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Foragidos se entregam e prisões pela Operação Vigiles sobem para 30

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Delegado Kleidson Ferreira. Foto: Wilson Filho/Cidadeverde.com

Mais três pessoas foram presas na Operação Vigiles, em Teresina, suspeitas de fraudar o concurso para soldado do Corpo de Bombeiros do Piauí, em 2014. Eles são Francisco das Chagas Layson da Silva Rocha, Jacquelyne Alves Brandão e Gabriel Alves Costa Pereira. No total, 30 pessoas foram presas, mas apenas 26 permanecem detidas.

Francisco e Jacquelyne se entregaram e Gabriel foi encontrado pela polícia na última sexta (18). Segundo o delegado Kleidson Ferreira, responsável pelas investigações, Francisco e Jaquelyne já foram liberados, porque contra eles havia mandados de prisão temporária. Pelo mesmo motivo, outra duas pessoas já foram soltas. Estas não tiveram seus nomes informados e foram presas na última quinta-feira (17). 

"As pessoas que foram liberadas não significa que não tenham participação na fraude, mas sim que os mandados pediam a prisão apenas para colheita de provas e outras investigações. Para outros, há mandados de prisão preventiva, esses permanecem", explicou. 

Ao todo, foram expedidos 36 mandados de prisões, 35 mandados de conduções coercitivas e 71 mandados de busca e apreensão. Do total de presos e conduzidos, 30 são alunos do curso de formação do Corpo de Bombeiros - o curso foi cancelado após a Operação e tinha 42 homens e mulheres em formação. 

Seis pessoas ainda permanecem foragidas. Os presos são alunos do curso de formação, fiscais de prova e um advogado, Evilásio Rodrigos, organizador do esquema. Ele distribuía os gabaritos aos candidatos que buscavam a aprovação. 

Operação

Na quinta-feira (17), 27 pessoas foram presas durante operação Operação Vigiles deflagrada pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco). 

O coordenador do Greco, delegado Carlos César Camelo, explicou que o esquema fraudulento era similar ao que ocorreu no concurso do TJ-PI. 

"Eles [fraudadores] não tinham acesso ao gabarito oficial da organizadora e colocavam pessoas, os chamados 'pilotos', para fazer as provas. Eles saem antes do horário de encerramento da prova e passam esses gabaritos via  telefone celular. É muito parecido com a fraude descoberta no concurso do TJ-PI e no Enem", disse o delegado.

De acordo com a Polícia Civil, os 'pilotos' são geralmente universitários ou concurseiros com bons resultados em outros certames. Os candidatos aprovados deveriam fazer o pagamento após assumirem os cargos e o valor era de cerca de dez vezes o total do salário do, então, servidor. 

 

Maria Romero
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