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Equipe descobre o último maniçobeiro vivo no Piauí

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A equipe de jornalismo comandada por Virgínia Fabris desbravou terras do Piauí de norte a sul para contar a trajetória da economia do Estado nos últimos dois séculos. Desde o ciclo da pecuária até o potencial para os pólos de saúde e turístico, a reportagem exibida no especial 250 anos de história entrevistou figuras importantes e mostrou algo raro: os últimos pés de maniçoba a resistirem em solo piauiense, e o último maniçobeiro que vivenciou o ciclo extrativista.

Dada até como extinta, a maniçobeira foi largamente utilizada para a produção de borracha. "Foi um desafio de reportagem. Encontramos uma maniçobeira na única reserva do Estado, de 200 hectares, que nunca foi mostrada na televisão, em uma reserva na Serra da Capivara", disse Virgínia Fabris, que enfrentou sol e viajou até na carroceria de carros para conseguir registrar as imagens das últimas plantas, que estão morrendo em função das mudanças climáticas.




O esforço para filmar a planta responsável pelo ciclo extrativista dos anos 50 no Piauí lhe rendeu ainda o encontro com seu Nilson, 73 anos, que viveu da maniçoba e hoje mora em cavernas da região.  Aposentado, ele contou como foi o rico período em que a borracha era fonte de riqueza no Estado.



Mas a viagem não começa por ai. Da pecuária a extração da cera da carnaúba, a equipe registrou ainda o período de estruturação do Estado, onde surgiram as primeiras estatais - Cepisa, Agespisa, e Telepisa -, chegando até os dias atuais. O desenvolvimento econômico, a evolução da capital Teresina, e a urbanização do Estado não foram esquecidas pela reportagem, que entrevistou diversas personalidades que marcam a história econômica do Piauí.

Em Parnaíba, foram ouvidos Marques Jacob e Ingrid Clarck, descendentes dos tempos em que a fortuna circulava no litoral do Estado. O empresário João Claudino fala do crescimento da economia do Piauí, e Reis Veloso,  ex-ministro do Planejamento, deixou uma mensagem de um Estado promissor.




Fábio Lima
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