aos Crimes contra Ordem Tributária e ao Consumidor (Deccoterc), foram colhidas duas amostras no galpão, no entanto, o laudo ainda não foi repassado para a polícia. “A perícia ainda aguarda o laudo. Uma amostra foi enviada para um laboratório de Fortaleza e a outra ficou aqui mesmo na Universidade Federal do Piauí, que tem um laboratório conveniado à ANP”, explicou a delegada.

Cassandra Nunes afirma que o inquérito da operação foi aberto através de portaria e está em andamento, no entanto, são necessários os dois laudos das amostras para o encaminhamento das investigações. “Não podemos dar uma previsão de quando esses laudos vão sair. Nessa época a demanda para este tipo de análise é grande”, afirmou.

No depósito, a polícia encontrou cerca de 200 mil litros de combustível armazenados entre gasolina e diesel. Na época da operação, o delegado geral James Guerra disse que 20 caminhões passavam pelo local por dia. Cada um deixava 300 litros de combustível puro e supostamente completava o tanque com água e outras substâncias antes de comercializá-los. 

Os caminhoneiros, de acordo com a polícia, ganhavam duas vezes ao vender os combustíveis para o galpão (por valores entre R$ 1,70 a R$ 1,90 e o diesel de R$ 1,20 a R$ 1,40) e vendiam os combustíveis aos postos por valores de R$ 2,50 a R$ 3,00 no interior. 

Hérlon Moraes
[email protected]

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