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Delegado quer acareação com donos de financeiras na Operação "Refin"

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O delegado Marllos Sampaio, titular da Delegacia do Idoso, deu por encerrados os trabalhos de busca nesta quarta-feira (30) da Operação "Refin". Foram executados 17 dos 18 mandados de busca e apreensão em municípios do norte do Estado, restando apenas um foragido em Parnaíba, litoral do Estado. O delegado ouviu os presos e vai querer uma acareação entre proprietários de financeiras, que se contradisseram nos depoimentos.
 
De acordo com Marllos, os presos citaram novos nomes, incluindo pessoas de outras financeiras da mesma região. Todas as contradições deverão ser dirimidas em uma acareação a ser realizada na próxima semana, já solicitada pelo delegado. Pessoas de financeiras que não foram presas também poderão ser chamadas para depor ou até participar da acareação.
 
 
Foto: Cidadeverde.com

Marllos Sampaio quer acariação entre presos na próxima semana

 
Os mandados foram cumpridos desde o início do dia em Esperantina, Buriti dos Lopes, Barras e Parnaíba. Os acusados vão passar a noite na penitenciária mista de Parnaíba. O delegado geral da Polícia Civil, James Guerra, e o secretário estadual de Segurança, Robert Rios Magalhães, aprovaram o envio de um delegado de fora de cada cidade para ajudar nas prisões.
 
O golpe lesou mais de 300 pessoas nas cidades citadas, mas pode ter prejudicado mais de 500 em toda a região norte, com mais de R$ 200 mil envolvidos. Ele consistia em lesar aposentados que contraiam empréstimos e eram forçados a prolongá-los por mais quatro ou até seis anos, com prestações e juros mais elevados. É o refinanciamento de empréstimo consignado, que deu nome à operação.
Foram presos Rosângela Maria Sousa (dona da Real Crédito, presa em Esperantina), sua mãe Maria Oneide de Sousa, e seu irmão Francisco Xavier de Sousa. Além deles, foram detidos Luís Gualberto de Sousa, vigilante do Banco do Brasil em Esperantina; sua esposa, Maria Suzete Pereira; Carlos Alberto Carvalho, em Barras; João Bosco de Sousa, em Buriti dos Lopes; e Francisca Maria dos Santos, presa em Parnaíba.
 
Marllos adiantou ao Cidadeverde.com que outras prisões foram pedidas e não foram decretadas. Documentos falsificados serão encaminhados para a perícia, que irá analisar o material. A equipe que cuidou da investigação deve retornar de Parnaíba na próxima quinta-feira.
 
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