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Com desistência de três candidatos, eleição para presidência da Câmara é remarcada

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Marcelo Castro. Foto: G1

Atualizada às 15h38

Para não atrapalhar o andamento da sessão da CCJ, o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), garantiu a deputados que a ordem do dia só começará por volta das 18h ou 19h, ainda que a sessão para debates comece às 16h desta quarta-feira.

Depois da desistência de Beto Mansur, do PRB, Maria do Rosário (PT-RS) e Fausto Pinato (PP-SP) também desistiram da briga pela presidência da Câmara. No total, dos 17 que registraram oficialmente suas candidaturas, 14 ainda se mantêm na disputa.

Líderes que participam da CCJ, e atuam em campo oposto ao de Eduardo Cunha, orientaram suas bancadas a não registrar presença na sessão plenária antes que termine a votação do relatório de Ronaldo Fonseca na Comissão.

Neste momento, Osmar Serraglio, presidente da Comissão, recebeu o requerimento de encerramento de discussão para que a votação do futuro de Cunha comece.

Aliados do ex-presidente da Câmara tentavam justamente evitar que dez oradores falassem durante a sessão desta quarta para que adversários de Cunha não chegassem a pedir o encerramento da discussão. Mas, passadas cinco horas do início da reunião, o requerimento, de autoria de Alessandro Molon, chegou ao presidente da Comissão, Osmar Serraglio.

- Estamos aqui confinados numa ilha. Nem ibope isso aqui está dando. Peço que marque a hora que esta sessão vai acabar - pediu Carlos Marun (PMDB-MS), aliado de Cunha, a Serraglio.

Votação

A eleição para presidente da Câmara estava, inicialmente, marcada para as 16h desta quarta, mas foi remarcada para às 18 horas. Até uma hora antes da votação (17h), é permitido que os candidatos registrados desistam de participar do pleito. Qualquer deputado podia lançar candidatura, mesmo sem apoio de suas bancadas.

A votação será secreta e acontecerá pelo sistema eletrônico, onde são registrados os votos.

Para ser eleito no primeiro turno, é preciso que o candidato obtenha a maioria absoluta dos votos. Ou seja, considerando a presença de 257 deputados, são necessários os votos de pelo menos 129 congressistas.

Nos últimos dias, os candidatos à sucessão de Cunha colocaram as campanhas nos carpetes verdes da Casa, distribuindo panfletos pessoalmente ou por meio de cabos eleitorais e a espalhando cartazes pelas dependências da Câmara.

Veja quem são os deputados que permanecem concorrendo à presidência:

Carlos Gaguim (PTN-TO): administrador, tem 55 anos e também está no primeiro mandato. Foi vereador e deputado estadual no Tocantins. Governou o estado após a cassação do então governador Marcelo Miranda e do vice Paulo Sidnei pelo TSE, em 2009.

Carlos Manato (SD-ES): médico, tem 58 anos e está no quarto mandato na Câmara. É o atual corregedor da Casa e já ocupou cargos de suplente na Mesa Diretora.

Cristiane Brasil (PTB-RJ): advogada e filha do delator do mensalão Roberto Jefferson. Está no primeito mandato na Câmara.

Esperidião Amin (PP-SC): advogado e administrador, tem 68 anos e exerce o terceiro mandato de deputado federal. Foi governador de Santa Catarina por duas vezes e senador pelo mesmo estado em 1991. Amin foi prefeito de Florianópolis durante dois mandatos, em 1975 e 1989.

Evair Melo (PV-ES): administrador de empresas, estreou na Câmara na eleição de 2014. Atualmente, é um dos vice-líderes do PV na Casa.

Fábio Ramalho (PMDB-MG): empresário, está no terceiro mandato consecutivo na Câmara. Ele já foi prefeito do município de Malacacheta (MG), entre 1997 e 2004.

Fernando Giacobo (PR-PR): segundo vice-presidente da Câmara. Foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2002, pelo PPS, e reeleito em 2006, pelo PL (hoje PR). Nas últimas eleições, em 2014, teve 144 mil votos.

Gilberto Nascimento (PSC-SP): advogado, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo. Está no segundo mandato como deputado federal.

Luiza Erundina (PSOL-SP): assistente social, ela foi a primeira prefeita mulher da cidade de São Paulo. Erundina está no quinto mandato na Câmara dos Deputados.

Marcelo Castro (PMDB-PI): médico, 66 anos, foi ministro da Saúde do governo da presidente afastada, Dilma Rousseff. Como deputado, está no quinto mandato.

Miro Teixeira (Rede-RJ): jornalista e advogado, é o decano da Câmara dos Deputados e cumpre o 11º mandato como deputado federal. Foi parlamentar Constituinte e ministro das Comunicações no primeiro ano do primeiro governo do presidente Lula.

Orlando Silva (PCdoB-SP): ex-ministro do Esporte, está no primeiro mandato como deputado federal. Ele deixou o governo Dilma Rousseff sob suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de dinheiro público. É integrante da nova oposição da Câmara.

Rodrigo Maia (DEM-RJ): Bancário, Rodrigo Maia tem 46 anos e chegou a ser cotado para liderar o bloco do governo do presidente em exercício Michel Temer. Deputado federal desde 1999, Maia está em seu quinto mandato consecutivo. É filho do ex-deputado federal e ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia.

Rogério Rosso (PSD-DF): aliado de Cunha, foi presidente da comissão especial do impeachment na Câmara dos Deputados.

 

Rodrigo Maia. Foto: G1

Rogério Rosso (PSD-DF)
Aliado de Cunha, foi presidente da comissão especial do impeachment na Câmara dos Deputados. Está no primeiro mandato como deputado federal.

Rogério Rosso. Foto: G1

Fonte: G1 e O Globo

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