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Médico piauiense é preso em operação da PF que investiga fraude na Saúde

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A operação "Pegadores" deflagrada pela Polícia Federal prendeu 13 pessoas - entre elas um médico do Piauí - com suspeitas de fraude na Saúde.

A PF cumpriu 45 mandados no Piauí e Maranhão contra empresários, servidores públicos e funcionários de empresas que prestaram serviços a hospitais do Estado do Maranhão. Os mandados foram cumpridos em Teresina, São Luís, Imperatriz e Coroatá. 

Em Teresina, a PF veio efetuar a prisão de um médico piauiense (não teve o nome divulgado) que foi localizado em Coroatá, no Maranhão. Houve busca e apreensões em três imóveis que pertencem ao médico na capital piauiense. Ele era diretor do Samu de Coroatá. Hoje, a prefeitura de Coroatá enviou nota esclarecendo:

Leia o comunicado: 

"Sobre o desdobramento da Operação Sermão dos Peixes deflagrada pela Polícia Federal que culminou na condução coercitiva do diretor do SAMU de Coroatá Dr. Mariano, a prefeitura de Coroatá vem a público informar que não existe no inquérito aberto pela PF e pelo Ministério Público Federal qualquer menção a prefeitura a prefeitura de Coroatá na atual gestão, ou quaisquer irregularidades na aplicação dos recursos da saúde em nosso município que a prefeitura tem procurado aplicar com excelência de acordo com a Lei.

Ciente do nosso compromisso e responsabilidade com a coisa pública, Informarmos ainda, que a Prefeitura se coloca a inteira disposição das autoridades federais no sentido de colaborar para o bom andamento da operação, lisura e transparência das investigações.

Atenciosamente,

Luís da Amovelar Filho.
Prefeito de Coroatá.

Entre as prisões está também a ex-subsecretária estadual de Saúde, Rosângela Silva Barros, conhecida como Rosângela Curado, que concorreu em 2016 ao cargo de prefeita de Imperatriz. Diretores e tesoureiros de Oscips e organizações sociais que prestavam serviços à saúde também foram presos.

A Operação Pegadores faz parte da quinta fase da Operação Sermão dos Peixes, que começou em 2012. Segundo a PF, mais de R$ 18 milhões foram desviados por duas modalidades de fraude: supersalários de colaboradores contratados pelas organizações e empresas de fachada. Segundo a PF, a fraude supera R$ 18 milhões. Os beneficiários seriam parentes de apadrinhados políticos ou os próprios apadrinhados.

“Listas eram confeccionadas por uma servidora da Saúde, que determinava às organizações sociais, contratadas pela secretaria, que efetivassem tais pessoas. E tinha mais: as listas determinavam os salários a ser pagos a tais pessoas”, comentou, em coletiva nesta manhã, o delegado-chefe da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros, Wedson Cajé Lopes para o jornal O Imparcial. 

Esquema

A PF informou que a finalidade era acomodar padrinhos políticos dentro das unidades de saúde do estado. Uma servidora da secretaria ficava responsável por indicar quais colaboradores às organizações sociais, contratadas para executar serviços hospitalares nos centros de saúde, deveriam efetivar.  Indicava também o valor do salário que deveria ser pago. Em um caso relatado pelo delegado, uma enfermeira que deveria ganhar R$ 3.328 mantinha no contracheque a retirada de R$ 13 mil. 

Segundo o delegado, parte desses crimes  “envolviam uma série de apadrinhados políticos”. No total, segundo a PF, 428 pessoas foram inseridas nas folhas de pagamento “mas não exerciam suas funções nas unidades hospitalares”, segundo Cajé. “Além disso, havia outra modalidade de desvio, com utilização de empresas de fachada”, revelou. O delegado citou como exemplo uma ex-sorveteria que alterou seu contrato social e transformou-se em uma Empresa de Gestão em Serviços Hospitalares.

Sorveteria virou ‘serviços médicos’ 

A investigação revela ainda que uma sorveteria virou uma empresa especializada na gestão de serviços médicos no milionário esquema de fraudes contra a saúde no Maranhão.

A PF descobriu que a casa de gelados, ‘da noite para o dia’, em fevereiro de 2015, passou por um processo de transformação jurídica e foi utilizada para a emissão de notas fiscais frias que permitiram o desvio de R$ 1,2 milhões.

 

Flash Yala Sena (Com informações da PF)
redacao@cidadeverde.com

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