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Após 2 horas, termina depoimento de Lula a Moro

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O interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato terminou depois de 2 horas e 10 minutos, na sede da Justiça Federal, em Curitiba, por volta das 16h20 desta quarta-feira (13). O réu Branislav Kontic também foi interrogado, logo depois.

Esta é a segunda vez que Lula presta depoimento na condição de réu em um processo da Lava Jato conduzido pelo juiz Sérgio Moro. No primeiro caso, ele foi acusado de receber R$ 3,7 milhões em propina, de forma dissimulada, da empreiteira OAS. Em troca, ela seria beneficiada em contratos com a Petrobras. Naquela ocasião, ex-presidente acabou condenado naquela ação penal a nove anos e meio de prisão.

Dessa vez, a acusação é sobre um suposto pagamento de propina por parte da construtora Odebrecht. Segundo a denúncia, a empresa comprou um terreno para a construção de uma nova sede para o Instituto Lula. A empreiteira também teria comprado um apartamento vizinho ao que o ex-presidente mora, em São Bernardo do Campo. O imóvel é alugado desde 2002 e abriga, principalmente, os seguranças que fazem a escolta de Lula.

Atualizada às 13h50

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a prestar depoimento por volta das 14h15 desta quarta-feira (13), na 13ª Vara Federal de Curitiba. Esta é a segunda vez que ele fala ao juiz Sérgio Moro, na condição de réu em um processo da Operação Lava Jato. A informação foi confirmada pela assessoria da Justiça Federal.

O primeiro a questionar Lula é o juiz Sérgio Moro. Depois, o Ministério Público Federal e por fim os advogados de defesa.

Além de Lula, Moro também deve ouvir nesta quarta-feira Branislav Kontic, ex-assessor do ex-ministro Antônio Palocci.

2º depoimento

Esta é a segunda vez que Lula presta depoimento na condição de réu em um processo da Lava Jato conduzido por Moro. No primeiro caso, ele foi acusado de receber R$ 3,7 milhões em propina, de forma dissimulada, da empreiteira OAS. Em troca, ela seria beneficiada em contratos com a Petrobras. O ex-presidente acabou condenado naquela ação penal a nove anos e meio de prisão.

Dessa vez, a acusação é sobre um suposto pagamento de propina por parte da construtora Odebrecht. Segundo a denúncia, a empresa comprou um terreno para a construção de uma nova sede para o Instituto Lula. A empreiteira também teria comprado um apartamento vizinho ao que o ex-presidente mora, em São Bernardo do Campo. O imóvel é alugado desde 2002 e abriga, principalmente, os seguranças que fazem a escolta de Lula.

Entenda a denúncia

Segundo o MPF, os dois imóveis fazem parte de um total de R$ 75 milhões em propinas que foram pagas pela Odebrecht a funcionários da Petrobras e políticos, após a empreiteira firmar oito contratos com a estatal. De acordo com a denúncia, a parte de Lula foi repassada com a intermediação do ex-ministro Antônio Palocci e do assessor dele, Branislav Kontic.

O imóvel que seria para o Instituto Lula fica em São Paulo, na Rua Haberbeck Brandão. O MPF afirma que o terreno foi comprado pela Odebrecht, usando o nome de outra empreiteira, a DAG. Apesar das negociações terem sido feitas e a DAG ter adquirido o imóvel, nada foi construído no local.

Já a compra do apartamento, de acordo com a denúncia, foi realizada com o auxílio de um parente do pecuarista José Carlos Bumlai. Conforme o MPF, Glaucos da Costamarques serviu de "laranja" para adquirir o imóvel para Lula, já que o apartamento era alugado desde que ele chegou à Presidência.

Ao todo, oito pessoas foram denunciadas: Lula, Palocci, Kontic, Paulo Melo, Demerval Galvão, Glaucos da Costamarques, Roberto Teixeira e Marcelo Odebrecht. A ex-primeira-dama Marisa Letícia também constava na denúncia, mas teve o nome retirado após a morte dela.

Desde que foi denunciado, Lula tem negado o recebimento de propinas e o favorecimento da Odebrecht. A defesa diz que o MPF não tem provas que sustentem a denúncia.

Reformas em sítio

Além do processo em que foi condenado e desta ação penal em que vai prestar depoimento, Lula é réu em um terceiro processo que corre na 13ª Vara Federal de Curitiba, comandada por Sérgio Moro. Nesta ação penal, o petista foi acusado de receber propina da Odebrecht e da OAS, por meio de reformas em um sítio em Atibaia, no interior paulista. Além dele, outras 12 pessoas também foram denunciadas.

O imóvel era usado com frequência pela família de Lula. Para o MPF, o sítio, que na documentação oficial pertence aos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna, seria, na verdade, de Lula. Assim como nos demais processos, a defesa de Lula.

Esta ação terceira ação penal ainda está nas primeiras fases. Até o momento, o juiz Sérgio Moro não marcou as audiências para ouvir as testemunhas de acusação e defesa.

Atualizada às 11h

O juiz Sergio Moro chegou ao prédio da Justiça Federal, em Curitiba, por volta das 9h30 desta quarta-feira (13). O magistrado estava acompanhado de um carro da Polícia Militar e não falou com a imprensa.

Ele se prepara para, às 14h, ouvir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no processo em que ele é acusado de receber propinas da Odebrecht na forma de um terreno para sediar o Instituto Lula e de um apartamento vizinho ao que ele reside, em São Bernardo do Campo.

Além da proteção especial da polícia, o juiz Moro não precisou de nenhum tipo de ação especial para a sua chegada. A rua da Justiça Federal tem acesso restrito a autoridades, moradores e imprensa.

O ex-presidente Lula chegou a Curitiba por volta da meia-noite de terça-feira. Diferentemente do último depoimento na Justiça Federal do Paraná, em maio, o petista dispensou o avião e chegou à capital paranaense em um carro de passeio.

Vídeos: assista ao segundo depoimento de Lula a Sergio Moro

Fontes: G1 e Veja

 

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