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Dupla feminina conquista inédita medalha para vela

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O mergulho nas águas de Qingdao, o barco virado e a emoção no pódio, caracterizada por sorrisos, lágrimas e bandeira do Brasil nas mãos, simbolizaram muito bem a importância do feito de Fernanda Oliveira e Isabel Swan nas Olimpíadas de Pequim. Com ascensão meteórica nas últimas regatas da classe 470, a dupla venceu a última prova, assegurou a terceira colocação geral e recebeu com muito orgulho o bronze.
 
Foto: Luis Tejido/Efe
As brasileiras Fernanda Oliveira (esq.) e Isabel Swan recebem a medalha de bronze da classe 470 da vela nos Jogos OlímpicosA medalha, que em alguns casos é considerada apenas razoável, atribuída a fracassos e até mesmo desprezada, como foi o caso do sueco Ara Abrahamian na luta greco-romana, tem cara de ouro para as brasileiras. Principalmente por ter um caráter inédito, afinal é a primeira vez que uma categoria feminina da vela dá uma conquista dessas ao esporte nacional - os homens têm 14 na história. Esse bronze é comemorado como ouro também porque elas chegaram às Olimpíadas de Pequim longe da lista de favoritas.
 
A timoneira Fernanda e a proeira Isabel tiveram uma trajetória de certa maneira surpreendente na disputa da classe 470. Até a quinta regata, de um total de 11 (incluindo a Medal Race), elas não tinham passado das dez primeiras colocações.

Conseguiram avançar um pouco ao fim da sexta prova, quando assumiram a nona posição no geral. Após isso, a ascensão foi impressionante. A dupla brasileira chegou em quinto na sétima prova, em quarto na oitava e também na nona, para então assumir a terceira colocação depois da décima regata.

Embora tivessem chegado à regata da medalha em situação mais cômoda, Fernanda e Isabel estavam muito concentradas em não vacilar na última prova. E o foco na competição foi tanto que elas deixaram todas as adversárias para trás e venceram a 11ª disputa. Fato que manteve o conjunto brasileiro na terceira colocação.
 
Foto: Agencia/Xinhua

À frente das brasileiras só ficaram as australianas Elise Rechichi e Tessa Parkinson, donas do ouro, e as holandesas Marcelien de Koning/Lobke Berkhout, que conquistaram a prata.

Vela volta ao topo da lista dos esportes mais gloriosos

Com a medalha conquistada nas águas de Qingdao, a vela brasileira empata com o judô e soma 15 na história das Olimpíadas. Antes do início dos Jogos de Pequim, a modalidade era líder isolada, mas foi superada pelo pessoal do tatame após os bronzes de Leandro Guilheiro, Tiago Camilo e Ketleyn Quadros.

Ainda nesta edição das Olimpíadas existe a possibilidade de a vela verde-amarela voltar a ser o esporte mais vitorioso do Brasil nos Jogos. E as principais esperanças são Robert Scheidt/Bruno Prada, na classe Star, e Ricardo Winicki, o Bimba, na RS:X. A dupla, no entanto, tem oscilado bastante em sua categoria.
 
Fonte: G1
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