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Governador diz que 2016 é desafiador, mas que “é a vez do Piauí”

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Depois dos ataques na França, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT) ponderou sobre o ocorrido lamentando o fato e reconhecendo que deve influenciar a economia do restante do mundo, como também a do Brasil. O governador também falou sobre sua viagem ao Japão, Alemanha e Espanha, onde irá buscar investimentos e que "essa é a vez do Piauí", referindo-se a uma oportunidade de recuperação da economia local com a conquista dos empréstimos. 

“O ano de 2016 é desafiador ainda, mas eu creio que vai ser melhor que 2015. Acho que essa guerra que todos acompanhamos lá na França, só agrava a situação do mundo. É uma área que tem reservas de petróleo, na Europa, que com certeza, tem uma influência na economia do mundo muito forte e nós não somos uma ilha, o Brasil está dentro do planeta e o Piauí dentro do Brasil, então nós temos que estar preparados e é isso que quero fazer, principalmente um trabalho para que ampliemos investimentos privados, fazer a economia crescer, crescendo a economia é bom para todo mundo”, declarou.

O chefe do executivo comentou, nesta terça-feira (24), na abertura do Simpósio sobre o Matopiba - que tem o objetivo de discutir as potencialidades e gargalos relacionados à exploração agrícola sustentável dos cerrados - que do dia 1º a dia 6 de dezembro estará com a presidente Dilma Rousseff em uma missão oficial no Japão, para apresentar o MATOPIBA e para celebrar o contrato entre o governo do Estados do MATOPIBA com o governo japonês e duas agências de financiamento, Jaika e o Jebik, para buscar empréstimos de valores elevados. Ele afirmou ainda que tudo é investimento de longo prazo  e que “essa é a vez do Piauí e a gente vai tirar grande proveito dessa viagem até para ter crescimento econômico me meio a uma crise”. O evento acontece no Blue Tree Rio Poty Hotel.

Sobre as áreas para investimentos do financiamento, ele elencou alguns: “Nós estamos priorizando para o Piauí a hidrovia do Parnaíba, a conclusão da Transcerrados e todas as suas ligações, a outra etapa da ferrovia da Transnordestina – a que sai de Eliseu Martins passando por Ribeiro Gonçalves e Uruçuí em direção a Estreito, na divisa com o Maranhão e Tocantins, ligando a ferrovia norte sul – e também buscar o avanço em pesquisa, trabalhar a comunicação, solução de energia, ou seja, tudo aquilo que permita à região crescer, se desenvolver”. 

Wellington complementou que depois da ida ao continente asiático, segue para uma viagem à Europa, onde além da parte de energia renováveis e de um projeto na área de irrigação, vai participar de rodadas de negociação em um evento em Madri, liderado pelo jornal El País, para apresentar novamente o potencial do Piauí.

MATOPIBA

Ele destacou que a Embrapa é o órgão técnico que fez com que o Brasil conhecesse melhor a natureza. “A partir das pesquisas da Embrapa a gente quebrou tabus. Cito um exemplo: muita gente não acreditava que fosse possível fruticultura em região que não fosse fria e a Embrapa desenvolveu pesquisas como uva, maçã, pera, que antes a gente só imaginava que fosse possível cultivar na Itália, no Rio Grande do Sul, em cidades antes da linha do Equador”, observou.

Disse também que a Embrapa demonstrou a sua competência permitindo a produção de trigo, soja, milho com alta produtividade, dentre outros grãos. “Agora estamos pesquisando café, que junto com o trigo são outra novidade que a gente está trabalhando fortemente, além de desenvolver mecanismos para a produção com irrigação e a área do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, o MATOPIBA, agora legalizada como uma área estratégica de desenvolvimento do Brasil, com esse encontro aqui hoje em Teresina, que nos permite tratar tecnicamente, do ponto de vista da agronomia ciência , animal e vegetal com conhecimento que o mundo domina, quais as necessidades de novas pesquisas, qual é o rumo, como vamos planejar para que essa natureza frágil sirva de produção sem causar riscos a própria natureza”.

 

Lyza Freitas
[email protected]

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