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Prefeito ficou por 4h na cena do crime com primeira-dama, afirma delegado

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A empregada doméstica, Noêmia Maria da Silva Barros, 43 anos, acusada de participar da morte da primeira-dama de Lagoa do Sítio, afirmou em depoimento nesta quarta-feira (11) que o prefeito Zé Simão (PT) foi quem assassinou a primeira-dama Gercineide Monteiro, 35 anos. Em depoimento na presença do delegado Willame Costa, a empregada confirmou que tinha um relacionamento com o prefeito há cerca de dois anos.

Foto: Yala Sena

Noêmia conta que os encontros extraconjungais aconteciam na residência do prefeito e que a primeira-dama não tinha conhecimento da relação.

“Ele tinha ciúmes da esposa que o traiu com o médico... que José Simão tinha muita ira por aquele ocorrido”, revela a doméstica durante depoimento na polícia. 

“...diz que o mesmo (se referindo ao prefeito) costumava dizer que se fosse traído mataria a mulher”, garante a doméstica. Ela reafirma que não participou do crime e que não viu. Sua contribuição seria esconder o revolver que foi localizado pela polícia.

Hoje pela manhã ao chegar em Teresina, o prefeito Zé Simão disse que é inocente e quem teria matado sua esposa já estava preso.  

 

 

Atualizada às 14h30

 

O delegado Willame Costa, gerente de policiamento no Interior, revelou nesta quarta-feira (11) detalhes sobre as investigações que apontam o prefeito de Lagoa do Sítio, José de Arimatéas Rabelo, o Zé Simão, como autor da morte da esposa e primeira-dama Gercineide Monteiro, 35 anos. Ele conta que no depoimento, Zé Simão foi contraditório, teria forjado álibi e esqueceu que além das provas testemunhais, a polícia trabalha com provas periciais.

"Fomos acionados pela delegado regional de Valença, Maycon Braga, e em primeiro momento o assunto era tratado como morte natural. O prefeito e sua irmã estavam no local. Ele disse que chegou em casa por volta das 8h20 e quando entrou no quarto para tomar banho, viu o corpo da mulher frio, em cima da cama e saiu gritando dizendo que ela havia sido assassinada. Esse relato também foi confirmado pelas testemunhas", explica o delegado. 

Willame Costa disse que entre as hipótese de suicídio foi especulada, mas descartada com laudo pericial. "Ela tinha um orifício de entrada no ouvido esquerdo e o projétil foi alojado do lado direito do rosto, não transfixou. Além disso, a vítima era destra", reitera. 

O delegado acrescenta ainda que o prefeito ficou por 4h na cena do crime e o relato de Zé Simão, horas antes do crime, também foi indispensável para descobrir contradições. 

"Ele disse que passou o fim de semana em Teresina com os filhos. Retornou pra casa no último dia (09) e antes de chegar em casa passou em Barro Duro e e Valença. Na noite do mesmo dia,  jantaram, foram para o quarto, mantiveram relação sexual e dormiram. Por volta das 5h40, ele disse que foi ao sítio, mas não encontrou a chave do carro e acordou a esposa. Em seguida, deu um beijo no rosto dela e e saiu. A versão dele entra em contradição pois o exame feito no estômago e a rigidez do corpo da vítima revelaram seria impossivel que a morte tenha ocorrida após 5h da manhã como ele disse. A morte ocorreu cerca de quatro horas do jantar, que foi por volta das 21h30, ou seja 1h da manhã", disse o delegado. 

A participação da empregada no crime, segundo o delegado, foi apontada pelo próprio prefeito que confessou que matinha uma relação extraconjugal recente com Noêmia Barros. 

"Ele disse que o caso era recente, mas a própria Noêmia disse que eles mantinham relações amorosas na própria casa há cerca de dois anos. O crime ocorreu de madrugada, a empregada não estava em casa. Ela teria sido responsável por esconder a arma que foi achada no forro da casa. O prefeito disse que era ameaçado pela amante, que tinha inveja da primeira-dama", reitera. 

