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Assis Carvalho defende PT e Dilma, mas respeita protesto: "A rua é do povo"

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O deputado federal Assis Carvalho (PT) participou do Notícia da Manhã desta segunda-feira (16) e comentou sobre os protestos que aconteceram em praticamente todo o Brasil no domingo (15) e reivindicavam, entre outras coisas, o fim da corrupção e o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O parlamentar defendeu a petista, mas garantiu respeitar a manifestação. Segundo ele, "a rua é do povo".

"Tem que respeitar quem está indo para a rua, porque ela não pertence ao PT ou à CUT. A rua não tem dono. A rua é do povo", disse. Em seguida, emendou: "Havia bandeiras que eu acho bastante complicadas e que estão sendo escondidas. Ontem, tinha gente tocando fogo em sede do PT, tinha gente de suástica no braço, tinha gente usando praticamente as mesmas máscaras do Estado Islâmico. Esse não é o caminho", argumentou.

Apesar de respeitar o movimento, Assis Carvalho lembrou dos avanços alcançados pela administração petista e criticou os que defendem o impeachment de Dilma Rousseff.

"Qualquer pessoa com maturidade política não pode alterar o processo democrático. Em 2002, o Brasil tinha a 12ª economia do mundo. Hoje, tem a sétima. Nós somos contra a corrupção, seja ela na Petrobras, no metrô de São Paulo ou no HSBC. É uma situação histórica, cultural. Mas Dilma e Lula estão dando condições para investigar. Antigamente, havia uma falsa sensação de que não havia corrupção porque ela era escondida", desabafou.

Assis Carvalho também tentou tranquilizar a população sobre os efeitos da crise econômica no país e estabeleceu um prazo para que o Brasil volte a crescer.

"O PT e a Dilma vão continuar o que vem fazendo de 2003 para cá. Se voltarmos um pouco na história, de 1985 para cá, havia crises de dois em dois anos ou todos os anos. O FMI morava praticamente no Brasil. A crise, que é mundial, em algum momento chegaria aqui. É um processo que não é novo. Dilma está fazendo o que qualquer governo teria que fazer. Dentro de quatro, cinco ou seis meses, o país deve voltar a crescer", opinou.

Flávio Meireles
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