Cidadeverde.com
Últimas

Resgatados em caverna viram aprendizes de monges

Imprimir

Os meninos que foram resgatados em uma caverna tailandesa inundada foram ordenados como aprendizes de monges budistas, nesta quarta-feira. A cerimônia teve ainda uma homenagem ao mergulhador voluntário que morreu durante a operação.

Com mantos brancos, os 11 meninos e seu técnico, Ekapol Chanthawong, chegaram ao templo Wat Phra That Doi Tung, localizado em Chiang Rai, província do norte da Tailândia, em um dia de chuva leve e neblina. O 12º integrante do time, Adul Sam-on, de 14 anos, não foi ordenado por ser cristão.

Eles ouviram cânticos budistas e depois receberam mantos cor de açafrão durante uma cerimônia de grande comoção. Um dia antes, suas cabeças foram raspadas, nos preparativos para se tornarem aprendizes de monges.

"Suas vidas mudarão agora", disse Manit Prakobkit, autoridade de um grupo regional cultural à imprensa local. "Esta experiência os ajudará a valorizar seus pais e lhes dar uma ideia do Dhamma".

Na quarta-feira, no templo, os meninos ajudaram uns aos outros a vestir os novos mantos em uma cerimônia assistida por seus familiares e pela esposa de Samarn, Valeepoan Kunan.

A cerimônia terminou com os visitantes e fiéis usando guarda-chuvas para pegar pacotes de moedas atiradas ao ar, um costume que significa que os aprendizes abdicaram das riquezas terrenas.

O grupo agora passará por nove dias de "limpeza espiritual" em outro templo budista, concentrados nos ensinamentos e preceitos da religião, a principal do país.

A estadia integra uma promessa feita por seus parentes no caso de os meninos voltarem sãos e salvos, além de uma homenagem ao mergulhador Samarn Kunan, de 38 anos, a única vítima fatal da operação de salvamento do grupo.

A operação de resgate internacional terminou com sucesso em 10 de julho, quando o último membro do grupo foi retirado da caverna inundada de Tham Luang, em Chiang Rai.

Os meninos e Ekapol entraram no complexo de cavernas no dia 23 de junho para explorá-las quando ficaram presos. Eles sobreviveram durante nove dias graças à água que pingava de rochas até mergulhadores os encontrarem em uma barragem enlameada.

Fonte: O Globo

Imprimir