Além destas, outras contradições contatadas pela perícia, também levam a autoria do crime ao prefeito, explica Willame Morais. 

"O laudo apontou que a vítima não manteve relação sexual recente.Ele disse que era apaixonado, mas tinha uma amante. Ele viu a esposa morta e não procurou socorrê-la, saiu gritando dizendo que ela foi assassinada. Embora tivesse chorando, parecia calmo por uma coisa que disse não ter feito. Ele forjou álabi. Saiu de casa às 5h40, existem câmeras no caminho do sítio dele. Passou na casa da tesoureira para tratar de assuntos da prefeitura. Tudo isso ocorreu, mas ele esqueceu que a polícia não trbalha apenas com provas dadas", disse.

O delegado também comentou sobre boatos de que Gercineide Monteiro também manteria uma relação extraconjugal. "Havia boato de que ela estaria traindo o prefeito. Ele mesmo confirmou o boato e disse que já tinha superado a crise e tudo ja havia sido resolvido", revelou Willame Costa. 

 

 

Atualizada às 10h20 (hora local)

Delegado diz que crime foi planejado

Após interrogar novamente o prefeito José de Arimatéas Rabelo, conhecido como José Simão (PT), 50 anos, e a doméstica Noêmia Barros, 43 anos, o delegado Willame Costa, gerente de policiamento no Interior, acredita que ambos tenham planejado o crime. “Foi ele quem matou e a empregada disse que apenas guardou a arma, mas achamos que ela participou do planejamento. Eles mantinham um relacionamento amoroso há cerca de dois anos”, afirmou o delegado sobre o caso dos dois. 

O delegado informou também que a primeira dama Gercineide Rabelo foi morta entre uma e duas horas da manhã, ainda dormindo. Ela deixa dois filhos homens de seis e 12 anos. 

O delegado geral, Riedel Batista, afirmou que o gestor apresentou contradições no depoimento. "Tudo indica que foi crime passional. O prefeito deve ser indiciado por homicídio duplamente qualificado por a vítima estar indefesa e pelo motivo fútil", declarando ainda que a pena e de 30 anos. 

Os acusados foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) e a doméstica será encaminhada para Penitenciária Feminina e o prefeito para uma unidade da Polícia Civil. E não quiseram falar com a imprensa. 

O advogado Lucas Villa, que defende o prefeito, não quis dar detalhes sobre caso e só se pronunciará nos autos. 

Investigações

Segundo o delegado geral, Riedel Batista, foi usado um revólver calibre 38 que foi apreendido e o lençol usado para abafar o tiro. A empregada doméstica do casal, Noêmia Maria da Silva Barros, 43 anos, teria confessado o crime do gestor de Lagoa do Sítio.

"A investigação se estendeu pela madrugada. Todas as evidências chegaram em crime passional. Foi feito um trabalho muito criterioso, com participação da perícia e do IML, que foi fundamental na descoberta da hora da morte. Não houve sinais de arrombamento. Nós descartamos a entrada de pessoas estranhas na casa. À noite, com o andamento das investigações, nós conseguimos apreender a arma de fogo utilizada e outros objetos relacionados ao crime", comentou Riedel Batista.

O advogado criminalista Lucas Villa chegou na Delegacia Geral e irá defender o prefeito. O gestor e a doméstica prestam novos depoimentos a delegados na Gerência de Policiamento Metropolitano. 

Morte

A primeira-dama foi encontrada morta em sua cama na manhã de ontem(10), na casa do casal na avenida principal da cidade, que fica a 234 quilômetros de Teresina. A primeira versão é de que a morte seria de causas naturais, mas por conta do sangue encontrado no nariz, o delegado Maycon Braga, regional de Valença, solicitou a perícia. 

 

Flash de Carlos Lustosa
Redação Caroline Oliveira e Graciane Sousa
redacao@cidadeverde.com

 

 

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