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Ciro vota a favor do impeachment e diz que governo perdeu capacidade de sustentação

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O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, repetiu a orientação do partido na votação do dia 17 de abril, na Câmara Federal. Da bancada piauiense no Senado, ele foi o único que votou pela admissibilidade do impeachment.  

"Essse é um dia que eu não gostaria que existisse e que estivesse acontecendo. O afastamento de presidente da república é traumático em qualquer democracia, mas nós representantes da sociedade, temos que nos resignar aos nossos deveres, principalmente, quando de nós é exigido cumprir a nossa obrigação em suas instituições. Nunca fui um entusiasta desse impeachment. Todos sabem que a minha primeira atitude, logo no início desse processo, foi tentar construir uma solução menos dolorosa possível dentro das circunstâncias. A Casa não faz aquilo que o povo não quer. O povo é soberano", disse Nogueira.

Durante o discurso, ele ainda fez menção ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com palavras de gratidão pelo trabalho desenvolvido pelo petista no Piauí.

"Eu venho de um Estado, o Piauí, e de uma região o Nordeste, ao qual tenho bastante gratidão pelos avanços sociais que mudaram a vida de milhões de piauienses e nordestinos. É doloroso estar aqui presenciando o fim de um ciclo, iniciado pelo presidente Lula e que tanto deixou boas recordações na alma de meu povo, do povo do Estado do Piauí e região. Neste momento tão triste, por questão de honestidade, consciência e coerência, temos que reconhecer que o legado das melhorias políticas-sociais implementadas pelo presidente Lula, significaram na vida dos meus irmãos, do meu querido Estado. Assim, eu com o peso da responsabilidade histórica que hoje temos sobre os nossos ombros,  voto SIM,  pela admissibilidade do impeachment. Meu voto não é contra ninguém, contra nenhum governo. Meu voto é a favor da necessidade urgente que a gente tem de sair do atual impasse. Por isso, voto a favor do fim da crise; à favor do Brasil", disse Ciro Nogueira. 

Ciro Nogueira afirmou que, sem uma base mínima de apoio, os governos passam a ser um entrave para o funcionamento do país. "Eles perdem a iniciativa e tornam-se incapazes de enfrentar os grandes problemas nacionais", observou ainda o senador.

"A grande e dura realidade é que o governo perdeu sua capacidade de sustentação. A margem expressiva que se verificou na votação do impeachment na Câmara foi a consequência, e não a causa, desse esgotamento", disse o parlamentar.

 

Graciane Sousa
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