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Mediatriz estréia hoje no Teatro João Paulo II

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Propondo um estudo sobre o ?ver? e 'outras formas de olhar' tendo como objeto o corpo que dança, o espetáculo ?Mediatriz? propõe uma discussão em torno de concepções e convenções nas atuais linguagens da dança.
 
Foto: Rogério Ortiz

O Corpo se mostra em um espaço tridimensional que o recorta em partes, o fragmenta, o esconde para revelar, construindo um jogo de relações dinâmicas e constantemente mutáveis.

No espetáculo, elementos convencionais da dança são subvertidos, deslocados e descontextualizados para serem reconhecidos de outras maneiras, fazendo gerar outros significados.

Com estréia nesta quinta-feira, 21 e na sexta-feira, 22, às 20h, no Teatro Municipal João Paulo II, "Mediatriz" é um projeto do Núcleo de Criação do Dirceu, que tem concepção, coreografia e interpretação de Elielson Pacheco, Janaína Lobo e Weyla Carvalho e foi contemplado pelo Prêmio Klauss Vianna de Danca 2007, com patrocínio da Petrobrás via Lei de Incentivo Federal.

Tomando como referência o termo matemático homônimo, o espetáculo ?Mediatriz? busca a intersecção entre esses três corpos, que são singulares mas possuem pontos em comum.

Para tanto, os intérpretes-criadores se utilizam de uma caixa cênica negra, que emoldura pés, pernas, torsos e outras partes específicas do corpo, beirando o ilusionismo e levando o público a questionar o que está vendo. ?A idéia foi fazer uma dança com a totalidade do corpo sem nunca mostrá-lo por inteiro?, aponta Janaína.

A concepção musical, assinada em parceria por Sérgio Matos e Sérgio Donato, investe em climas saturados de clichês, misturando bolero com jazz e música minimalista mixados ao vivo. O Theremin, um instrumento de origem russa considerado o primeiro a produzir música eletrônica, pontua a trilha sonora operando em um campo eletromagnético sem que se precise tocar no instrumento, numa relação direta com a desconexão das partes com o todo, abordada no espetáculo.

?Mediatriz? conta ainda com orientação dramatúrgica de Marcelo Evelin, figurino de Layane Holanda, iluminação de Hein Drost, técnica de palco de Leonardo Silva, direção de ensaio de Marber Ramos e produção de Regina Veloso e Klayton Amorim.

Os ingressos custarão R$ 5 (meia-entrada) e R$ 10 (inteira), havendo um número de cortesias disponível para a comunidade, mediante contato prévio com a secretaria do teatro (3230-3636).

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