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Piauí tem a maior taxa de subocupação do Brasil, diz IBGE

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Fonte: IBGE

O Estado do Piauí possui atualmente a maior taxa de subocupação entre as unidades da federação. O ranking foi elaborado pelo IBGE e divulgado nesta sexta-feira (17) na PNAD contínua trimestral.  O Piauí está com uma taxa de subocupação de 40,6%, seguido da Bahia e do Maranhão, ambos com 39,7 % e de Alagoas com 37,7%.  Na outra ponta com a menor taxa de desocupação aparece o Rio Grande do Sul com 15,2% e Santa Catarina com 10,9%.

A taxa composta de subocupação soma o total de desempregados com o total de pessoas que trabalha menos de 40 horas semanais e que gostaria de ter mais uma atividade remunerada para ocupar seu tempo livre.  Somando-se a elas temos, ainda, as pessoas que faziam parte da “força potencial de trabalho”, que são  aquelas que buscaram efetivamente um trabalho, mas não se encontravam disponíveis na semana de referência da pesquisa,  ou aquelas que não haviam buscado efetivamente por trabalho, porém gostariam de tê-lo e estavam disponíveis para assumi-lo na semana de referência da pesquisa.

Salário do trabalhador

Uma informação publicada pela primeira vez na divulgação da pesquisa é de que a renda média dos trabalhadores com carteira assinada no setor privado no Piauí é de cerca de R$ 1408,00 mensalmente.

Este número representa aproximadamente 105% a mais do que os que não tem carteira assinada e ganham um salário de em média R$ 685,00 mensais.

Os trabalhadores com carteira assinada representam 56,5% do total no setor privado da economia no Piauí. Já os 43,5% restantes estão empregadas sem o devido registro legal da carteira, grande parte desta parcela formada por trabalhadores domésticos. Ao visualizarmos a situação dos trabalhadores domésticos, a pesquisa aponta que a absoluta maioria deles não possui carteira de trabalho assinada, representando cerca de 89,8%, enquanto apenas 10,2% a possuem.

Salário do empregador

Outra informação também divulgada pela primeira vez na edição desta pesquisa diz respeito ao quantitativo de pessoas que obtêm sua renda através de sua atividade empresarial, na qual empregam outras pessoas. Assim, esses “empregadores” seriam um total de cerca de 55.000 pessoas, onde aproximadamente 53% delas teriam efetivamente registro junto ao Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) da Receita Federal. Dessa forma, 47% dos empregadores no Piauí não possuíam o devido registro no CNPJ.

Em termos de renda média mensal, os empregadores que estavam registrados no CNPJ ganhavam R$ 4.686,00, cerca de 258% a mais que aqueles não registrados, que auferiam R$ 1.307,00.

A pesquisa destaca ainda a situação dos trabalhadores que tem como renda atividades por conta própria, os autônomos. Somente cerca de 8,7% deles possuem registro junto ao CNPJ. Eles tem uma renda média de R$ 1678,00 que representa cerca de 179% a mais que aqueles que não tem o registro, com renda de R$ 601,00.

Rayldo Pereira
rayldopereira@cidadeverde.com

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