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Morre aos 73 anos o jornalista Herculano Moraes vítima de câncer

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Herculano Moraes (de blusa branca) comemorando seu aniversário no dia 2

O jornalista, escritor e acadêmico Herculano Moraes morreu, ontem (18) no Hospital Protomed, onde estava internado há uma semana. Ele lutava contra um câncer de pulmão descoberto há pouco mais de um mês. O escritor tinha 73 anos, comemorados no último dia 2, na Academia Piauiense de Letras, onde era secretário-geral. O velório acontece na Pax União, da avenida Miguel Rosa, e, às 10h, será o sepultamento no cemitério Jardim da Ressurreição. 

Herculano Moraes da Silva Filho nasceu em São Raimundo Nonato, em 1945. Era filho do delegado de Polícia do Município, o sargento da PM, Herculano Moraes, e da dona de casa Olindina Carlos da Silva, ambos falecidos. Com a morte do pai, quando tinha apenas seis meses de nascido, coube à família de Manoel Soares Gondim a educação do menino.

Ele abraçou desde cedo a profissão de jornalista. Em sua longa carreira, exerceu as funções de repórter, redator, articulista, crítico literário e editor dos principais jornais do Piauí. Atou também no rádio. Ainda jovem, dedicou-se também às letras, projetando-se como uma das principais expressões da literatura piauiense.

Na literatura

Com jornalistas e intelectual, fundou a UBE-PI e o Círculo Literário Piauiense – CLIP, que revelaria para a literatura nomes como Hardi Filho, Francisco Miguel de Moura, José Magalhães da Costa, Osvaldo Lemos e Geraldo Borges.

Poeta, historiador da literatura, cronista, articulista, autor de várias obras, em que se destacam ‘Murmúrios ao Vento’, ‘Território Bendito’, ‘Meus Poemas Teus’, ‘Legendas’ (Poesias), ‘Ethos’ (crônicas e artigos), ‘Fronteiras da Liberdade’ (romance) e ainda ‘Visão Histórica da Literatura Piauiense’, livro referencial da historiografia literária, em sua 8ª edição.

Acadêmico

Desde 1980, era membro da Academia Piauiense de Letras, onde ocupava o cargo de secretário geral. Pertencia também a outras instituições culturais, como Academia de Letras do Vale do Longá, Academia de Letras do Médio Parnaíba, Academia de Ciências do Piauí, Academia de Letras, História e Ecologia da Região Integrada de Pastos Bons (Maranhão) e Academia do Leste Maranhense.

Era presidente honorário da Academia Piauiense de Jornalismo e presidente de Honra da Academia Piauiense de História. 

Na política

Na política, foi vereador de Teresina, no início dos anos 70, pelo MDB, e secretário de Estado de Comunicação Social no Governo Lucídio Portella. Foi também assessor especial no Governo Mão Santa. 

Exerceu ainda os cargos de diretor do Teatro 4 de Setembro, da Casa Anísio Brito e do Museu Histórico do Piauí. Em reconhecimento pelos relevantes serviços prestados, recebeu títulos de cidadania nos municípios de Barras, Campo Maior e Teresina.

No esporte

Desportista, foi presidente do Metropol, time de futebol da juventude, e da Liga Esportiva da região Sul; foi vice-presidente do Auto esporte e Presidente do River Atlético Clube. 

Na juventude, foi líder estudantil, sendo presidente do Grêmio Nilo Peçanha, da Escola Industrial de Teresina (hoje IFPI) e do Diretório Estudantil Maurício Silveira, do Colégio Paulo Ferraz. Exerceu ainda o cargo de Secretário- Geral da UPES. Autor do projeto da unificação das entidades estudantis UPES e CEP, de que resultou o Centro Colegial dos Estudantes Piauienses – CCEP, cujo nome foi de sua inspiração.

 

Da Redação
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