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Argentina pode bater Brasil no quadro de medalhas

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Apenas uma colocação separa o Brasil da Argentina na classificação geral do quadro de medalhas nesta quarta-feira. Os ?hermanos? estão na 41ª posição, com 1 ouro e 1 bronze, na tentativa de alcançar o Brasil, que está em 40ª lugar, com 1 ouro e 5 bronzes. Há oito Olimpíadas, ou 36 anos, a Argentina não vence o duelo. Será que a chance da virada pode aparecer em Pequim?

A Argentina ficou na frente do Brasil na classificação em nove edições: 1924, 1928, 1932, 1936, 1948, 1952, 1960, 1964 e 1972. No Pan-Americano do Rio, em 2007, o Brasil obteve a 3ª melhor colocação, com 54 ouros, atrás dos EUA (97 ouros) e Cuba (59 ouros). A Argentina amargou o 7º lugar, com 11 ouros, atrás de Canadá (39), México (18) e Colômbia (14).

Chances e conquistas argentinas

Além do futebol masculino, que disputa o ouro contra a Nigéria após massacrar a seleção brasileira, os times argentinos têm boas chances de medalhas em pelo menos duas modalidades coletivas. De acordo com o Comitê Olímpico Argentino, o basquete masculino (atual campeão olímpico em cima dos Estados Unidos) e o hóquei na grama feminino (das famosas ?leonas?, prata em Sydney e bronze em Atenas) também podem faturar medalhas em Pequim.

A Argentina ainda tem boas chances de levar o bronze com a dupla Carlos Espínola e Santiago Lange, na vela, categoria tornado, e no ciclismo. Na modalidade BMX, segundo o Comitê, seus quatro atletas podem chegar ao topo do pódio ? Daniel Becerine, Ramiro Marino, Gabriela Diaz e Maria Belen Dutto.

Até agora, a Argentina faturou 1 bronze no judô (com Paula Pareto na categoria até 48kg) e 1 ouro no ciclismo (com a dupla Juan Esteban Curuchet e Walter Fernando Perez na modalidade 50km).

Chances e conquistas brasileiras

Já o Brasil ainda tem chances de conquistar medalhas nos quatro vôleis (de quadra e de praia, feminino e masculino) e no futebol feminino e masculino (bronze). Além dos esportes coletivos, os atletas do País têm boas chances nos individuais com Maureen Maggi, que pode faturar no salto em distância, Jadel Gregório no salto triplo e a dupla Robert Scheidt e Bruno Prada, na classe star do iatismo.

Até agora, conquistaram medalhas o nadador César Cielo, que levou o ouro inédito para a natação brasileira nos 50m livre, os judocas Leandro Guilheiro (leve), Tiago Camilo (meio-médio) e Ketleyn Quadros (leve), que garantiram o bronze, e as velejadoras Fernanda Oliveira e Isabel Swan, que surpreenderam ao ficar com o bronze na classe 470.

Para um dos chefes da delegação argentina em Pequim Mário Moccia, é difícil prever se a argentina vai conseguir a quantidade de medalhas de ouro para passar o Brasil. ?Nós já estamos muito felizes com a vitória no futebol, que para a maioria dos torcedores é o que mais importa?, mordeu. ?Mas, para nós, os brasileiros são como irmãos. Há uma rivalidade esportiva, mas, na América do Sul, nós procuramos trabalhar juntos e, no fundo, chegar à frente do Brasil na classificação dos Jogos não é algo muito significativo?, assoprou.
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