Cidadeverde.com
Últimas

Ex-moradora de favela, Daya Luz, é aposta do Pop

Imprimir

Você pode não ter ouvido falar dela. Ainda. Para o grande público, Daya Luz, de 25 anos, é novidade, mas para os fãs do game “Just dance” ela já é fenômeno com a música exclusiva “Te dominar”. Até então, só Ivete Sangalo tinha emplacado um hit no jogo no qual a pessoa simula passos de dança. Na nova versão, além de Daya, tem Justin Bieber, Beyoncé, Queen e Anitta.

— É uma grande oportunidade. Minha carreira só está começando agora e eu já estou recebendo mensagens de fãs do mundo todo, falando sobre o ‘Just dance’. Adoro videogame e esse retorno tem sido muito bacana — vibra a estreante.

Apesar de recém-chegada ao cenário pop, Daya não é amadora. Só o clipe de “Te dominar” teve investimento de R$ 200 mil. No seu primeiro single, “Olha pra mim”, rodado em Hollywood, com assinatura de Neville Page, diretor de efeitos visuais de filmes como “Avatar” e “Star Trek”, foram gastos mais de 80 mil dólares.

— Conheci o Neville na Comic Con (feira nerd), em São Paulo. Mostrei minha música, ele gostou e disse para chamá-lo quando fosse gravar o clipe. Em um mês eu já estava em Hollywood, com uma produção de cem pessoas, inclusive bailarinos da Britney Spears. Imagina... Meu primeiro clipe já gravar assim. Foi um dia de estrela.

Mas até aqui a caminhada foi árdua. Dayane Luz nasceu em Americanópolis, comunidade paulistana. Começou a dançar aos 9 anos por recomendação médica, já que sofria de fortes dores nas pernas. Aos 13, fez panfletagem no sinal para ganhar uma graninha e ajudar em casa. Dos 16 aos 18, trabalhou como aprendiz num banco, e depois em uma fábrica de cinto de segurança. Até que chegou ao Balé do Faustão. Na Globo, foi descoberta por um produtor, que apostou em seu talento. Isso, para resumir!

— Eu morava numa periferia, estudava em escola pública e cresci vendo violência por todos os lados. Não queria estar ali, queria uma vida diferente. Sempre me dediquei aos estudos, era uma das melhores alunas da sala. Quando me mudei para o Rio não conhecia ninguém, então morei de favor na Cidade de Deus. Fazia faculdade de Administração e ganhava um salário mínimo. Mas nunca me fiz de coitada! Consegui mudar minha realidade acreditando em mim. Quero é fazer um trabalho bem feito, de qualidade e admirável!

Ivete Sangalo, a inspiração
Daya focou na trajetória da musa do axé Ivete Sangalo e em estrelas do pop internacional para trilhar seu caminho na música. Dos pais, a princípio, a cantora não teve apoio, já que eles não tinham condições financeiras para investir nela.

— Quando via a Ivete cantando para uma multidão, isso me tocava. Madonna e Michael Jackson também enchiam meus olhos porque usavam a dança como forma de expressão. Eu queria ser uma grande cantora, só que os meus pais não acreditavam muito nisso, diziam para eu estudar, fazer faculdade, que esse negócio de ser artista não é para mim. Mas nunca deixei de sonhar — suspira!

Quem apostou todas as fichas em Daya Luz foi seu empresário, investidor e marido, Alessandro Bonfim:

— Há um tempo ele queria ser cantor também, mas não deu muito certo. Hoje, é o sonho de nós dois.
Críticas e comparações não a assustam. A terapia tem ajudado a lidar com as dores e delícias da profissão:

— A gente não consegue agradar todo mundo. O importante é fazer a coisa certa, aí podem falar o que quiserem que isso não vai atingir. A terapia é para me preparar emocionalmente e psicologicamente para o sucesso não subir à cabeça.


Fonte: Extra

Imprimir