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Ex-prefeito de Canto do Buriti e atual prefeito de Tamboril têm bens bloqueados

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O ex-prefeito de Canto do Buriti, Nilmar Valente de Figueiredo, teve os bens bloqueados pela justiça sob a acusação de improbidade administrativa na última gestão no município, que fica localizado a 405 km ao sul da capital. De acordo com ação ajuizada pelo promotor Márcio Carcará, o gestor teria onerado os cofres públicos em cerca de R$ 2 milhões com compras e obras sem licitação no ano de 2011. O atual prefeito de Tamboril do Piauí, Benjamim Valente Filho, na época gestor do Fundo Municipal de Saúde de Canto do Buriti, também foi acusado.

De acordo com nota do Ministério Público do Estado, a decisão deu-se por conta de despesas que incluíram aquisição de combustíveis e lubrificantes, serviços de manutenção e recuperação de estradas vicinais, serviços de pavimentação asfáltica, serviços de engenharia e de transporte escolar, dentre outros, feitas sem licitação e de forma fragmentada. 

Os prejuízos causados ao erário estão registrados em relatório elaborado pelo Ministério Público de Contas. Somados, os atos de improbidade praticados pelo prefeito e pelos demais gestores resultariam em um dano de cerca de R$ 2.700.000,00.

Na ação impetrada pelo Ministério Público, também são mencionados Benjamim Valente Filho, então gestor do Fundo Municipal de Saúde (FMS) de Canto do Buriti, e que hoje é o atual prefeito do Município de Tamboril do Piauí. Além deles, Simony Suely Chaves Valente Soares, na época gestora do Fundo Municipal de Assistência Social, e Maria do Socorro Chaves Carvalho, gestora da Câmara Municipal.

O promotor solicitou o bloqueio dos envolvidos para posterior ressarcimento dos prejuízos, no que foi atendida pelo Poder Judiciário. Serão oficiados os cartórios de registros de imóveis, a Receita Federal, o DETRAN e os bancos, para bloqueio dos imóveis, veículos, investimentos e outros valores pertencentes aos requeridos.

O ex-prefeito Nilmar Valente alegou que ainda não recebeu notificação do Ministério Público e garantiu que as contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado. “Segundo o meu advogado, as contas de 2011 foram aprovadas e não tenho restrições. Não tenho nada a temer quanto a isso, mas espero ser notificado para tomar as devidas providências”, defende o ex-gestor.

Da Redação
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